Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 39 Online

Daisy.
Daisy Thereze, a mulher que veio até ele e se tornou Daisy von Waldeck.
Embora a união deles fosse supostamente um casamento por conveniência por causa do título dele, todos ao redor de Maxim tentaram dissuadi-lo dessa ideia. Questionavam seu passado misterioso, mas Maxim von Waldeck nunca tivera a intenção de se casar com outra pessoa.
Na verdade, ele havia exigido a propriedade como pagamento por liderar a campanha militar, tudo para poder torná-la sua esposa.
— Me diga, — Maxim disse de repente, — você sabe o que é o Sabor do Céu?
Seu assistente piscou, surpreso:
— A confeitaria da Rua Oito, senhor?
Era uma pergunta estranhamente trivial vinda do Grão-Duque, mas apesar do nome grandioso do estabelecimento, o assistente reconheceu imediatamente.
— Esse lugar é realmente famoso?
— Sim, senhor. Praticamente todos na capital o conhecem.
— Interessante. —A expressão de Maxim ficou pensativa.
— Por que pergunta sobre doces, senhor?
Já que o lugar era famoso o suficiente, seu plano mal elaborado podia realmente funcionar.
— Quero contratar o padeiro-chefe de lá. Descubra quanto custaria para ele deixar o cargo atual e vir trabalhar exclusivamente para a Casa Waldeck.
— Apenas durante sua estadia na capital, senhor?
— Não… permanentemente. Vou levá-lo para a propriedade quando nossos negócios aqui terminarem. Quero que suas receitas sejam mantidas em sigilo, e pagarei o que ele exigir.
Os olhos do assistente se arregalaram com o pedido inesperado.
— Entendido. Mas… — ele hesitou. — O senhor tem tanta queda por doces assim?
— Você está cheio de perguntas desnecessárias hoje.
— Minhas desculpas, senhor. — O assistente inclinou a cabeça.
— Não é sobre gostar de doces. Eu apenas… acho que serão necessários. — Maxim deu um leve sorriso, a voz suavizando. — Talvez eu esteja um pouco inquieto.
Inquieto? Isso vindo do homem que permanecera completamente composto mesmo quando enfrentava o que outros chamavam de missão suicida.
O assistente ficou confuso, mas sabia que não devia insistir — era uma regra não dita entre aqueles que serviam Maxim von Waldeck.
Em vez disso, seu mestre o surpreendeu com outra pergunta:
— Você se casou com sua esposa por amor?
O assistente hesitou, surpreso. Embora servisse ao lado de Maxim há anos, era a primeira vez que sua vida pessoal era mencionada.
— Sim, senhor. Me apaixonei por ela no momento em que nos conhecemos e a persegui incansavelmente.
— Entendo. E o que as mulheres geralmente… apreciam?
— Senhor? — o assistente deixou escapar antes de se conter. — Perdão, falei sem pensar—
— Continue, — Maxim disse calmamente.
— Nada muito elaborado, na verdade. Flores, pequenos presentes… consistência é o mais importante.
— Isso é suficiente. Está dispensado.
O assistente achou estranha a paciência incomum do seu comandante, mas não questionou. Fez uma reverência e caminhou até a porta, então parou.
— Ah, e cartas, senhor. Eu escrevia cartas de amor para ela todos os dias, sem falta.
— Cartas? —Maxim franziu a testa. —Você realmente tinha tanto para dizer?
— Não exatamente. Apenas… coisas do dia a dia.
— Seja mais específico.
O Grão-Duque estava mesmo perguntando sobre o conteúdo de cartas de amor? Era bizarro, mas o assistente respondeu.
— Coisas simples, senhor. Perguntar se ela comeu bem, se dormiu tranquila, comentar sobre o clima. Nada muito pesado. Mantinha leve para não parecer intenso demais.
— Hmm. — Maxim ficou em silêncio, com expressão pensativa.
— O importante é mostrar que você pensa nela, mesmo quando estão separados.
Até esse homem de coração de aço se preocupava com mulheres, aparentemente. O assistente nunca tinha visto Maxim na companhia de mulheres, embora tivesse ouvido rumores de que o Grão-Duque vinha agindo de forma estranha desde o casamento.
— Na verdade, senhor, acredito que seja menos sobre as cartas em si e mais sobre o peso acumulado do tempo passado juntos.
O peso do tempo.
Um sorriso torto surgiu no canto da boca de Maxim enquanto ele absorvia essa percepção.
Sozinho em seu escritório, Maxim encarava o teto. Distraidamente, levou a mão à corrente em seu pescoço, os dedos encontrando o peso familiar de seu medalhão. Após um momento de hesitação, ele o abriu e observou o pequeno retrato dentro.
O que importava o que outras mulheres gostavam? A única coisa que importava era o que ela queria.
— Minha Izzy, — ele murmurou para o vazio. — O que te faz feliz?
Ele tentou catalogar tudo o que sabia sobre as preferências dela.
Daisy adorava doces — apesar de ser uma mulher adulta, viveria só de bolo se ele deixasse. Mesmo quando era pega com migalhas nos lábios, fingia total inocência quando questionada sobre suas invasões à cozinha.
Ela amava comer, mas tinha um estômago delicado. Embora afirmasse não se importar com a cintura, insistia teimosamente em usar espartilhos claramente pequenos demais.
Ela era encantada por flores silvestres, especialmente margaridas, tanto que escolhera esse nome para si. Preferia um simples buquê de margaridas do campo às rosas mais caras da melhor floricultura. Rosas têm espinhos, ela explicara, e se preocupava em danificar arranjos caros. Só queria se sentir em paz, mesmo que por um breve momento ao segurar as flores.
Foi por isso que, no dia do casamento, Maxim a surpreendeu com um buquê de margaridas Shasta que ele mesmo colheu, em vez de encomendar algo sofisticado.
Ultimamente, ela vinha se recolhendo cada vez mais cedo todas as noites. Sem dúvida, estava evitando-o depois daquela noite desastrosa em que sua impaciência a encurralou, apesar de suas tentativas de se conter.
Ele queria ir devagar, mas a inquietação consumia o seu coração. Queria dizer algo significativo, provocar reações nela, buscando desesperadamente a confirmação do seu lugar no mundo dela.
Maxim sabia que estava se comportando como uma criança mimada fazendo birra diante de uma mulher que mal o conhecia. Mas saber disso não o fazia parar.
Ele estava aterrorizado que, mesmo que se agarrasse com força, ela pudesse desaparecer. Que pudesse ser apagada como se nunca tivesse existido. Tudo nela o enchia de uma ansiedade profunda.
— Me diga, — ele sussurrou para o retrato. — Por favor, me diga, Izzy. O que você quer? O que está pensando agora? Preciso saber tudo sobre você, não deixar nenhum detalhe desconhecido.
— Quanto tempo preciso passar ao seu lado para fazer você querer ficar?
— O que você estava fazendo quando apareceu pela primeira vez na minha vida?
A mulher no retrato não ofereceu respostas, mas Maxim vinha fazendo a mesma pergunta há meses.
‘Daisy. Quem é você, de verdade?’
— Uma carta de amor…
O que ele deveria escrever? Algo simples, nada grandioso. Apenas coisas do cotidiano. Maxim puxou uma folha de papel e pegou a pena.
.
Um divórcio rápido e uma fuga ainda mais rápida — era disso que Daisy precisava desesperadamente.
Depois daquela noite, ela chegou a apenas uma conclusão: missão ou não, se continuasse adiando, não viveria o suficiente para morrer de causas naturais. O casamento do Grão-Duque Waldeck já estava em ruínas.
Daisy fez uma careta ao lembrar dos insultos grosseiros que lançou ao marido.
“Só acabe com isso! Faça o que veio fazer e termine logo, pelo amor de Deus!
Seu animal!
Pervertido!”
Quem ousaria falar tão desrespeitosamente com um herói nacional, quanto mais com o próprio marido? Não havia nem um traço da cortesia básica que deveria existir entre casais. Suas palavras foram piores do que se diria a um cachorro mal-comportado.
Mas não foram só insultos.
Ela tinha dado uma cabeçada nele e aberto seu lábio, teve a audácia de amarrá-lo e ainda apontou uma pistola. Quase arrancou fora aquela cabeça irritantemente bonita. Por qualquer padrão, ela era a pior esposa imaginável.
Não importava como olhasse, esse relacionamento não tinha salvação.
Ela e Maxim se tornaram absurdamente distantes desde aquela noite. Na verdade, mal interagiam. Daisy fazia questão de já estar dormindo quando ele chegava, tornando quase impossível sequer ver o rosto dele. Sim, isso era definitivamente o melhor.
Seu plano de fuga dependia da grande celebração da família real pela vitória militar. Aquele evento marcaria o ponto de virada crucial para encerrar com esse casamento desastroso, mesmo que não resultasse em uma separação imediata.
O sucesso exigiria uma estratégia cuidadosa.
Daisy estava revisando a lista de possíveis amantes que havia conseguido com as estilistas da corte junto com sua tia.
— Podemos confiar nessas informações? — perguntou a Viúva.
— As funcionárias ouviram em primeira mão durante suas viagens de negócios, então é provavelmente mais do que mera fofoca.
— Hmm… — Sua tia ajustou os óculos grossos e examinou a lista novamente.
Daisy rezou silenciosamente enquanto liam cada nome.
Apenas uma delas precisa morder a isca. Por favor…
Todas elas querem o Maxim. Certamente uma pode conquistar o coração dele.
Daisy não sentia culpa em passar adiante o que considerava o pior marido possível. Isso não era apenas um jogo batata-quente — de certa forma, ela estava prestando um serviço público.
Qualquer mulher que desejasse Maxim o veria como o marido perfeito: devastadoramente bonito, rico e celebrado como herói nacional.
E não era só isso. Ele era o espécime máximo da masculinidade, abençoado com magnetismo natural, atributos impressionantes e força considerável. Se ao menos conseguisse manter aquela boca pervertida fechada, seria o homem dos sonhos, destinado a transmitir genes extraordinários.
Além disso, ela o estaria despachando com nada mais que um beijo – eles nunca haviam consumado o casamento.
Ela nem amaldiçoaria a futura noiva dele. Pelo contrário, desejaria sinceramente que fossem felizes juntos.
Onde mais se encontraria uma ex-esposa tão generosa?
— E você, tia, o que acha de tudo isso?
Continua…
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce