Ler 7 Minutes of Heaven – Capítulo 19 Online


Modo Claro

❀ 7 Minutes Of Heaven 19

​O olhar de Chase varreu o quarto de Jeong-in. O cômodo era exatamente como seu dono — tudo estava perfeitamente organizado, nada fora do lugar, e não havia sequer os pôsteres que tipicamente seriam encontrados em paredes de adolescentes. O único item notável era uma jaqueta varsity com as iniciais da escola bordadas, pendurada ao lado do guarda-roupa branco.
​Jeong-in, seguindo inadvertidamente o olhar de Chase, correu rapidamente e a tirou da parede, parecendo embaraçado.
​— Ah, eu deveria ter devolvido isso hoje… Que conveniente. Já que você está aqui, pode levar de volta.
​Sem responder, Chase jogou-se na cama de Jeong-in. Então, olhou lentamente ao redor do quarto novamente e perguntou: — Qual era o nome daquele prato que comemos? Estava delicioso, mas apimentado.
​Jeong-in respondeu enquanto colocava a jaqueta varsity ao lado dele.
​— É um prato de frango que os coreanos fazem frequentemente. Você pode ficar com dor de estômago. Beba um pouco de leite quando chegar em casa.
​— Sinto como se meu coração estivesse batendo no meu estômago. Sinta.
​Chase pegou a mão de Jeong-in, que estava próxima, e a colocou sobre seu abdômen. Tudo o que Jeong-in pôde sentir sob a palma da mão foi o contorno firme de seus músculos abdominais.
​Jeong-in puxou a mão imediatamente, com o rosto corando.
​— Er… não tem nada de errado.
​Chase riu sem jeito e recostou-se na cama de Jeong-in. Então, percebendo um animal de pelúcia branco ao lado do travesseiro, puxou-o para seus braços.
​— Snowball, o papai chegou.
​Jeong-in o repreendeu:
​— Eu sou o papai. Por que você seria o papai?
​— Que rabugento.
​Chase devolveu o bicho de pelúcia ao lugar com um sorriso brincalhão e deu um tapinha leve em sua cabeça.
​— Acho que sua mãe te chamou de algo diferente mais cedo.
​— Aquele era meu nome coreano.
​— Jay não é o seu nome?
​— “Jeong-in”. Este é o meu nome.
​Chase repetiu as palavras de Jeong-in e tentou imitar a pronúncia desajeitadamente.
​— Jung… in?
​Ele piscou com interesse, então pegou um pedaço de papel da mesa e entregou a Jeong-in.
​— Escreva.
​Jeong-in escreveu seu nome em coreano e entregou a ele. Chase inclinou a cabeça curiosamente diante do sistema de escrita desconhecido. Então, pegou o telefone e tirou uma foto dos caracteres.
​Chase mexeu na tela, procurando por algo, e de repente soltou uma exclamação de admiração, como se tivesse descoberto algo incrível.
​— Uau… Isso é sério… impressionante.
​— O quê?
​Ele estendeu a tela do celular para Jeong-in. No visor estava a tradução para o inglês dos caracteres coreanos.
​[〈Jeong-in〉: “amado”, pessoa amada, amante.]
​Jeong-in ficou momentaneamente atordoado, mas logo respondeu com uma voz calma.
​— Na Coreia, às vezes é usado com esse sentido.
​— Então o que é “Lim”?
​— Na verdade, é “Im”, mas quando escrito em inglês, lê-se como “Lim”.
​— Escreva para mim.
​Jeong-in escreveu “임” no papel e o entregou. Chase apontou imediatamente a câmera do celular para o caractere. Então soltou um suspiro, como se achasse algo absurdo.
​— Huh…
​— O quê?
​— 〈Im〉: Uma pessoa que é o objeto de completo amor e admiração.
​Jeong-in ficou um pouco sem graça e mexeu no cabelo na parte de trás da cabeça.
​— …Bem, pode ter sido usado com esse sentido na poesia clássica coreana ou algo assim.
​— Seu nome é fofo. Parece que você está implorando.
​Diante dessa observação inesperada, Jeong-in piscou seus olhos arregalados, encarando Chase com confusão.
​— É como se você estivesse implorando para ser amado.
​Jeong-in ficou momentaneamente sem fala e olhou fixamente para ele. Só depois de um tempo ele finalmente conseguiu falar.
​— …Não diga bobagens.
​— Posso te chamar de Jeong-in?
​— Não.
​— Por quê? Esse nome é caro? Eu pago a taxa de uso. Quanto? Eu envio pelo Cash App.
​Jeong-in soltou uma risada incrédula.
​Naquele momento, a tensão que fluía entre os dois diminuiu ligeiramente. Chase não perdeu a oportunidade e perguntou: — Por que você simplesmente foi embora mais cedo?
​— Aquela conversa já não tinha acabado?
​Jeong-in suspirou como se estivesse cansado. Mas Chase não se importou com essa reação e pressionou persistentemente.
​— Eu cometi algum erro ou algo assim?
​— Não é isso.
​— Viu só, tem alguma coisa.
​Jeong-in sentiu-se momentaneamente irritado com a persistência de Chase, mas conteve-se, passando a mão pelo cabelo.
— Por que você está aqui?
​— Hã?
​— É o feriado de primavera. Você não deveria estar indo para Cabo ou Miami Beach com a sua namorada? Por que você não está com a Vivian…
​— Vivian?
​— Sim. Vivian Sinclair. Sua namorada.
​Jeong-in falou casualmente e fixou o olhar na escrivaninha. Mas ele conseguia sentir as pontas dos dedos tremendo levemente.
​Enquanto tentava organizar a mesa já impecável, em uma tentativa de esconder sua intenção de testá-lo, ele ergueu a cabeça de leve quando o silêncio estranhamente longo se tornou incômodo. E ele encontrou os olhos de Chase diretamente.
​— Ah… — Chase exalou, em um momento de percepção. — Isso explica por que você não gosta de mim.
​— …O que você quer dizer com isso?
​— Jay, você gosta da Vivian?
​As mãos de Jeong-in congelaram com as palavras de Chase. Até um palpite errado havia acertado o alvo. A acusação era tão absurda que ele não conseguiu pensar em uma resposta adequada.
​Mas, refletindo bem, parecia melhor deixá-lo entender errado dessa forma. Era muito mais… normal do que ter seus verdadeiros sentimentos descobertos.
​Jeong-in pressionou os lábios e desviou o olhar apressadamente. No entanto, essa pequena ação pareceu confirmar a suspeita para Chase.
​— Era isso? Você gosta da Vivian?
​Jeong-in soltou um pequeno suspiro. Embora soubesse que Chase havia chegado à conclusão errada, ele não queria corrigi-lo. Parecia mais fácil deixar Chase acreditar naquilo.
​— Sim. É por isso que eu não gostava de você. Feliz agora? Se você entende meus sentimentos, me devolva meu caderno.
​— Jay. A Vivian está fora de cogitação.
​Chase falou em um tom como o de um pai disciplinando um filho rebelde. Suas palavras reviraram algo dentro de Jeong-in.
​Ele já sabia há muito tempo que não era páreo para Vivian Sinclair, mesmo sem que ele confirmasse isso verbalmente. Vivian Sinclair provavelmente nem saberia da existência de um nerd como ele. Assim como Chase Prescott não sabia, até recentemente.
​O que doía não era o fato em si, mas a atitude dele ao apontar isso com tanta firmeza.
​Sentindo a emoção invadir sua voz, Jeong-in respondeu com escárnio: — Certo. Como alguém como eu ousaria se tornar rival de Chase Prescott? Eu sei que ela é sua namorada. Eu até testemunhei isso pessoalmente.
​— …Do que você está falando?
​— No dia do evento de caridade, eu vi você e a Vivian se beijando no terraço da sua casa. Fiquei tão chocado que saí correndo e deixei minha mochila. Por que outro motivo você acha que aquela mochila estava lá?
​— O que… você viu?
​A expressão de Chase endureceu instantaneamente. Ao vê-lo parecendo que poderia explodir de raiva a qualquer momento, Jeong-in acrescentou apressadamente, como se estivesse se justificando:
​— Eu não estava espiando nem nada! E, tecnicamente, eu cheguei no terraço primeiro. Vocês dois entraram depois.
​— …
​Ele continuou em silêncio. Desconfortável com o mudez de Chase, Jeong-in tentou parecer despreocupado ao acrescentar:
​— De agora em diante, crie o hábito de verificar com mais cuidado se há alguém por perto antes de se envolver em atos românticos, Prescott.
​O rosto de Chase escureceu como nuvens de tempestade. Ele deveria ter ficado de boca fechada? Jeong-in repassou rapidamente as palavras que tinha dito. Não parecia ter cometido nenhum deslize particularmente grave, o que era estranho.
​Depois de um longo tempo, Chase, que estava deitado confortavelmente na cama de Jeong-in como se planejasse ficar mais tempo, levantou-se subitamente.
​— …Eu preciso ir agora.
​A voz de Chase soou baixa. Jeong-in ficou bastante confuso com sua mudança repentina de atitude. Ele se perguntou se Chase estava tentando se vingar ao imitar o que ele havia feito em sua casa mais cedo.
​Quando Jeong-in se levantou desajeitadamente, Chase já havia chegado ao limiar do quarto. No momento em que estava prestes a atravessá-lo sem hesitação, ele parou de repente. Então, ainda de costas, virou levemente a cabeça e disse:
​— Eu não sei o que você acha que viu, mas… o que você vê não é tudo.
​Chase parecia querer dizer algo mais, mas se conteve. Deixando aquelas palavras enigmáticas, ele abriu a porta e saiu do quarto.
​Jeong-in considerou brevemente segui-lo escada abaixo, mas seus pés não se moveram. Ele ficou parado de forma estranha no meio do quarto, ouvindo-o descer os degraus. Logo, pôde ouvi-lo vagamente se despedindo de Suzy.
Assim que ouviu a porta da frente se fechar, Jeong-in correu para a janela. Levantou levemente a cortina e olhou para baixo.
​Chase estava saindo pela entrada. Ele poderia ter se virado ao menos uma vez, mas apenas olhou para frente e seguiu em direção ao carro.
​Os contornos elegantes do Porsche prateado brilhavam nitidamente mesmo na escuridão. Chase entrou no carro sem um momento de hesitação.
​Jeong-in observou até o fim enquanto o Porsche deslizava pela estrada com um som estrondoso, então fechou a cortina com um suspiro.
​”Eu não sei o que você acha que viu, mas… o que você vê não é tudo.”
​Suas últimas palavras continuavam circulando em sua mente. O rosto de Chase parecia um tanto cansado quando ele disse aquilo.
​Naquela noite, após rolar na cama repetidamente, Jeong-in finalmente pegou o telefone. Depois de muita deliberação, o que ele enviou foi apenas uma saudação trivial.
​[Eu não tinha certeza se seria do seu agrado, mas obrigado por apreciar a comida. Durma bem.]
​Logo após a mensagem ser enviada, apareceu um sinal mostrando que a outra pessoa estava digitando uma resposta. Jeong-in prendeu a respiração, esperando que os três pontinhos desaparecessem e que sua mensagem chegasse.
​No entanto, os três pontinhos logo sumiram e a tela ficou silenciosa. Enquanto ele olhava fixamente, até o visor ficou preto.
​Nenhuma resposta veio naquela noite, nem no dia seguinte, nem mesmo no dia depois desse.
​Jeong-in sentou-se à sua escrivaninha, abrindo a mochila e organizando ordenadamente seu caderno, estojo e livros didáticos, um por um. Seus movimentos eram calmos e meticulosos, mas sua mente estava em algum lugar nebuloso.
​Enquanto fechava o zíper da mochila, seu olhar voltou-se subitamente para a cama. Ele notou Snowball sentado ao lado do travesseiro.
​Jeong-in resmungou para o bicho de pelúcia com um suspiro na voz.
​— O seu outro papai está desaparecido.
​Sua voz carregava um tom amargo enquanto murmurava para si mesmo.
​Desde aquele dia, Chase Prescott havia desaparecido da vida de Jeong-in sem deixar vestígios. Como se nunca tivesse existido. Sem contato, sem aparições em frente à sua casa. A menos que Jeong-in o procurasse primeiro, não haveria chance de encontrá-lo.
​Suas últimas palavras, sua expressão sombria e o segredo que Madison mencionara — tudo isso se misturava na mente de Jeong-in, corroendo seus nervos. Parecia inquietante, como ter um dever de casa inacabado após o prazo.
​Talvez por causa disso, Jeong-in não conseguira se concentrar adequadamente nos últimos dias. Mesmo quando foi à loja de quadrinhos com Justin após o retorno dele do campus tour. Ele perdeu o fio da conversa várias vezes e disse coisas irrelevantes. Também recusou o convite de Rachel para ficar para o jantar.
​Depois de voltar para casa, passou o tempo organizando e ajudando sua mãe com documentos fiscais. Era de certa forma confortante ver a expressão agradecida de Suzy enquanto se preparavam para o prazo de declaração de impostos em meados de abril. Passar o feriado de primavera calculando impostos — não poderia ser mais “nerd” do que isso.
​Mas hoje, ele seria capaz de ver Chase na escola. Talvez houvesse uma chance de ouvir diretamente dele o verdadeiro significado de suas palavras.
​Jeong-in encarou Snowball por mais um momento antes de se levantar e descer as escadas.
​Como sempre, Suzy estava sentada à mesa da cozinha comendo uma tigela de iogurte. A previsão do tempo passava na TV que ele havia ligado.
​— Tenha um bom dia, filho.
​— Você também, mãe.
​Após dar um beijo na bochecha de Suzy, Jeong-in saiu de casa, colocou seus fones de ouvido e subiu em sua bicicleta.
​Ir para a escola nunca fora algo que ele aguardava ou antecipava, mas hoje era diferente do trajeto geralmente entediante. Seus pés naturalmente pressionavam os pedais com mais força.
​Jeong-in chegou à escola, estacionou a bicicleta e recuperou o fôlego lentamente. Mas sua mente já corria em direção à entrada da escola, um passo à frente.
​Assim que passou pela entrada, ele viu Chase. Os passos de Jeong-in pararam automaticamente.
​Chase estava parado com seus amigos, como de costume. Ele parecia o mesmo de sempre, rindo e trocando piadas.
​— …O que é isso, ele parece ótimo.
A boca de Jeong-in se fechou abruptamente após resmungar para si mesmo. Chase realmente parecia perfeitamente bem. Ele se sentiu um tolo por ter se preocupado que ele pudesse ter tido um motivo sério para não responder.
​Jeong-in repreendeu a si mesmo enquanto agarrava a alça da mochila com força e seguia em direção ao seu armário. Durante todo o trajeto, ele tentou não fazer contato visual com Chase.
​Depois de abrir o armário e enfiar apressadamente os itens necessários na mochila, Jeong-in bateu a porta com força.
​O barulho inesperadamente alto atraiu momentaneamente a atenção das pessoas antes que elas desviassem o olhar. O olhar de Chase Prescott provavelmente estava entre eles.
​Ele poderia ter virado a cabeça para verificar, mas não o fez. Jeong-in passou pelas proximidades dele sem lançar um único olhar em sua direção.
​Ele sentiu o olhar persistente de alguém grudado em suas costas. A cor daquele olhar era, provavelmente, azul mediterrâneo.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler 7 Minutes of Heaven Yaoi Mangá Online

Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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