Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 8.2 Online


Modo Claro


↫─ Capítulo 8.2

Diante da confusão crescente, Valery lavou o rosto com suas mãos secas. É porque não estou usando meu corpo. Ficar enclausurado assim depois de sair para praticar todos os dias sem falta está deixando minha mente fraca. Alexei é um lixo. Ele é um criminoso, e ele…
O pensamento não continuou. O rosto sorridente de Alexei fluía infinitamente pela mente de Valery. Os olhos que se rugavam de prazer ao som de “Alyosha”. Os lábios que lhe contaram como seus pais tinham morrido. A voz que confessou que nunca quis ruinar sua vida. O afeto que impregnava tudo.
Porque tais coisas continuavam vindo à mente, era difícil definir Alexei como lixo. Mas isso não significava que os crimes que ele cometeu desapareceram.
Seu interior era uma bagunça complicada. Histórias que ele não queria reconhecer agitavam infinitamente seu coração. A raiva que tinha sustentado Valery por toda a sua vida perdeu o rumo. Eu tinha um plano perfeito. Pensando até aí, Valery finalmente olhou para o lado. O espaço vazio estava lá. O homem que tinha sido mantido em seus braços a noite toda tinha ido embora.
No momento em que ele confirmou isso com seus próprios olhos, inacreditavelmente…
Ele sentia falta de Alexei.
Sentir falta de Alexei, de todas as pessoas.
Para negar o pensamento que o assustou, Valery forçou sua atenção para outro lugar. Para fazer isso, seria melhor agir como vinha fazendo. Ele balançou a cabeça levemente e saiu da cama. Pelo menos eles tinham soltado o grilhão em seu tornozelo, então parecia possível fazer alongamentos ou uma prática simples. Primeiro, ele queria se lavar.
Indo para o banheiro, Valery escaneou o interior da casa. Parando para pensar, esta era a primeira vez em quase oito anos que ele ficava em casa por tanto tempo. Era porque ele tinha intencionalmente evitado, não querendo estar no mesmo espaço nem por um momento. Apenas ver seu rosto o deixava com raiva. Essa também era uma razão pela qual ele praticamente morava no estúdio de ensaio.
Ele poderia ter vivido separadamente se quisesse, mas a razão pela qual não o fez foi… Valery parou seus pensamentos ali. Seus pés, que estavam prestes a entrar no banheiro, grudaram no chão. Por que foi isso? Se ele o odiava tanto, deveria ter se mudado há muito tempo. Deve ter havido outros que o teriam ajudado de alguma forma. Algo se assentou em seu peito. Valery tardiamente lembrou da razão. Certo, era porque ele tinha que economizar dinheiro.
Por mais que odiasse Alexei, ele desesperadamente queria escapar deste lugar, então precisava de seus próprios bens. Após sua estreia, ele tinha economizado uma quantia razoável de dinheiro, mas não importava o quão grande fosse a escala, esta era a Dakota do Norte. Mesmo como bailarino principal, ele não podia ganhar dinheiro como em Nova York. Não era um lugar com muitas apresentações, então ele economizava todo o dinheiro que entrava. Viver separadamente naquela situação teria sido um desperdício. Era mais sábio economizar e ir embora.
Seu coração se agitou como água turva. Para desviar sua atenção novamente, ele entrou no banheiro e ficou lá. Mas no momento em que viu seu reflexo no espelho à sua frente, a pós-imagem de Alexei o sobrecarregou. Ele absolutamente não conseguia se livrar dele. Era porque os traços de Alexei estavam em seu corpo, não, por toda a casa.
O homem no espelho estava coberto pelas marcas de Alexei. Os traços de seus corpos se pressionando a noite toda, as marcas de dentes deixadas por seus caninos e as marcas avermelhadas em sua pele por ter sido arranhado por unhas continuavam puxando Valery de volta para o tempo que tinha passado. As marcas subindo pela racha no espelho coloriam a mente de Valery inteiramente com Alexei. Ele absolutamente não conseguia se livrar dos pensamentos sobre ele.
Encarando os olhos verdes do outro lado, Valery ficou confuso. Era verdade que ele tinha decidido agir como um Alfa cego, mas ele não deveria realmente se comportar dessa maneira. Será que ele tinha entrado demais em seu papel e o confundido com a realidade? Era por isso que ele estava assim? Porque ele continuava dizendo com sua própria boca que Alexei era o Ômega pelo qual ele assumiria a responsabilidade?
Valery era um bailarino, não um ator. Os dois eram estritamente diferentes. Não era certo ele estar tão imerso em um papel mesmo depois de deixar o palco montado. Valery não tinha intenção de tolamente esquecer o que Alexei tinha feito, nem pretendia perdoá-lo sinceramente. Em primeiro lugar, se Alexei quisesse perdão, não deveria ter agido dessa forma com ele. Era verdade que ele tinha cedido a ele porque não tinha saída, mas o que Alexei fez foi estupro. Assim como ele mesmo tinha admitido.
Valery tentou recontar os pecados de Alexei um por um, retratando suas memórias. A violência que o tinha empurrado para a beira da morte era algo que nunca poderia ser perdoado, e todas as ações que se seguiram não eram normais. Tendo crescido vendo a família modelo de Rian, ele podia perceber pelo menos isso. Mas se perguntado o que exatamente era o problema, ele não tinha nada a dizer. Porque Alexei também era jovem.
Na verdade, para um garoto daquela idade, Alexei era provavelmente excessivamente maduro. Eles tinham se confrontado quando ele insistiu em jantar juntos, mas fora isso, os momentos em que Valery não podia ver Alexei eram mais longos. E inegavelmente, todo o dinheiro que Alexei ganhava era gasto com ele. Os atos de dormir, ir à escola e aprender balé custavam dinheiro. Não era dinheiro limpo, mas graças a esse dinheiro, Valery tinha chegado até aqui.
E tudo isso por um irmão com quem ele não compartilhava uma gota de sangue.
Aquele único fato, que tardiamente tinha criado raízes em sua vida, tornava difícil condenar as ações anteriores de Alexei. Além disso, até a coisa terrível que ele tinha feito a ele agora. Como se quisesse dar legitimidade às ações de Alexei, Valery encontrou razões para desculpá-lo. Como se não houvesse ninguém além dele, Alexei tentou salvá-lo de alguma forma. Batendo nele ou o estuprando, fazendo-o continuar vivendo mesmo quando doía tanto que ele poderia ter preferido morrer.
Então ele ficou curioso se as ações de Alexei eram realmente para o seu próprio bem, ou para o de Alexei. A pergunta que de repente cruzou sua mente nublou a questão. E daí. Se as ações dele foram para o meu bem, eu deveria perdoá-lo? Fazendo da pessoa que ele considerou seu irmão por toda a sua vida seu Ômega, o que ele está tentando fazer?
Lembre-se, Valery. Você é a vítima. Suas ações não podem ser justificadas por razão alguma.
Uma voz de razão que soava como Rian sussurrou. Costumava ter efeito, mas hoje estava particularmente difícil. Era porque as versões de Alexei que ele tinha visto nos últimos dias eram mais variadas do que as versões de Alexei que ele tinha visto nos últimos oito anos. Quanto mais ele pensava, mais parecia que estava criando um novelo de lã emaranhado que não podia ser desenrolado. Valery tentou limpar a cabeça novamente. Ele forçou seu olhar para longe do espelho, tomou um banho e depois, para recuperar suas energias, pretendia fazer algo para comer. Mas no momento em que foi para a cozinha, as costas de Alexei esquentando lasanha vieram à sua mente novamente.
Maldição, sério!
Rangendo os dentes, Valery virou o corpo. Parecia que sua cabeça realmente ficaria louca se ele ficasse dentro de casa, e ele queria sair. Mas a corrente o parou. A corrente que parava bem na porta da frente segurou Valery ali. Mesmo se ele torcesse o pulso e a sacudisse descontroladamente, a corrente apenas rastejava e não quebrava de forma alguma. Era firme, mantendo uma fronteira final precária. Exatamente como Alexei na vida de Valery.
A sensação de que sua cabeça estava prestes a explodir logo se transformou em náusea. Desabando, Valery encolheu as pernas. Ele envolveu os braços ao redor dos joelhos e enterrou o rosto neles, exatamente como fazia quando era jovem. Naquela escuridão onde só ele podia ver, Valery frequentemente chamava por Alexei. Embora sempre acabasse sendo um chamado solitário.
Encarando a escuridão que tinha criado, Valery piscou ao som de zumbido de seu telefone. Ele rolou seus olhos rígidos e encarou o bolso de sua calça. No momento em que viu a luz suavemente brilhante da tela, um pensamento absurdo cruzou sua mente. Que talvez Alexei estivesse contatando ele.
Esquecendo que tinha deletado e bloqueado o número dele no passado, Valery pegou o telefone. Mas o nome exibido na tela era um colega da companhia de balé. Depois de passar os olhos pelas palavras perguntando sobre seu bem-estar após ouvir as notícias, Valery encarou a tela. Valery, que estava navegando pelas mensagens de texto de forma perfunctória, lentamente rolou para baixo. Ele voltou muito tempo e encontrou uma mensagem de vários anos atrás. Havia o último texto que ele tinha trocado com Alexei. Para ser preciso, era o que Alexei tinha unilateralmente enviado para ele, que não tinha respondido.
— Você comeu? Esteja em casa a tempo para o jantar. Eu depositei sua mesada, então se precisar de mais, me avise. Acho que vou me atrasar um pouco para a apresentação hoje.
As mensagens que ele tinha enviado sem se cansar somavam dezenas, centenas. Apesar de ser ignorado por um longo tempo, Alexei apenas dizia coisas assim. Enquanto lia vagamente, uma onda de saudade surgiu. Ele estava furioso com Alexei por colocá-lo neste estado e estar fora, no entanto, desejava que ele estivesse bem na sua frente. Ele odiava o estado em que estava, ficando louco sozinho aqui, tanto que era terrível.
Ele tinha bloqueado, mas nunca tinha deletado. Ele pressionou o número de Alexei. Encarando atentamente a palavra “Hyung” salva em seus contatos, Valery o desbloqueou. Sua razão o avisou de que ele se arrependeria, mas o impulso veio primeiro. A próxima etapa foi mais fácil. Seus dedos longos rapidamente digitaram uma frase.
— Onde você foi?
O número dele poderia ter mudado. A possibilidade de que ele não respondesse era maior. Alexei nunca esteve lá por ele quando ele realmente o quis. Pensando nisso, Valery pressionou o botão de enviar com o polegar hesitante.
Seu coração começou a bater rápido. Com o dedo no botão de enviar, Valery encarou a tela por um longo tempo. Sem nenhum pensamento, ele apenas observou o tempo. A confirmação de leitura não apareceu e, claro, nenhuma resposta voltou. Um sentimento de futilidade pelo que tinha esperado o lavou. Sua razão, que há muito tinha aprendido a resignação, gritou para Valery fazer outra coisa, mas Valery não sabia o que mais deveria fazer agora.
Segurando o telefone, ele forçou seus pensamentos a continuarem. Ele provavelmente poderia quebrar as algemas se se esforçasse, mas se fizesse isso, não sabia que coisa louca Alexei poderia fazer de novo. Ele só tinha que seguir o jogo até que Alexei baixasse a guarda como planejado, e então deixar a cidade como Rian tinha proposto. Alexei estava preocupado porque não sabia que a família Vinter estava se preparando para se opor a Igor. Ele disse que ele estaria em perigo se fosse para o lado deles, mas não era como se ele estivesse seguro ao lado de Alexei de qualquer maneira.
A resposta tinha sido decidida há muito tempo, mas Valery se persuadia como se estivesse percebendo um novo fato. Era um momento pelo qual ele vinha esperando desde o passado, e como Alexei tinha feito tal coisa, tudo o que ele tinha que fazer era ir embora assim que fosse libertado, então por que seu coração se sentia tão inquieto? Mesmo com Alexei sendo suavemente enganado.
Mesmo enquanto pensava tais coisas, Valery continuava encarando seu telefone. Esperando que alguma mudança aparecesse na tela branca. Inconscientemente, um pensamento impuro se intrometeu. De repente, ele ficou curioso sobre o que Alexei, que estava fora, estava fazendo e com quem. Para ser preciso, incomodava-o se ele estava com aquela pessoa chamada Yuri.
Sua consciência, uma vez inclinada nessa direção, mudou completamente seu curso. Não era da sua conta e ele não precisava se importar, mas a imagem dos dois, que pareciam excessivamente íntimos, veio à mente. A maneira como ele casualmente sabia suas preferências, e a maneira como naturalmente falava de aspectos de Alexei que ele nunca tinha conhecido. Além disso, aquele homem já sabia de um fato que Valery ignorava até agora.
Que eles não eram irmãos.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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