Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 8.3 Online


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↫─ Capítulo 8.3

Franzindo sua testa bonita, Valery apertou o telefone com mais força. Veias azuis se destacavam nas costas de sua mão branca. A existência de Yuri o cutucava continuamente, como um espinho cravado em seu coração. O pensamento de que aquele homem sempre esteve ao lado de Alexei enquanto ele esteve distante fez seu humor atingir o fundo do poço. Ele também estava intrigado sobre que tipo de existência ele era para Alexei. Se ele estivesse em uma situação semelhante, Alexei teria agido da mesma forma, assim?
— Eu sou realmente a pessoa mais preciosa para você, como você diz por hábito?
A raiva que se acendeu era difícil de explicar racionalmente. Como um fogo que não diminuía, mas começava a ferver, continuou a crescer em tamanho. O fato de que Alexei, que sempre escondia coisas dele, se abriria e falaria com aquele homem, agitava sua mente. Era um sentimento esquecido. Até ele parar de ter qualquer expectativa de Alexei, Valery costumava encontrar esse tipo de ansiedade o tempo todo.
Essa emoção estava frequentemente ligada à utilidade de Valery. Estava conectada ao fato de que ele não era um ser útil para seu irmão, e frequentemente levava a um sentimento de autoaversão por não estar fornecendo nenhuma ajuda na vida de Alexei. A autoaversão e a ansiedade que ele mal tinha conseguido cortar ao longo de um grande período de tempo surgiram. Em apenas alguns dias, Alexei tinha brilhantemente conseguido cutucar os pontos fracos de Valery novamente.
Como uma pessoa que sabendo faz uma escolha tola, Valery eventualmente sucumbiu à sua ansiedade. Era apenas um pouco passado das quatro, mas já estava escuro lá fora. Ele lembrou de Alexei que costumava insistir em jantar juntos. Usando isso como desculpa, Valery escreveu outra mensagem. Mesmo sabendo que era inútil.
[Por que você não está aqui a esta hora.]
É apenas uma confirmação. Porque uma situação em que ele pudesse escapar deste lugar só seria criada se Alexei estivesse ao seu lado de alguma forma. Enquanto ele pensava nisso, uma resposta veio.
[Estou a caminho, Lerusha.]
Isso ele não esperava. Com a resposta que chegou assim que ele enviou, seu coração, que esteve se agitando o dia todo, se suavizou. Foi acalmado, como um pedaço de papel amassado sendo desamassado. O apelido Lerusha, com o qual ele nem se importava em certo momento, incomodava suas entranhas. A voz baixa e suave de Alexei parecia soar em seus ouvidos.
Era ridículo. O ressentimento e a ansiedade de repente diminuíram. Em vez disso, um tipo estranho de desapontamento floresceu. Valery decidiu checar a coisa que o vinha atormentando o tempo todo.
[Você está com aquela pessoa Yuri?]
Mesmo sem perguntar, a probabilidade era alta, mas ele mesmo não sabia por que estava perguntando isso.
[Eu o vi por causa do trabalho e nos separamos. Estou a caminho agora.]
Pelo fato de eles terem estado juntos, um lado de seu coração ficou pesado, mas pelo fato de ele estar vindo agora, ficou tudo bem novamente. Colocando o telefone no chão, Valery lavou o rosto com suas mãos secas. Ele soltou um suspiro profundo e enterrou o rosto nos joelhos novamente. Ele estava com medo do que estava acontecendo com ele. Esse tipo de emoção flutuante era desconhecido. Parecia similar a quando ele era jovem, mas era um pouco diferente. Ele não sabia exatamente o que era diferente, mas era mais profundo do que naquela época. Talvez fosse assim naquela época também.
Ele prendeu a respiração, esperando apenas pelo som da porta se abrindo. Não sabia quanto tempo havia se passado, mas parecia muito tempo. As noites em que esperava por Alexei, que não voltava até tarde, também eram assim. Ele conseguia dormir naquela época, mas agora era impossível. Como havia se tornado um hábito ficar acordado o máximo possível, sua mente estava desnecessariamente clara.
E finalmente, o som pelo qual estava esperando foi ouvido. Ele pensou ter ouvido uma presença sutil além da porta espessa, e então uma chave girou na fechadura. Conforme a porta se abria, um vento frio varreu para dentro. O som dos sapatos ecoou alto, e depois pausou.
Ao mesmo tempo, Valery levantou a cabeça. Alexei estava lá. Vendo o rosto dele olhando para baixo, para ele com os olhos arregalados, uma certa emoção brotou. Ele parecia tão surpreso quanto alguém que tinha visto uma cena inesperada. E Alexei realmente agiu daquela forma. Como se estivesse muito atordoado e surpreso, seus lábios se entreabriram, ele deixou a bolsa cair e imediatamente correu até ele e se sentou.
— Lerusha, você estava esperando?
No momento em que ouviu aquelas palavras, seu interior congelado se dissolveu. O ressentimento, junto com a raiva forçada, desapareceu sem deixar vestígios. Ele não teve escolha a não ser admitir. O que sentiu assim que viu Alexei não foi nojo, mas alívio e uma certa emoção.
Fingindo não notar, Valery virou seu olhar para trás dele. Ele estava um pouco atrasado porque tinha ido fazer compras no mercado? Ele não precisava fazer isso. Ele nem sabe cozinhar. Se esse era o caso, seria muito melhor se eu tivesse ido pegá-las.
Sem ao menos perceber que agora estava considerando uma situação que anteriormente não tinha presumido, Valery pensou aquilo. Tardiamente, um sentimento de injustiça e irritação consigo mesmo o lavou. Ele odiava se sentir como uma criança novamente. Não queria depender de Alexei. Mesmo que ele o tivesse amarrado assim, não deveria ter se importado.
— Se você vai me trancar assim, não fique fora por muito tempo.
Sua raiva de si mesmo foi na direção errada. No entanto, Alexei, em vez de ficar desagradado, piscou os olhos e o examinou. O rubor sutil que apareceu em sua pele pálida, ele não sabia dizer se era do vento frio ou não.
— Vamos jantar. Eu vou fazer.
Não era a resposta que ele queria, mas Alexei disse aquilo. Ele não conseguia mais entender nada. Olhando para o rosto afiado e frio contemplando-o mansamente, Valery queria não pensar em nada por este momento. Ele só queria se livrar do sentimento sujo que esteve o abalando mais cedo.
A ação que se seguiu foi uma em que o instinto veio primeiro.
Ele só tinha pensado que queria se sentir um pouco melhor, mas Valery se viu agarrando a cintura de Alexei. Ele estendeu a mão e agarrou sua cintura firmemente; era fina, inadequada para alguém tão firme e frio quanto Alexei. A cintura que se ajustava perfeitamente em suas mãos incomumente grandes evocava uma emoção estranha. Ele levantou Alexei, que estava sentado, como se fosse pegá-lo no colo. Ele já tinha sentido isso antes, mas Alexei não era muito pesado. Ou talvez fosse apenas ele quem se sentia assim.
Era um peso perfeitamente agradável.
E de fato, assim que levantou Alexei como se fosse abraçá-lo, sentiu-se melhor.
A experiência de se sentir melhor enquanto estava com Alexei não terminou ali. Sempre que estava com Alexei, apenas uma sensação afiada permanecia, como se tivesse engolido algo amargo e acre, mas neste dia, não foi assim. Era apenas que cada uma das ações de Alexei o atingia de uma forma estranha.
Começou no momento em que viu a sacola de compras contendo a toranja que gostava. A mistura de ingredientes que podiam ser cozinhados, tornando a geladeira que esteve cheia apenas com refeições prontas sem cor, também era diferente do habitual. A sacola de compras, que dava a sensação de uma pessoa realmente vivendo, agitou seu coração que não conseguia encontrar seu rumo.
A seguir, foi a cena de Alexei parecendo sutilmente atordoado por cada uma de suas atitudes que chamou sua atenção. Ele reagia excessivamente a pequenos favores destinados a ganhar sua simpatia ou a baixar sua guarda. Seriam ações que outros nem teriam olhado, mas o que Alexei fazia chamava sua atenção. Como um percevejo colocado bem no centro do palco, reunia a luz e brilhava afiadamento. Não havia como ele passar sem ver tal coisa.
Seu olhar ficou fixo em coisas como Alexei seguindo atrás dele simplesmente por carregar as compras, seu rosto incomumente sorridente por apenas ser chamado por um apelido, e a nuca de seu pescoço enquanto ele ficava quieto ao seu lado cortando vegetais enquanto ele cozinhava. Estas não foram ações intencionais. Ele só percebeu quando parou por um momento e encontrou tal lado de Alexei bem diante de seus olhos.
As ações que se seguiram também foram assim. Como nunca tinha visto Alexei beber, seus olhos foram naturalmente atraídos para isso e, por causa disso, caiu na sugestão de Alexei. Ele não tinha intenção de ouvir as razões pelas quais Alexei estava de mau humor, mas acabou sendo assim. Então o álcool começou a fazer efeito, e a primeira bebida que tomou finalmente abalou o ferrolho que tinha colocado em seu coração. A tranca, fixada sem uma única brecha para que não se abrisse, balançou precariamente.
Ele não tinha intenção de liberar sua raiva há muito acumulada assim, mas seus pensamentos e seu corpo continuavam se movendo de forma diferente. Como se tivesse realmente caído no papel que tinha pensado ser uma mera imitação. Ele odiava admitir, mas aquele sentimento continuava rastejando sobre ele. O sentimento de que queria proteger Alexei, que não queria sua ajuda e a quem ele não podia proteger.
Não é um pensamento assustador?
Apesar dos sussurros da razão, Valery continuou seguindo aquele impulso. Como se estivesse esperando por este exato momento chegar. Como uma criança encantada por doces, ele de repente deixou ir sua velha desconfiança e continuou dizendo coisas inúteis para ele. Coisas como ele o protegeria, que ele não deveria beber, palavras que eram desnecessárias de dizer, de repente saltaram para fora. Eu deveria parar, eu tenho que parar, ele pensou, mas quando olhou para Alexei que estava mimando seu falso emburramento, o desejo surgiu. Ele tinha esquecido isso. O desejo que o garoto que tinha escolhido o balé para ser amado por seu irmão, para ajudar seu irmão, tinha acalentado era exatamente assim.
No momento em que reconheceu isso, a ganância começou a balançar Valery. As palavras que Rian tão seriamente o tinha alertado, de que Alexei era um criminoso e que ele era a vítima, não eram particularmente importantes no momento. Foi assim enquanto ele esteve confinado. Em todo caso, para tranquilizar Alexei, era importante ser legal com ele, então ele estava apenas fazendo o que tinha que fazer. Aquela desculpa liberou as restrições de Valery. Ele decidiu sentir seu irmão, a quem não conseguia tocar há muito tempo, sem reservas.
O álcool era estranho. Uma parte de seu coração relaxou e ele sentiu vontade de ser mimado. Alexei não recusou mesmo quando ele o levantou em seus braços. O fato de não ter sido recusado continuava empurrando Valery para frente. Um aroma doce emanava, então ele o cheirou, o toque que o acariciou era quente e bom, e o volume que sentia quando o abraçava apertado era bom.
E em lugar nenhum de tudo aquilo estava a repulsa que ele tinha sentido pela primeira vez quando a pele deles se tocou.
No dia seguinte, quando ele curou a ressaca, mesmo quando viu Alexei dormindo pacificamente ao seu lado, mesmo quando reuniu seus pensamentos e olhou para ele novamente, mesmo quando Alexei inesperadamente sugeriu que tirassem as algemas, a repulsa nunca mostrou sua face.
Apenas, apenas, em seu lugar…….
— Eu realmente amo você.
O rosto que olhava para ele seriamente enquanto sussurrava amor tomou seu lugar.
— Você é a única família que eu tenho, Lerusha.
E aquele rosto.
— Então, por favor… não fuja.
Ele agarrou seu pulso liberto.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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