Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 2.5 Online

↫─ Capítulo 2.5
Ele chamou com uma voz suave, como se chamasse um filhote de animal. Mas o quarto estava quieto. A julgar pelos feromônios espessos, não havia como ele ter tomado um supressor, o que significava que ele não deveria ser capaz de dormir.
Um estranho pressentimento fez Alexei mover suas pernas em passos largos. Ele alcançou o quarto em uma única passada com suas pernas longas e abriu a porta. A cena que o recebeu foi um verdadeiro espetáculo.
O cano e a placa que ele havia fixado estavam meio arrancados. O quarto estava uma bagunça, como se ele tivesse tentado todo tipo de coisa para escapar. Inclinado contra a janela ligeiramente aberta, Valeri estava prostrado, respirando descompassadamente. Ele não sabia se deveria chamá-lo de corajoso por pensar em pular da janela do apartamento do terceiro andar, ou simplesmente de teimoso.
— Tire… isso.
Valeri sussurrou em uma voz rouca. Mesmo que as algemas fossem forradas com estofamento macio, seus tornozelos estavam vermelhos. Uma cadeira quebrada, um cobertor jogado no chão, um cano chacoalhando e feromônios mexendo com sua cabeça.
Olhando para a cena que só poderia ser descrita como uma bagunça completa, algo no coração de Alexei começou a ferver também. Não havia solução. O pensamento de desistir de tudo se esgueirou por uma lacuna passageira. A fraqueza que ele pensou ter cortado, esmagado e até arrancado pela raiz, ergueu brevemente a cabeça.
*Ele está indo tão longe… eu deveria te deixar ir?*
Mas logo Alexei apagou aquele pensamento sacrílego. No fim da vida que ele havia desenhado para si desde jovem, não havia cena em que Valeri encontrava sua morte primeiro. Isso não poderia acontecer. Ele só precisava passar por este momento. Traria qualquer Ômega que ele quisesse, apenas para impedi-lo de pensar em Lian Vinter por um momento.
Se pudesse fazer apenas isso, Valeri perceberia também.
Ele não sabia o que ele perceberia, mas Alexei continuou esses pensamentos lentamente. Com uma expressão em branco que escondia seu rosto cansado, ele se aproximou lentamente de Valeri. Um vento congelante entrou pela janela meio aberta. Estava nevando de novo.
— Isso não vai acontecer, Lerusha.
Alexei tirou lentamente o casaco e o jogou sobre o braço. Depois de colocar a mão no bolso do casaco dobrado com cuidado, ele tirou a seringa e o remédio. Valeri, que estava mordendo o lábio como se suportasse o calor fervente do Rut, arfou e entreabriu os lábios.
— Você vai… me injetar com algo como… um anestésico agora?
Parecia que ele estava tentando debochar, mas como se não fosse fácil, Valeri rangia os dentes, fazendo sons de haa, haa. Ele podia ver seu maxilar afiado e liso se tensionar. Uma veia azul se ergueu precariamente em seu pescoço. Alexei deixou o casaco cair no chão.
— Não.
Ele, vestindo apenas uma camisa social branca, arregaçou lentamente a manga esquerda. Seu antebraço firme, com seus músculos bem definidos, foi revelado. Valeri, mal encostando seu corpo fraco contra a parede, encarou-o com um rosto que não entendia.
Uma mão pálida rasgou a embalagem da seringa. Ele fixou a agulha na seringa desembalada e rasgou a embalagem do frasco de remédio também. O som de plástico amassado ecoou. Com um rosto inexpressivo, Alexei continuou sua tarefa. Ele tirou a tampa, puxou o êmbolo da seringa até o fim. A agulha perfurou a tampa de borracha e, enquanto ele empurrava e puxava o êmbolo, a seringa se encheu do remédio transparente. Depois de expelir ligeiramente o ar, a preparação para a injeção terminou em um instante.
Ele nunca havia brincado com drogas, mas Alexei tinha visto essa cena dúzias de vezes por dia. Pessoas que vendiam suas vidas para as drogas, pessoas que se levavam à morte injetando líquidos diluídos. Então era impossível para ele não ser habilidoso.
Lentamente, a uma curta distância de Valeri, Alexei se agachou. Inclinando a cabeça, ele finalmente criou uma expressão em seu rosto. Um sorriso apareceu. Ele sussurrou na voz de um irmão mais velho gentil:
— Nós vamos fazer uma coisa boa.
— O que é…
Antes que Valeri pudesse perguntar o quê.
Com um sorriso lânguido, Alexei cravou a agulha em seu próprio antebraço esquerdo. Uma dor aguda e ardente se espalhou. O pensamento de que doía bem mais do que uma injeção comum cruzou brevemente sua mente, e logo uma onda de tontura o atingiu com a sensação gelada se espalhando por sua corrente sanguínea. Os olhos que sustentavam um sorriso frouxo se franziram levemente.
— O que você está fazendo, agora…?
Uma voz que reprimia o desejo que devia estar borbulhando dentro de seu corpo foi ouvida. Mesmo dizendo a si mesmo que não podia ser preocupação, Alexei se entregou à própria ilusão. Como se o laço entre os dois, que estava sendo completamente cortado, ainda restasse como um pequeno traço.
— Só espere um pouco, Lerusha.
Alexei estendeu o braço em direção a Valeri, lutando contra a onda de tontura. Valeri ergueu a mão para empurrá-lo, mas talvez por não ter mais forças devido ao esforço para tentar sair, ele não o empurrou tão bruscamente quanto antes. Ou talvez fosse porque estava preocupado com a cena diante de seus olhos.
Imaginando as coisas como bem entendia, Alexei tocou o cabelo loiro desalinhado de Valeri com as pontas dos dedos. Ele sentiu o cabelo, macio como algodão-doce assim como quando ele era criança. A sensação de ser jogado em um lamaçal voltou com esse único toque. Depois de acariciar lentamente o cabelo dele, ele se levantou. O olhar febril de Valeri o seguiu vagamente.
Como se a tontura momentânea fosse uma mentira, ele não sentiu mais nada em seu corpo. Pensando que o efeito da droga poderia ser falso, ele deixou Valeri por enquanto, fechou a porta e foi para o banheiro. Ele ouviu o ruído da corrente das algemas atrás de si, mas em vez de consolá-lo, seguiu em frente. Isso era o melhor para Valeri.
O banheiro antigo estava amarelado pelo tempo em alguns pontos. Alexei encarou o espelho em frente à pia coberta de poeira. Ele olhou fixamente para a hesitação que tingia os olhos azul-acinzentados sob o cabelo, que estava puxado para trás revelando sua testa. Como se encarar daquele jeito pudesse lhe trazer certeza.
Observando os olhos afiados, o rosto cínico, a impressão que não evocava outra palavra a não ser “frio”, como se pudesse matar, Alexei baixou o olhar para um canto rachado do espelho. Alexei havia deixado obsessivamente a rachadura no espelho, que um jovem Valeri havia quebrado acidentalmente, sem consertar. Como se seguir aquela rachadura o levasse às memórias sobrepostas do passado no espelho.
Tirando as roupas uma a uma, Alexei ligou a água com um riso autodepreciativo. O chuveiro, que levava mais de um minuto para a água quente sair, e que jorrava água fria por mais de 10 minutos se a máquina de lavar estivesse funcionando, estava do mesmo jeito hoje. Tudo estava igual, exceto a determinação de Alexei.
*Ainda posso voltar atrás agora.*
Molhando o corpo com a água fria, ele se lavou lentamente. Valeri não teria ideia do que estava prestes a acontecer, e o próprio Alexei não gostava muito desse método. Nem era certo se ele havia se transformado em um Ômega. Acima de tudo, Alexei havia vivido toda a sua vida como um Alfa. Ele nunca se consideraria um Ômega. Em sua mente, esse ato só era percebido como um Alfa dormindo com outro Alfa. A repulsa resultante surgia e desaparecia repetidamente dentro dele.
Enquanto se lavava lentamente com a água que começava a esquentar gradualmente, a mão de Alexei parou. A mão que descia por seu abdômen firme moveu-se para suas costas, e ele hesitou por um momento. Quando seu dedo roçou uma parte que ele nunca havia tocado em si mesmo, ele praguejou internamente.
Com o rosto manchado de arrependimento e dúvida, ele rangeu os dentes. Franzindo profundamente a testa, tentou empurrar o dedo para dentro. A entrada firmemente fechada, como se resistisse ao ato não familiar, estava inflexível e não se abria. Parecia que a droga não tinha surtido efeito. Os Ômegas que Alexei já havia preparado estariam molhados e escorrendo fluido quando ele inserisse o dedo.
O orifício apenas apertava fortemente o dedo que ele mal havia conseguido empurrar. Não se contraía, nem estava molhado. Pensando que Altor provavelmente o havia enganado, ele lavou a parte traseira de má vontade. Era mais suportável lavar enquanto pensava em como o faria pagar por seu crime.
Terminando seu banho longo, ele vestiu um roupão de banho sem amarrá-lo. Depois de secar o cabelo de qualquer jeito, Alexei parou em frente à porta do quarto. Ao segurar a maçaneta, as costas de sua mão, com sua cicatriz branca proeminente, chamaram sua atenção.
*Se esta maçaneta não girar, tudo continuará igual.*
Alexei finalmente percebeu que estava com um pouco de medo dessa situação. Mais do que qualquer outra coisa, ele achava pesado demais que Valeri o desprezasse ainda mais por causa disso. O fio que o conectava a Valeri vinha sendo cortado lentamente a cada vez que Valeri o empurrava, e, a certa altura, ficara prestes a se romper, e Alexei tinha medo de que sua decisão de hoje cortasse completamente o fio que os unia.
Mas o que era mais assustador era uma vida sem Valeri. Alexei, em vez de seus pais na poça de sangue gravada em suas memórias de infância, colocou Valeri dentro dela. Ele simplesmente não conseguia imaginar aquele momento.
A maçaneta girou.
E com isso, Alexei sentiu seu cérebro zumbir com os fortes feromônios que atingiram seu nariz. De uma forma diferente de tudo o que já havia sentido antes.
Seu coração começou a bater rápido, como se tivesse tomado uma enorme dose de estimulantes. O cheiro de Valeri, que sempre tendia para o adocicado, era tão doce que parecia prestes a paralisar sua razão. Seu corpo se tensionou, e sua espinha estremeceu. Arrepios subiram direto por suas costas. Foi então que Alexei teve certeza.
A droga de Altor era real.
Uma forte estimulação, como na primeira vez em que seus genitais foram acariciados, atingiu seu baixo-ventre. O tesão o inundou só de sentir o cheiro, e Alexei arfou, segurando a maçaneta com força. Um tremor de força foi até os dedos dos seus pés. Das solas dos seus pés, que se curvaram, brancas de tanta tensão, de algum lugar na região lombar, o desejo jorrou.
— Vá… embora.
Valeri havia se virado da janela e estava encolhido na cama. Valeri nunca havia mostrado seu estado durante um Rut. Alexei também nunca havia invadido essa parte, então esta era a primeira vez que via Valeri tão desalinhado. Era muito diferente de quando ele estava desarrumado pelo treino. Devia ser um inferno tentar suportar um Rut sem supressores.
Ao ver o rubor em seu rosto bonito, algo dentro do corpo de Alexei formigou. Alexei, segurando a maçaneta com força, sentiu a mudança acontecendo em seu corpo.
Sua traseira estava ficando molhada.
Ele não tinha como saber se era uma estimulação trazida por ver o estado de Valeri pela primeira vez, ou algo instintivo devido aos feromônios. A hesitação foi incinerada no momento em que tocou os feromônios de Valeri. Alexei fechou a porta lentamente, um sorriso frouxo nos lábios.
— Você disse, Lerusha. Para fazer eu mesmo.
Valeri, que estava esfregando a bochecha contra a cama, ergueu a cabeça lentamente. O foco voltou aos seus olhos confusos e febris, e ele perguntou de volta:
— O quê…
Em vez de resolver gentilmente sua dúvida como de costume, Alexei se sentou na cama. Conforme a distância diminuía, os feromônios avançavam sobre ele. Como se um Alfa no Rut estivesse à espera de um Ômega, os feromônios fabricados e os feromônios há muito estagnados se entrelaçaram. Os olhos de Valeri se arregalaram lentamente.
— O que você… fez?
Tão inteligente. Parecia que Valeri havia percebido rapidamente o que estava acontecendo com ele. Alexei inclinou a cabeça e olhou para ele, depois subiu lentamente na cama. Sua cabeça estava ficando gradualmente atordoada. A repulsa que o fizera hesitar antes de entrar no quarto foi esmagada pelo cheiro doce. Algo mais foi despertado em seu lugar.
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Ainda assim, ele não deveria deixá-lo surpreso demais, então Alexei decidiu dar uma dica e depois agir. Terminando suas palavras, Alexei não deu tempo para seu irmão mais novo reagir. Embora seu corpo estivesse mudado, com os mesmos movimentos ágeis de sempre, ele avançou sobre Valeri encolhido e o pressionou para baixo.
— Espere, Alexei, espe…!
A corrente em seu tornozelo chacoalhou. Pressionando Valeri para baixo com seu peso, ele baixou o olhar como se apreciasse sua presa capturada por um momento. Ele queria sobrepor o prazer ao cabelo loiro espalhado pela cama e ao rosto requintadamente bonito. Já que iam fazer isso de qualquer maneira, não era melhor tornar tudo bom? Ele realmente podia fazer qualquer coisa por seu irmão.
Ele pressionou firmemente os pulsos de Valeri enquanto este tentava se levantar. Ele colocou força em seu corpo para empurrá-lo, mas talvez porque tivesse lutado por horas para tirar a algema do tornozelo enquanto ele esteve fora, não era o mesmo de sempre. Não era algo bom de se ter feito, mas era algo bom ter acontecido. Em seu estado físico atual, teria sido difícil dominar completamente Valeri.
O corpo de Valeri estava queimando de tão quente. Parecia que o cheiro de leite condensado doce estava pairando. Depois de prender os pulsos dele junto à cintura, Alexei se sentou entre suas pernas. Parecia estranho. Parecia que sua mente e seu corpo estavam agindo separadamente e, ao mesmo tempo, parecia que ele estava mais desperto do que nunca.
Ele curvou a parte superior do corpo. Curvando o corpo com a flexibilidade de uma fera, ele aproximou lentamente os lábios das calças largas de Valeri. *Eu deveria ter colocado algemas nos pulsos dele também?* Pensando nisso, ele se moveu.
— Pare…! Alexei, pare…! Você está louco…!
Uma voz cheia de horror ecoou. Ignorando Valeri, que torcia o corpo para escapar de alguma forma, Alexei fez seu trabalho. Ele delicadamente mostrou os dentes e mordeu as roupas. Encarando diretamente os olhos verdes manchados de choque, ele puxou as calças dele. Seus caninos pontiagudos puxaram as roupas para baixo sem dificuldade. Seu coração começou a bater cada vez mais rápido. Sua boca estava seca.
Com a mente atordoada, Alexei continuou a se mover. Seus olhos foram atraídos para o pênis que estava duro há muito tempo, revelado em silhueta sob a cueca boxer. Ele não via o corpo dele desde que se tornara adulto, e era mais masculino em forma do que ele pensava. Era grande e grosso. A ponto de ele se perguntar se conseguiria sequer entrar nele.
O pensamento racional passou brevemente por ele. Como se estivesse possuído, Alexei mordeu o cós da cueca boxer com os dentes novamente.
— Eu te disse… para parar…!
Ele ignorou o som de “louco”, fingindo que não tinha ouvido novamente. Conforme puxava a cueca boxer para baixo, um pênis rosado saltou para fora com um baque. A ponta da glande estava avermelhada por ter ficado pressionada por muito tempo. O cheiro distinto de um Alfa pairava intensamente.
Era estranho.
Era estranho que um garoto com um rosto bonito como Valeri tivesse um corpo como aquele. Ele parecia um estranho. Não gostando disso, Alexei abriu os lábios lentamente. Ele queria saber tudo sobre Valeri.
Como se estivesse engolindo sua hesitação, Alexei tomou lentamente a glande na boca. A ponta quente e dura do pênis foi mantida em sua boca molhada. A extremidade do pênis, que mal podia ser engolida mesmo com os lábios bem abertos, estava escorregadia. Parecia que o fluido pré-seminal esteve fluindo. Alexei, tendo acabado de tomar banho, chupou a glande com seus lábios macios. Foi então que os movimentos de Valeri, que esteve se debatendo como se fosse quebrar a cama, congelaram.
— …Hha, heuk!
Um som de respiração curta e aguda foi ouvido. Os olhos verdes, que estavam contorcidos de raiva, confusão e choque, se arregalaram. O pulso que vinha se torcendo loucamente parou de repente. Aproveitando a oportunidade, Alexei lambeu a glande com a ponta da língua. Ele queria provar Valeri.
— …!
O maxilar de Valeri se tensionou. Com o pescoço completamente rígido, ele segurou um gemido. Mas não pôde conter as respirações descompassadas que fluíam pelas frestas dos dentes. O pênis, que ele achava que não poderia ficar maior, inchou de tamanho dentro de sua boca. Alexei conhecia o prelúdio da excitação melhor do que ninguém. Quando você chupa o pênis deles, todos os homens, no final, sentem e enlouquecem. Independentemente do subgênero.
— Pa, haa, pare, ha… ugh!
Enquanto ele esfregava suavemente a abertura uretral da glande com a língua, as coxas grossas de Valeri se tensionaram completamente. Sentindo as coxas duras como pedra, sua própria traseira ficou molhada, independentemente de seus próprios desejos. Um único filete de fluido transparente escorreu por sua coxa. Loucura. Mesmo pensando assim, Alexei começou a chupar e lamber de bom grado o pênis do irmão.
— …! …Heup, …eut!
Conforme ele chupava o pênis para dentro da boca — úmido, quente e escorregadio —, houve uma reação. Os movimentos que vinham tremendo e tentando empurrar Alexei começaram a mudar. Os dedos longos e tensionados, que vinham lutando para escapar do irmão que segurava seus pulsos, agarraram repetida e violentamente os lençóis diante do prazer insuportável que surgia lá de baixo.
O gosto de Valeri era doce. Se suas papilas gustativas haviam enlouquecido com os feromônios ou se ele havia perdido completamente a cabeça, ele não sabia, mas chupar fortemente o pênis do cara que ele só havia visto como um irmão mais novo e rolar suavemente a ponta com a língua era bastante excitante. Não, na verdade, muito excitante.
— Pa… re…!
Mesmo dizendo para parar, Valeri moveu suavemente os quadris com os olhos avermelhados. Estava claro que sua mente estava rejeitando aquilo mortalmente, mas parecia que seu corpo estava traindo sua vontade. Alfas ou Ômegas no cio são feras. Então não havia nada a ser feito.
Alexei acreditava que todo o amor do mundo era inexistente. Que tipo de amor poderia existir em uma vida onde as pessoas são atraídas uma pela outra por feromônios como feras, fazem sexo e se casam por causa disso? O amor entre o mesmo subgênero era tratado como um pecado, então ele naturalmente o considerava impossível. Portanto, a emoção do amor entre amantes era, na verdade, uma ficção.
O único amor em que ele acreditava era o laço entre a família.
Pensando nisso, algo dentro dele esquentou. A excitação subiu rapidamente e, sem perceber, Alexei soltou um suspiro curto, *haa*, e engoliu o pênis de Valeri até o limite. Era um tamanho que não podia ser totalmente engolido, mesmo preenchendo o fundo de sua garganta, e a saliva escorria de seus lábios.
Quando ele apontou a língua e lambeu suavemente a abertura da glande, Valeri torceu os quadris. O pênis mantido dentro de sua boca se contorceu como se estivesse prestes a ejacular. Ver seus lábios, mordidos com tanta força que estavam prestes a sangrar como se ele estivesse se forçando a segurar, era lastimável. Ele queria limpar o sangue que fluía, mas estava claro que seria rejeitado, então provavelmente seria melhor por enquanto deixar Valeri perder completamente a cabeça.
Arfando, Alexei se soltou e se levantou com um movimento apressado. Dar sexo oral certamente era bom, mas a melhor coisa era a penetração. Pelo menos, era nisso que Alexei acreditava. Ele não achava que seu próprio orifício seria semelhante ao de um Ômega, mas… ele se moveu.
Enquanto limpava os lábios, que brilhavam de saliva, Alexei curvou-os num sorriso. Depois de soltar um longo suspiro e puxar o ar de que tanto precisava, ele ergueu o corpo lentamente. Ele se ajoelhou na cama e colocou força firmemente nas coxas. Quando ele afrouxou brevemente o aperto nos pulsos dele, Valeri tentou se mover como um animal selvagem, e Alexei ficou um pouco impressionado.
*Como esperado do meu irmãozinho.*
— A sensação é boa, não é, Lerusha?
Enquanto ele sussurrava isso, olhos verdes transbordando de umidade o encararam ferozmente. Decidido a conter os gemidos custasse o que custasse, Valeri mordia os lábios, e o sangue neles escureceu. Alexei estalou a língua e fez uma cara como se estivesse queimando de impaciência.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr
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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment