Ler Alpine (Novel) – Capítulo 05 Online


Modo Claro

 Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.

₊°。❆ Capítulo 05 ⋆⁺₊❅.

Por causa da hora que se aproximava, Lee-won não pôde continuar a conversa e teve que descer. Com mais um motivo para ir para casa, Seon-woo também deixou o salão, sem hesitar.

O grupo de conversa do clube passou o dia inteiro fervendo com assuntos de calouros. Mais precisamente, era tudo sobre Eun Hyun-chae.

Ainda bem que ele desviou os passos que iam para o Liberty e voltou para casa. Porque Lee-won, que ele imaginava que ficaria até tarde por lá, apareceu na sua casa antes mesmo da meia-noite. Quando abriu a porta, um olhar afiado expressou insatisfação.

— Por que você não atende o telefone?

— …Cochilei um pouco. Entra.

Seon-woo observou Lee-won entrar com a naturalidade de quem está na própria casa e tirar o casaco de qualquer jeito, então perguntou:

— Já acabou?

— Só dei uma saída. …Vou voltar.

Ao vê-lo cambalear, Seon-woo se apressou em chegar perto e segurou seu braço antes que ele batesse em alguma coisa. Pelo rosto corado e pela expressão um pouco frouxa, parecia bastante bêbado.

— Quanto você bebeu? Foi muito?

— Não. Nem tanto.

Ficou um pouco tenso com o feromônio de Lee-won, que parecia mais forte do que o normal. Seria por causa da bebida ou será que… Enquanto o sentava, Seon-woo abaixou um pouco a cabeça na altura do pescoço dele e conferiu o feromônio. Como não estava intenso a ponto de virar problema, perguntou aliviado:

— E o Hee-jun? Você mandou ele pra casa antes, né?

— Isso não é da sua conta.

Os olhos levemente injetados de Lee-won se voltaram para Seon-woo. Depois de encará-lo fixamente, Lee-won soltou um suspiro grande e se sentou na beirada do sofá.

— …Nam Seon-woo. Você não tem nada pra me dizer?

— Dizer o quê?

— Você não me respondeu direito lá. Como é que você conhece o Eun Hyun-chae?

As sobrancelhas de Seon-woo se ergueram. Avaliando se Lee-won perguntava sabendo de alguma coisa ou não, deu de ombros e respondeu:

— Não é nada demais. Encontrei ele na frente do salão, sem achar o lugar, e a gente entrou junto.

— Só isso?

— Claro que é só isso. E você, que relação é essa pra perguntar de um jeito tão assustador? Vocês brigaram?

— Ele é do Simjin.

— O quê?

— Aquele cara é do Simjin.

Diante da resposta de Lee-won, Seon-woo franziu o cenho.

O Simjin era um lugar que até Seon-woo conhecia bem. Uma empresa com relação estreita com o Myeonghyeon; se o Myeonghyeon era a parte iluminada, o Simjin era a parte sombria. Como ele não conseguiu ligar Eun Hyun-chae ao Simjin com facilidade e inclinou a cabeça, Lee-won disse, impaciente:

— Ele é irmão mais novo da Eun U-yeon. Um bando de bandido, porra.

— Ah.

Só então Seon-woo entendeu e soltou uma pequena exclamação.

Choi Lee-won tinha uma tia que havia rompido relações com a família Myeonghyeon. Eun U-yeon era a segunda filha dela, ou seja, prima de Lee-won. O que significava que Eun Hyun-chae também era primo dele. Diante de um parentesco mais próximo do que imaginava, Seon-woo murmurou, achando aquilo curioso:

— É a primeira vez que ouço dizer que a Eun U-yeon tem um irmão.

— Eu nunca falei. Não tinha motivo pra ficar falando daquele bando de bandidos de quinta.

Diante da reação afiada, Seon-woo lançou um olhar de relance para Lee-won.

Havia um motivo para Lee-won detestar especificamente Eun U-yeon. Atualmente, no Myeonghyeon, a única pessoa capaz de disputar com Lee-won a sucessão do controle da empresa era Choi Lee-ri, dois anos mais velha, e, não se sabe que tipo de acordo houve, mas de repente, desde o ano passado, Eun U-yeon e Choi Lee-ri passaram a agir de mãos dadas. Nem é preciso dizer que a expectativa do presidente Choi de reatar os laços com a filha de quem havia se afastado era enorme.

— Com que raio de segunda intenção aquele desgraçado entrou no clube?

Lee-won bateu com força na mesa, bufando.

“Fazia tempo que eu não o via com raiva…”

Seon-woo, que sabia muito bem com que intenção “aquele desgraçado” tinha entrado, escondeu o próprio constrangimento e respondeu como se não fosse nada:

— Duvido que ele tenha entrado por causa de alguma segunda intenção.

Quando Lee-won disse que queria beber mais, Seon-woo revirou a geladeira e, no fim, sem achar nem uma lata de cerveja, se levantou. O beta que tinha vindo na semana passada era um puta beberrão e varreu toda a bebida da casa; ele tinha esquecido disso.

Meio adormecido, Lee-won bocejou longamente e perguntou:

— Da última vez tinha bastante bebida, você já bebeu tudo?

Seon-woo enfiou o boné na cabeça e se virou para Lee-won. De todo modo, ele parecia que ia dormir logo…

— Espera aí. Vou comprar.

— Tá. Obrigado, Seon-woo, meu Seon-woo…

Depois de, a muito custo, deitar na cama aquele bêbado grudento e ainda cobri-lo com o edredom, Seon-woo puxou o boné bem para baixo, pegou os cigarros e saiu.

Talvez por já ter passado da meia-noite, o beco estava silencioso. Em vez da loja de conveniência em frente à sua casa, Seon-woo seguiu para a região universitária, a uns quinze minutos dali, e ligou para Hyeong-jun. Uma voz completamente bêbada o recebeu.

— Ué? É o Nam Seon-woo! O Nam Seon-woo que fugiu sozinho sem a menor lealdade!

— É. Ainda estão bebendo?

— No auge, cara. Se você vier agora eu te perdoo, então vem rápido.

— Por acaso aí…

Ele ia perguntar se Jin Hee-jun estava lá, mas se calou e, em vez disso, perguntou o endereço do lugar.

— Hã? Você vem de verdade? Ei!! O Nam Seon-woo vem pra cá! …É, aqui é o Half Lounge. Passa o parque e entra ao lado do cruzamento…

Seon-woo acendeu o cigarro enquanto ouvia a explicação de Hyeong-jun.

Assim que entrou no Half Lounge, onde a festa seguia rolando, Seon-woo entendeu por que Lee-won tinha voltado tão bêbado. Entre as mesas transformadas numa bagunça depois de horas de bebedeira e o monte de gente, lá estava Eun Hyun-chae, sentado sozinho e imóvel.

O rosto de Hyun-chae, que olhava fixamente para a porta como quem espera alguém, se iluminou assim que viu Seon-woo. Seon-woo fingiu não ver o rapaz se levantar e correu os olhos pelo lugar. Ah, lá está. Jin Hee-jun.

Talvez tivessem juntado os caídos em combate numa mesa só, porque a mesa inteira cochilava de cabeça caída. Quando ele foi naquela direção, Hyeong-jun, alegremente bêbado, o avistou e veio cumprimentá-lo animado.

— Seonuuu!!

— Não vai mandar eles pra casa?

— Mandei todos os que conseguiram levantar, mas esses aí não levantam. Também não dá pra colocar num táxi assim, então por ora deixa dormir um pouco.

— E você aguenta até lá? Alguém precisa ficar sóbrio.

— Relaxa. Jin-hyeong e Eun-jae quase não beberam. E, ó, alguém tem que animar a festa, seu desgraçado. Estou aqui fazendo palhaçada sozinho. Em vez de se preocupar comigo… Isso é maus-tratos contra idoso. O Choi Lee-won também vazou…

— O Lee-won ia voltar, mas eu impedi. Ele parecia cansado hoje.

— É mesmo? Bom, ele apanhou espremido entre veteranos e calouros… Então o Nam Seon-woo ocupa o lugar dele! Uahaha, o Nam Seon-woo já era. Chegou atrasado, então paga achocolatado pra todo mundo. Quando voltar, tem uma jarra de castigo reservada, hein?

— Haa… Tá bom, só me poupa das coisas nojentas.

Depois de mandar Hyeong-jun voltar a beber, Seon-woo se aproximou do grupo dos caídos e ergueu Jin Hee-jun, que cochilava encostado na parede, como quem arranca um nabo da terra. Um celular que parecia ser de Jin Hee-jun estava tocando.

— Alô. Sim. Sou um sunbae do Hee-jun… Sim, já está quase acabando. Se me passar o endereço… Ah, então eu agradeço. Sim. Nos vemos na frente da loja de conveniência do cruzamento.

— Hmmm… Hyung…?

Quando o amparou com um braço, Hee-jun se aninhou em seu peito, resmungando. Enquanto o acalmava com jeitinho e o levava para fora, Eun Hyun-chae grudou ao seu lado.

— …Oi.

— Oi.

Quando ele respondeu de bom grado ao cumprimento, o outro fechou a boca com força de novo.

Esse aqui é o tal do Simjin…? Seon-woo contemplou mais uma vez aquele rosto simplesmente lindo, de anjo, e depois desviou o olhar. Sentou Hee-jun na cadeira em frente à loja de conveniência onde tinha combinado de encontrar o motorista e, olhando para Hyun-chae, que o havia seguido até ali, perguntou:

— O que você quer beber?

— Qualquer coisa.

— Certo, então eu compro qualquer coisa. Fica de olho nele.

Entrou na loja, varreu todo o achocolatado e todos os anti-ressaca que estavam na prateleira e ainda comprou três latas de Pocari¹.

— Aqui.

Abriu uma lata e entregou a Hyun-chae, depois foi até Hee-jun e o acordou dizendo para beber um pouco antes de dormir, mas ele só se enfiava mais em seu peito, sem voltar a si. Emprestando as costas para que ele pudesse se apoiar, Seon-woo abriu a própria lata e bebia quando Hyun-chae perguntou de repente:

— Você sempre cuida assim de todos os calouros?

Seon-woo, que o encarava fixamente, amassou a lata vazia, jogou no lixo e respondeu:

— Não. Estou cuidando porque ele é namorado do meu amigo.

— Mas não é o sunbae que precisa cuidar dele.

— Também não tem motivo pra eu não cuidar, tem?

Diante da resposta indiferente, Hyun-chae baixou os olhos e ficou só mexendo na lata que segurava. Observando aquela cena, Seon-woo perguntou o que o intrigava desde antes:

— Por que você ainda está aqui? Achei que não fosse ficar pra festa depois.

— …Disseram que só vale de verdade se a gente ficar até a festa.

— Pfff…

Que gracinha. Engolindo o resto da frase, Seon-woo lançou um olhar de relance para o rosto sério de Hyun-chae.

Não era como se ninguém pudesse entrar no clube sem ficar até o fim; aquilo era só conversa fiada. Além do mais, um terço dos membros tinha ido para casa sem participar, então ele devia ter percebido que não era verdade.

Sentindo-se mais animado do que esperava, jogou a pergunta de brincadeira:

— Não estava esperando alguém, por acaso?

Um ar de embaraço passou por aquele rosto até então impassível. Descobrir as mudanças que se instalavam no rosto pouco expressivo de Eun Hyun-chae era mais divertido do que ele imaginava. Sem nem perceber que estava sorrindo, Seon-woo esperou a resposta.

A lata amassou dentro da mão que se apertou de tensão. Sem sequer olhar para a bebida que transbordava, Hyun-chae devolveu a pergunta:

— E se eu estivesse?

— Nada, só achei que, já que você me viu, deve estar contente.

Ao ver um carro entrando pelo beco lá longe, Seon-woo se levantou.

⌀ ⌀ ⌀ Nota ⌀ ⌀ ⌀
¹Pocari: é uma bebida projetada para repor rapidamente os líquidos e minerais (como sódio, potássio, cálcio e magnésio) perdidos pelo suor.

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↫⋆。゚❅✶ Continua….

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki

Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online

SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…

— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine

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