Ler Alpine (Novel) – Capítulo 06 Online


Modo Claro

 Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.

₊°。❆ Capítulo 06 ⋆⁺₊❅.

— Hee-jun, acorda. Vamos entrar no carro.

— Hyuuung…? Ah, é, é…

Quando ele deu tapinhas nas costas dele e o sacudiu de leve, Hee-jun pareceu recobrar um pouco a consciência e, com o olhar voltando a focar, viu Seon-woo. Dava para ver claramente que ele se assustou por não ser Lee-won, então Seon-woo acrescentou, gentil:

— O Lee-won me pediu. Pra te acompanhar até o carro.

— Aah, o Lee-won hyung…

— O motorista ligou e eu atendi. Tudo bem?

— Sim. A gente tinha combinado de avisar, mas eu esqueci…

Já parecendo um pouco mais desperto, Hee-jun perguntou com uma expressão sem graça:

— Hyung, muito obrigado… Ãhn, eu não fiz nenhuma besteira, né?

— Você só cochilou quietinho. Não aconteceu nada, então não se preocupa e vai descansar.

O motorista parou o carro e abriu a porta. Enquanto amparava Hee-jun, que ainda cambaleava, e o ajudava a entrar no banco de trás, Seon-woo sentiu o feromônio que escapou um pouco dele, talvez porque a tensão tinha cedido, e enrijeceu o corpo num sobressalto.

— Hyung?

— …Hee-jun, você chegou na recepção que horas hoje?

— Eu? Hoje eu me atrasei um pouco. Hum… a aula terminou tarde… acho que cheguei por volta das oito. Não vi o começo.

— Ah, entendi.

Seon-woo ficou parado ali, olhando aéreo para a traseira do carro que partia.

O feromônio que ele sentiu naquela tarde, na sala do clube, era sem dúvida o de Lee-won. Conhecia bem demais para se confundir. Mas o feromônio que estava junto era completamente diferente do que acabara de sentir. Se a pessoa que estava com ele não era Hee-jun, quem diabos era?

Até onde Seon-woo sabia, em meio a incontáveis namoros, Lee-won nunca tinha cometido uma infidelidade sequer.

Quando ele ainda não conseguia dar conta da confusão interna, Eun Hyun-chae se aproximou segurando a sacola com os achocolatados.

— Sunbae.

— …Você não está nem um pouco bêbado, né.

Diante da pergunta de Seon-woo, Hyun-chae pensou um instante e perguntou de leve:

— Se eu estivesse bêbado, você me levaria pra casa também?

— Não.

— …Certo. Ainda estou sóbrio.

— Ótimo. Então me faz companhia bebendo.

De volta ao Half Lounge, Seon-woo sentou Hyun-chae numa mesa vazia no canto e foi até Hyeong-jun entregar, quase jogando, a sacola com os achocolatados e os anti-ressaca.

— Aquela mesa eu pago separado.

Quando voltou e se sentou com quatro garrafas de soju encaixadas em cada mão, Hyun-chae abriu a boca com olhos inquietos:

— Isso aqui não conta como a bebida que você prometeu me pagar, né.

— …Imagina.

Seon-woo, que pretendia justamente usar aquela noite como desculpa quando ele insistisse de novo no próximo encontro, balançou a cabeça fingindo inocência. Então viu o sorriso tênue desenhado no canto da boca de Hyun-chae e percebeu que tinha caído numa armadilha.

— Você… Eu já falei que, de saída, não pago bebida pra alfa.

— Mas agora eu sou seu calouro.

— Calouro ou não, alfa é alfa.

— …Isso não é discriminação de casta?

— Já que é assim, chama de preferência sexual, vai.

Seon-woo respondeu com desdém e virou o soju; Hyun-chae, sabendo ler a situação, bebeu junto.

Ele estava com sede de álcool porque o lado de Choi Lee-won que desconhecia o deixou confuso. Mas, conversando com Eun Hyun-chae, que com aquela voz mansa não perdia nem uma discussão, em algum momento a preocupação com Lee-won sumiu e só restou o interesse pelo Eun Hyun-chae que tinha à sua frente. Talvez fosse impossível, desde o início, pensar em outra coisa tendo aquele rosto na sua frente.

— De qual curso você é?

Diante da pergunta de Seon-woo, um rubor surgiu naquele rosto que nem com bebida tinha mudado.

— …Eu já estava esperando que você perguntasse.

❅ ── ♡ ── ❅

Acordou bem-humorado. Em meio à vista embaçada, viu Lee-won rindo enquanto falava ao telefone.

A luz morna do sol entrando pela janela e o cheiro de café enchendo o cômodo. O rosto de Lee-won logo ao abrir os olhos. Diante de uma cena que ele poderia acreditar ser um sonho, Seon-woo abriu um sorriso e se espreguiçou.

Percebendo o movimento, Lee-won virou o olhar.

— Isso, eu ligo de volta. Tchau… Acordou quando?

— Agorinha… Era o Hee-jun?

— Desde ontem, por que você fica procurando o Hee-jun? Se apaixonou por ele?

— Haha, que besteira. Então era quem?

Sem responder, Lee-won se aproximou e se sentou na beirada, ao lado do sofá.

— Valeu por ontem. Soube que você levou o Hee-jun. Quem devia ter feito isso era eu.

— Fui beber e ele estava lá, então só passei ele pro motorista. Foi só isso.

— Nam Seon-woo.

— Que foi?

— Que milagre foi esse de você ir num lugar desses?

Diante da pergunta de Lee-won, que deu um toque na ponta do seu queixo, Seon-woo fechou os olhos.

Fugir a todo custo de bebedeiras coletivas era rotina para ele, então dava para achar estranho mesmo. A nuance esquisita contida naquela pergunta curta era censura ou simples curiosidade? Ele tinha telhado de vidro demais para conseguir julgar.

— Ouvi dizer que o Eun Hyun-chae também estava lá.

“Posso te cumprimentar todo dia daqui pra frente?”

“Faz o que quiser. Nem assim eu vou ceder.”

— É… Pra ser do Simjin, ele parecia bem comum.

Nem ele mesmo entendia por que acabava mentindo justamente para Lee-won.

Como respondeu de olhos fechados, sem dar importância, Lee-won também deve ter achado que não era nada e não insistiu no assunto.

— Se der, não se envolve com aquele cara.

— Que envolvimento eu teria com ele?

Seon-woo abriu os olhos e ergueu o rosto para Lee-won.

Quem era a pessoa de ontem? Quem era a pessoa da ligação de agora há pouco?

Diante daquele lado de Lee-won que via pela primeira vez, Seon-woo também tinha muitas perguntas, mas simplesmente ficou calado. Como sempre fazia.

— Para com isso. Você está mexendo aí desde agora há pouco.

Lee-won esticou a mão e puxou para baixo a mão de Seon-woo, que mexia nos próprios lábios.

— …Desde agora há pouco?

— É. Estão bem vermelhos.

❅ ── ♡ ── ❅

Mas, Lee-won. Mesmo que eu tente não me envolver, o que é que eu faço quando é assim?

Ao se deparar com Hyun-chae, que correu os olhos pela sala de aula e, ao encontrá-lo, veio na sua direção com o rosto iluminado, Seon-woo abriu um sorriso incrédulo e ergueu os cantos da boca.

Ele não imaginava que “cumprimentar todo dia” fosse literalmente todo dia.

Hyun-chae se sentou com naturalidade no lugar ao lado de Seon-woo e cumprimentou com uma leve reverência.

— Bom dia.

— Não sabia que você assistia até matérias eletivas do terceiro ano.

— …Sim. Porque eu tenho interesse.

Interesse na aula ou na pessoa?

— Tá. Bom proveito.

Seon-woo soltou uma risada seca e desviou o olhar, pensando que, de todo modo, quando a aula começasse aquilo se resolveria.

Mas talvez o rosto dele fosse uma arma. Ou talvez o professor tenha achado bonitinho um jovem querer assistir de penetra nos dias de hoje. O fato é que Eun Hyun-chae não foi expulso. Pelo contrário, ele ainda arrancou do professor um comentário de que, como o departamento não tinha como dar suporte a ouvintes, seria ótimo se o aluno ao lado o ajudasse — e assim se enfiou tranquilamente na vida de Seon-woo.

Seon-woo massageou as têmporas com cara de cansado.

— Do seu lado eu chamo atenção demais.

— …O sunbae chama atenção mesmo estando sozinho.

O jeito com que ele dizia aquilo fingindo inocência, estranhamente, não dava para odiar.

Como era a última aula, Seon-woo andava devagar, e atrás dele passos no mesmo ritmo o seguiam mantendo uma distância constante.

— Por que você fica me seguindo?

— …Eu sou seu calouro. Não posso ir atrás?

— Haa…

Aquela expressão que ficava levemente convicta quando ele dizia “calouro”, como se aquilo fosse um salvo-conduto e tanto, acabava por dissipar toda a vontade de brigar. Pensando que a culpa era sua por ter dito aquilo de alfa desconhecido, Seon-woo moveu os dedos num gesto.

— Você não tem aula? Como é que você sabe o meu horário pra ficar me seguindo?

— …Quer que eu te mande o meu horário também?

— Não precisa.

Como ficaria ainda mais perturbado se olhasse, recusou mais uma vez, bem claramente. Chegando à área de fumantes, Seon-woo perguntou se ele fumava e Hyun-chae balançou a cabeça.

— Se você nem fuma, por que estava com um isqueiro?

— Porque tem muita gente que fuma perto de mim.

Uma frase que, vinda de outra pessoa, ele teria escutado sem dar importância, soava diferente vinda de Eun Hyun-chae, que era do Simjin. Ele tirou um cigarro e levou aos lábios.

— Nem se eu mandar você ir na frente você vai, né?

— …Precisa de isqueiro?

Tinha um no bolso, mas não o tirou; apenas inclinou a cabeça num gesto, e Hyun-chae se aproximou e acendeu o cigarro para ele. Puxando a fumaça bem fundo, Seon-woo olhou de cima para Hyun-chae, sentado quieto.

“Fui mordido por uma coisa estranha.” Seon-woo também sabia que a própria atitude era ambígua. Se continuasse andando por aí com Eun Hyun-chae grudado nele, era óbvio que Lee-won não ia gostar, e isso também era algo que Seon-woo não queria.

Virando o rosto para o lado oposto, Seon-woo soltou a fumaça longamente e falou:

— A gente se vê amanhã também?

Hyun-chae levantou a cabeça de imediato. Diante daquele rosto que entregava tudo, Seon-woo sorriu de canto.

— E se eu disser que não quero?

— …Sunbae.

— Você não é mais um alfa desconhecido, é um calouro lindo; se te prenderem por perseguição, o seu sunbae também vai ficar com o coração partido. O que você acha?

Olhando-o de baixo, quieto, Hyun-chae respondeu com voz corriqueira:

— Entre alfas, sem lesão corporal, quase nunca se reconhece perseguição como crime. Mesmo denunciando, a investigação costuma nem sair do lugar.

— Você sabe muito bem disso, hein.

— …Dizem… isso. Eu falei algo errado?

Como ele já sabia que Hyun-chae era do Simjin de qualquer jeito, o rapaz, talvez com peso na consciência, ainda acrescentou que nunca tinha passado por isso de verdade.

— Certo. Então não dá pra te denunciar por perseguição. Parabéns.

— …

— Não sorri.

— …Tá.

Seon-woo virou o corpo abertamente e examinou Hyun-chae com calma. Um olhar denso, como quem se deleita com a vista, percorreu minuciosamente o rosto, os ombros, o corpo dele.

“…Se ao menos ele não fosse alfa.”

E daí?

Era simplesmente por ele ser alfa, ou era porque esse alguém era Eun Hyun-chae? Não conseguia decidir. Depois de pensar um pouco, Seon-woo disse devagar:

— Você já deve saber, mas… amanhã eu não tenho aula, então não vou pra faculdade. Não dá pra assistir de penetra em curso obrigatório, então não vem passar vergonha à toa.

— Certo.

Não desgostava do brilho nos olhos que o fitavam. Sem perceber, Seon-woo esticou a mão e afagou a cabeça de Hyun-chae.

Os olhos de tom claro se arregalaram. Pensando que queria morder aquela ponta de orelha que enrubescia depressa, Seon-woo esfregou o cigarro e o apagou.

É claro que como Eun Hyun-chae se sentia não entrava nas considerações de Seon-woo.

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↫⋆。゚❅✶ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki

Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online

SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…

— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine

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