Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 155 Online


Modo Claro

Cheongyeon fitou o celular, quieto, paralisado.

Por que ele estaria ligando. Do-Heon deve ter se deparado com o escândalo sem saber do contexto, então é claro que ele deve estar achando toda esta situação apenas desagradável. Para cobrar isso?

Como não conseguia prever que reação viria, ficou ansioso. Mas Cheongyeon, dissesse ele o que dissesse, tencionava aproveitar para forçar de todo jeito que dessem o contrato por encerrado aqui.

Se Do-Heon, como da última vez, dissesse que nem pensar, ou pelo contrário o ameaçasse. Por mais sem-vergonha que fosse, ele tinha até a intenção de, só desta vez, ir até a avó, confessar a verdade e pedir ajuda.

Não bastasse ter escondido o divórcio, ter de revelar que esse tempo todo vinha recebendo até patrocínio de Do-Heon não era coisa fácil. Mas, no momento, não havia alternativa melhor do que essa.

— Ah.

Enquanto ele hesitava um bom tempo com o celular na mão, a ligação caiu.

Cheongyeon, que se recompôs, logo tornou a ligar para Do-Heon.

Antes mesmo de o primeiro toque terminar, Do-Heon atendeu.

— Como está o corpo. A febre baixou?

— O corpo? Ah… estou bem.

Diante da pergunta inesperada, Cheongyeon, que inclinava a cabeça, entendeu o sentido tardiamente e respondeu.

Ao ver que ele sabia que tivera febre, pelo visto Do-Heon de fato passara ali enquanto ele dormia.

— Nã-não. Não vou tirar sangue à força.

— Se você não quer, não vou fazer nada.

— Pode passar o quanto quiser.

Então as falas que ele ouvira no sonho também tinham sido todas realidade?

— Diretor, por acaso…

Cheongyeon parou de falar e mergulhou em pensamentos.

Não, isso é claro que foi sonho, né? Para ser uma fala saída da boca de nada menos que Do-Heon, era irreal demais.

— Fala.

— Não é nada. Aliás, por que você ligou?

Cheongyeon, por hábito, conferiu a data e o dia da semana que apareciam na tela do celular. Por ironia, justo, era sexta.

— Não me diga que você ligou por ser sexta?

— Isso.

Diante da voz tranquila de Do-Heon confirmando a pergunta que ele lançara com um “não me diga” no coração, aquilo lhe entrou pelo pavilhão do ouvido.

— Haa.

Num instante, um palavrão feio quase saiu. O pressentimento que, sem dúvida, ele tivera até agora há pouco de que Do-Heon cederia docilmente aquele maldito contrato de patrocínio errou feio.

Cheongyeon, boquiaberto, ficou sem fala.

— Diretor. Você é humano mesmo?

Quando estava em viagem de negócios ao exterior ele não devia saber, mas, uma vez que entrou na Coreia, não havia como Do-Heon não saber que matérias andam circulando agora na imprensa.

Ir dizer, mesmo com todo esse rebuliço, que como é sexta tem de se encontrar à risca.

— Como é sexta, hoje venha para casa.

— Você enlouqueceu de verdade?

— Não vou conseguir dizer que não. O chefe de segurança está aguardando no estacionamento subterrâneo. Não tem repórter nas redondezas, então saia quando quiser.

— Por que eu iria. E a gente combinou de não se encontrar em casa…

— Vou rasgar o contrato para você.

Diante da fala inesperada, Cheongyeon estremeceu.

— Rasgar, como assim.

— Nesse nível, já é justificativa suficiente para você vir para casa uma última vez?

Num instante, achando que tinha ouvido errado, Cheongyeon teve de duvidar dos próprios ouvidos.

— …É sério?

— É sério. E amanhã vou tirar todas as suas coisas que estão em casa também. É mesmo a última vez, então, se precisar de alguma coisa, venha buscar.

— Afinal. Por que de repente?

Assim que entendeu a fala de Do-Heon, o primeiro pensamento que lhe veio foi: afinal, por quê? Quando ele armava um escândalo e implorava dizendo vamos parar, me solta, ele não se mexia nem um pouco. E agora larga assim, tão fácil?

— Isso é importante? Era o que você queria, oras.

— É verdade que era o que eu queria, mas…

Cheongyeon murmurou aturdido.

De um dia para o outro, que mudança de estado de espírito houve para ele ir dizer que cede assim, tão docilmente?

Era uma fala que ele vinha esperando esse tempo todo, mas, quando de fato a ouviu, o constrangimento veio na frente. Bom e ao mesmo tempo inquietante, seria assim que se diz. Como não dava para saber que intenção estava escondida, ficou curioso sobre o motivo de Do-Heon ter mudado de ideia.

Será que é, afinal, por estar desagradado que ele se envolveu com outro sujeito?

De Do-Heon, era de se esperar que pensasse assim. De todo modo, Han Iram era conhecido como beta, então havia margem de sobra para mal-entendido.

Ele originalmente também detestava ao extremo que ele trocasse palavras ou se enturmasse com alfas sem permissão.

— Você não está zombando de mim agora, né?

— É uma pena que eu pareça uma pessoa tão desocupada assim para você.

Se Do-Heon ia ao ponto de dizer isso, então não era brincadeira. E não era de temperamento de fazer piada, também.

Fosse qual fosse o motivo, a coisa passou a fluir na direção que ele queria, então era coisa boa.

— Quando eu vou?

Aqui, não haveria necessidade de fazer questão de esclarecer que o traço de Han Iram era ômega. De todo modo, ele não era pessoa que fosse acreditar docilmente.

— A qualquer hora. Se não quiser vir hoje, pode vir outro dia.

— Então eu vou agora.

— Tá. Vou avisar o chefe de segurança.

— O que você tinha para falar… era só isso?

Ele achava que Do-Heon, ao menos uma vez, perguntaria sobre o escândalo. Mas parecia que, quanto àquilo, ele não tinha nem interesse.

— Tenho mais coisa para falar. Perguntei se a febre baixou. Ainda não ouvi a resposta.

— Ah… Melhorou bastante. Por ter dormido bem.

Por que ele fica curioso sobre uma coisa dessas justo agora. Mesmo achando estranho, Cheongyeon, por hábito, respondeu sem pensar.

— Que bom.

— Agora eu vou descer, não. Saio daqui a pouco.

Quando ia dizer que sairia agora mesmo, Cheongyeon, ao perceber que nem tinha tomado banho, mudou a fala.

— Tá.

— …

— …

Embora o assunto tivesse terminado, Do-Heon não desligou.

Correu um silêncio nem longo nem curto. Cheongyeon, apurando o ouvido no alto-falante, mexeu os lábios sem jeito.

— Vou desligar.

No fim, só depois de Cheongyeon apertar primeiro o botão de encerrar é que a ligação, que parecera só longa, terminou.

*

Cheongyeon, assim que o carro entrou nos fundos da mansão, abriu a porta e saiu.

Atravessando o amplo estacionamento onde se enfileiravam vários carros importados e abrindo uma porta grande para entrar, surge o jardim que leva à mansão.

E só atravessando esse jardim é que se conseguia entrar no interior da mansão.

Embora já conhecesse a estrutura de cor, Cheongyeon, em vez de digitar ele mesmo a senha, desta vez esperou até que a equipe de segurança destravasse o acesso.

Depois de passar por várias portas com dispositivos de segurança rigorosamente instalados, enfim chegou diante da entrada.

— Entre, por favor.

O chefe de segurança, segurando a maçaneta pesada e escancarando a porta, baixou a cabeça.

O coração, que estivera tranquilo mesmo no caminho de carro até ali, enfim começou a bater depressa.

Como não sabia por que motivo Do-Heon de repente dissera que daria o contrato por encerrado, ficou tenso, e também lhe veio a expectativa de que enfim todos os elos que o ligavam a ele iam se romper. Cheongyeon, com as entranhas em polvorosa, recompôs a respiração repetidas vezes.

Logo Cheongyeon, engolindo em seco, pôs o pé no corredor ligado à sala. Do-Heon já estava de pé no fim do corredor, esperando por Cheongyeon.

Sentia o olhar fixo dele envolver o corpo inteiro. De algum modo, era constrangedor a ponto de a penugem da nuca se arrepiar.

Depois de muito tempo diante dele, de perto, veio-lhe uma sensação desconfortável e sem jeito.

— Você comeu?

— …

— Como está o corpo.

— Eu já disse antes que estou bem.

Cheongyeon, sem cruzar o olhar com Do-Heon, fitando a ponta do queixo dele, rebateu.

— Você disse que ia dar o contrato por encerrado.

— Disse.

— Então não enrola e termina logo.

Cheongyeon, por não ter a menor vontade de trocar amenidades com calma, sem rodeios, foi direto ao propósito de ter vindo até ali.

Do-Heon, docilmente, estendeu o arquivo que já tinha tirado de antemão. Cheongyeon o pegou como quem arrebata.

— Joga fora, rasga, faz o que quiser. Daqui pra frente não tem mais efeito nenhum.

Cheongyeon abriu o arquivo e conferiu o contrato. Dentro estava, bem encaixado, o contrato redigido alguns meses atrás.

Assim que o viu, um alívio de que agora tinha mesmo acabado se abateu sobre ele.

Só de lembrar que sofrera por causa deste mísero papel, era revoltante, e ao mesmo tempo se sentia tolo.

Cheongyeon, mexendo na borda do papel, abriu a boca.

— Posso perguntar uma coisa só?

— À vontade.

— Qual o motivo de você ligar de repente e dizer que dá o contrato por encerrado?

Sendo que esse tempo todo, mesmo que ele pedisse, você fingia nem ouvir.

— Porque eu soube que isso é algo melhor para você.

— …

Que fala descabida é essa a esta altura. Cheongyeon, remoendo com calma a fala de Do-Heon, franziu o cenho.

Uma fala tão vaga não constituía motivo suficiente para uma mudança de ideia como quem vira a palma da mão de um dia para o outro.

Cheongyeon, sem conseguir aceitar por inteiro a resposta que ele apresentara, tentou pensar em outras possibilidades.

Será que de repente ele vai casar com outro ômega. Ou então será que o nome dele se sujou numa direção ruim demais, difícil de reverter, e o interesse sumiu.

Bem, ele não precisaria de um ômega arruaceiro que estragou a imagem. Se fosse tentar entender o raciocínio de Do-Heon por esse viés, era uma situação de sobra compreensível.

Era como se a fala de Kim Jihan de que, com o tempo, ele se enjoaria por conta própria tivesse acertado em cheio.

Mas um incômodo difícil de explicar ainda restava, de leve.

— O motivo é só esse? Por saber que é algo melhor para mim?

Que justificativa grandiosa ele esperava dele, para lançar uma pergunta dessas. Agora era só virar as costas, sair todo contente, e pronto.

— …

— …

Um silêncio morno envolveu os dois. Desta vez também quem não suportou a quietude foi Cheongyeon.

— Deixa. Falei besteira à toa…

— Desculpa.

— …O que você disse?

Cheongyeon, surpreso, ergueu a cabeça de repente. No mesmo instante, os olhares se entrelaçaram no ar.

— Desculpa por ter feito ficar assim, Cheongyeon.

Cheongyeon quase deixou cair o arquivo que segurava.

Os dois olhos de Do-Heon, que ele encarava pela primeira vez desde que entrara em casa, estavam voltados para ele de forma tão reta que, num instante, ficou sem ar de repente.

— Só agora você me olha.

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

Continua….

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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