Ler Lamba-me se puder – Capítulo 278 – Extra 52 Online


Modo Claro

Sugar Baby

 

O rosto de Koy foi ficando cada vez mais vermelho, e Ashley sorriu com tranquilidade ao vê-lo daquele jeito.

— Eu conheço você melhor do que você mesmo, Koy.

O rosto de Koy ficou tão vermelho que parecia prestes a explodir. Sem saber onde enfiar a cara, ele olhou ao redor, completamente sem graça. Ashley, porém, recostou-se na cadeira com naturalidade e perguntou:

— Vamos subir?

Com o rosto ainda ardendo, Koy apenas assentiu de leve. Desta vez, quem estava tendo dificuldade para se conter era Ashley. Queria jogar Koy sobre a mesa e cobri-lo de beijos naquele mesmo instante, mas conteve o impulso cerrando discretamente os lábios. Não tinha a menor intenção de deixar pessoas insignificantes verem aquele lado adorável de Koy.

— Vamos.

Dizendo apenas isso, Ashley levantou-se. A ereção que já crescia sob as roupas o incomodava um pouco, embora ainda conseguisse caminhar normalmente. Precisava chegar ao quarto antes que ela ficasse completamente evidente. Passando um braço pelos ombros de Koy, Ashley saiu do restaurante.

O tempo que passaram a sós no hotel foi doce e tranquilo.

— Será que posso ser tão feliz assim?

Enquanto trocava beijos repetidamente com Ashley, Koy perguntou de repente.

Ashley o deitou na cama, despiu suas calças junto com a cueca e, acariciando-lhe as pernas já descobertas, sorriu.

— Por que você acha que não pode?

Koy não teve escolha senão sorrir de volta.

— Eu te amo, Ash.

Koy sussurrou com carinho. Ashley respondeu com um sorriso e depositou um beijo em sua panturrilha. Seus lábios subiram lentamente, e, quando finalmente alcançaram seu rosto, Koy o abraçou pelo pescoço com alegria.

 

***

 

— Haa…

Koy soltou um longo suspiro e apoiou a cabeça no encosto do banco. Já fazia bastante tempo que o sol havia se posto, e a noite tomava conta do lado de fora. Desde que começou a assistir às aulas como ouvinte, todos os seus dias haviam se tornado incrivelmente corridos.

Enquanto o carro seguia em direção à mansão, assim como acontecia todas as vezes depois das aulas, Koy fechou os olhos e relaxou o corpo cansado. Graças a Ashley, uma oportunidade tão inacreditável havia surgido para Koy, alguém que nem sequer era aluno da universidade.

Antes de começar a assistir às aulas como ouvinte, Koy passava os dias brincando com os bebês enquanto esperava Ashley voltar para casa. Era uma rotina feliz e gratificante, mas ele não podia desperdiçar uma chance como aquela. Quando Koy demonstrou culpa por deixar as crianças, Ashley disse com naturalidade:

— Há muitas pessoas para cuidar delas. Eu também estou aqui. Além disso, o curso dura só seis meses. Depois disso, você vai ter tempo de sobra para ficar com elas. E você não vai passar o dia inteiro na universidade. Ainda vai ter bastante tempo para ver as crianças.

Essas palavras aliviaram o peso em seu coração, e Koy conseguiu participar das aulas com muito mais tranquilidade. No entanto, quando contou a novidade para Ariel por chamada de vídeo, ela comentou, desconfiada:

— Uma universidade permite que qualquer pessoa assista às aulas como ouvinte? Nunca ouvi falar disso.

Mas, logo em seguida, mudou de assunto.

— Acho que eu estava enganada.

O que Koy não sabia era que Ariel só voltou atrás porque, ao ouvir aquilo, ele fez uma expressão tão desanimada que parecia que o mundo tinha acabado. Até aí, tudo estava perfeito. O problema começou depois. A realidade era completamente diferente do que Koy havia imaginado. As aulas eram fascinantes, mas extremamente difíceis. Para compreender o conteúdo e conseguir acompanhar a aula seguinte, era necessário estudar muito.

Isso, por si só, também era um prazer para Koy. O verdadeiro problema era que ele simplesmente não tinha tempo para descansar. Sempre que reunia as dúvidas ou os trechos que não havia entendido durante os estudos da noite anterior ele enviava um e-mail ao professor e, todas as vezes, recebia respostas enormes, cheias de explicações detalhadas.

Então Koy passava horas tentando compreender cada resposta. Por causa disso, o tempo nunca era suficiente. Como consequência, ele quase não via mais os filhos. Quando finalmente chegava em casa, as crianças já estavam dormindo. E, pela manhã, precisava sair antes mesmo que elas acordassem.

Ele imaginou que pelo menos nos fins de semana conseguiria respirar um pouco. Mas isso também foi um engano. Assim que chegava a noite de sexta-feira, Ashley parecia estar apenas esperando por aquele momento, agarrava-o e não largava mais. Quando Koy finalmente conseguia sair da cama, já era domingo à noite.

Então restava apenas um breve momento para ver o rosto das crianças, antes de ir dormir cedo para se preparar para a segunda-feira. Assim, três meses se passaram num piscar de olhos. Isso significava que metade do semestre já havia terminado. Bastava se esforçar por mais metade.

Felizmente, a partir do dia seguinte as aulas seriam suspensas por uma semana, pois o professor participaria de um congresso acadêmico. Graças a isso, Koy finalmente teria uma oportunidade para respirar.

— Que bom…

Soltando um longo suspiro, Koy olhou para o teto do carro. Finalmente poderia passar um tempo com as crianças. Queria abraçá-las, sentir o cheirinho delas e enchê-las de beijos. O tempo que passava com seus preciosos filhos era tão pouco.

Vou passar essa semana inteira cercado por eles.

Só de imaginar aquilo, sentia que todo o cansaço acumulado desaparecia. Sem perceber, começou a cantarolar baixinho enquanto observava a paisagem pela janela. Também havia deixado Ashley um pouco de lado durante aqueles meses, por isso aquelas férias eram ainda mais preciosas.

Será que poderíamos todos viajar juntos…?

Claro, isso dependia de Ashley conseguir tirar um tempo, mas, mesmo assim, seu coração já estava cheio de expectativa. Pensando na semana que estava prestes a começar, Koy não conseguiu esconder a animação nem por um instante.

— Bem-vinda!

— Koy! Como você tem passado? Quanto tempo!

Assim que desceu do carro, Ariel avistou Koy esperando em frente à mansão. Sem hesitar, correu até ele e o envolveu num forte abraço enquanto o cumprimentava alegremente. Koy também aguardava a chegada da amiga desde cedo e, incapaz de conter a empolgação, deu-lhe um abraço apertado.

A primeira coisa que Koy planejou fazer durante as férias foi convidar Ariel para visitar sua casa. Já fazia anos desde o casamento, mas ele nunca teve a oportunidade de recebê-la. Acima de tudo, sentia-se culpado por morar tão longe. Mas, como ambos estavam de férias, então ele finalmente reuniu coragem para convidá-la. Felizmente, Ariel aceitou sem a menor hesitação, e Koy enfim poderia apresentá-la aos seus filhos.

— Já está na hora de Stacey conhecer oficialmente a madrinha.

— É… finalmente.

— Com o comentário de Koy, Ariel fez uma expressão divertida.

Quando os gêmeos nasceram, Koy havia pedido que Bill fosse o padrinho e Ariel, a madrinha. Embora o pedido formal tivesse sido feito apenas em relação aos gêmeos, os dois também prometeram que, caso algum dia fosse necessário, aceitariam de bom grado tornar-se tutores das outras crianças.

Como nem Ashley nem Koy tinham família, pessoas assim eram indispensáveis em suas vidas. Koy se emocionava profundamente por seus amigos mais preciosos terem aceitado assumir uma responsabilidade tão grande, e desde então nunca deixou de lhes ser grato.

— A partir do ano que vem vamos fazer festas de aniversário maiores. Se precisar de alguma coisa, é só me avisar. Já falei com o Ash para disponibilizar um helicóptero caso seja necessário.

Com essa promessa reconfortante, Ariel sorriu, satisfeita.

— Então finalmente vou poder participar da festa de aniversário da minha afilhada.

— Claro! Me desculpa por não ter conseguido te convidar antes, Ariel… É que o Ash se preocupa demais…

Koy terminou a frase com um sorriso sem graça. Ariel já imaginava que, naturalmente, a causa de todos os problemas era Ashley.

Não é como se o Koy fosse inventar uma desculpa tão infantil e óbvia.

Com certeza Ashley devia ficar dizendo que, como as crianças ainda eram pequenas e tinham uma característica tão incomum, existia risco de sequestro e todo tipo de perigo, usando isso como desculpa para impedir que qualquer pessoa se aproximasse de Koy. Era verdade que alfas às vezes eram alvo de sequestros ou atentados, então certa cautela fazia sentido. Mas Ariel enxergava perfeitamente que as verdadeiras intenções daquele homem eram outras.

Vai com calma, seu maluco possessivo…

Mesmo assim, uma dúvida lhe passou pela cabeça.

Ainda bem que, por algum milagre, ele permitiu que eu viesse…

Logo em seguida, porém, ela balançou a cabeça.

Não. Ele não permitiu. Apenas não teve como recusar.

Afinal, quando Ashley estivesse trabalhando, Koy ficaria sozinho na mansão. Nessa situação, talvez ele tivesse considerado aceitável que o marido encontrasse uma amiga de vez em quando…

Até parece! Quem ele pensa que engana?

Embora a mesquinhez de Ashley lhe irritasse, Ariel respirou fundo e conteve o impulso de reclamar.

Deixa isso para lá. Faz tanto tempo que não vejo o Koy. Vim até aqui justamente para aproveitar esse tempo com ele.

— Por aqui.

Abrindo a porta da sala de chá, Koy estendeu o braço, convidando-a a entrar. Com um leve sorriso, Ariel entrou no cômodo.

— Oh!

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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