Ler Cão Real. – Capítulo 64 Online

— Esses desgraçados fumando no meio da floresta? Deviam proteger a natureza.
— Hah…
Hayul deixou escapar uma risada incrédula.
— Você não é um animal. Então por que diabos estava empoleirado em cima de uma árvore?
Era verdade que ficar no alto era mais seguro do que permanecer no chão. Mesmo assim, era difícil imaginar como alguém daquele tamanho conseguiria escalar uma árvore tão alta. Ainda mais naquele estado.
‘Será que ficou escondido lá em cima esse tempo todo?’
O próprio Hayul já havia trabalhado como atirador de elite, mas jamais se imaginou montando uma posição de tocaia em cima de uma árvore. Pavel olhou para Hayul, retirou a máscara preta que cobria seu rosto e abriu um sorriso radiante.
— Querido.
— Ah, inferno! Ele gosta dessa merda de “querido”.
Praguejando, Hayul levantou-se e caminhou até ele.
— Você fica ainda mais bonito visto daqui, hyung.
Sorrindo, Pavel abriu os braços para abraçá-lo, mas Hayul deu um passo para trás e desviou. A fragrância era, sem dúvida, a de Pavel… Ainda assim, por algum motivo, ele lhe parecia estranho. Seria por causa do rosto completamente sem cor? Ou daqueles olhos que, diferente do habitual, revelavam um cansaço profundo?
Ele parecia exausto. As roupas pretas justas ao corpo davam até a impressão de que havia emagrecido. Hayul permaneceu apenas encarando-o em silêncio, então Pavel estendeu os dois braços para a frente, como uma criança pedindo colo.
— Me abraça, hyung.
Era uma tentativa tão ridícula de ser fofo que Hayul franziu a testa e respondeu de maneira seca:
— Do que você está falando? Venha cá e me abrace.
Pavel deu uma risadinha. Obediente, aproximou-se e o envolveu num abraço apertado. Depois beijou sua bochecha, esfregou o rosto contra o dele e continuou fazendo aquela manha completamente sem jeito. Parecia uma grande fera agarrando sua presa para lambê-la e saboreá-la.
— Que bom… seu cheiro é tão bom, hyung.
Pavel ergueu levemente os ombros enquanto inspirava profundamente o aroma de Hayul. Os feromônios de Pavel também se espalhavam pelo ar em ondas intensas. Era um perfume doce, envolvente e irresistível, que invadia as narinas de Hayul.
O corpo de Hayul, enrijecido pela umidade e pelo frio, aqueceu-se num instante sob aquela fragrância adocicada. Ele também gostava daquilo. Para Hayul, o cheiro de Pavel era seu melhor calmante, seu afrodisíaco e sua droga. O calor tomou conta de seu corpo. O suor começou a umedecer a pele sob as roupas, enquanto seu coração disparava. Quase sem perceber, seu corpo também reagiu instintivamente à proximidade de Pavel. Era um calor agradável.
De forma desajeitada, Hayul ergueu uma das mãos e deu leves tapinhas nas costas do homem enorme que o abraçava.
— Porra… você está bem?
— Hahaha… por que está xingando?
Pavel riu baixinho. Aquela risada agradável encheu os ouvidos de Hayul.
— Você acha que seu corpo é feito de aço? Se está ferido, devia ficar deitado e receber tratamento. Que merda você pensa que está fazendo?
— Se eu ficasse deitado, você acha que eles me deixariam em paz? Kuzmin teria atacado o hospital.
— Mesmo assim, a equipe de segurança estava lá para proteger você.
Por causa dos feromônios de Pavel, Hayul precisou interromper a frase por um instante para recuperar o fôlego. Então completou:
— E eu também estou aqui.
Ainda com o rosto enterrado na nuca de Hayul, Pavel soltou uma risada baixa. Os braços que o envolviam apertaram-no com mais força ainda.
— Hyung… você ficou preocupado comigo?
Claro que fiquei.
A resposta quase escapou imediatamente. Mas Hayul fechou a boca e escolheu melhor as palavras. A situação já era constrangedora o bastante. Além disso, se respondesse com sinceridade, Pavel provavelmente ficaria excitado e acabaria avançando sobre ele.
— Quando você aparece todo machucado, eu fico puto da vida.
Não houve resposta. Apenas a respiração calma de Pavel.
— Você é um homem casado. Foi comigo que você se casou.
— Sim.
— Foi você quem eu escolhi. Então para de agir sozinho. Se for se machucar, peça minha permissão antes.
Ele resmungou aquele absurdo com a maior cara de pau. Pavel soltou uma breve risada e encostou os lábios na nuca de Hayul. Beijou delicadamente a pele sensível e mordiscou de leve. Um arrepio percorreu seu corpo inteiro fazendo Hayul estremecer. Sentindo um gemido prestes a escapar, mordeu o próprio lábio e empurrou Pavel.
— Sai de perto, seu desgraçado.
— Até agora eu estava aguentando graças aos remédios… mas acho que não consigo mais me segurar. Estou prestes a explodir.
Quanto mais Hayul tentava afastá-lo, mais aquele corpo enorme se colava ao seu. Os feromônios que emanavam de Pavel tornavam-se ainda mais intensos. Os beijos insistentes em sua nuca despertavam um prazer familiar, fazendo a força em suas mãos desaparecer aos poucos. Um gemido trêmulo acabou escapando por entre seus lábios mordidos.
Era uma reação conhecida. Um prazer que já experimentara incontáveis vezes. Justamente por conhecê-lo tão bem, resistir era ainda mais difícil. Ele sabia exatamente o quanto o contato daquele corpo podia ser arrebatador. Seu corpo reagiu instintivamente. Reflexivamente, suas nádegas se molharam. A frente, nem se fala, mas a parte de trás também estava úmida. A abertura pulsava de expectativa, expandindo-se e derramando fluidos.
— Droga… sai de cima de mim.
Foi uma luta inútil. Ofegando como uma fera, Pavel continuou sugando e beijando a nuca de Hayul enquanto o erguia com firmeza pela cintura e pelas nádegas. As pernas de Hayul ficaram suspensas no ar. Ele tentou resistir, mas era em vão. Era impossível vencer Pavel pela força quando ele estava excitado. Erguendo Hayul com facilidade, como se fosse uma boneca, Pavel finalmente afastou os lábios da nuca que vinha mordiscando e beijando.
— Me põe no chão enquanto eu ainda estou falando numa boa, seu maluco. Acha que essa é hora de fazer esse tipo de merda?
Pavel observou Hayul, que o xingava com uma expressão irritada, como se o achasse adorável demais.
— Hyung… vamos ter um filho.
— Seu desgraçado… precisava fazer isso justamente agora?
— Carpe diem.
— Acho que esse ditado não foi feito para uma situação dessas.
Pavel abriu um sorriso, mostrando os dentes brancos, e avançou sobre os lábios de Hayul. Foi um beijo voraz, como se quisesse devorá-lo. Os lábios macios se encontraram, enquanto os de Hayul eram sugados com força. Surpreso, Hayul entreabriu a boca, e a língua espessa de Pavel invadiu seu interior de forma agressiva, enroscando-se na dele de maneira desordenada.
Enquanto tentava protestar, emitindo sons abafados, e se debatia, nem percebeu em que momento fora empurrado para trás. Quando se deu conta, suas costas já estavam pressionadas contra o tronco rígido de uma árvore.
Apoiando Hayul contra o tronco e prendendo-o em seus braços, Pavel começou a explorar seus lábios a sério. Foi um beijo áspero, selvagem e ardente. Como Pavel havia dito, ele estava prestes a explodir, e sua respiração e saliva estavam carregadas de feromônios crus. Seu corpo grande, que se esfregava e se colava, irradiava um calor sufocante. As mãos de Pavel percorriam cada parte do corpo de Hayul com insistência. Era como receber pequenas descargas elétricas sem parar, uma sensação que percorria sua pele incessantemente.
‘Ah… droga.’
Era bom… Bom demais. Aquela sensação vertiginosa, enlouquecedora. Aquele aroma viciante que sempre fazia Hayul perder o juízo. Sua respiração ofegante adquiriu um tom adocicado. Seu corpo inteiro estava encharcado de suor, e as roupas grudavam em sua pele. Pavel certamente já havia percebido que o corpo que segurava nos braços estava completamente rendido, amolecendo pouco a pouco sob seu toque.
Quando Hayul começou a ofegar em busca de ar, Pavel afastou ligeiramente os lábios e o encarou. Com os olhos úmidos fixos nele, acariciou delicadamente seus lábios molhados com o polegar. Entre os lábios entreabertos de Hayul escapavam nuvens de ar quente em respirações curtas e aceleradas. O azul dos olhos de Pavel ganhou um reflexo arroxeado.
— Se eu for explodir… quero explodi dentro de você, hyung. Sexo ao ar livre, numa floresta na Alemanha… tem um charme diferente.
— Seu pervertido.
Os lábios sorridentes de Pavel voltaram a cobrir os dele. O desejo venceu a razão e tomou conta de todo o corpo de Hayul. Sem perceber, ele entreabriu os lábios para corresponder ao beijo. O corpo de Pavel voltou a se colar firmemente ao seu. As pistolas e facas presas ao seu corpo sólido como pedra batiam uns nos outros enquanto o pressionavam.
As mãos de Hayul, que tentavam empurrar Pavel, perderam a força, e entre os lábios unidos, um gemido doce escapou lentamente. Era uma reação natural, inevitável. Para Hayul, os feromônios de Pavel eram mais letais do que qualquer gás venenoso.
A razão continuava disparando sinais de alerta. Havia uma grande chance de o ciclo de cio de Hayul entrar em sincronia com o rut de Pavel. Não… Com certeza aconteceria. E logo no meio do território inimigo. Quando o primeiro cio de Hayul aconteceu, a situação já não era exatamente segura, mas agora era muito pior.
Reunindo todas as forças que ainda lhe restavam, Hayul empurrou o peito de Pavel.
— N-Não… isso não pode acontecer. Agora não.
Desviando o rosto para escapar do beijo, ele murmurou. Pavel, então, passou a encher sua bochecha de beijos estalados antes de segurar seu queixo e fazê-lo olhar novamente para a frente. Instintivamente, Hayul mordeu os lábios com força.
— Por favor, querido… estou prestes a explodir.
Pavel implorava enquanto lambia os lábios cerrados de Hayul. A parte inferior do corpo de Pavel, pressionada entre as pernas dele, estava literalmente fervendo.
Seus feromônios, em sua plenitude, pareciam prestes a explodir a qualquer instante. No meio da floresta, onde dois cadáveres ainda jaziam no chão, o ar estava saturado por feromônios ardentes, como chamas vivas. Talvez fosse apenas impressão, mas até o som dos insetos, dos pássaros e dos animais escondidos na mata havia cessado. A fragrância estava tão intensa que Hayul chegou a pensar que até pessoas comuns talvez conseguissem senti-la. Talvez aquele aroma já não fosse algo perceptível apenas para ele.
Por mais que tentasse afastá-lo, Pavel não se movia nem um centímetro. Limitava-se a pressionar seu corpo firme contra o dele. Ignorando os protestos e os xingamentos de Hayul, ele continuava cobrindo-o de beijos enquanto suas mãos percorriam seu corpo. A mão enluvada acabou encontrando uma abertura por baixo da roupa e deslizou sobre sua pele nua. Os feromônios que Pavel liberava sem qualquer controle eram tão intensos que Hayul sentia que poderia desmaiar. Seu próprio corpo também estava prestes a atingir o limite. Não era como das outras vezes. Seu corpo queimava de um jeito assustador, e seu coração parecia querer saltar do peito.
Era perigoso.
‘E se meu cio realmente começar agora…?
Se nós dois perdermos a razão bem no meio do território do Kuzmin… isso significa que vamos morrer juntos enquanto fazemos sexo?’
Desesperado, Hayul apalpou a bolsinha presa à cintura da calça e retirou a última seringa de supressor que restava. Com a mão tremendo, segurou-a com firmeza e a cravou profundamente no pescoço de Pavel.
Pavel congelou por um instante. Afastou os lábios que ainda sugavam os de Hayul e o encarou, atordoado. Seus olhos, tingidos por um leve tom de violeta, brilhavam completamente tomados pelo desejo. As maçãs do rosto estavam avermelhadas, e seus lábios úmidos permaneciam ligeiramente entreabertos enquanto respirava com dificuldade. Era uma imagem perigosamente erótica. O tipo de rosto capaz de fazer Hayul abandonar a pouca lucidez que ainda lhe restava. Mas Hayul mordeu os próprios lábios até sentir o gosto de sangue e arregalou os olhos.
— Volta a si… seu desgraçado.
Piscando lentamente, Pavel puxou a seringa presa ao próprio pescoço e a jogou para longe.
— Você enfiou outra droga esquisita em mim? Não acha que está sendo cruel demais com o seu marido?
— É um supressor, seu idiota.
— Seja lá o que for… a única pessoa que vive enfiando coisas no meu corpo é você, hyung.
— Quer que eu enfie meu pau também?
— Haha… Você acha que consegue me satisfazer com uma coisinha tão pequena quanto o seu pau?”
E esse idiota nem faz ideia de que seu próprio membro era tão desnecessariamente grande…’
Praguejando mentalmente, Hayul reuniu todas as forças que ainda tinha e empurrou o ombro de Pavel com violência. Dessa vez, Pavel recuou sem resistir. Levando a mão à têmpora, murmurou:
— Estou um pouco tonto.
Ao que tudo indicava, o supressor estava fazendo efeito. Os feromônios que ele vinha liberando de forma tão intensa também começaram a diminuir. Ofegante, Hayul tirou um neutralizante da bolsa presa à cintura e despejou o conteúdo na boca.
‘Que cheiro de sangue é esse nas minhas mãos…?’
Ao olhar para elas, viu que estavam completamente cobertas de vermelho. Não era seu próprio sangue. Então se lembrou de que havia empurrado o ombro de Pavel com força momentos antes. Virou-se às pressas para examiná-lo. Por causa da roupa preta, não tinha percebido antes, mas a região do ombro estava completamente encharcada.
Ao tocar o local, seus dedos ficaram tingidos de vermelho. O ferimento havia aberto novamente. Sem perder tempo, Hayul ergueu a barra da roupa de Pavel.
— Vai tirar minha roupa? Que ousado.
Pavel sorriu sem forças.
— Cala a boca.
A bandagem em seu ombro estava completamente ensopada de sangue. O curativo já não conseguia absorver tudo, e a região ao redor do ombro estava inteiramente manchada de vermelho vivo. Naquele instante, Hayul percebeu outra vez a realidade.
Afinal, esse idiota era um paciente que tinha acabado de fugir do hospital.
Franzindo a testa, encarou o ombro ensanguentado.
— Merda… não estava doendo?
— Estou bem.
— Se estiver doendo, fala que está doendo. Comigo você pode fazer isso.
Pavel soltou uma risadinha. Depois suspirou longamente e deixou o corpo pender sobre Hayul. Seu estado físico já era péssimo. Depois da injeção do supressor, parecia completamente sem forças. Apoiando-se em Hayul, murmurou quase sem voz:
— Está doendo… um pouco.
— Tsc.
Estalando a língua, Hayul o ajudou a se sentar, encostando-o no tronco da árvore. Em seguida, abriu rapidamente a bolsa presa à cintura e retirou o kit de primeiros socorros que sempre levava durante as missões.
— Você anda com isso também, hyung?
— Diferente de você, eu tenho um corpo de vidro.
Era para ser uma piada, mas Pavel não reagiu. Ele parecia estar realmente mal, com o rosto tenso e respirando com dificuldade.
Hayul rapidamente removeu a bandagem encharcada, desinfetou o ferimento, colocou uma nova e puxou suas roupas de volta para baixo. Depois lhe deu um analgésico com antibiótico e antitérmico. Era tudo o que podia fazer naquele momento. Encostado na árvore, Pavel respirava pesadamente quando abriu um pequeno sorriso.
— É estranho… ter outra pessoa cuidando de mim.
— E antes? Quando se machucava, fazia o quê?
— Eu aguentava. Felizmente, um alfa real não morre tão fácil.
Hayul entendia muito bem. Porque ele também havia vivido daquela maneira. Quando se feria, tratava sozinho dos próprios machucados enquanto suportava a dor em silêncio. Mesmo que acabasse caído em algum canto, morrendo sozinho, não haveria sequer um amigo que fosse chorar por ele.
Mas agora era diferente. Agora Hayul também tinha uma família. Já não estava mais sozinho. E essa era uma verdade da qual ele se lembrava a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Pavel provavelmente passava pelo mesmo que Hayul. Eles estavam casados havia apenas alguns meses; não era fácil se acostumar de repente a uma vida compartilhada.
— Até agora eu conseguia suportar mesmo com buracos no corpo. Mas agora que tenho alguém para dizer que estou com dor… desta vez dói muito mais.
— É óbvio que dói. Quem em sã consciência sairia correndo por aí logo depois de uma cirurgia?
Correr era pouco. Ele praticamente estava voando. Naquele estado, ainda tinha escalado uma árvore. Hayul estalou a língua enquanto olhava para a árvore de onde Pavel havia saltado há pouco.
— Como diabos você conseguiu subir ali? Você é um urso?
— Você também não conseguiria subir numa árvore dessas, hyung?
— Eu? Nem pensar. Só você mesmo consegue fazer uma coisa dessas, seu monstro.
Sem forças sequer para rir, Pavel respirou fundo lentamente. Parecia uma fera ferida. Um animal selvagem baleado por um caçador, ofegando enquanto suportava a dor. Mesmo assim, seus olhos continuavam brilhando intensamente, sem perder o vigor.
Qualquer outro casal estaria aproveitando a lua de mel numa hora dessas. Em vez disso, eles estavam ali. Mas, se aquilo era destino, não havia o que fazer. Afinal, Hayul havia escolhido aquele homem com as próprias mãos.
Naquele instante, uma ave passou sobre suas cabeças, batendo as asas com força. Quando Hayul ergueu o olhar distraidamente, Pavel o puxou rapidamente para o chão. No mesmo instante, um tiro rasgou o ar e um buraco se abriu no local onde Hayul estivera sentado.
Não era um pássaro. Era um drone de reconhecimento e ataque.
Ainda deitado no chão ao lado de Pavel, Hayul sacou a pistola e disparou imediatamente. O drone se despedaçou e caiu com um baque. A pequena câmera, semelhante aos olhos de uma libélula, continuou girando enquanto emitia um zumbido.
— Não nos permitem nem ter um encontro em paz.
Pavel comentou despreocupadamente enquanto se levantava. Nesse momento, o rádio comunicador apitou. Ele acionou o interruptor, e a voz do chefe da equipe de segurança ecoou.
— Localizamos a base principal do Kuzmin. Já encontraram o senhor Kirov?
— Invadam a fábrica e acabem com eles.
Pavel tomou o rádio das mãos de Hayul e respondeu.
— Senhor Kirov?
— Sou eu. Nós também estamos indo para aí.
— Entendido.
Depois de uma breve troca de informações, a comunicação foi encerrada.
No instante em que Pavel devolveu o rádio a Hayul, um grupo de homens fortemente armados surgiu de trás dos arbustos, acompanhado por um farfalhar da vegetação. Assim que ouviram o som de passos sobre as folhas caídas, Hayul e Pavel ergueram suas armas e puxaram o gatilho sem hesitar. Como se tivessem combinado, ficaram de costas um para o outro, enfrentando os inimigos.
Ataque e defesa perfeitamente sincronizados. Pavel era um parceiro com quem ela tinha uma excelente química. Tanto como marido quanto como companheiro de missão. Fazia muito tempo que Hayul não sentia a adrenalina ferver em suas veias daquela maneira.
Há quanto tempo eu não me divertia tanto atirando?
Os animais da floresta, que até então permaneciam imóveis e silenciosos diante daquela presença desconhecida, começaram todos a rugir de uma só vez.
Aquilo era uma caçada. A caçada dos caçadores em busca do tigre chamado Igor Kuzmin.
E, desta vez, o caçador Pavel capturaria o tigre.
Como sempre fazia.
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Continua…
Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online
(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog