Ler Lamba-me se puder – Capítulo 276 – Extra 50 Online

Sugar Baby
Mesmo pensando isso, Ashley continuou observando o rosto do filho como se estivesse diante de uma criatura curiosa. Quando se lembrava de si mesmo, que chegara ao ponto de se automutilar para evitar ir a uma festa de feromônios, a frieza de Nathaniel parecia simplesmente absurda. Além disso, aquela calma extrema chegava a ser admirável, de certo modo.
— Parece que você não ficou nem um pouco abalado com a chegada desse momento.
Ao ouvir as palavras do pai, Nathaniel franziu levemente a testa, como se perguntasse: Do que o senhor está falando?
— Desde que eu era pequeno, o senhor sempre disse que, quando chegasse a época em que os feromônios começassem a ser produzidos, eu deveria tomar cuidado para liberá-los regularmente, para que não se acumulassem.
Era verdade. Principalmente Koy. Talvez por causa do que havia acontecido com Ashley, Koy sempre fora excepcionalmente sensível quando se tratava desse assunto.
Prevenir sempre é melhor.
Nathaniel estava prestes a completar dez anos.
Mesmo assim, nunca demonstrara a tagarelice ou a energia transbordante típicas das crianças da sua idade. Ele era geralmente quieto e não mostrava interesse especial nem pelos irmãos. Seu desenvolvimento era extraordinariamente precoce. Já lia obras de filosofia que normalmente apenas universitários compreenderiam e resolvia fórmulas matemáticas complexas com facilidade.
Por outro lado, raramente convivia com crianças da mesma idade. Às vezes, Koy se perguntava no que Nathaniel estava pensando. Mas provavelmente nunca descobriria. Encarando aqueles olhos violeta, idênticos aos seus, Ashley logo abandonou seus pensamentos e decidiu encerrar a conversa.
— Então descanse.
Quando Ashley se virou para sair, Nathaniel falou às suas costas:
— Daqui para frente, não precisa mais vir me procurar.
Aquela frase soou como se ele dissesse que não era necessário fingir afeto. Ashley franziu a testa, mas não disse mais nada, apenas saiu do quarto.
***
— E o Nathaniel?
Koy, que por acaso estava parado no corredor, encontrou Ashley e perguntou imediatamente, como se estivesse esperando por ele. Tentando espiar o interior do quarto por trás do corpo de Ashley, perguntou mais uma vez. Ashley fechou a porta atrás de si e respondeu:
— Está fazendo a lição de casa. Vamos voltar para o nosso quarto.
— Tá bom.
Foi uma pena não poder dar um beijo de boa-noite em Nathaniel, mas não havia o que fazer. Koy voltou obedientemente para o quarto e, como se estivesse esperando por isso, Ashley o abraçou por trás.
— Senti sua falta.
Koy liberou um pouco do seu feromônio para Ashley que inspirava fundo e sorriu.
— Mas nós nos vemos todos os dias.
— Eu sinto sua falta o tempo todo. Em cada instante.
Com aquela declaração apaixonada, Koy sentiu as orelhas ficarem quentes.
— Ah…
Murmurando baixinho, virou lentamente a cabeça para olhar Ashley.
— Eu também senti sua falta, Ash.
Ao ouvir aquilo, Ashley abriu o sorriso mais radiante desde que voltara do trabalho e beijou Koy. Enquanto seus lábios se tocavam suavemente, Ashley soltou um longo suspiro e, como se estivesse esperando por aquele momento, puxou a camisa de Koy para cima. A mão grande deslizou delicadamente sobre a pele recém-exposta. Koy, ofegando, de repente lembrou de algo.
— Você ficou bastante tempo no quarto do Nathaniel… aconteceu alguma coisa?
Ashley hesitou por um breve instante. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde teria de contar a Koy. A única diferença era se faria isso agora… ou depois. E, naturalmente, Ashley já havia tomado sua decisão. Logo, a atenção de Koy foi desviada, e ele não voltou ao assunto.
— Ah, haaah!
Gemidos escaparam repetidamente dos lábios de Koy. Não importa quantas vezes ele o abraçasse, todos os dias, a cada momento, nunca era o suficiente. Toda vez, Ashley sentia essa sede. Mordendo o pescoço de Koy, bebendo sua saliva, preenchendo seu interior, ainda assim, algo gritava do fundo de seu peito que ainda era insuficiente.
…Koy.
Sempre que mordiscava aquela pele macia, Ashley pensava na mesma coisa.
Será que um dia eu acabaria devorando o Koy de verdade?
Sua vida… seu sangue… até seus ossos… sem deixar absolutamente nada para trás.
Talvez eu já esteja enlouquecendo.
Quando esse pensamento lhe ocorreu vagamente, Ashley ejaculou profundamente dentro de Koy.
Deitado sobre o corpo de Koy, que estava encharcado de suor e respirava com dificuldade, Ashley distribuiu beijos brincalhões por todo o seu rosto. Sem forças sequer para mover um dedo, Koy apenas fechou os olhos e o deixou fazer o que queria. Mas, ao contrário do restante do corpo, seu interior continuava ávido. Foi Ashley quem percebeu isso primeiro, ao sentir uma parte de si ainda acolhida dentro de Koy.
— Hum…
Um gemido baixo e denso escapou de Ashley. Era o som que ele fazia sempre que se sentia plenamente satisfeito. Enterrando seu membro pesado na carne macia, ele se deleitava com a sensação das paredes internas contraindo e relaxando lentamente ao seu redor.
Enquanto permanecia assim, desfrutando daquela carícia silenciosa, sentia seu ventre se aquecia novamente e seu membro se inchava. Esperou pacientemente até ele endurecer completamente dentro do ventre de Koy, só então, começou a mover a cintura bem devagar.
— Uhn…
O som úmido vindo de baixo misturou-se ao gemido de Koy. De olhos fechados e com a testa levemente franzida, ele inclinou a cabeça, o rosto completamente corado.
Meu Koy…
Ashley beijou seu amado mais uma vez com carinho, recuou levemente os quadris e então empurrou fundo novamente. Cada vez que roçava as paredes internas, sentia vontade de ejacular, mas ele se esforçava para prolongar aquele momento. Queria permanecer ali por mais tempo.
Não… Se pudesse, passaria a vida inteira daquele jeito, junto de Koy. Sem que ninguém os interrompesse.
Mas isso era impossível. Havia gente demais para atrapalhá-los. Nada menos que seis pequenos intrusos. Quando um finalmente sossegava, outro aparecia. Quando conseguia expulsar um, outro surgia em seguida. Era como se estivessem fazendo fila para interrompê-los. E, dessa vez, não foi diferente.
Toc, toc, toc, toc, toc…
Batidas apressadas ecoaram do outro lado da porta. De propósito, Ashley intensificou os movimentos, tentando desviar a atenção de Koy, que soltou um gemido abafado, como se estivesse suportando tudo com dificuldade.
— Está tudo bem, Koy…
Ashley sussurrou enquanto o acariciava. Beijou-o perto da orelha, como se quisesse abafar qualquer outro som. Mesmo assim, as batidas continuaram. Pela força do impacto, parecia que uma das crianças esmurrava a porta com todas as forças.
Talvez estivesse até chutando.
E daí?
Mesmo sendo seus filhos, eles não tinham o direito de interromper o tempo que os pais passavam juntos.
Aquele momento pertencia apenas a Ashley e Koy. Ele não pretendia dedicar um único instante às crianças. Durante toda a semana, enquanto Ashley trabalhava, eram elas que monopolizavam Koy.
Então, quando eu estou em casa… Koy deveria ser só meu.
Ashley continuou se movendo repetidamente, mantendo Koy preso em seus braços. A sensação da carne se esfregando sem parar, fazia Koy estremecer enquanto respirava de forma cada vez mais descompassada.
— Está gostoso, Koy? Está bom, não está?
A voz de Ashley saiu entrecortada, misturada com um sorriso. Koy respondeu com dificuldade, deixando escapar pequenos gemidos entre uma palavra e outra.
— Uhum… é bom… muito bom. Eu amo tanto o seu pau Ash…
— Ah, Koy…
Ashley franziu a testa e parou de se mover por um instante. Sentindo o esperma que se acumulava em seu ventre escorrer para dentro de Koy, ele respirou fundo antes de voltar a fitá-lo.
— Diz de novo.
Ele aproximou os lábios dos de Koy em um beijo estalado enquanto fazia o pedido, mas Koy apenas piscava, ainda desnorteado.
Ashley insistiu em voz baixa:
— Diz algo obsceno de novo, assim como você acabou de fazer.
O rosto já corado de Koy ficou ainda mais vermelho. Ashley sorriu, mas não tinha intenção de deixar aquilo passar. Sempre que Koy dizia algo safado, ele ficava tão excitado que parecia que ia gozar a qualquer momento.
— Vamos… fala.
Desviando o olhar, Koy murmurou com dificuldade:
— O-o… p-pau…
— De quem?
Koy tentou cobrir o rosto com as duas mãos, mas Ashley não era do tipo que deixaria isso passar. Pegando rapidamente seus pulsos e prendendo-os na cama, ele exigiu novamente:
— Fala. De quem?
Em meio à voz de Ashley, voltou a ecoar o som insistente de alguém batendo à porta. Só então Koy pareceu notar as batidas e virou o olhar naquela direção, mas Ashley chamou seu nome imediatamente.
— Koy… olha para mim. Meu pau está dentro de você.
Ashley rangeu os dentes e pressionou com aspereza, mas a atenção de Koy já havia sido desviada.
— Diga que você gosta do meu pau.
— Eu já disse isso…
Hesitando, ele murmurou:
— A-acho que já fizemos o bastante…
Bastante? Só fizemos três vezes… Na verdade, duas vezes e meia.
Mal tive tempo de aproveitar o momento depois de ejacular… e você já quer parar?
°
°
Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can