Ler Lamba-me se puder – Capítulo 275 – Extra 49 Online


Modo Claro

Sugar Baby

 

O motivo de o filho ter ido procurá-lo era óbvio. Ashley respondeu lentamente:

— Arrume uma namorada… ou encontre alguém em uma balada.

— E depois?

O rosto de Nathaniel demonstrava claramente o quanto aquela conversa lhe parecia incômoda. Ashley acrescentou, em tom indiferente:

— O jeito mais fácil é ir a uma festa de feromônios.

— Então farei isso.

Nathaniel chegou à conclusão sem demonstrar a menor hesitação. Observando o filho com os olhos semicerrados, Ashley estendeu a mão e pegou o celular. Após esperar alguns instantes, deu uma ordem:

— Bernice, verifique quando e onde será a próxima festa de feromônios. E coloque o Nathaniel na lista. Isso… na data mais próxima possível.

Depois de desligar, Ashley voltou a falar no mesmo tom calmo:

— Bernice entrará em contato com você.

— Obrigado.

Com essas palavras, Nathaniel estava prestes a deixar o escritório. No entanto, Ashley ainda tinha uma dúvida.

— Por que fez questão de vir até aqui?

Ao ouvir a pergunta do pai, Nathaniel parou e se virou. Encarando aqueles profundos olhos violetas, exatamente iguais aos seus, respondeu:

— Porque, quando o senhor volta para casa, quer ficar sozinho com o Papai. Se eu tomasse o seu tempo, o senhor não iria gostar.

Ashley não reagiu. Diante do pai, que permanecia completamente inexpressivo, Nathaniel apenas desviou o olhar e saiu do escritório a passos firmes. Quando a porta se fechou e ele ficou sozinho, Ashley finalmente percebeu o leve rastro de feromônio que permanecera no ambiente. Não era o seu. Era o aroma deixado pelo próprio filho. Ashley estalou a língua, incrédulo.

…Koy, a criação dos nossos filhos foi um fracasso total.

Pensando nisso, Ashley voltou a pegar o celular. Assim que a voz da secretária atendeu, ele deu uma nova ordem:

— Procure um internato. Isso… um colégio adequado para o Nathaniel.

— Sim, senhor. Procuro um que fique perto da sua casa?

— Não.

Ashley negou imediatamente.

— A distância não importa. De qualquer forma, ele não vai querer voltar para casa.

 

***

 

Naquele dia, Ashley voltou para casa uma hora mais cedo do que no dia anterior. Depois de passar pelo hall de entrada e subir as escadas, dirigiu-se imediatamente ao quarto do caçula. Como esperado, Koy estava lá. 

Parado à porta, Ashley ficou observando em silêncio. Sentado no carpete, Koy brincava com o bebê. Abraçava a criança, cobrindo-a de beijos, enquanto sorria repetidamente com uma expressão de pura felicidade. 

Só de vê-lo, todo o cansaço acumulado ao longo do dia pareceu desaparecer. Quem percebeu Ashley primeiro foi Koy. Talvez tivesse sentido um olhar sobre si. Ele virou a cabeça, assustou-se e levantou depressa.

— Ash! Quando você chegou?

Diante do sorriso radiante de Koy, Ashley finalmente sorriu também e abriu os braços. Como se estivesse esperando justamente por isso, Koy correu direto para eles. Ashley o abraçou com força e, sem qualquer hesitação, inspirou profundamente seu aroma.

Graças ao treinamento de todo esse tempo, Koy agora só liberava seu feromônio quando estava com Ashley. Na presença de outras pessoas, conseguia controlar o aroma a ponto de só ser perceptível se alguém esfregasse o nariz diretamente contra sua pele. Naturalmente, esse privilégio também era reservado apenas a Ashley. Afinal, não existia ninguém nesse mundo com desejo de morrer a ponto de encostar o rosto no corpo de Koy para sentir seu cheiro enquanto Ashley estivesse por perto. Mas, depois que os filhos nasceram, Koy às vezes cometia alguns deslizes. Como agora.

— Koy, diminua um pouco o cheiro.

— Ah… desculpa.

Ao ouvir a advertência em tom gentil, Koy se assustou e imediatamente pediu desculpas. Naquele momento, havia apenas o bebê Bliss com eles. Por isso, Koy havia baixado a guarda. Sempre que o aroma ficava perceptivelmente mais intenso desse jeito, Ashley fazia questão de alertá-lo.

“Mesmo na frente das crianças, é melhor controlar seus feromônios. Se você não criar esse hábito no dia a dia, pode acabar não conseguindo se controlar quando estiver lá fora.”

Como Koy não conseguia sentir o próprio cheiro, era perfeitamente natural que isso acontecesse. Se Ashley não lhe avisasse, ele não teria como ajustar a intensidade. Por isso, Koy concordava com o que ele dizia.

Se a quantidade de feromônios aumentar demais, pode acabar causando problemas…

Koy tinha visto com seus próprios olhos dois homens enormes desmaiarem por causa dos feromônios de Angel, então não podia deixar de ter cuidado. Lembrando que, por causa daquele incidente, Ashley teve um choque e sofreu danos na memória, ele precisava ter ainda mais cuidado. Afinal, o cérebro de Ashley é extremamente sensível a feromônios.

Mas a intenção de Ashley era completamente diferente. Infelizmente, seus três filhos mais velhos tinham a mesma classificação que ele. Se sentissem o cheiro dos feromônios de Koy, não se sabia como aqueles pequenos demônios poderiam se comportar. Embora ainda fossem jovens e não fossem afetados imediatamente pelos feromônios, ninguém podia garantir que problemas não surgiriam no futuro. Koy acreditava piamente que seus filhos nunca fariam isso, então Ashley tomar precauções era melhor para todos.

Além do mais, nem mesmo ele desejava que seus próprios filhos chegassem àquele ponto. Enquanto isso, Koy lembrou-se do que havia acontecido durante o dia e sentiu um aperto de culpa.

Será que eu deveria contar ao Ash…?

A ideia lhe passou pela cabeça, mas logo a descartou.

Basta tomar cuidado para que isso não aconteça de novo. Além do mais… os gêmeos ainda nem têm dez anos.

— Já está melhor?

Koy perguntou cautelosamente. Ashley inspirou profundamente mais uma vez, com o nariz enterrado no pescoço dele, e respondeu, satisfeito:

— Perfeito.

— Ainda bem.

Aliviado, Koy sorriu. Ashley ergueu a cabeça e disse, com expressão séria:

— Não se esqueça, Koy. Quando não estiver comigo, você não pode liberar seus feromônios.

— Uhum. Se houver outras pessoas por perto, vou deixar só fraco o suficiente para que apenas você consiga perceber.

Ao ouvir isso, Ashley sorriu satisfeito e depositou um beijo suave em seu pescoço.

— Isso mesmo, Koy. Bom menino.

Sentindo os dentes dele mordiscarem de leve sua pele, Koy estremeceu por reflexo. Seu pescoço logo ficou quente, e seu rosto corou. Quando ergueu os olhos, turvos de calor, Ashley segurou sua mão e beijou a palma dela.

— Vamos tomar banho juntos, Koy?

Ao ouvir o convite sussurrado, o rosto de Koy ficou completamente vermelho. Ashley o ergueu nos braços tão naturalmente e já seguia em direção ao quarto quando Koy, como se tivesse acabado de se lembrar de algo, falou às pressas:

— Ah, espera… o Bliss…

O bebê continuava sentado no chão. Pelo visto, já tinha perdido o interesse pelos dois e continuava empilhando seus blocos de montar. Ashley lançou apenas um rápido olhar para Bliss e voltou sua atenção para Koy.

— Antes de pegar o bebê, primeiro precisamos nos lavar. Enquanto isso, ele vai brincar sozinho.

Além disso, a mansão estava cheia de empregados. Como se tivesse ouvido as palavras de Ashley, naquele momento, uma das babás se aproximou e pegou Bliss no colo. Koy, vendo a cena, finalmente se sentiu aliviado e encostou a cabeça no ombro de Ashley.

 

***

 

Depois do banho e do jantar, Ashley ficou cuidando das crianças enquanto Koy se lavava. Esse era o momento em que Ashley tinha os filhos só para si. Em outras palavras, era também a única oportunidade que tinha de manter Koy longe deles. 

Depois de confirmar que os gêmeos estavam se preparando para dormir, ele seguiu até o quarto de Nathaniel. Bateu brevemente na porta e entrou. Nathaniel estava sentado à escrivaninha fazendo a lição de casa, e levantou a cabeça ao vê-lo. Ashley fechou a porta atrás de si e ficou parado enquanto falava:

— Ouvi dizer que a festa será neste fim de semana. A Bernice entrou em contato com você, não entrou?

— Sim.

Ainda sentado, Nathaniel virou o corpo na direção de Ashley e respondeu:

— Recebi o contato. E já reorganizei minha agenda.

Ashley poderia simplesmente se virar e ir embora. Mas, pensando na possibilidade de Koy acabar sabendo daquilo mais tarde, decidiu deixar uma garantia.

— Precisa de mais alguma coisa? Como será sua primeira festa, se quiser que eu vá junto…

— Não é necessário.

Nathaniel recusou a proposta sem hesitar.

— Já recebi educação sexual suficiente. Não parece ser algo tão complicado.

Na verdade, ele provavelmente está falando apenas das aulas sobre métodos contraceptivos.

Ashley pensou isso, mas não fez questão de corrigir. Também não era uma observação totalmente errada. Como o objetivo era apenas liberar feromônios, aquilo já bastava. Nathaniel continuou, mantendo o mesmo tom estritamente formal:

— Posso ir e voltar sozinho sem problemas, então não se preocupe. Também não há necessidade de o senhor sentir qualquer responsabilidade por isso.

Sua atitude era firme, como se já soubesse perfeitamente que Ashley não tinha a intenção de acompanhá-lo. E, como aquilo era verdade, Ashley não fez questão de negar. O que lhe parecia curioso era que Nathaniel não demonstrava qualquer resistência à ideia de ter relações. Nunca tinha passado por essa experiência e, ainda assim, teria que se envolver com uma pessoa completamente desconhecida.

Bem… depois de algumas vezes, ele acabará adquirindo experiência.

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

 

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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