Ler Alphega (Novel) – Capítulo 66 Online


Modo Claro

- Capítulo 66 –

A disposição de Kwon Haeil, largado na sala do diretor, estava consideravelmente ruim hoje também.

— Merda…

Após soltar de repente o palavrão, Haeil rangeu os dentes. O gerente Park, que até agora relatava com afinco sobre o caso do diretor Gwak, hesitou e ficou observando a reação dele.

O incidente da droga ilegal ocorrido dois meses atrás e a resolução do caso do diretor Gwak foram conduzidos com agilidade.

Quanto ao plano de distribuição de drogas ilegais do diretor Gwak, às provas circunstanciais e à testemunha que atestaria tudo isso, Haeil já os tinha em mãos havia tempo.

Somando-se a isso, o vídeo captado pelo CCTV da sala especial, o PA garantido no local, e a detenção de Kim Jaeyoung, que ingerira a droga, e do bando do diretor Gwak tornaram impossível a fuga dele.

Mas o que foi, sem dúvida, mais decisivo foi o arquivo de gravação de Baek Kanghyeon.

Um arquivo de gravação da própria vítima, com validade jurídica garantida, e ainda por cima essa vítima é nada menos que o filho mais novo do Grupo Baekcheong. Por mais que o diretor Gwak subornasse, não havia em lugar algum quem estendesse a mão a ele a ponto de dar as costas ao Grupo Baekcheong.

Resultado óbvio, mas o diretor Gwak, por causa deste incidente, foi expulso de uma só vez da TWE, a empresa de entretenimento à qual pertencia.

Os artistas ômega da TWE que vinham recebendo secretamente o PA por meio do diretor Gwak, todos sem exceção, romperam com ele. O mesmo valeu para os patrocinadores ligados a eles. Como o oponente era o Grupo Baekcheong, ao contrário, pensaram que o melhor era descartar o diretor Gwak e, inversamente, pressioná-lo para calar sua boca.

O diretor Gwak, que fora ganancioso demais antes mesmo de assegurar um respaldo sólido, acabou completamente abandonado à própria sorte. Ele, junto com Kim Jaeyoung, o modelo ômega expulso da TWE, continuava até agora a pisar inúmeras vezes na soleira da promotoria.

Contudo, diferentemente do rápido e ordenado andamento, o assunto não repercutiu muito na imprensa.

Havia também o fato de a promotoria ter divulgado como simples droga ilegal, e não como narcótico, o que diminuiu a repercussão, mas isso foi resultado de o Grupo Baekcheong ter agido cedo. Justamente por isso, não se encontrava em nenhuma reportagem sequer uma letra de Baekcheong, de Baek Kanghyeon ou do clube WAVE.

Naturalmente, quem solicitou isso ao presidente Baek Jungman foi seu adorado filho, Baek Kanghyeon.

Diante daquelas palavras de que não deveria haver ruídos, já que um grande contrato estava por vir, o presidente Baek Jungman concordou e assentiu com a cabeça.

Mas, ainda assim, parece que ele não conseguiu tolerar terem mexido com o amado filho mais novo. Corria com frequência o boato de que não só o bando do diretor Gwak, mas também o futuro da TWE era a própria escuridão.

De qualquer forma, graças a isso, o clube WAVE continuava a desfrutar de prosperidade, como se nem soubesse que algo assim tivesse acontecido.

“Mas de que adianta? Já que não consigo encontrar o Baek Kanghyeon.”

Na verdade, o motivo do mau humor de Haeil não tinha a menor relação com o caso do diretor Gwak.

Era única e exclusivamente por causa daquele homem, Baek Kanghyeon.

Kanghyeon já era uma pessoa ocupada de início, mas ficou terrivelmente ocupado logo após o contrato ser fechado. Como se um carro que estava roncando parado pisasse de uma vez no acelerador, o projeto avançou a uma velocidade estonteante. Como ele não parava nas horas extras feitas na empresa e continuava a trabalhar, trabalhar, trabalhar sem fim até em casa, era natural, se é que se pode dizer natural.

Aqueles tempos em que ele respondia de vez em quando às mensagens sem sentido de Haeil já eram coisa do passado. Agora, podia-se considerar sorte se ele respondesse uma ou duas vezes na hora de sair do trabalho.

No começo, ele achou que devia estar sendo bastante inconveniente. Ficou até irritado, pensando se, agora que o contrato fora fechado, ele estaria o desprezando despreocupadamente.

Mas, de forma bem traiçoeira, ao ver a resposta que Kanghyeon lhe enviava na hora de sair do trabalho, esse sentimento sumia por completo. Por causa da longa resposta, evidentemente escrita depois de ler com cuidado todas as mensagens acumuladas, seu peito se comovia sem querer.

Ele não deveria ter tempo para outros pensamentos, ocupado que estava refletindo sobre como obter um resultado melhor, e mesmo assim dedicava tempo até para escrever uma resposta daquele tamanho para ele. Não era motivo mais que suficiente para se emocionar?

“Mas magoado é magoado.”

À parte a emoção, uma expressão de insatisfação espalhou-se pelo rosto de Haeil. Era bem típico de Kwon Haeil, cujas emoções mudavam dezenas de vezes por dia sempre que Baek Kanghyeon estava envolvido.

Depois do contrato, nestes últimos dois meses, as reuniões e viagens de negócios de Kanghyeon não tinham fim. Como o horário em que voltava para casa ficou irregular por andar de um lado para o outro, houve com frequência dias em que, por mais que esperasse, não conseguia ver seu rosto. Hoje era exatamente um desses dias.

Já fazia três dias que ele não via sequer o rosto de Baek Kanghyeon.

Haeil suspirou repetidamente, lembrando-se dele, que fora para uma viagem de negócios ao interior sem o menor pesar.

— Hah… No mínimo, um Kanghyeon por dia eu preciso ver, merda…

O rosto do gerente Park, que ouviu o murmúrio de Haeil, contorceu-se sutilmente, como quem vê algo repugnante.

“Que baboseira é essa?”

Largado como se afundasse na cadeira macia, Haeil resmungava sem parar.

— Não devia ter fechado o contrato… Devia ter me feito de difícil por mais tempo…

O gerente Park, que percebeu com perspicácia do que Haeil estava se arrependendo, retrucou.

— Foi melhor ter fechado o contrato. Graças a isso, ele não o visita mais de duas vezes por semana?

— Hum, é verdade.

Haeil, que acrescentava “Hoje você está meio esperto, hein?”, arregalou os olhos com o toque repentino de um alerta.

Um som designado para uma única pessoa.

Reconhecendo-o, ele pegou reflexa e rapidamente o celular que havia deixado sobre a mesa.

Estou subindo

Uma única linha.

O número de mensagens que ele enviara chegava a dezenas, mas, mesmo que a resposta fosse apenas aquilo, era suficiente.

Um belo rubor de contentamento surgiu no rosto de Kwon Haeil.

₁ Vou esperar ❛‿˂̵✧

Haeil, que enviou a mensagem colocando até um emoticon fofo, levantou-se num átimo da cadeira.

— O relatório acabou, né?

— Como? Só li duas linhas do relatório até agora.

— Não é que os caras do diretor Gwak se ferraram todos? Se é isso, já basta, ora. Eu vou embora.

— O senhor chegou faz dez minutos?!

Haeil, fingindo não ouvir o grito do gerente Park, saiu direto da sala do diretor.

Enquanto atravessava o clube, cujo clima estava no auge, algumas pessoas o pararam. Havia quem fizesse manha, reclamando por que ultimamente ele não fazia mais companhia, e havia quem lançasse olhares sorridentes, dizendo que trouxera amigos do agrado de Haeil.

Mas Haeil, ignorando-os, seguiu direto para fora do clube. Uma voz dizendo “Mudou, mudou demais” o acompanhou por trás.

Tendo saído apressado, Haeil dirigiu rápido rumo a sua casa. Em seu rosto pairou, durante todo o trajeto, uma vivacidade impossível de apagar.

Chegando à garagem subterrânea que usava a sós com Kanghyeon, Haeil estacionou o carro e cantarolou.

“Quero vê-lo logo.”

Tirou o celular e ficou olhando fixamente para a mensagem que Kanghyeon enviara.

Não passava de uma única linha de mensagem feita apenas de texto, mas era como se, até dali, sentisse o cheiro de Baek Kanghyeon.

— Que curioso, curioso.

Rindo baixinho, Haeil viu que o “1” ao lado da mensagem que enviara justamente desaparecia.

Baek Kanghyeon não verificava as mensagens exceto quando ia responder.

Dito de outro modo, isso significava que, depois de verificar as mensagens, ele sempre respondia.

Haeil, carregando a expectativa de que Kanghyeon logo lhe responderia, ficou olhando intensamente para a tela do celular.

˚˚˚

No mesmo instante em que Haeil olhava para o celular.

Baek Kanghyeon, que estava dentro do carro, também olhava para a mesma tela.

Vou esperar ❛‿˂̵✧

“O que devo responder aqui?”

Que não esperasse? Ou que fosse trabalhar e deixasse de se preocupar?

Kanghyeon, que passava por um aperto quanto à resposta, olhou para além da janela do carro, sobre a qual pairava uma densa escuridão.

Sem perceber, já entrara em Seul, onde a vista noturna se espalhava a ponto de deixar tonto.

Como não largara o trabalho excessivo nem durante a viagem, adormecera como quem desmaia assim que subiu no carro. Quando tornou a abrir os olhos, estendia-se uma vista noturna como esta.

“Hoje talvez seja melhor não nos encontrarmos.”

Kanghyeon, com o rosto cansado, penteou a franja para trás com a mão. Um suspiro exausto escapou ao mesmo tempo.

Esta viagem de negócios tomou um rumo diferente de uma simples reunião ou de um trabalho comum.

Uma sucessão infinita de reuniões para estabelecer relações de cooperação com os principais parceiros da região e garantir uma cadeia de suprimentos a longo prazo.

Discussão, negociação, discussão, negociação, discussão, negociação.

O cabo de guerra entre Baek Kanghyeon, que representava o grupo, e as empresas locais tornou-se um jogo de nervos que exigia paciência considerável.

Mesmo tendo chegado ao contrato, não era o fim com isso.

Depois, precisava discutir ainda, junto com as empresas, estratégias de resposta a diversos problemas previstos, incluindo a gestão de riscos. O projeto concreto para isso ia sendo desenhado sem descanso, um a um, na cabeça de Baek Kanghyeon neste exato momento.

Não só o corpo, que se movera de um lado para o outro sem sossego, mas até a cabeça não conseguia de jeito nenhum deixar descansar. O fato de ter adormecido assim que subiu no carro também fora a onda de choque decorrente disso.

Mas que estranho.

Pensar que, assim que abriu os olhos, lhe ocorreu que devia responder primeiro a Kwon Haeil, que o esperava.

Na verdade, quando recobrou os sentidos, já havia enviado a resposta.

“Vai esperar, e como saberá por onde eu estou vindo?”

Kanghyeon riu de leve ao ver o emoticon engraçado que Haeil enviara. Ainda que não passasse de uma expressão feita de pouquíssimos símbolos, de algum modo achou que combinava perfeitamente com Kwon Haeil.

Bem quando ia enviar uma mensagem dizendo que avisaria ao chegar.

Uma dor irrompeu de súbito no baixo-ventre de Kanghyeon.

“Ugh!”

Da mão de Kanghyeon, que engoliu um gemido para não fazer barulho, o celular caiu. A tela do celular, virada de cabeça para baixo sobre a coxa, logo escureceu.

Kanghyeon apressou-se em pressionar com força o baixo-ventre com as duas mãos e contorceu o rosto. Com receio de que Jung Wonwoo, no banco do motorista, notasse a anomalia em sua respiração, mordeu os lábios e baixou bem a cabeça. Wonwoo, que se prontificara até para o papel de motorista durante toda a viagem, não conseguiu perceber o estado de Kanghyeon por causa da luz interna apagada e da música clássica suave que deixara tocando.

Kanghyeon estremeceu levemente o canto dos olhos, marcado pela dor.

“Sem se cansar, de novo…”

A dor no baixo-ventre começara a se tornar frequente havia cerca de dois meses.

Logo após o incidente da sala especial no clube WAVE, como se esperasse por este momento, o contrato foi fechado de imediato. Não seria que o trabalho excessivo inevitavelmente somado a isso trouxe um estresse proporcional?

“Ou talvez seja um efeito colateral oculto do PA.”

Kanghyeon baixou os olhos para o dorso da mão. O dorso da mão, refletido na vista noturna, estava limpo, sem vestígio algum.

Assim como este vestígio, pensou que a influência do PA também teria desaparecido por completo. Felizmente, nem em Kim Jaeyoung nem nos outros ômegas que haviam ingerido o PA restou qualquer efeito colateral, portanto, naturalmente, consigo deveria ser igual.

Especialmente, ele não era um alfa dominante?

Não havia razão para um remédio daqueles, feito para ômegas, deixar influência em seu corpo.

Acreditando nisso, Kanghyeon apenas pressionava com força o baixo-ventre, desejando que essa dor se dissipasse logo.

Piscar, piscar.

A tela do celular, que escurecera virada de cabeça para baixo, piscava anunciando a chegada sucessiva de novas mensagens.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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