Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 81 Online


Modo Claro

Capítulo 81

Pouco tempo depois, o táxi chegou ao endereço que Cheongyeon havia dado.

O motorista examinou o estado de Cheongyeon pelo retrovisor até o último momento. Ele estivera preocupado com a possibilidade de Cheongyeon vomitar ou causar um barraco de bêbado no caminho, mas Cheongyeon parecia perfeitamente bem, fazendo com que suas preocupações parecessem infundadas. Ele havia ficado sentado imóvel, olhando pela janela, e quando percebeu que haviam chegado ao destino, Cheongyeon pegou a carteira.

— Obrigado. Dirija com cuidado.

Depois de pagar a corrida e descer do táxi, Cheongyeon respirou fundo o ar frio da noite. Beco familiar e prédios familiares.

— Não sinto nenhum apego por este bairro.

Cheongyeon resmungou enquanto olhava ao redor. Não era para menos, já que as casas ali tinham muros altos, tornando impossível ver o lado de dentro por quem estava de fora. Dava a sensação de estar cercado por todos os lados. Claro que a casa onde morara com Do-heon era do mesmo jeito.

Cheongyeon parou em frente à mansão familiar. Ele hesitou, perguntando-se se era correto vir ali de forma tão impulsiva enquanto estava bêbado, mas tendo chegado até ali, seria ridículo simplesmente ir embora.

Por que ele não conseguia falar com Do-heon? Por que o secretário Shim e os funcionários estavam mentindo? Será que a matéria que Kim Jihan lhe mostrara hoje era verdade? O que afinal Do-heon estava pensando? Ele pretendia vê-lo pessoalmente e perguntar tudo.

Ele não tinha a intenção de carregar os problemas sozinho e se agonizar por causa deles como havia feito antes. O que havia para conter agora? Ele não tinha medo de decepcionar Do-heon e não se importava se fosse odiado por ele.

Mesmo que Do-heon tivesse subitamente se cansado dessa relação contratual, ele queria ouvir uma explicação para essa situação incompreensível.

Cheongyeon caminhou em direção ao portão que cercava completamente o jardim da mansão. Normalmente, ele deveria tocar a campainha por estar na casa de outra pessoa, mas por algum motivo, ele impulsivamente digitou a senha e a destrancou.

— Hã?

Ele havia agido por impulso em sua pressa, mas destrancou. Antes que percebesse, ele havia completado o reconhecimento de digital, e o portão firmemente fechado se abriu com um clique.

…O quê? Ele ainda não mudou a senha?

Cheongyeon piscou atordoado diante do portão que se abrira tão facilmente. Inclinando a cabeça, ele cruzou o jardim passando pela cerca.

O paisagismo do jardim continuava o mesmo de antes. Aquela era originalmente uma área à qual Do-heon não prestava muita atenção, e Cheongyeon havia cuidado principalmente dela, então ele imaginou que fosse por isso.

Antes de entrar na casa, Cheongyeon olhou para a janela do segundo andar do quarto de Do-heon. Embora estivesse coberta por persianas, uma luz fraca estava escapando de seu quarto.

— Ha.

Cheongyeon soltou uma risada vazia. Isso tornava ainda mais claro que Do-heon estava em casa.

Cheongyeon caminhou rapidamente até a porta da frente da casa e, com o coração esperançoso, digitou a senha que conhecia desta vez também.

E assim como o portão do lado da cerca, a porta da frente se abriu sem resistência.

— Não, isso funciona?

Cheongyeon parou no lugar quando estava prestes a empurrar a porta. A audácia que sentira há um momento, quando estava prestes a invadir a casa, desapareceu, e a confusão o dominou.

Por que ele não mudou a senha? Especialmente alguém tão meticuloso como Do-heon.

Mesmo que ele não fosse uma pessoa ameaçadora para ele, agora era um completo estranho. E se ele vazasse a senha ou informações de segurança para outros?

Ele não era um novo rico qualquer que mal ganhava a vida, mas o herdeiro do Grupo JT. Sabendo o quão meticuloso Do-heon era em relação a essas questões, Cheongyeon não conseguia entender todas as suas ações ultimamente.

A porta emitiu um bipe do dispositivo de travamento porque havia sido deixada aberta por muito tempo. Cheongyeon, desperto de seus pensamentos, segurou a maçaneta com firmeza.

Ele não podia ficar parado ali, então entrou.

Ele passou pelo corredor de entrada, onde pinturas que ele outrora colecionara diligentemente estavam penduradas, e chegou à sapateira. Como esperado, os sapatos que Do-heon usava para trabalhar todos os dias estavam organizados perfeitamente.

Cheongyeon tirou os sapatos de qualquer jeito ao lado deles e seguiu em direção ao quarto de Do-heon. Enquanto caminhava sem impedimentos pela sala de estar, Cheongyeon encontrou uma funcionária no centro do cômodo.

— Ai, meu Deus!

A mulher de meia-idade, assustada com o invasor que havia entrado sem fazer barulho, gritou e desabou no chão. Era a funcionária que havia falado com Cheongyeon ao telefone no táxi mais cedo.

— Por que a senhora está tão surpresa?

— …Cheongyeon!

A funcionária, reconhecendo tardiamente o invasor como Cheongyeon, ficou boquiaberta.

— Há quanto tempo. Como a senhora tem passado?

— Não, mas o que traz o senhor aqui?

A funcionária olhou para Cheongyeon, que havia aberto a fechadura de uma porta que ela nunca abrira e estava andando pela sala, como se ele fosse um fantasma, e massageou o peito.

— Dei uma passada para perguntar uma coisa ao Moon Do-heon.

Diante da resposta casual, a funcionária examinou Cheongyeon de cima a baixo com o rosto pálido.

— O diretor está agora…. Não, mas Cheongyeon. O senhor por acaso está bêbado?

— Aquele humano está no quarto dele, não está?

Cheongyeon aproximou-se dela, que continuava paralisada no chão da sala, e gentilmente a ajudou a se levantar.

— A-agora não é um bom momento para subir. Primeiro, cure um pouco a bebedeira… Meu Deus, o cheiro de álcool! Meu Deus do céu, o que está acontecendo?

A funcionária ficou horrorizada com o cheiro de álcool emanando de Cheongyeon, que havia se aproximado.

— É tão estranho assim eu ter bebido?

Cheongyeon resmungou, semicerrando os olhos. A funcionária piscou, sem saber como responder ao resmungo incomum dele.

— É porque estou preocupada. E o diretor disse hoje que ninguém deveria subir para o segundo andar.

— Por quê?

— Bem….

Enquanto a funcionária abria a boca, Cheongyeon franziu a testa momentaneamente, como se sua cabeça estivesse rachando com uma dor de cabeça. Talvez por ter virado uma garrafa inteira de soju garganta abaixo de forma inconsequente, sua visão de repente ficou turva.

— Hum… Senhora. Sinto muito, mas a senhora poderia me dar um copo de água com mel?…

Cheongyeon murmurou com uma voz mal audível, apoiando-se na mesa da sala.

— Ah, sim, sim. Por favor, espere um momento.

A funcionária não criticou Cheongyeon por beber e invadir a casa de seu ex-marido, mas foi rapidamente para a cozinha e preparou a água com mel.

— Aqui está. O senhor está bem?

Enquanto bebia a água com mel doce e morna que ela trouxera rapidamente, a visão vertiginosa diminuiu um pouco.

— Sim, estou um pouco melhor agora… Não, não é isso! Senhora. O Moon Do-heon está no quarto dele agora. Não está?

Cheongyeon, que havia esquecido momentaneamente o seu propósito ali, lembrou a si mesmo do motivo pelo qual viera. Cheongyeon colocou o copo na mesa, olhando para a expressão preocupada da funcionária à sua frente.

— Por que todo mundo está mentindo para mim? Foi ele quem mandou a senhora dizer isso?

— Não posso lhe dizer nada. Apenas me disseram para não subir. Provavelmente será difícil falar com ele hoje mesmo que o senhor suba… Ch-Cheongyeon?

Cheongyeon não ouviu as palavras da funcionária até o fim e foi direto para o segundo andar.

E em um instante, ele parou em frente à porta de Do-heon e bateu.

Toc toc.

— Diretor. É o Yoo Cheongyeon. Sei que o senhor está aí dentro. Fale comigo por um minuto.

Mas não houve resposta do lado de dentro. Cheongyeon olhou fixamente para a porta fechada e bateu novamente.

— Não, tudo bem se o senhor não quiser me ver. Mas por que está inventando mentiras tão malfeitas, dizendo que está nos Estados Unidos ou na empresa, quando está claramente em casa? Hã?

…….

Desta vez, ele bateu com bastante força e aumentou o tom de voz, mas ainda assim nenhuma resposta voltou.

Então vai ser assim.

— Eu vou entrar, tudo bem?

Cheongyeon, sentindo-se obstinado, segurou a maçaneta sem permissão e a puxou para baixo. Mas ela não se moveu, como se estivesse trancada por dentro.

— Ha.

— Cheongyeon. Por favor, desça agora. Ele disse que não está se sentindo bem hoje, então que tal o senhor voltar outra hora?

— Se o Moon Do-heon não está se sentindo bem, ele não pode falar nada na minha frente? Então ele deveria pelo menos atender o telefone no horário. Se ele não tivesse se escondido, eu não teria precisado vir até aqui.

Ele não podia simplesmente arrombar a porta. Cheongyeon suspirou. Recusar-se a conversar era uma clara rejeição.

Ele ainda não conseguia acreditar que ele havia escolhido evitar a situação para fugir dela. Como o dono da casa se recusava a conversar, ele não tinha justificativa para ficar ali por mais tempo.

Cheongyeon também sabia que estava errado por ter entrado sem permissão em primeiro lugar.

Ele já havia causado toda essa confusão, então deveria desistir por hoje, como disseram os funcionários.

— Haa.

Cheongyeon esfregou as bochechas, que estavam coradas pelo calor do álcool, com as duas mãos e depois se virou.

Mas quando Cheongyeon estava prestes a descer as escadas, seu antigo quarto de repente entrou em seu campo de visão. Olhando para a porta firmemente fechada, Cheongyeon foi dominado por uma sensação estranha e, inconscientemente, foi até ela e a abriu.

Quando ele acendeu a luz no quarto escuro, as coisas que ele havia usado ainda estavam lá, exatamente como da última vez.

— …….

Ele já havia se divorciado de Do-heon e não morava mais com ele, e estava se desafiando a atuar novamente, algo de que havia desistido antes. Ele não era mais o Yoo Cheongyeon que ficava trancado naquele quarto, observando ansiosamente cada movimento de Moon Do-heon.

Ele não sabia por que Do-heon não havia limpado aquele quarto, mas ele queria ser esquecido daquele lugar. E ele agora queria jogar fora todos os pedaços miseráveis e sombrios de si mesmo que permaneciam ali.

— Senhora. A senhora tem um saco de lixo grande em casa? Desse tamanho mais ou menos.

Cheongyeon perguntou de repente à funcionária que havia se aproximado sorrateiramente atrás dele. Outros funcionários da casa haviam se reunido com a notícia da chegada de Cheongyeon, e o número de pessoas havia aumentado.

— Um saco de lixo?

A funcionária à frente inclinou a cabeça, como se estivesse se perguntando o que era aquilo.

— Tem um na área de serviço perto da cozinha. Mas para que o senhor vai usar o saco de lixo?

Cheongyeon saiu do quarto e desceu para o primeiro andar em vez de responder à pergunta.

Ele não havia conseguido resolver as dúvidas que tinha porque Do-heon inesperadamente continuara consistente em ignorá-lo, mas ele ia aproveitar a oportunidade de estar naquela casa para recolher seus pertences restantes ele mesmo.

Os funcionários seguiram Cheongyeon, que havia descido rapidamente para a sala de estar, às pressas.

— Por que o senhor está procurando um saco de lixo grande? O senhor poderia simplesmente ter pedido para nós fazermos isso.

A funcionária que parecia mais jovem entre eles perguntou a Cheongyeon.

— Vou jogar fora tudo o que está no meu quarto.

— O senhor vai subir de novo para o segundo andar? O diretor está atualmente no qu…

— Seoyoung!

Quando outra funcionária gritou com urgência, a pessoa chamada Seoyoung calou a boca.

Cheongyeon, sem se importar, foi até a área de serviço e começou a procurar um saco.

Enquanto ele vasculhava diligentemente as gavetas, ouviu passos nas escadas vindos do segundo andar.

— Se há um invasor na casa, vocês deveriam expulsá-lo. O que todos vocês estão fazendo?

Cheongyeon parou diante da voz claramente ressonante de Do-heon. Quando ele virou a cabeça, Do-heon já estava descendo para a sala de estar do primeiro andar, tendo saído de seu quarto em algum momento.

Cheongyeon moveu os olhos, acompanhando seus movimentos, esquecendo o que estava fazendo. Ele dissera que não estava se sentindo bem, mas Do-heon parecia bem por fora.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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