Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.9 (E se…) Online


Modo Claro

Extra IF – Máscara de Cachorro 09

O sexo continuou por três dias. Como na maioria das vezes em que abria os olhos Taegun já estava enfiando, quando recuperava a consciência e via que ele estava de olhos fechados, tentava se mover depressa para fugir da cama, mas acabava tendo a cintura agarrada e sendo puxado de volta.
— Ah, não dá, por favor—!
— Haa, professor, me ensine mais. Enfiar o pau, você prometeu me ensinar, haa… não prometeu?
O Jang Taegun que havia perdido a linha chegou até mesmo a fingir que era um aluno no meio do processo. Ele havia percebido com precisão o que Jaeha queria ensinar.
— Para, para com isso, dói…
Como o sêmen continuava saindo sem parar, o canal urinário estava ardendo e coçando. Não havia dúvidas de que não apenas a entrada, mas também o canal urinário interno estava inchado. Jaeha retorceu o quadril. Quando tentou girar o corpo agarrando o lençol para escapar, o membro grosso saiu pela metade e o sêmen explodiu da junção com um ruído úmido.
— Ah, ah…
Como até mesmo aquilo se transformava em prazer sexual, todo o seu corpo corria o risco de ficar vermelho. Foi bem no momento em que ele escalava a cama e finalmente apenas a parte mais grossa da glânde estava presa na entrada. Parecia que se ele subisse um pouco mais conseguiria retirar a linha nítida do sulco da glânde .
— Haa—!
No entanto, naquele instante, o que Jaeha soltou foi apenas um gemido patético. Isso porque Taegun segurou seu quadril com firmeza, puxou-o e enterrou a parte inferior do corpo de forma violenta. Jaeha, que teve o membro cravado enquanto estava de bruços, tremeu todo o corpo.
— Onde vai, professor… Você disse que ia me ensinar como fazer para ficar melhor.
— Não, eu nunca disse esse tipo de coisa, hh… Ah!
Jang Taegun parecia não se importar muito com a resposta de Jaeha. Se não fosse isso, ele não conseguiria enterrar o quadril de forma tão impiedosa. Jaeha continuava emitindo sons sôfregos enquanto era sacudido sem parar. Sentia as entranhas serem empurradas para cima, o que era pesado demais.
No fim, Jaeha não conseguiu se libertar de Taegun até ejacular novamente. Ele achava que havia pegado no sono no meio do processo ou que havia sido levado até o banheiro enquanto era carregado no colo. Quando recuperou a consciência novamente, Jaeha estava cochilando com as costas apoiadas no peito de Taegun.
— Acorda. Vamos comer.
Sabendo que ele já havia recuperado a consciência até certo ponto, ele disse em um sussurro enquanto massageava o ombro de Jaeha. Jaeha deu um sobressalto como alguém que levou um susto e logo em seguida se virou para olhar para ele.
— Que dia… é hoje?
A voz estava absurdamente afundada. Assustado com o tom áspero, ele tateou a garganta e tossiu falso, fazendo Taegun se levantar de um salto e sair do quarto. Sem saber para onde ele tinha ido, Jaeha tentou se levantar do lugar para procurar seu paradeiro, mas no mesmo instante caiu sentado de volta junto com a sensação de que seu quadril e o cóccix estavam se quebrando e se abrindo.
— Uu…
Como o impacto ao desabar na cama também foi considerável, Jaeha soltou um gemido sofrido sem perceber.
— Não dá para tirar os olhos de você.
Taegun disse soltando um suspiro e logo em seguida ergueu a cintura de Jaeha, levantando-o com suavidade. Em seguida, aproximou um copo de água da boca dele. Ele ficou pensando para onde ele tinha ido, mas parece que ele havia saído por um instante apenas para buscar água. Sem reclamar, Jaeha aceitou a água dele e bebeu. Como parecia ter ficado sem consciência por bastante tempo, a água que entrava pela boca parecia extremamente doce. Assim que bebeu toda a água que estava dentro do copo para saciar a sede, o outro colocou o copo sobre o aparador e sentou-se na beirada da cama.
— Como está o corpo?
O corpo…? Só então Jaeha conseguiu se lembrar das coisas que havia feito com Taegun nos últimos dias em que o rut havia passado. A lembrança de ter mantido o sexo unindo a parte de baixo incontáveis vezes na cama, no sofá e segurando a janela da sala de visitas da suíte master veio à tona de uma só vez.
— …….
Jaeha cobriu a boca rapidamente. Foi para evitar que um palavrão escapasse de sua boca sem que percebesse. Como ele permaneceu em silêncio, Taegun falou de forma agressiva:
— Vê se não vai inventar de dizer que nada aconteceu.
— …Como eu poderia dizer que nada aconteceu? Pelo contrário…
Taegun ficou olhando fixamente para Jaeha, que terminou a frase mantendo a boca coberta e a cabeça baixa. O impulso de exigir saber o que diabos ele estava pensando com aquela cabeça fazia a ponta dos seus dedos formigar intensamente. No entanto, Taegun se controlou por enquanto. O homem que dizia ter se casado com a sua versão do futuro parecia, na verdade, achar a sua versão atual um fardo. Era algo que ele já sabia, mas Taegun apenas não havia deixado escapar a oportunidade que bateu à sua porta.
— …….
— …….
Portanto, era justo que ele também tivesse que suportar esse arrependimento de Lee Jaeha. Taegun olhou para a nuca alva de Jaeha, que ficou exposta quando ele abaixou a cabeça, e logo em seguida desviou o olhar. Aguentar firme e prender a respiração era uma das coisas que ele fazia de melhor. Comparado aos dias em que passava o tempo todo apenas imaginando como Lee Jaeha respirava, como se movia e como vivia, agora tudo aquilo não estava nítido a ponto de conseguir desenhar diante dos olhos?
“A ganância humana não tem fim, caralho.” Engolindo um suspiro, Taegun fez menção de se levantar do lugar, achando que seria melhor dar tempo suficiente para Jaeha se arrepender. Jaeha, que manteve a cabeça baixa o tempo todo, estendeu o braço e segurou o pulso de Taegun.
— …Eu, eu sinto muito.
— …O quê?
Como não imaginava que ele iria pedir desculpas daquela forma, Taegun franziu a testa. Em um instante ele presumiu todos os motivos pelos quais ele estaria pedindo desculpas, sentindo como se o fogo saltasse dos seus dois olhos. Ele sentiu que Lee Jaeha estava finalmente o afastando.
— Eu não tenho a intenção de receber dinheiro de programa de você, então por que está pedindo desculpas como um desgraçado que esqueceu a carteira?
— Não é nesse sentido…
— Se não é nesse sentido, o que é então?
Ouviu-se o som dos dentes molares se triturando com força. Taegun olhava fixamente para Jaeha. Ele precisou superar a duras penas o impulso de segurá-lo pelos ombros e sacudi-lo. Jaeha, que se deparou com aquele olhar, soltou um suspiro e puxou sem forças o pulso de Taegun que estava segurando. Como se pedisse para ele ouvir sem se exaltar.
Graças a isso, o peito que arquejava se acalmou um pouco. Taegun estava com a mandíbula travada com força pelo medo de não conter o próprio gênio e acabar estuprando Lee Jaeha novamente. Desejava deitá-lo de volta daquele jeito, rasgar seu interior à força e berrar para ele olhar com clareza quem era o sujeito que estava diante dele.
Mas aquilo era inadmissível. Um vira-lata não podia morder o dono só porque ficou um pouco irritado, podia? Além disso, como o desgraçado que agiu daquele jeito com Lee Jaeha era ele mesmo, parecia que sua raiva não iria passar a menos que quebrasse a própria cabeça com um martelo para se suicidar.
Enquanto ele tentava desesperadamente conter vários impulsos, Jaeha continuou a falar com a voz totalmente arranhada:
— Não é isso… Eu quis dizer que não tenho cara para te encarar. Quando foi que eu te tirei daquele lugar sob o pretexto de ser seu protetor, apenas para perder o juízo por causa de um rut e fazer isso com o Taegun…
Do que ele estava falando? Estava cheio de falas que ele não conseguia compreender, mas como ele ainda segurava seu pulso, permaneceu imóvel sem responder. O polegar que tinha a unha cortada rente pressionava firmemente o pulso de Taegun.
Como se temesse que Taegun fosse fugir. Taegun pensou de repente que, mesmo sendo Lee Jaeha, o polegar dele não chegava a ser bonito.
O polegar dele tinha um formato rombo e achatado na ponta. Ele achou que até as mãos seriam perfeitas, mas olhando de perto, o polegar parecia um pouco feio comparado aos outros dedos. Aquilo era tão adorável que ele sentia que ia enlouquecer. Taegun puxou o ar a ponto de estufar o peito e disse:
— Protetor ou o que quer que seja, então você quer anular a transa que teve comigo? Quer fingir que nada aconteceu?
— Isso… não.
— Então você está com vergonha de ter dormido com um gangster. Eu sou tão inferior ao seu nível que você fez as contas e achou melhor cair fora agora, não é?
Jaeha, que manteve a cabeça baixa o tempo todo, olhou fixamente para Taegun. Como se estivesse bravo. Ao se deparar com aquele tipo de olhar pela primeira vez, Taegun teve a sensação de que alguém estava arrancando seu esterno à força. Sentir o peito ser dilacerado pelo simples fato de receber um olhar que parecia recriminá-lo o deixava com a sensação de que suas entranhas estavam virando do avesso, achando que apenas ele sentiria aquilo.
— Onde já se viu falar uma coisa dessas? Acalme-se. Não é nada disso.
Jaeha disse como se estivesse acalmando Taegun. Como era um tom de voz que parecia ninar uma criança, a raiva continuava a mesma, mas ele preferiu fechar a boca e ficar quieto por enquanto.
Durante todo o rut, Lee Jaeha esteve lindo de morrer. O simples fato de poder rasgar a pele dele e empurrar o seu membro fazia com que ele sentisse vontade de simplesmente morrer ali mesmo. Como morrer no ato sexual seria a maior vergonha para um Alfa, ele apenas havia aguentado a ponto de sentir os testículos doerem.
Para ser sincero, antes de dormir com ele, Taegun achava que bastava saber qual era a sensação que a pele de Lee Jaeha proporcionava para ficar satisfeito. No entanto, foi um erro de sua parte. Ao tocá-lo, sentiu o desejo de permanecer ao seu lado para sempre, e ao abraçá-lo, desejou que o tempo parasse.
Ele já previa que Lee Jaeha iria fingir que não sabia de nada desse jeito, mas vivenciar isso pessoalmente o deixava sem saber o que fazer. Era como se algo dentro de si estivesse enfurecido. Taegun cerrou os dentes diante da sensação de que os vasos sanguíneos da nuca haviam saltado todos e o pulso batia até o lado de fora da pele.
Naquele momento, Jaeha estendeu a mão e massageou a nuca de Taegun.
— Não fique assim.
— …….
A mão que massageava com suavidade a bochecha, o canto da sobrancelha e até o lóbulo da orelha segurou a nuca de Taegun e o puxou para si. Taegun não ofereceu resistência. Diante do toque de quem ele iria oferecer resistência? Pensando que se seu coração se apertasse e o sangue explodisse seria até um alívio, Taegun encostou a própria testa na de Jaeha sem dizer nada.
— Não é nada disso. É que eu… prometi te proteger, posando de protetor, apenas para perder a razão por causa do rut, e me sinto culpado e chateado com o Taegun por causa disso.
— …….
— Eu queria ter sido carinhoso, mas por causa do rut eu estava fora de mim.
Não dava para entender do que ele estava falando. Quem havia saído no lucro pelo fato de ele estar no rut havia sido ele próprio. E ainda assim ele dizia que queria tê-lo tratado com carinho. Mesmo agora o corpo de Lee Jaeha estava repleto de marcas coloridas. Eram todas marcas que ele próprio havia deixado, então quem ia tratar quem com carinho? Indignado, Taegun soltou uma lufada de ar.
Naquele momento, Jaeha soltou uma risadinha sem forças e acrescentou:
— É a primeira relação entre o Taegun 씨 e eu, e estou me culpando por ter sido sem nenhum clima.
…De onde teria surgido um tipo assim? O Lee Jaeha, que parecia ter sido esculpido minuciosamente com água de açúcar derretido e solidificado, exibia uma faceta transparente que parecia extremamente fria, mas ao lambê-lo, revelava-se apenas um doce melado.
Taegun esteve ocupado demais nos últimos três dias mordendo e lambendo aquele Jaeha para saciar a própria ganância. Sentindo ciúmes do fato de o membro dele, fora de si, se preparar para o knotting quando enfiava por trás, ele havia batido na bunda dele enquanto exigia saber com que desgraçado ele estava imaginando transar para inflar o pau daquele jeito.
Mesmo agora, era provável que marcas vermelhas de mãos estivessem gravadas nas nádegas de Jaeha. E mesmo assim ele dizia que deveria ter sido mais carinhoso ou que lamentava a falta de clima por ser a primeira relação?
Sem conseguir conter o coração que transbordava, Taegun o chamou:
— Lee Jaeha.
Jaeha olhou para ele erguendo levemente o olhar manso. Diante do milagre de ele encará-lo ao chamar seu nome, Taegun sentia-se morrendo e renascendo dezenas de vezes. Foi bem quando Jang Taegun morreu pela quadragésima vez e renasceu pela quadragésima primeira.
— Uma pena, não é?
Jaeha perguntou baixinho com um leve sorriso. Apesar de o rosto sem expressão ter uma aparência fria além da conta, o calor despencava do seu rosto sorridente. Para alguém que passou o tempo todo tremendo do lado de fora de casa, até mesmo o menor calor era sentido como uma dor, de modo que aquele sorriso de Lee Jaeha foi recebido por Taegun mais como um sofrimento do que como uma emoção. Sendo assim, Taegun não conseguiu esboçar nenhuma resposta.
— Por que não responde? Só eu achei uma pena?
No entanto, como se soubesse toda a resposta dele, Lee Jaeha espiou o rosto de Taegun de relance e sorriu.
No fim, sem conseguir se conter, ele abraçou a cintura dele e desabou na cama daquele jeito. Taegun enterrou o rosto na nuca dele. Mesmo sem ver, era óbvio o quanto seu próprio rosto devia estar parecendo o de um bobo naquele momento. Ele não podia mostrar um rosto de idiota daqueles para ele. Queria parecer bem-posto. Queria mostrar que era capaz de fazer bem-feito. Jang Taegun desejava o reconhecimento de Lee Jaeha. Unicamente porque queria obter o amor dele.
— Taegun, não está com fome?
Jaeha sussurrou baixinho. Apesar de ser uma voz extremamente baixa, graças ao fato de o corpo de ambos estar colado sem nenhuma fresta, dava para sentir tudo aquilo sem perder nada. Se fosse para morrer, ele preferia cair morto bem agora. Jang Taegun sentiu o desejo de empalhar a si mesmo enquanto abraçava Lee Jaeha.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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