Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.8 (E se…) Online

Extra IF – Máscara de Cachorro 08
É a minha primeira vez.
Ele achava que estava longe de ter aquele gosto deplorável de se excitar com a primeira vez de alguém, mas, no fim das contas, parecia ser apenas mais um daqueles alfas de nível baixo, pois seu peito se apertou de tanta felicidade ao ouvir aquelas palavras.
Tratava-se de alguém que, após falhar na tentativa de se relacionar com um homem da noite que deu em cima dele, nunca mais havia sequer tentado.
Além disso, naquela época, ele tinha uma postura cética em relação a manter qualquer tipo de envolvimento com Jaeha. Não o valorizava a ponto de quase adorá-lo, considerando-o uma árvore alta demais para se alcançar? Por outro lado, enquanto ele havia tentado transar com outra pessoa por puro desespero e falhado, Jaeha parecia muito mais promíscuo, já que costumava encontrar omegas de vez em quando e até mesmo havia ido para a cama algumas vezes com Sumin, com quem saía na condição de noivo.
Mesmo assim, saber que a legítima primeira vez dele pertencia a si trazia uma alegria imensa. Ao mesmo tempo em que achava a própria atitude ridícula, Jaeha se lembrou de que, aos vinte e dois anos, ele também não tinha experiência nenhuma, o que acabou sendo um alívio. Se estivesse tirando a virgindade de um alfa que recém completara vinte anos sendo ele próprio experiente, sua consciência poderia pesar bastante.
Embora, na realidade, Taegun nem fosse se importar com isso. Afinal, ele era o tipo de pessoa que amava absolutamente tudo em Lee Jaeha. Depois que firmaram a marca juntos como alfas parceiros, essa sensação ficou ainda mais viva. O sentimento sincero transmitido através de uma marca era exatamente assim.
Após hesitar por alguns instantes, Jaeha falou com um tom sem graça.
— É a primeira vez… e sinto muito por estarmos nessas condições. Teria sido melhor se eu estivesse com a mente mais sã.
Com os olhos avermelhados pelo desejo fervente, ele não queria dar a impressão de estar se relacionando com Taegun apenas por causa do rut, por isso se sentia culpado por aquela primeira vez ser desse jeito.
Para piorar, ter que deitá-lo em uma cama bagunçada porque ele tinha acabado de saciar o próprio desejo de qualquer jeito com a masturbação era o cúmulo da falta de compostura. No entanto, ele não tinha forças para aguentar e esperar até que o quarto fosse arrumado. Tampouco podia descer para um quarto no andar de baixo liberando todos os seus feromônios de rut. Seria uma tremenda falta de educação com os outros omegas hospedados naquele andar.
Mas Jang Taegun não parecia se importar muito. Ele tirou de uma vez o suéter de tricô que vestia, jogou-o no sofá que ficava perto da janela e, levando a mão à fivela da calça, disse:
— Faça de um jeito que não doa.
Como estava distraído olhando para as feridas expostas dele, Jaeha demorou um pouco para processar o que ele havia dito. …Pedindo para não machucar. Parando para pensar, como ele próprio era um alfa naquela época, não devia estar acostumado a receber o membro por trás. Se introduzisse em um lugar apertado, o membro dele também poderia doer, e só então Jaeha compreendeu o verdadeiro sentido daquelas palavras.
Ia demorar um pouco para preparar e relaxar a entrada, e ele percebeu que aquilo seria um problema. Afinal, normalmente era Taegun quem cuidava dessa preparação.
Esse também era o motivo pelo qual, mesmo sofrendo com o rut nos últimos dias, ele não parava de massagear o próprio membro.
Sem dúvida, se colocasse o membro sem relaxar antes, ia apertar e doer. Afastando com muito custo os olhos do torso de Taegun, Jaeha assentiu.
— Vou tentar fazer com que doa o mínimo possível.
Ele já estava cansado de apenas usar as mãos e irritado por sujar os lençóis de sêmen a cada vez, por isso tinha pedido para providenciarem gel lubrificante e preservativos, o que acabou sendo uma sorte para evitar transtornos. Jaeha pegou o gel e os preservativos deixados na mesa de cabeceira, tirou o roupão que vestia, aproximou-se do sofá e o deixou silenciosamente ao lado do suéter de Taegun. Sentindo uma sensação de formigamento nas costas, percebeu que o olhar de Taegun estava cravado nele. Assim que se virou, seus olhos se encontraram imediatamente.
— …Você não me dá nem a chance de tirar a sua roupa.
Ah, então esse tipo de coisa também podia ser motivo de mágoa. Jaeha hesitou por um instante, pensando se deveria vestir o roupão novamente, mas ao ver Taegun tirando a calça enquanto o encarava como se quisesse devorá-lo, ele voltou para perto dele sem dizer nada. Em seguida, segurou os dois pulsos dele e os colocou sobre o seu próprio quadril.
— A roupa íntima o Taegun pode tirar, não pode?
— …….
Jang Taegun não conseguiu esboçar nenhuma resposta. A ponta dos seus dedos, onde a pele de Lee Jaeha tocava, parecia pulsar como se o seu coração tivesse se deslocado para lá.
Durante os dias em que ficou sozinho naquela casa onde Lee Jaeha havia deixado tudo preparado, ele não parou de pensar nisso. Você diz que no futuro nós seremos um casal que se chama de querido e amor, então por que vai passar o rut sozinho? Uma ansiedade desconhecida o esmagava.
Teria sido melhor se ele não soubesse como Lee Jaeha falava ou como respirava. No entanto, durante os poucos dias em que conviveram, Taegun aprendeu que Jaeha tinha dificuldade para acordar totalmente pela manhã, que às vezes seu cabelo ficava espetado e que sua voz ficava um pouco mais grave. Também descobriu que, surpreendentemente, ele comia pouco e tinha um lado bastante sistemático com a limpeza.
Aquilo era algo grandioso na vida de Jang Taegun. Para alguém que antes se satisfazia apenas em olhar de longe, o simples fato de ele estar respirando e vivendo ao seu lado parecia um milagre. Talvez por nunca ter imaginado que seria capaz de alcançá-lo.
Mas será que bastaram aqueles poucos dias para que ele ficasse mal-acostumado? Quando Lee Jaeha disse que ficaria no hotel para passar o rut, Taegun, inconscientemente, o segurou e perguntou se não podiam passar juntos. Lee Jaeha ficou com uma expressão fria, como se tivesse ouvido algo totalmente sem cabimento.
Foi uma recusa que mostrava que ele não precisava nem pensar duas vezes. Taegun não sabia dizer se o que sentiu foi humilhação ou vergonha. Uma sensação de revolta subiu pelo seu peito, dando vontade de avançar nele como um vira-lata que morde o dono, mas ele se controlou. Não entendia por que ele se importava tanto com aquilo, mas Lee Jaeha parecia ser extremamente cauteloso com o fato de ele ser menor de idade.
Será que é porque acha que pau de moleque tem cheiro de rústico? Ele já tinha ouvido o chefe do escritório se gabar de forma indiscreta por aí algumas vezes dizendo que o tamanho era igual ao do seu antebraço, então não devia ser ruim, mas ficou pensando se o problema seria a falta de experiência.
…O desgraçado que se casou com Lee Jaeha com certeza devia ter muita experiência. Com certeza ele deu um jeito de comê-lo de qualquer forma e depois fez o maior escândalo, segurando o cabo de uma faca e dizendo: “ou você abre a minha barriga agora ou vive comigo”, obrigando-o a escolher uma das duas opções para conseguir o que queria. E aquela pessoa tão gentil acabou caindo nessa proposta de nível baixo.
Mal conseguia acreditar que seu rival era “ele” dez anos mais velho que agora. Para começar, a história de Lee Jaeha de ter voltado ao passado também era estranha, mas como ele dizia que era assim, Taegun decidiu acreditar. Pensando bem agora, que tipo de sujeito sem escrúpulos ele próprio seria no futuro para viver esfregando a pele com aquele homem? Se fosse alguém com a mente no lugar, jamais conseguiria ficar implorando por casamento e enchendo o saco ao lado de uma pessoa tão brilhante. Taegun já tinha ouvido falar que Jaeha é quem havia tomado a iniciativa para o casamento, mas não estava acreditando.
De qualquer forma, enquanto aquele desgraçado sem um pingo de consciência ocupava o lugar ao lado de Lee Jaeha, ele próprio teve até mesmo a proposta de passarem o rut juntos recusada. Aquilo foi um golpe bastante doloroso. Com muito custo, ele se recompôs da vergonha da rejeição e da autodepreciação por ter tentado seduzi-lo naquela situação. Como não dava para conseguir tudo de primeira, ele planejava sugerir que passassem o próximo rut juntos assim que ele voltasse.
No entanto, Lee Jaeha não voltou. Um dia, dois dias… enquanto ele era deixado para trás sentindo o sangue secar de ansiedade, o outro não retornava.
— Provavelmente… poderei ir antes do Natal. Poderemos passar o Ano Novo juntos.
Mesmo tendo dito isso, ele não apareceu mesmo após o Natal ter passado. Taegun ligou para o hotel para perguntar se Lee Jaeha ainda estava hospedado lá.
— Sim, ele ainda está hospedado. Gostaria que eu fizesse a transferência da chamada?
Assim como Lee Jaeha havia dito para ligar para o hotel caso houvesse algo urgente, o funcionário da recepção parecia saber o nome de Jang Taegun. Taegun respondeu que estava tudo bem e desligou o telefone. Depois disso, esperou por mais um ou dois dias.
Volte, Lee Jaeha. Volte. Ele repetia isso para si mesmo enquanto ficava olhando comportado apenas para a porta da frente. No entanto, ele não voltou mesmo depois que o Natal passou, e sua paciência começou a se esgotar rapidamente.
Foi por isso que ele veio. O hotel onde Lee Jaeha estava hospedado era um dos mais tradicionais de Seul, e como ele nunca tinha entrado em um lugar assim antes, acabou se perdendo.
Refletido no vidro do saguão do hotel, que alguém havia limpado com muito esmero, ele parecia desleixado. Era algo que ele nunca tinha notado no dia a dia, mas quando colocado em um lugar iluminado, ele parecia miserável como uma xícara cheia de riscos e com a borda lascada. Sentiu uma vergonha tão grande que até a ponta das orelhas ficou vermelha, mas ele aguentou firme. Se voltasse dali, continuaria sendo um nada para Lee Jaeha. Seria o mesmo de quando ficava enfiado nos becos escuros, apenas espiando a barra da camisa do uniforme escolar dele.
Até o momento em que a porta se abriu, Jang Taegun não parou de pensar.
Se o problema era ele ser menor de idade, ele estava curioso para saber como o outro reagiria no exato momento em que passasse para o dia 1º de janeiro. Se ele o afastasse mesmo assim, decidiria que aquela história absurda de que tinham se casado era mentira. Ia mandar ele parar com aquela encenação barata de adulto e dizer para passarem o rut juntos.
No entanto, Lee Jaeha o afastava ao mesmo tempo em que sofria. Não era apenas o impulso do rut que sacudia todo o seu corpo, mas o fato de esse impulso estar direcionado a Jang Taegun parecia ser o que causava o sofrimento. Aquela era uma sensação estranha. Afinal, apesar de terem apenas três anos de diferença, dava para sentir que ele o protegia como se fosse realmente um adulto.
Engolindo com dificuldade a sensação de tontura, Taegun prendeu o dedo indicador como um gancho na linha do cós da cueca de Lee Jaeha. O membro dele esteve ereto o tempo todo. A roupa íntima de Jaeha exalava um aroma forte de freixo. Parecia que os feromônios haviam se misturado ao líquido pré-ejaculatório. Sentia vontade de lamber, mas será que ele permitiria? Naquele momento, já seria uma sorte se ele não percebesse suas mãos tremendo de nervoso.
— Como ainda não relaxei a entrada por trás, talvez seja um pouco difícil.
Disse Jaeha naquele momento, soltando um gemido sofrido. Sua pele alva estava tingida de rosa desde a região do peito. Taegun, que teve a atenção roubada pela ponta das orelhas vermelhas que pareciam prestes a explodir, tentou não gaguejar ao responder:
— Tudo bem. Só enfia logo.
— …Como?
Lee Jaeha franziu a testa como alguém que ouve um absurdo sobre algo que já havia sido totalmente conversado. Ele já estava ansioso com o medo de o outro mudar de ideia, e como a reação dele não parecia boa, acabou franzindo as sobrancelhas também.
— Por que essa reação de merda? Vê se não vai inventar de fingir que nada aconteceu.
— Não, não é que eu queira fingir que nada aconteceu…
Jaeha exibia uma expressão complicada, sem saber direito como explicar. Como não entendia qual era o problema, queria perguntar com carinho, mas como seu coração estava ávido, uma impaciência continuava subindo e ele não conseguia se conter. O seu próprio membro já estava muito além de ereto, latejando a ponto de sentir dor, e se o outro fugisse, tudo iria por água abaixo. Ele estava justamente avaliando se deveria simplesmente sentar em cima do pau liso e bem-feito de Lee Jaeha.
— Não é isso…
Ele hesitou mais uma vez antes de finalmente dizer, quase em um sussurro:
— Quem vai… introduzir é o Taegun. Não sou eu.
— …O quê?
Ah, caralho. No mesmo instante em que rebateu por puro hábito, pareceu que ele havia vazado um pouco de sêmen. A cueca grudou quente na glânde aquecida e logo se transformou em uma sensação úmida. O aroma dos feromônios de um alfa dominante extremo misturado ao cheiro de sêmen começou a subir de mansinho. Como estava forte o suficiente para que ele próprio sentisse, Jaeha também pareceu notar e começou a olhar de relance para a parte inferior do corpo de Taegun. Caralho, que vergonha legítima…
Que loucura. Aquele desgraçado, como ele pôde pensar em comer o Lee Jaeha? Dava tanta pena que ele não tinha coragem nem de encostar a mão, então como ele tinha conseguido devorar até a parte de trás inteira sozinho? Aquele filho da puta devia ter cimentado a própria consciência. No entanto, Taegun não queria recusar. Afinal, ele próprio também estava com a consciência cimentada naquele momento. Ele descarregou sua raiva de forma descarada:
— Mas por que caralhos você ficou com aquele papo de que não podia comer menor de idade? Eu achei que você ia me comer.
— Comer… Mesmo que não seja isso, eu não posso fazer esse tipo de coisa com alguém que ainda não é adulto.
“Lá vem o puritano”, e “uau, que caralho de carinhoso, dá vontade de descarregar mais uma bem agora”, foram os dois pensamentos que surgiram ao mesmo tempo. Taegun decidiu se concentrar no segundo.
— …Eu posso colocar?
Jaeha ficou com uma expressão como se aquilo já fosse óbvio. …Pois é. Já que ele tinha até montado casa com um tremendo gangster, esse nível de coisa não devia ser nada de mais. De certa forma, apesar de aquele sujeito ser ele mesmo no futuro, ele sentia uma vontade louca de acertar a nuca daquele desgraçado com um pedaço de pau.
Então aquele gangster conhecia até o cheiro que saía do corpo desse homem, sabia qual era a sensação que a pele entre as pernas proporcionava e também sabia que os mamilos eram exatamente da cor de um damasco rolando pelo quintal no verão… Soltando um suspiro, Taegun abraçou a cintura de Jaeha e enterrou a testa no ombro dele.
— Sinto que vou morrer de tanto nervoso.
Sem responder, Jaeha massageou as costas dele. Ele não tinha abaixado totalmente a cueca, mas o membro ereto estava exposto daquele jeito, criando uma sensação sutil ao entrar em contato com a parte da frente da calça de Taegun. A frente dele também parecia estar molhada.
Quando ele massageou sua cintura, Taegun deu um sobressalto e achou engraçado vê-lo descer a mão que usava para abraçar Jaeha para apertar a sua bunda. Era um toque desajeitado que ele nunca tinha sentido vindo de Jang Taegun. Como ele havia agido de forma extremamente experiente na primeira vez em que dormiram juntos, e na segunda vez também tinha sido assim, ver Taegun demonstrar aquela imaturidade pela primeira vez era algo novo.
Em seguida, Jaeha o empurrou de leve e, desviando dos olhos de Taegun que estavam vermelhos pelo desejo fervente, pegou o tubo de gel lubrificante que havia retirado da mesa de cabeceira e espremeu o conteúdo em uma das mãos. Depois, virou as costas para Taegun, apoiou uma das mãos na cama e levou o dedo médio já úmido para trás.
— Caralho…
Ouviu-se o som de Jang Taegun mastigando um palavrão. Como a cueca ainda estava presa nas coxas, havia um limite para abrir totalmente as pernas, mas Jaeha não recuou e empurrou o dedo médio para dentro. Empurrando a parede interna de dentro para fora, ele tentou relaxar a tensão do períneo, que acumulava força para receber aquele ato com o qual não estava acostumado.
— Sss…
A sensação de algo frio e viscoso penetrando na parte de dentro era extremamente estranha. Fazia bastante tempo que ele não recebia aquilo vindo dele, e seu corpo costumava palpitar onde quer que fosse espetado, mas pensar em voltar ao início e desenvolver tudo de novo o deixava quase sem rumo. No entanto, se ele não relaxasse um pouco agora, não seria apenas ele quem iria sofrer, mas Taegun também. Era justo que ele fosse atencioso por causa da falta de experiência dele. Foi bem quando ele colocou mais um dedo.
— Ah…
Junto com uma exclamação, algo úmido e rombo tocou sua bunda, trazendo a sensação de estar pressionando com força. Era o membro de Taegun.
Em algum momento, ele havia aberto todo o zíper da calça, tirado o membro para fora e o usava para espetar a carne das suas nádegas. Graças à excitação que se acendeu em um instante, sentiu a parte de dentro se apertar mais uma vez. Jaeha se viu em apuros, mas sem demonstrar, continuou enfiando os dedos.
— Ha, uu…
Taegun começou a balançar o quadril devagar, esfregando o membro contra a bunda de Jaeha, e também começou a enfiar os próprios dedos. Os dedos dele eram ásperos e grossos. Como apenas aquele toque era idêntico ao que ele conhecia, Jaeha soltou um gemido sôfrego sem perceber.
— …Parece que isso aqui nunca vai entrar.
Taegun resmungou com um olhar vago. Normalmente era esse lado quem dizia esse tipo de coisa, então ouvir aquilo vindo dele trazia um sentimento diferente.
— Coloca… mais um dedo.
Em vez de responder àquelas palavras, ele retirou a mão molhada e apoiou firme na cama. Junto com um suspiro baixo, mais um dedo grosso entrou por entre a abertura apertada.
— Como se estivesse abrindo por dentro… Ah, assim não… Sss, ha…
Felizmente, Taegun era um excelente aluno. Ele parecia ter observado os movimentos da mão de Jaeha, pois estava concentrado em espalhar o gel lubrificante enquanto pressionava a parede interna com força. Na primeira vez em que dormiu com Jang Taegun, seu corpo já havia começado a se transformar em um omega, e depois que deu à luz a Kyunghyun, todas as características de omega desapareceram e ele voltou a ser um alfa, mas seu corpo já havia sido desenvolvido sob medida para Jang Taegun. Como agora era antes de tudo aquilo acontecer, seu corpo não estava flexível, o que causava impaciência.
— Tudo bem. Tenta relaxar.
Taegun sussurrou baixinho. Massageando de leve a espinha de Jaeha, ele afastava o dedo médio e o indicador que estavam lá dentro como se abrisse uma tesoura, alargando o interior. Apesar da sensação desconfortável, Jaeha olhou uma vez para o seu próprio membro que continuava empinado e pulsando firme sem perder a ereção, e fez o melhor que pôde para não apertar a parte de baixo.
— Onde fica a parte de dentro, ah, hh—!
Foi bem no momento em que ele ia dizer que deveria haver uma pequena saliência em algum lugar da parede interna. A palma da mão de Jang Taegun atingiu o períneo e a carne das nádegas com um estalo e se enterrou ali. Por causa dos dedos de articulações grossas que se enterraram como se estivessem cavando o interior, o braço de Jaeha, pego de surpresa, cedeu com um gemido.
Sentiu como se estivesse vendo estrelas. Mesmo não estando no meio da transformação para omega e estando no período mais ativo como alfa, ele não imaginava que voltaria a sentir prazer por trás de forma tão direta. Teve a sensação de que a ponta da glânde ereta inflou ainda mais. Como se já estivesse se preparando para o knotting desde o início.
— Espere… um pouco…!
Jaeha tentou jogar o braço para trás com pressa para parar a mão de Taegun, mas não foi fácil. Isso porque Taegun não parava de enfiar os dedos na sua entrada traseira.
O som de algo sendo introduzido naquele lugar estreito e molhado era alto e viscoso.
— Haa—! Ah, hh…!
Sua mandíbula se abriu sozinha e sua expressão desmoronou. Ele chegou a achar uma sorte o fato de Taegun não conseguir ver seu rosto naquele momento. Depois de ter posado de adulto, ele não queria mostrar aquela imagem de quem revirava os olhos só porque tinham enfiado os dedos algumas vezes.
— Aqui? É para fazer assim?
Sem saber o que se passava, Taegun perguntava como um aluno que acompanhava a matéria com dificuldade. Mesmo enfiando de qualquer jeito as estrelas já explodiam diante dos seus olhos, e como ele se esforçava para fazer bem-feito, o prazer agora parecia uma lâmina afiada.
No fim, ele não teve escolha a não ser agarrar o lençol enquanto tremia todo. Também não conseguiu responder. No momento em que abrisse a boca, um som vergonhoso escaparia.
O sexo com Jang Taegun sempre costumava induzir sensações fortes desse jeito, mas ele não imaginava que seria exatamente igual lidando com a versão dele mais de dez anos mais jovem. Ele havia prometido a si mesmo que deveria liderar pelo bem do outro, que provavelmente não saberia muito sobre relações, por isso se sentia patético por ficar ofegando daquele jeito apenas por ter a parte de trás alargada. Por mais que estivesse no período de rut, era simplesmente bizarro ver como sua razão, que antes estava clara, se desorganizava tão rápido.
Sentindo os músculos da parte interna das coxas tremerem sem parar, Jaeha mordeu os lábios e aguentou firme, mas levou um susto quando os dedos se retiraram em um instante e olhou para trás. Viu Taegun envolver o próprio membro com os dedos totalmente molhados pelo gel derretido e dar algumas sarradas. Era uma cena que parecia que ele estava se masturbando enquanto olhava para a entrada aberta de Jaeha.
— …….
— Fuuu…
Jaeha olhava para aquela cena com a boca aberta, paralisado. A imagem dele soltando uma respiração baixa enquanto envolvia e balançava a glânde inchada com os mesmos dedos que há pouco cavavam a entrada traseira de Jaeha era um cenário de tirar o fôlego mesmo para quem estivesse sóbrio. Os feromônios de ambos estavam se misturando através dos fluidos corporais.
Ele estava tão inebriado pelo calor do rut que sua visão chegava a ficar embaçada, mas ao ver aquilo, não conseguiu mais se conter. Ele é uma criança…
Se ele recém completou vinte anos, deve ser considerado uma criança, mas absolutamente tudo em Jang Taegun era tão estimulante que levava os sentidos de Lee Jaeha até o limite, tornando impossível engolir aquele impulso.
No fim, ele ergueu o quadril e se ajoelhou diante de Taegun, que ainda massageava o próprio membro.
— …O que você está fazendo?
— Vou chupar… para você. …Se não quiser, me avise.
Faltava fôlego nos intervalos das palavras enquanto ele tentava conter a fala que saía apressada. Seu membro chegava a palpitar de tanta vontade de abocanhar aquilo. Jang Taegun ficou com uma expressão dividida. Até mesmo aquilo era diferente do homem que ele conhecia bem, trazendo uma sensação nova. Afinal, ver Taegun confuso era uma raridade extrema.
Ele segurou a mão dele, que antes envolvia o membro, e a levou até a boca. Em seguida, limpou os dedos dele que estavam viscosos com os feromônios de Taegun e outras coisas mais, lambendo-os bem, e depois os posicionou sobre o seu próprio ombro.
— Segure aqui. Se não gostar, é só me afastar.
Ele tentou não demonstrar a pressa, mas sua voz saiu extremamente grave e os feromônios do alfa excitado preenchiam todo o quarto. Jaeha tentou se mover o mais devagar possível. Ao segurar o membro dele, sentiu-o dar um leve sobressalto de surpresa.
— Tudo bem. Vou fazer devagar, então…
Talvez ele estivesse, na verdade, querendo ensinar a Taegun como manter uma relação. Para ser mais exato, queria mostrar como começavam e também como terminavam todas as relações que costumavam compartilhar. Queria dizer que eu sempre recebia você assim, e você se dividia e entrava em mim dessa maneira, e que era isso o que costumávamos compartilhar.
Para fazer isso, Jaeha se esforçava para não agir com pressa, mas não era uma tarefa fácil. Isso porque já fazia bastante tempo desde que ele havia entrado no rut. Não parecia nada normal ver alguém com o branco dos olhos avermelhado, balançando o pau enquanto olhava para o membro de Taegun com olhos cobiçosos, mas era difícil corrigir.
Sem hesitar mais, Jaeha colocou a língua para fora primeiro. A glânde romba se apoiou direto sobre a sua língua, quase fazendo sua mandíbula cair. A glânde , que era um pouco maior que um pêssego maduro, não tinha nenhuma conta implantada e estava mais limpa e lisa do que a que Jaeha conhecia. Ao apoiá-la na língua, ela parecia pesada e caía sem força. Mesmo diante daquele desconforto, sua boca encheu de saliva. Aquele era o lugar onde ele podia sentir o cheiro dos feromônios de Taegun de forma mais profunda. Sem perceber, ele segurou as coxas de Taegun com os olhos semifechados.
— Mas que caralho, de verdade…
Taegun mastigou um palavrão. Quando Jaeha ergueu os olhos vagos para olhar para ele, viu-o tapando a própria boca com a mão que tremia enquanto tentava suportar alguma coisa. Sem desviar o olhar, Jaeha sugou a glânde para dentro dos lábios. A cabeça da glânde , lisa e rígida, empurrou a boca com dificuldade e deslizou contra a mucosa da parte interna da bochecha.
— Ah, uu… caralho—
Ele estava segurando o gemido. Sem dar trégua, Jaeha abocanhou profundo. Aquele era um Taegun inédito. Ele parecia estar prestes a enlouquecer com a sensação da língua lambendo seu membro, mas como o parceiro era Jaeha, ele parecia resistir. Ele era alguém que combinava muito bem com a resiliência, mas como o Taegun daquelas horas nunca havia tolerado nada, Jaeha achava aquele Taegun tanto estranho quanto novo, por isso não queria parar os movimentos da língua.
Sentia-se legítimo como um fora da lei. Será que era por isso que ele sempre ignorava as palavras de Jaeha quando este o afastava dizendo que não podia? Sentia vontade de maltratar ainda mais quem dizia não e deixá-lo em apuros. O que seria aquele sentimento de transgressão? Tratava-se claramente da mesma pessoa, mas Jaeha não conseguia se livrar da sensação de estar traindo algo apenas por estar junto com a versão jovem de Taegun. E aquilo estava se convertendo em prazer sexual.
…Pois é. Tudo aquilo era um sentimento que surgia por causa do rut. O único desvio na vida de Lee Jaeha havia sido declarar que roubaria o amante do seu noivo. Fora o fato de do nada ter abandonado o noivo bem-posto para se casar com um Alfa, ele sempre havia vivido trilhando o caminho correto, de modo que ver aquele tipo de impulso dominar seu corpo era algo inédito. Ou não? Como Jang Taegun sempre havia sido repentino para ele como o fogo em um pavio, talvez depois que o conheceu ele sempre sentisse aquela sensação de libertação, como se estivesse saindo dos trilhos desse jeito.
No entanto, a situação não permitia ficar avaliando aquilo de várias formas. Isso porque o que estava dentro da sua boca cresceu de repente, trazendo a sensação de que a pele do canto dos lábios estava rasgando de leve. Sem conseguir aguentar, Jaeha puxou a cabeça para trás. Junto com a sensação de preenchimento total da boca, veio uma ânsia de vômito.
— Ah, caralho, desculpa, desculpa. Parece que vai vomitar?
Assustado, Taegun retirou completamente o membro, que brilhava molhado de saliva e líquido pré-ejaculatório, de dentro da boca de Jaeha e passou a examiná-lo. Deu para sentir as lágrimas se acumulando por um instante enquanto ele tentava conter a náusea. Alguns fios de cílios já estavam molhados. Enquanto ele suportava o toque de Taegun que o examinava com os olhos relaxados, algo quente pareceu saltar dos olhos do outro.
— Por que você me trata tão bem?
— …….
Sem entender o significado daquilo, ele ia ficar calado, mas o outro ergueu de leve o seu queixo como se quisesse ensiná-lo pessoalmente. Assim que percebeu a cabeça de Taegun se inclinando em sua direção, a ponte alta do nariz dele tocou sua bochecha, esmagando-se de leve. A língua tocando os lábios veio logo em seguida. Sem perceber, Jaeha abriu de leve os lábios. O pedaço de carne que entrava pela parte de dentro estava totalmente úmido. Ele o chupou da mesma forma que fazia quando chupava o membro de Taegun.
Teve a sensação de que os feromônios saíram em jorros. Era doloroso não conseguir controlar direito. As pálpebras de Jang Taegun tremeram de leve. …Provavelmente era o reflexo da pseudo-marca. Dava para sentir que ele estava se excitando com os feromônios do Alfa parceiro que se derramavam sobre si.
Se era uma sorte, era das grandes. Afinal, os feromônios de Jaeha, que havia entrado no rut, podiam ser sentidos como um ataque para um Alfa dominante extremo. Se isso acontecesse, independentemente da vontade de ambos, eles poderiam se reconhecer como inimigos, resultando em uma disputa de poder entre machos. Ele não queria uma situação em que, para provar quem era o Alfa mais forte, um mordesse a nuca do outro a ponto de deixar a cama banhada de sangue.
Se fosse para ser assim, talvez não fosse ruim deixar-se ser mordido por Jang Taegun. Suportar a dor não era algo tão difícil, mas ele queria evitar ao menos cravar os dentes dele contra o próprio parceiro, mesmo que de forma inconsciente.
— Foi assim desde o início.
— ……..
— Desde o primeiro momento em que encontrei o Taegun, eu quis te tratar bem.
Queria mantê-lo seguro. Não apenas o Jang Taegun de agora, mas o Taegun que agora havia se tornado seu marido também era alguém que ele queria proteger em segurança, e não foi por isso que ele havia feito tanta besteira sozinho? Seria natural que ele ficasse frustrado por não conhecer outra forma de amar a não ser essa, mas Taegun nunca havia recriminado Jaeha por isso.
Por isso era ainda mais difícil conter aquele tipo de desejo.
— Quero te dar apenas o melhor e quero cuidar de você.
— …Mas você está dizendo que isso agora significa um boquete?
Aquelas palavras o fizeram soltar uma risada. O jeito de falar era idêntico ao do Taegun que ele conhecia, o que fez com que ele gostasse ainda mais do parceiro sem motivo. Quando o riso diminuiu, o outro ainda o olhava de cima com olhos que ferviam com alguma coisa.
Limpando com a língua o brilho do que havia ficado grudado nos lábios, Jaeha se levantou do lugar. O olhar de Taegun estava colado em seu rosto e não dava sinais de que ia se descolar. Ao subir na cama e deitar-se pela metade com uma das pernas dobrada, a cueca que havia descido até a coxa ficou presa, criando uma marca na coxa firme. Sem desviar do olhar dele, ele abaixou a cueca, fazendo o membro de Taegun palpitar sozinho.
— Vou colocar o preservativo para você, traga aqui.
— …Brinca mesmo comigo.
A voz de Taegun saiu áspera como se estivesse raspando um metal de superfície irregular. Com movimentos impacientes, ele arrancou o preservativo e rasgou a embalagem. Os dedos ásperos estavam tingidos de vermelho até a ponta. Talvez estivesse tenso, pois a cada vez que ele fechava e abria o punho da mão que não segurava a embalagem por uma ou duas vezes, Jaeha sentia o peito ficar pesado.
Após algumas tentativas, ele conseguiu tirar o preservativo da embalagem e, segurando a ponta enrolada, levou-o até o topo do próprio membro.
— Você faz isso… bem.
A voz de Jaeha também já havia afundado de forma grave. Taegun colocou o preservativo sobre o pau firmemente ereto sem grandes dificuldades. Apesar de ser a primeira vez que fazia aquilo, ele tinha um bom jeito e não pareceu desajeitado. Olhando fixamente para aquela cena, Jaeha retirou a cueca que havia ficado presa no tornozelo e a jogou no chão. O olhar de Taegun pousou por um instante sobre a cueca jogada de qualquer jeito.
No sexo com Taegun, Jaeha costumava ter a sensação de estar correndo atrás com dificuldade na maioria das vezes. Na verdade, ele também queria tentar isso e aquilo, mas quando se deixava envolver por ele, acabava perdendo as forças e mostrando apenas uma imagem patética de quem ficava se debatendo.
Por isso, parecia que ele estava sentindo algo diferente agora.
Isso porque Taegun apenas o olhava comportado, como se perguntasse o que deveria fazer em seguida. Ignorando a sensação de que seu corpo vibrava com a tensão, Jaeha guiou a mão dele e a posicionou sobre o seu próprio peito.
— Toque em mim. …Se for algo que você queira.
— Tá de sacanagem? Estou gostando tanto que estou quase babando.
Ele resmungou de forma agressiva enquanto massageava o peito de Jaeha como se o estivesse espremendo. Quando Jaeha soltou um gemido, o toque ficou um pouquinho mais suave, mas como ele se controlava para não agir de forma impositiva, parecia não ter condições de ser mais atencioso do que aquilo.
Olhando para a mão de Taegun que tateava seu músculo peitoral como se estivesse massageando uma bolsa cheia, ele se arrependeu, pensando que se soubesse que seria assim, teria feito algumas flexões antes de abrir a porta. Se o músculo do peito estivesse um pouco mais inchado pelo exercício, ele não estaria com aquela sensação de lamentação.
Enquanto Jaeha se perdia naqueles pensamentos, o polegar de Taegun se moveu de mansinho e pressionou o mamilo que havia subido gordinho. Deu para sentir a aspereza das digitais de sulcos profundos.
— Ha…
— Aqui, hmm, você gosta daqui?
A voz estava tão presa que parecia prestes a rachar, e Taegun pigarreou no meio antes de continuar a falar. Sem recriminá-lo, Jaeha assentiu calmamente com a cabeça.
— Esfregue mais.
Ele sentiu o desejo de que o outro ficasse à vontade.
Ele pôde descobrir a si mesmo excitado como se fosse mentira o fato de que há poucas horas estava afastando Taegun com aquele papo de menor de idade e tudo mais.
…Na verdade, ele queria ser o dono da primeira vez dele.
Como ele havia dito que o sonho com certeza iria acabar dali a alguns meses, ele queria ser o primeiro em tudo o que Taegun experimentasse, mesmo que fosse apenas até lá.
Na manhã seguinte ao dia em que ele quebrou uma a uma a nuca dos capangas que avançavam com facas de cortar peixe, ele veio para a universidade onde Jaeha estudava e passou a noite em claro apenas para esperar por alguém cujo rosto ele nem conhecia.
Ao se lembrar de Taegun mastigando um pão barato de loja de conveniência enquanto esperava pacientemente no estacionamento, voltando satisfeito apenas por ver seu rosto uma única vez, Jaeha sentia vontade de ensinar tudo a ele.
Queria ensinar que esse tipo de sentimento também existia no mundo, e como o sentimento de olhar um para o outro proporcionava uma sensação que parecia um milagre. Os seus isolados vinte, vinte e um anos… tudo o que você passou até me encontrar. Queria ensinar que nós iríamos nos amar sempre que nos encontrássemos, não importava quando. Queria tanto dizer que aquele era o destino traçado entre você e eu que mal conseguia suportar.
Sem dizer nada, Jaeha recuou mais para trás e subiu completamente na cama. Em seguida, flexionou os joelhos e guiou a mão dele enquanto afastava de leve o espaço entre as pernas. O pomo de Adão de Taegun subiu e desceu profundamente. Ele sobrepôs o corpo entre as pernas de Jaeha. Quando os membros em contato ressaltaram suavemente um contra o outro, ambos os Alfas deram um sobressalto e congelaram o corpo.
— Ha…
— …Sss.
Taegun soltou um gemido de satisfação. Ele gostou da sensação de pressão que esmagava seu corpo. Jaeha envolveu as costas dele com as mãos.
— Faça do jeito que quiser.
Como já havia ensinado até certo ponto, agora era a vez de Taegun praticar diretamente. Apesar de ter uma aparência de bad boy, Jang Taegun encontrou a resposta correta imediatamente como um aluno exemplar. O movimento de balançar o quadril ficou dissimulado. O prazer sexual floresceu da parte inferior do corpo que estava em contato. Era bom pelo simples fato de a pele estar encostada.
O movimento para cavar o lugar mais sensível do corpo de um Alfa dominante podia parecer impaciente, mas não demonstrava pressa. Jaeha achou que Taegun estava se movendo de forma extremamente cautelosa.
— Vamos nos beijar.
Ele pediu com a voz baixa e profunda. Quando Jaeha assentiu com a cabeça, os lábios se tocaram. O pedaço de carne entrou pela boca e cutucou a mucosa da bochecha. Como ele usava os músculos do quadril de forma flexível a cada vez que aquilo acontecia, a parte de baixo agora já fazia um som de água respingando de tanta umidade.
Sua garganta emitiu um som por si só. O gemido que não conseguiu sair porque os lábios estavam bloqueados foi esmagado sob a língua de Taegun. Ele afastou os lábios junto com um som de estalo. Olhando fixamente para a saliva que se esticava em um fio longo, Taegun abaixou a cabeça novamente e lambeu os lábios de Jaeha.
— Você fazia esse tipo de coisa com aquele desgraçado também?
— Não é aquele desgraçado, aquela pessoa também é o Taegun.
— Sim. Estou perguntando se você fazia esse tipo de coisa com o desgraçado daquela pessoa também.
Não dava para saber por que ele havia respondido “ele parece não ter entendido o que eu disse, por que ele está assim?”. Jaeha soltou uma risadinha discreta. Uma das sobrancelhas de Taegun subiu lentamente, como se perguntasse “está rindo?”.
— Agora pode entrar direto. Como relaxei antes, vai ficar tudo bem.
— …Mudando de assunto? Eu deixo passar.
Taegun estalou a língua como se estivesse insatisfeito e logo em seguida segurou a coxa de Jaeha. Enquanto massageava com a palma da mão a coxa lisa e musculosa, ele posicionou o polegar no períneo e foi descendo em movimentos circulares até pressionar firmemente sobre a entrada que estava totalmente encharcada de gel lubrificante.
— Pelo que dá para ver agora, parece que não entra nem o dedo mindinho.
— Coloque devagar. Vai ficar tudo bem.
— É tão apertado assim e você ainda quer ter a ganância de comer o meu pau, é isso.
Era uma fala estranha, mas como não dava para negar, ele ficou quieto. O fato de não conseguir soltar nenhuma palavra decente por causa da sensação que subia da parte de baixo também teve sua parcela de culpa. Foi bem quando Jaeha tentou esquivar o quadril para escapar. Taegun agarrou ambas as coxas dele com os braços como se as estivesse amarrando e em seguida juntou a parte de baixo.
— Ah…
Jaeha tentou respirar para não apertar o membro de Taegun. Graças a isso, a entrada que palpitava se apertava e relaxava repetidamente. A glânde que estava encostada na entrada parecia receber aquele movimento de forma sensível. O lubrificante que estava no preservativo tocou a junção firmemente contraída, provocando um formigamento. Teve a sensação de que os feromônios de Taegun haviam ficado mais fortes e penetrado em todo o seu corpo.
Uma forte sensação de formigamento começou a invadir a pele. Jaeha entrelaçou as duas pernas ao redor da cintura de Taegun e o puxou para si. Diferente de quando a parte inferior do corpo se tocou pela primeira vez e os membros bateram um contra o outro, desta vez o osso duro do quadril de Taegun pressionava o períneo repetidamente.
— Ha…
Taegun soltou um suspiro baixo enquanto tateava o corpo do membro de um lado para o outro.
— O preservativo… está apertando.
— Quer fazer sem?
Talvez o tamanho não estivesse correto, pois o membro de Taegun envolto no preservativo parecia realmente esticado ao máximo. Jaeha perguntou sem hesitar. Taegun, que já havia feito a cirurgia de vasectomia há muito tempo, sempre derramava o sêmen dentro de Jaeha.
“Você deve estar com vontade de tomar uma porra bem grossa, então está meio sem graça, né? Vou compensar na quantidade.”
Ele costumava soltar esse tipo de fala sem vergonha nenhuma e desfrutava de uma vida sem preservativo todos os dias. Ele apenas não dizia nada por vergonha e indignação, mas na verdade, absorver os feromônios de Taegun misturados ao sêmen através da mucosa era algo que elevava muito o prazer sexual, então para Jaeha também não era ruim. No entanto, como era óbvio que Taegun iria revirar os olhos e avançar nele no exato momento em que revelasse isso com todas as letras, ele nunca havia colocado aquilo para fora da boca uma única vez.
Mas ele pensou que talvez não houvesse problema com o Taegun de agora, que não sabia de nada. Além disso, se ele sentisse dor no membro por ficar apertado em um preservativo de tamanho errado, Jaeha temia que ele não considerasse a relação com ele algo prazeroso, o que o deixava penalizado.
— …É sério?
Taegun perguntou olhando para Jaeha de cima. As pupilas acumuladas nas pálpebras estreitadas pareciam ainda mais escuras. Não dava para saber o que ele estava pensando, mas achando que seria apenas por causa da iluminação, Jaeha assentiu com a cabeça.
— Quer que eu tire para você?
Ele chegou a perguntar com carinho. Sentir o desejo de servir a quem se ama é um instinto como Alfa. Jang Taegun também gostava de dar banho em Jaeha de vez em quando. Deixar Taegun saciar sua ganância também era a sua própria alegria, por isso ele permitia, mas na verdade, Jaeha também sentia vontade de dar banho, vestir e dar a comida que ele mesmo havia preparado para Taegun muitas vezes.
Taegun não respondeu, mas Jaeha estendeu a mão imediatamente. Segurando a base do membro dele, ele foi enrolando o preservativo para cima. Talvez o tamanho realmente estivesse muito errado, pois na parte onde a borracha havia enrolado um pouco já havia até uma marca formada. Achando que poderia doer, ele massageou de leve com o dedo indicador.
— Dói? Ficou uma marca.
— Caralho, o problema é esse? Estou morrendo de vontade de gozar.
Taegun disse como se estivesse mastigando as palavras. Era estranho que, mesmo ele falando palavrão, aquilo não gerasse antipatia. Comparando com a forma como ele olhava frio para Lee Jaeho desde o primeiro instante em que este soltava a primeira letra de um xingamento, com certeza ele era tolerante com o jovem Jang Taegun também.
Soltando uma risadinha discreta, ele deu um leve tapinha na bunda dele. Em seguida, removeu completamente a capa do preservativo. Taegun, que olhava fixamente para Jaeha de cima, tirou a calça logo em seguida, jogou-a longe e subiu direto na cama daquele jeito.
— Vou colocar. Não consigo mais aguentar.
— É preciso fazer devagar para o Taegun não sentir dor.
— Para de me tratar como criança. Não me importo se o meu pau cair, então se preocupe com a sua própria dor.
Ele rosnou com a testa franzida. Provavelmente o fato de Jaeha continuar se preocupando apenas com Taegun o incomodava.
O carinhoso Jang Taegun. Jaeha puxou o pulso dele e colou os lábios sobre a palma da mão áspera. Aquilo significava que ele aceitaria tudo o que ele fizesse.
Taegun colocou a língua para fora, lambeu o lábio inferior e em seguida soltou uma risada ruidosa. Parecia um misto de frustração com a sensação de ter sido derrotado.
— Não dou conta. Sinto que me tornei um prostituto especialista em seduzir homem casado.
— Onde você aprendeu esse tipo de fala?
Era parecido com algo que Taegun havia dito antes. Ele se lembrava de vê-lo bravo, dizendo para não transformá-lo em um prostituto de bordel que ficava esperando ser escolhido. Foi em uma época em que Jaeha havia feito uma tolice sozinho tentando empurrar algo que Taegun nem queria apenas sob o pretexto de querer dar a ele somente o que era bom, e lembrar-se daquela época trazia uma mistura de graça com indignação sem motivo. No entanto, Jang Taegun pareceu descobrir imediatamente em quem Jaeha estava pensando ao rir.
— Que irritante. O que é isso, mesmo tentando apelar pelo fato de ser jovem, sou tratado como um moleque que não cresceu direito.
Em seguida, ele pressionou com força a parte de trás do joelho de Jaeha. Enquanto Jaeha, que foi pego desprevenido e acabou expondo as nádegas daquele jeito, se esforçava para conter os músculos que se contraíam para se defender sem perceber, Taegun, que havia cavado o espaço entre as pernas, começou a empurrar o membro direto na entrada daquele jeito.
— Uu…
— Ah, ha…
Um gemido baixo escapou de ambos os Alfas. Um deles exibia as veias saltadas na nuca pela dificuldade de empurrar em um lugar estreito, enquanto o Alfa que estava por baixo soltava uma lufada de ar enquanto fazia o melhor que podia para relaxar a tensão. Apesar de estar entrando ao alargar uma entrada que palpitava molhada, não era uma tarefa simples introduzir a cabeça da glânde , que era a parte mais grossa.
— …Dói?
— Não, não dói…
Não era dor. Era apenas pesado demais. A mente sabia que aquilo era familiar, mas o corpo que recebia parecia estar fazendo birra, como se dissesse que não tinha esse tipo de experiência. Ele estava em um estado em que não conseguia sentir nem mesmo que o toque de Taegun segurando suas coxas estava ficando mais bruto. Graças à força que empurrava a parede interna, ele finalmente engoliu a glânde que havia sobressaído.
— Haa…
Esquecendo-se até mesmo de que estava soltando o ar devagar para relaxar a tensão, Jaeha prendeu a respiração com um sobressalto. Os vasos sanguíneos também haviam saltado sobre a testa de Taegun.
— …Aperta para caralho.
— Desculpa, um instante… Ha… uu—
Palavras não lapidadas escaparam de sua boca sem que percebesse.
Sentia como se a parte de baixo estivesse se alargando de forma esticada. O quadril estreito de um Alfa parecia achar aquilo pesado demais, como se nunca tivesse imaginado uma única vez que seria capaz de abrigar algo dentro de si. Jaeha tentou soltar o ar que havia prendido, mas não foi fácil. Taegun empurrou o quadril um pouco mais.
— Não consigo aguentar… Só quero enfiar tudo.
— Tu-tudo bem. …Pode, fazer.
Ele queria deixá-lo fazer o que quisesse, mas colocar uma única palavra para fora da boca era difícil. Como a memória da primeira relação com Taegun era vaga e a forma como o havia recebido era apenas uma lembrança tênue, Jaeha estava um pouco assustado, pensando se ser a primeira vez era algo tão difícil assim.
A parede interna, que se esforçava para afastar aquilo, contraiu-se sozinha e grudou no membro de Taegun. Como a parede interna palpitava e grudava no corpo do membro como uma ventosa, Taegun também devia estar sofrendo. Ele precisava dar um jeito de relaxar a força, mas não era fácil.
— Está difícil? Quer que eu tire?
Taegun, que estava com o corpo tingido de vermelho até a região do peito, parou os movimentos e perguntou. Como dava para ver claramente que ele também estava sofrendo, ouvi-lo dizer aquilo era tanto fofo quanto digno de gratidão. Respirando fundo mais uma vez, ele tentou relaxar a parte de baixo. Como havia algo grosso cravado lá dentro, não era fácil e a entrada continuava piscando, mas ele ignorou. Taegun olhava para a junção com uma expressão vaga.
— …Acho que… pode, se mover.
Jaeha colocou as palavras para fora devagar. Taegun franziu a testa como se não conseguisse mais conter o desejo e logo em seguida desferiu uma sarrada forte com o quadril. Jaeha, que conseguiu a duras penas conter um grito de dor, cobriu o rosto com a mão.
A sensação de a parte de baixo se alargar era nítida. Era a primeira vez que recebia por trás um membro que não tinha nenhuma conta implantada abaixo da glânde . A sensação de algo liso e sem barreiras enfiando repetidamente era estranha. Embora fosse o mesmo membro de Taegun, era como se estivesse recebendo o pau de um Alfa desconhecido. Apesar de o sulco da glânde se abrir e raspar a parede interna da mesma forma, ele não sabia por que a sensação era tão diferente. Diante daquela estranheza, ele acabou revirando o quadril sem perceber.
— Fu, ha… sss…
Quando Jaeha, que finalmente conseguiu respirar um pouco, afastou a palma da mão que cobria o rosto, seus olhos se encontraram com os de Taegun, que parecia estar olhando o tempo todo.
— …….
— …….
Era um olhar de quem queria devorá-lo vivo. Era igual ao fogo. Jaeha achava familiar e ao mesmo tempo estranho vê-lo olhá-lo daquele jeito. Quando estendeu o braço para envolver a nuca dele, o outro se deixou puxar sem oferecer resistência. O peito de ambos ficou colado firmemente.
— Ah, fu… uu…
— A parte de dentro, haa… originalmente é assim…
Taegun não conseguiu terminar a frase. Com a cabeça enterrada na nuca de Jaeha, o movimento de desferir sarradas com o quadril era violento.
A respiração bruta que grudava no lóbulo da orelha e na nuca era úmida e provocava formigamento. Teve a sensação de que o sangue se acumulou naturalmente nos mamilos. Como se já estivessem eretos e empinados há muito tempo, Taegun beliscou o mamilo.
— Uu—!
— Mamilo fofo. É tudo lindo, haa…
Com os lábios colados no lóbulo da orelha, ele parecia derramar lentamente a voz derretida para dentro do pavilhão auricular. Diante da sensação de algo pegajoso e suave, semelhante a um líquido, ultrapassar a parte de trás da orelha e lamber o tímpano, Jaeha estremeceu e, sem perceber, disparou um jato de líquido pré-ejaculatório. Mesmo não sendo sêmen, uma grande quantidade de água transparente caiu em gotas salpicadas sobre o abdômen e o peito de Jaeha. Como os peitos estavam colados, o torso de Taegun também ficou molhado da mesma forma.
— O que você derramou?
— Não olhe para esse tipo de coisa…
Ele tentou cobrir, mas a mão de Taegun foi mais rápida. Ele desceu a mão e agarrou o membro de Jaeha. Deu para sentir a cabeça do pau, que derramava pré gozo sozinha, palpitar dentro da mão dele.
— Ah, ah—!
Ele gemeu sem ter tempo de manter a compostura. Assustado, ele deve ter apertado a parte de baixo, pois Taegun franziu a testa impiedosamente. Empurrando a carne da parte interna da bochecha com a língua enquanto controlava a respiração, dava para sentir o peito colado arquejar fortemente. Os mamilos eretos e empinados de ambos se esmagaram colados um contra o outro. Até mesmo aquela sensação levou Jaeha ao limite extremo.
— Pa-ah, para—!
Nenhuma palavra decente conseguia sair. O membro que enfiava violentamente na parte de baixo não era nada familiar. Ele tinha dificuldade para distinguir se era porque o próprio corpo não tinha experiência prévia por trás ou se era porque realmente estava sendo perfurado pela primeira vez por um pau sem contas implantadas. A sensação era de uma serpente de pele lisa e cabeça inflada como uma maçã invadindo o interior da sua barriga e desferindo golpes impiedosos. Sem conseguir acreditar, ele tentou olhar repetidamente para a parte de baixo, mas como o corpo grosso e firme havia entrado entre as pernas, até mesmo a sua visão acabou sendo bloqueada.
— A parte de dentro está estranha, está estranha… Um instante, ah…!
— É por isso que eu estou dizendo. Isso aqui é estranho para caralho e é gostoso, Jaeha.
Falar por gírias já é demais. Originalmente havia apenas três anos de diferença, mas por ter voltado quase duas décadas no tempo, ele pensou se não haveria uma diferença de quase vinte anos. No entanto, ele não conseguiu sequer colocar essa recriminação para fora. Além de o movimento lá dentro ser bagunçado e erótico exatamente como o de Jang Taegun, parecia haver tanto feromônio saindo jorrado do canal urinário que havia penetrado na parede interna, deixando o interior da barriga aquecido e fervendo.
Se um lugar profundo ficasse saliente e ele apertasse sem perceber, batia na parede interna do lado oposto e gerava uma sensação estranha por si só, e o Jang Taegun, para quem hoje era a primeira experiência, tinha um tato tão bom que posicionava o sulco da glânde exatamente naquele lugar e balançava o quadril de forma intermitente, torturando-o ao dar e reter um prazer intenso bem no limiar do ápice.
O gosto de Lee Jaeha para o sexo, que originalmente era discreto, havia ficado um pouco bagunçado devido aos muitos anos de vida de casado. Agora, bastava olhar para o pau ereto de Taegun para que sua boca enchesse de saliva e a parte do períneo ficasse pesada como se carregasse uma pedra. Era mais porque o parceiro tentava devorar absolutamente tudo de Jaeha de forma sôfrega, mas na verdade Jaeha também havia ficado bastante desperto para isso. Claro, em um nível que não alcançava o desejo de Jang Taegun.
Se ele topasse com Taegun por acaso na empresa, bastava um simples contato em que ele passava a mão de leve pela cintura para que ele passasse aperto por causa do mamilo que não perdia a ereção. Como não usar nada por baixo da camisa era uma questão de etiqueta, o mamilo uma vez ereto entrava em contato com o toque engomado da camisa de boa qualidade que envolvia a pele nua e não se acalmava facilmente. Como não dava para ficar andando com os ombros curvados, nos dias em que não vestia um colete ele precisava cruzar os braços conscientemente.
Embora achasse o próprio corpo ridículo, não era como se ele odiasse aquilo ou algo do tipo. O corpo de um homem casado mudar para se ajustar ao cônjuge era como um símbolo de que a relação entre o casal ia muito bem, então ele sentia até um pouco de orgulho. Havia muitas ocasiões em que passava aperto, mas ele também desfrutava da vida sexual com o marido.
Graças a isso, mesmo com o corpo atual que não tinha nenhuma experiência de ter recebido algo por trás, Jaeha estava aproveitando o suficiente. Com exceção do hábito de apertar a parte de baixo sem perceber para tentar encontrar a diferença em relação ao membro do marido devido ao fato de a sensação de um membro liso, limpo e de mesma grossura cortar o interior ser um pouco estranha, no geral o estado não era ruim.
— Ha, que bom… ah…
Além disso, Taegun estava gostando. Tanto na primeira relação quanto na segunda que manteve com ele, Jaeha havia ficado inebriado com os próprios sentidos, de modo que não tinha conseguido observar bem como Taegun estava se sentindo. O Taegun daquela época era violento e tinha um lado que parecia um cão selvagem que rejeitava a mão que tentava domesticá-lo, por isso Jaeha não teve escolha a não ser se deixar levar para manter a relação.
Havia sido um sexo violento como se fosse saquear tudo, mas que ao chegar na reta final ficava carinhoso. Pensando bem agora, parecia que tudo aquilo acontecia porque Taegun também estava ansioso. Ele dizia que para não deixá-lo se transformar em um omega eles precisavam continuar misturando os corpos, mas sem saber disso, Jaeha havia infernizado a vida do marido dizendo bobagens de todo tipo, como sugerir separação ou divórcio. Havia uma razão clara para ele se empenhar tanto no sexo como se estivesse descarregando o que havia acumulado daquela forma.
Mas agora era diferente. Jaeha agora sabia detalhadamente de que forma Taegun gostava de introduzir e também de qual posição ele mais gostava. Com exceção do período em que precisavam ter cuidado devido à gravidez e do período em que precisavam se abster após o nascimento da criança, ambos os Alfas se empenhavam em misturar a pele.
Por isso ele sabia muito bem mesmo agora.
— Uu…!
Como fazer para Taegun ejacular. Se ele apertasse a parte de baixo de forma sutil como se a estivesse seduzindo, enquanto abraçava a bunda dele e agarrava suas nádegas que acumulavam força a ponto de formar covinhas, e também desferisse sarradas com o quadril de baixo para cima, Jang Taegun não conseguia conter o fato de que Jaeha também o desejava tanto assim acima de qualquer outra sensação e ejaculava.
— Ah, ah… hh…
— Caralho, de verdade…
O peso dele jogado sobre si ficou maciço. Depois de sustentar o corpo e desferir os golpes, era gratificante ver como ele confiava o próprio peso inteiramente a si como se estivesse fazendo manha. O membro dele não perdia a ereção mesmo após uma ejaculação. Como era um Alfa naturalmente vigoroso, ele se mostrava grandioso mesmo sendo jovem. Jaeha massageou a bunda dele enquanto dizia:
— Eu ainda não cheguei lá.
— …Eu sei. Isso fere o meu orgulho.
“Para uma primeira vez, eu não aguentei bastante tempo?” Ele ia dizer isso, mas achando que poderia deixá-lo de mau humor, preferiu ficar calado. Ele não era um Alfa que se importava com pequenos detalhes desse tipo, mas ouvir esse tipo de comentário na primeira experiência já era outra história.
Taegun não descansou por muito tempo e voltou a se mover imediatamente. Erguendo totalmente o torso, ele enganchou uma das coxas de Jaeha em seu próprio ombro e empurrou o corpo por entre o espaço das pernas que se abria naquela mesma proporção.
— Ah, sss, uu—!
— Apertado para caralho, que erótico, Lee Jaeha.
“Será que devo deixar passar o fato de ele continuar falando por gírias?” Mesmo que pedisse para ele moderar no linguajar, ele não tinha uma personalidade que fosse cumprir o que foi pedido, então achando melhor apenas deixar para lá, Jaeha não teve escolha a não ser erguer o torso pela metade diante do movimento de desferir sarradas violentas na parte de baixo. Isso porque a parte de baixo estava tão esticada que chegava a ser doloroso.
— Ah, uu, ha! Um instante, está forte demais. Ah, hh…
Diante daquelas palavras, Taegun soltou uma risadinha discreta.
— É por isso que agora você está me ensinando, não é? Certo?
A cada sílaba, ele desferia uma sarrada com o quadril. O membro longo e grosso saía totalmente com um ruído úmido e em seguida, devido ao movimento de golpear com força, o pau de Jaeha batia contra o abdômen rígido dele fazendo um som nítido de carne molhada colidindo.
— Educando, ha… está me educando. Caralho, como enfiar para comer o Lee Jaeha com gosto, você está me ensinando passo a passo agora, não está?
Ele queria dizer que não era aquilo, mas como em certo sentido não era uma mentira, não teve escolha a não ser agarrar o lençol enquanto sofria. Todo o seu corpo ferveu com a sensação iminente da ejaculação. Agitando os braços sem rumo, ele tentou apoiar as mãos no peito dele para afastá-lo. Taegun não se deixou empurrar e continuou pressionando a parte inferior do corpo de forma ainda mais violenta daquele jeito.
Um som de água respingando subiu da parte de baixo. O som de carnes úmidas colidindo e a sensação do líquido pré-ejaculatório espirrando para todos os lados e grudando nos pelos pubianos de Taegun levaram Jaeha até o fim.
— Ah, ah! Hh, ah!
No fim, sem conseguir sequer colocar para fora um apelo para parar, não teve escolha a não ser ejacular em jorros contínuos.
— Gozou, hein? Foi bom?
Ele perguntou com pressa. Mantendo a perna apoiada no ombro, ele inclinou o quadril na direção de Jaeha daquela mesma forma. Por causa disso, a parte interna da coxa e os músculos se esticaram, fazendo a parte interna se contrair sozinha. Taegun também estava ejaculando mais uma vez. O sêmen misturado aos feromônios do Alfa se derramou para dentro da parede interna que estava no auge do relaxamento. O que havia sido jorrado antes acabou saltando todo para fora devido ao movimento violento de vaivém. Apesar de estar com uma das pernas esticada e dolorida, Jaeha teve que ceder os lábios para Taegun sem conseguir sequer pedir para ele se afastar. Ele era obstinado, e como Jaeha costumava ceder de bom grado ao que Taegun queria, os dois Alfas conseguiram trocar um longo beijo mesmo naquela postura desconfortável. Assim que os lábios se separaram junto com um som de estalo, Taegun perguntou com a voz um pouco presa:
— Posso fazer mais uma vez?
— …Eu já havia me preparado para isso.
Jaeha também respondeu com a voz rachada. Depois de responder de forma resignada, uma risadinha discreta escapou sem que percebesse.
— Por que está rindo?
O fato de ele perguntar pontualmente a razão do seu riso era algo tão familiar que Jaeha, em vez de responder, continuou rindo o tempo todo. Sentiu a sensação de ele morder a sua panturrilha.
O membro cravado lá dentro estava erguendo o corpo firmemente mais uma vez.
Jaeha agradeceu mentalmente ao fato de o seu próprio corpo também ser jovem.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara