Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.7 (E se…) Online

Extra IF – Máscara de Cachorro 07
No entanto, infelizmente, mesmo após a passagem do Natal, Jaeha não pôde retornar para casa. O motivo era claro. O rut havia se estendido muito além do esperado.
— ……A febre não baixa.
Ele encostou o termômetro trazido pela equipe do hotel no ouvido e, ao retirá-lo após ouvir o bipe, viu que marcava trinta e oito ponto um graus. Não chegava a ser um estado de febre tão alta, mas o problema era que este era o período de rut. Como a temperatura corporal nunca havia subido tanto assim, ele ficou perplexo.
O motivo de estar oscilando entre uma febre baixa e uma febre alta há vários dias já era evidente. O prazo de validade dos supressores que havia trazido não batia, impossibilitando totalmente a aplicação da injeção. Se entrasse em contato com o médico da família, o assunto chegaria imediatamente aos ouvidos de Kim Ran-hee, e sua madrasta, que desejava escolher pessoalmente o par de Jaeha, poderia muito bem aproveitar a oportunidade para enviar um Ômega para a suíte onde ele estava hospedado.
No fim, não restava outra opção senão aguentar até que o rut passasse por completo. Mesmo tentando aliviar algumas vezes por meio da masturbação, o fato de o membro continuar ereto o tempo todo era incômodo. No fim, Jaeha enfiou as duas pernas em uma bermuda de natação com o membro naquele estado rígido e o ajeitou. Estava ficando cansado de continuar com aquela atividade desgastante que apenas causava dor nos músculos dos braços. Em seguida, entrou na piscina exclusiva da suíte e dedicou-se à natação.
Embora sua cabeça estivesse atordoada pelo calor ardente, parecia melhor permanecer submerso na água. Pensou que, se o corpo ficasse cansado, o membro que clamava por alívio sem motivo talvez perdesse a força. Apesar de ser algo pelo qual claramente já havia passado, parecia estranho como se fosse a primeira vez. O corpo do início dos vinte anos possuía um impulso muito mais intenso do que Jaeha conseguia se lembrar.
O ponto positivo era que, mesmo com a febre persistente sem baixar, era possível cobrir a situação com a força mental até certo ponto. Como se tratava de uma suíte estilo cobertura que ocupava um andar inteiro do hotel, também era reconfortante saber que não haveria o risco de um Ômega que passasse por perto ser pressionado pelos feromônios de Jaeha e entrar em um cio indesejado.
Como havia solicitado a designação de um mordomo Beta antes de realizar o check-in, ele pôde ficar tranquilo. Para quem estava vivendo confinado, era um tempo consideravelmente ocioso. Durante o horário de arrumação do quarto, passava o tempo todo nadando. No verão passado, Taegun havia dito para irem juntos à piscina quando a filha nascesse. Fora o fato de lembrar-se desse tipo de coisa e sentir saudades, era um período tolerável de se passar.
Lee Jaeha manteve a racionalidade na medida do possível ao longo de todo o rut. Essa era uma parte que diferia um pouco do período de cio de outros Alfas. Embora o rut que havia enfrentado após conhecer Taegun tivesse inflamado a sensibilidade sexual de uma forma estranha.
No entanto, não estava bem o suficiente a ponto de retornar para casa, de modo que acabou tendo que permanecer ali mesmo após o Natal. Agora que até a natação havia ficado cansativa, ele passava o tempo lendo o livro trazido pelo mordomo quando, de repente, o calor subiu novamente, fazendo-o iniciar a masturbação. O movimento da mão que segurava e balançava o membro mantendo o olhar fixo no livro era surpreendentemente mecânico.
Como o desejo para Lee Jaeha era algo impossível de dissociar de Jang Taegun, era mais confortável resolver a situação apenas movimentando a mão para ejacular o membro inchado e rígido por causa do rut. Para começar, o rut para Lee Jaeha era apenas um período em que o corpo ficava desconfortável, nada mais e nada menos que isso.
— Ha…….
Mesmo assim, ao continuar a massagear sem parar, a sensibilidade acabou se inflamando. Como o prazer também se tornava um pouco mais extremo nessa época do que em outros momentos, a excitação subiu rapidamente mesmo com o movimento monótono de apenas balançar a mão. Deixando o livro que lia cuidadosamente de cabeça para baixo, voltou a balançar o membro. Com uma das mãos, massageava a região da glânde em círculos e deslizava pela haste.
— Ha, um…….
À medida que o estímulo continuava a se acumular, a visão começou a girar. Foi no momento em que ele continuava a balançar o membro mantendo o lábio inferior umedecido com a língua para fora. Ouviu-se o som do toque da campainha. Como não havia pedido serviço de quarto, Jaeha ergueu o tronco lentamente com uma expressão um tanto intrigada.
O som da campainha que continuava a tocar era persistente. Havia alertado o mordomo para não incomodar fora do horário estipulado, então não sabia o que estava acontecendo. Não, para começar, o mordomo responsável pelo serviço geral da suíte jamais tocaria a campainha dessa forma indelicada. Soltando um suspiro, Jaeha vestiu o roupão e saiu.
O membro que ainda permanecia ereto era motivo de preocupação, mas após vestir a roupa íntima, arrumá-lo e amarrar a corda do roupão com firmeza, parecia que não ficava tão evidente. Mesmo durante esse tempo, a campainha continuava a tocar sem parar. No fim, quando passou pela sala de visitas e se aproximou da porta, já se encontrava em um estado de leve irritação.
Apesar de pertencer a uma personalidade consideravelmente paciente, o fato de haver muitos Alfas que se tornavam sensíveis no período de rut fez com que Jaeha soltasse um grande suspiro apenas para não descarregar a raiva em outra pessoa.
Em seguida, abriu a porta antes que a campainha tocasse novamente.
— O que está aconte-
E então ele não teve outra escolha senão congelar no lugar. Isso porque um rosto que jamais esperaria ver estava parado bem diante dele. Era Jang Taegun. Como se tratava de um andar que impossibilitava a subida sem o cartão de acesso, ele não sabia como ele havia chegado ali. Jaeha perdeu as palavras diante do tamanho do espanto.
— O Natal já passou.
A personalidade impaciente e irritada estava totalmente evidente nas sobrancelhas franzidas. Jaeha, que havia recuado um passo sem perceber, mal conseguiu abrir a boca.
— ……Não imaginei que a data tivesse avançado tanto.
Falou tentando ao máximo não inspirar o ar. A mão que segurava a maçaneta mantendo o olhar desviado estava carregada de força. Era a sensação de um impulso desconhecido subindo com força total. Não sabia se era por ser uma pessoa inesperada ou se……. Para não pensar mais nisso, disparou as palavras seguintes rapidamente:
— Mesmo assim, você deveria ter esperado em casa. Este não é um lugar para se vir. Volte.
Até para falar com firmeza foi necessário um esforço. No entanto, Jang Taegun não se moveu. Parado no local onde bastaria dar um passo para entrar na suíte, ele encarava Jaeha fixamente. Era um olhar tão obcecado que impedia até de perguntar por que ele o olhava daquela forma.
No entanto, parecia que agora ele realmente precisava mandá-lo embora. Isso porque o aroma de Taegun estava penetrando profundamente em seus pulmões. Aquele era um mau sinal. Em algum momento, havia lido em um livro que a marca ficava gravada na alma, e não no corpo. Como era antes do casamento e antes de conhecer seu atual marido, para Jaeha, que nunca havia vivenciado o amor, tratava-se apenas de uma frase que não passava de uma reflexão romântica de algum escritor frágil que ele poderia deixar passar levianamente.
No entanto, aquele trecho ressurgiu agora, anos depois, e o abalava profundamente. Se a marca com Taegun não estivesse gravada em sua alma, como poderia sofrer com esse tipo de impulso mesmo olhando para o Taegun que ainda não havia estabelecido a marca? Apesar de o parceiro que havia estabelecido a marca ser um Alfa como ele.
O impulso de cravar os dentes na nuca dele agora estava sendo reprimido pelo senso comum, e não mais pela razão. O jovem Alfa diante de seus olhos se tornaria seu marido alguns anos mais tarde, mas agora ele era apenas um menor de idade prestes a atingir a maioridade. Jamais poderia simplesmente abraçar uma pessoa daquelas sem conseguir controlar o próprio desejo.
— Vá embora.
Por isso, falou dessa forma mais uma vez. Desta vez, pareceu soar um pouco mais firme. Pelo menos aos seus próprios ouvidos, soou daquela forma.
No entanto, foi inevitável perceber que aquilo era um equívoco exclusivo seu.
— Você está se segurando?
A única frase proferida por Jang Taegun abalou Lee Jaeha por completo. Ele sequer conseguiu perguntar o significado daquilo. Jaeha, que congelou como alguém que teve o ponto fraco atingido em cheio, estava tão concentrado em tentar reprimir o desejo que oscilava dentro de si que nem percebeu que o outro havia entrado na suíte.
— Está se segurando para não transar comigo só para fingir que é meu protetor.
— …Não é nada disso.
Jaeha balançou a cabeça. O fato de não haver bons adultos ao seu redor era o mesmo para ele, mas a situação de Taegun era ainda pior.
Até mesmo a mãe dele havia partido daquela forma sem nunca ter servido de escudo para o filho jovem sequer uma vez. O pedido de vingança foi a totalidade de seu testamento. Como se um conselho carinhoso ou uma preocupação calorosa não fossem a parte de Jang Taegun, ele próprio não poderia ser o primeiro a estender a mão para ele daquela forma. O fato de haver uma grande diferença de idade mental também era um obstáculo, mas, de qualquer forma, desejava transmitir a Taegun, que era menor de idade, a impressão de que ele ainda poderia receber proteção.
Apesar de ser o rut, o fato de não fazer sexo não significava que morreria imediatamente. Tratava-se apenas de aguentar por alguns dias mantendo a paciência.
Nesse momento, Taegun enfiou o tornozelo na porta que estava prestes a se fechar.
Jaeha, que tentava fechar a porta, parou assustado. Preocupado com a possibilidade de tê-lo machucado, estava avaliando o tornozelo dele quando Taegun falou como se aquele tipo de coisa não tivesse importância para si. O tom de voz era apressado.
— Hoje é dia trinta e um.
……A data havia avançado tanto assim? Jaeha piscou os olhos. Supunha que tivessem se passado no máximo dois dias após o Natal, mas o tempo havia se estendido muito além do imaginado. Bem no momento em que pensava que não sabia o motivo de o rut ser tão longo daquele jeito:
— Ug…….
Sem perceber, ele tapou o nariz e a boca com força. Os feromônios que avançavam como uma inundação estavam causando sofrimento a Jaeha, como se estivessem pressionando a sua pele.
— Não pode…….
Foi um gemido impotente. Daqueles que não possuem força alguma mesmo após serem liberados. Jaeha balançou a cabeça. Se continuasse dessa forma, parecia que realmente cometeria um erro. Com os vasos sanguíneos saltados na testa, Jaeha agarrou o pulso de Taegun com força. Precisava mandá-lo embora. Tentava empurrá-lo para fora, mas Taegun exibiu um sorriso feroz e ironizou, como alguém que estava irritado:
— Que vigoroso.
— Saia.
Embora tivesse sussurrado de forma fria mantendo o cenho franzido, ele não se moveu facilmente. Originalmente, ele já era uma pessoa com uma força física superior à dele. Para o seu eu atual, que mal conseguia manter a sanidade reprimindo os próprios feromônios que transbordavam como se uma represa estivesse prestes a romper, a situação era quase insuportável. Mesmo assim, era impossível deixá-lo neste lugar. Jaeha usou a força para empurrar Taegun para fora da porta.
Aplicando força na mão que apoiava o peito dele para empurrá-lo, manteve o maxilar bem cerrado. O instinto do Alfa de seduzir o par estava tornando a racionalidade de Jaeha turva. Estava dizendo para simplesmente envolver a cintura de Taegun e cravar os dentes em sua nuca daquele jeito. Ao perceber o desejo intenso que estava escondido dentro de si, Jaeha não teve outra escolha senão afastar a mão apressadamente.
Se continuasse a segurar, teria acabado massageando até o peito de Taegun.
— Parece difícil de segurar.
Taegun soltou uma risada abafada. Como se aquela situação fosse engraçada. Uma sensação de indignação subiu, mas sem demonstrar, apontou para o lado de fora da porta indicando para ele sair imediatamente. Nesse momento, Taegun estendeu algo diante dos olhos de Jaeha. Era um celular de modelo antigo. O visor eletrônico do chamado celular de abrir, que costumava ser usado antes da popularização dos smartphones, preencheu totalmente a visão de Jaeha.
— Está vendo? Vamos lá, cinco, quatro, três, dois…….
— O que você está fazendo agora……
Foi antes mesmo que Jaeha pudesse dizer qualquer coisa. Taegun agarrou Jaeha pelo colarinho, puxou-o em sua direção e, com a outra mão, fechou a porta com violência. Em seguida, alongou os cantos da boca em um sorriso largo.
— Como eu não sou mais menor de idade a partir de agora, não há necessidade de ficar todo cheio de pudores escondendo esse pau duro que você levantou, Lee Jaeha.
Não sabia o que havia escutado e sua mente estava apenas atordoada. A mão que desfazia o nó do roupão era puramente violenta. Jaeha estendeu a mão para tentar empurrar o braço de Taegun, mas a força se esvaiu totalmente a partir da ponta de seus dedos. O Alfa parceiro de Lee Jaeha havia liberado a totalidade de seus feromônios.
— Ah, aa…….
Não restava outra opção senão lamentar impotente. Sentiu que o membro, que estava encolhido sob a roupa íntima no estado ereto, perdeu o controle, começou a pulsar na abertura da uretra e logo em seguida passou a escorrer o líquido seminal continuamente. A região do períneo estava pesada. Taegun enterrou o rosto na nuca de Jaeha e inspirou o ar.
— Cheiro de porra.
Ouviu-se o som de um riso de deboche. A nuca de Jaeha ficou vermelha primeiro. Jaeha, que havia fechado os olhos com força recolhendo os lábios, os abriu após um instante e estendeu os braços. Em seguida, puxou Taegun para si.
Os lábios dos dois Alfas colidiram.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara