Ler Salt Society (Novel) – Capítulo — 112 – Extra Online

↫─Capítulo 112, Extra
Jo Yeon-oh agia como se Gi-hyeon tivesse praticamente implorado para que ele passasse por lá todos os dias depois do trabalho, suas tentativas astutas de sugerir que morassem juntos perfeitamente dentro de seu estilo.
Para Gi-hyeon, unir suas casas não era uma necessidade imediata; decidir confiar no homem era algo totalmente diferente de realmente viver com ele. Jo Yeon-oh, no entanto, claramente discordava. Fiel à sua persistência obstinada, ele tentava implacavelmente convencer Gi-hyeon, frequentemente usando o estado arruinado do quarto do bebê como seu argumento definitivo.
Gi-hyeon teve que ceder nesse ponto, sabendo que o quarto não podia continuar uma bagunça para sempre, e foi por isso que não rejeitou a oferta de Jo Yeon-oh para comprar os novos suprimentos do bebê.
O ar fresco do outono já havia se instalado completamente.
Vestido com um moletom grosso sobre uma camiseta e calças de algodão verde-escuro — uma mudança brusca em relação aos shorts da semana passada —, Gi-hyeon esperava pelo carro de Jo Yeon-oh. Como Jo Yeon-oh estava encarregado da carteira e Gi-hyeon só precisava do celular, ele se sentia estranhamente ocioso, sentando-se brevemente em um ponto de táxi antes de se afastar apressadamente quando um táxi quase parou para ele. Minutos depois, o sedã familiar finalmente estacionou. A janela se abriu, revelando Jo Yeon-oh inclinado para fora com um sorriso brilhante.
— Entre, Sr. So.
— Trânsito? — Gi-hyeon perguntou ao deslizar para o banco do passageiro, notando o pequeno atraso.
Olhando feio para os carros que buzinavam atrás deles com metade do corpo ainda para fora da janela, Jo Yeon-oh puxou-se de volta para dentro e virou-se para ele. — O velho me encurralou na saída e não queria me soltar.
— O que o seu avô queria?
— Desde quando você é tão amiguinho do velho? Ele nem é seu avô —, Jo Yeon-oh resmungou, franzindo a testa enquanto se inclinava para prender ele mesmo o cinto de segurança de Gi-hyeon. Gi-hyeon olhou para ele incrédulo, mas Jo Yeon-oh já havia mudado a marcha e acelerado no trânsito.
— Por que está caçando briga? Não é uma coisa boa se eu me der bem com a sua família? — Gi-hyeon rebateu. Para ele, cair nas graças dos mais velhos parecia um pré-requisito lógico se eles fossem viver juntos algum dia.
Jo Yeon-oh escarneceu. — O sangue não mente. Olhe para Jo Yeon-shin. Você acha que ele se aproximou de você com intenções puras? Aposto um centímetro do meu pau que aquele desgraçado tem segundas intenções.
— …Você vai apostar o quê?
— Ah, erro meu. Eu deveria ter consultado você primeiro. Afinal, meu corpo pertence a você, não é, querido?
Era uma asneira total. Gi-hyeon optou por ignorá-lo e olhou para fora da janela, mas Jo Yeon-oh ainda não tinha terminado.
— Estou dizendo que o velho é exatamente igual. Yoon Yeongwon também é suspeita. — A voz dele baixou um tom, transformando a brincadeira em um aviso solene.
Atordoado, Gi-hyeon estudou o perfil de Jo Yeon-oh, percebendo que o homem estava falando inteiramente sério. — Espere, você está dizendo que o seu avô está… me vendo como…
— Não diga algo tão nojento. O nosso bebê está ouvindo —, Jo Yeon-oh interrompeu, estendendo a mão para pressioná-la espalmada contra o baixo ventre de Gi-hyeon.
Gi-hyeon afastou a mão dele com um tapa, completamente exasperado. — Você começou! Você está com amnésia?
— Eu me lembro, mas não quero ouvir isso da sua boca. Então não fale sobre outros alfas na minha frente.
O tom sem humor dele confirmava sua sinceridade absoluta. Gi-hyeon se perguntou brevemente se era normal categorizar o próprio avô simplesmente como “outro alfa”, mas não conseguiu formular uma resposta. Ele mesmo não era um alfa, nem jamais havia conhecido os avós de nenhum dos dois. Dado o relacionamento disfuncional de Jo Yeon-oh com sua família, Gi-hyeon simplesmente tentava ao máximo compreender.
A essa altura, eles haviam chegado a uma loja de departamentos no movimentado distrito central. Gi-hyeon já havia freado anteriormente o desejo de Jo Yeon-oh de comprar os itens mais extravagantes; ele queria criar bem o filho deles, mas não mimá-lo demais. Quando expressou isso pela primeira vez, a expressão de Jo Yeon-oh fraquejou em algo extraordinariamente vulnerável. Esfregando o osso da sobrancelha, ele balançou a cabeça lentamente.
— Você entende melhor desse tipo de coisa… Então, qual é o limite do que posso oferecer? — A pergunta suave dele veio carregada de uma ansiedade sutil e penetrante, como se o limite imposto por Gi-hyeon o tivesse aterrorizado genuinamente.
Embora Gi-hyeon o tivesse acalmado dizendo que também não sabia muito ainda e que eles descobririam juntos assim que o bebê chegasse, Jo Yeon-oh não pareceu totalmente convencido. Yoon Yeongwon amava ferozmente o filho agora, mas o havia negligenciado na juventude, e o próprio pai de Jo Yeon-oh era um caso perdido. Sem modelos adequados, Jo Yeon-oh estava claramente aterrorizado com a ideia de falhar como pai. Gi-hyeon quis desesperadamente dizer a ele que não havia motivo para preocupação, mas sua falta de eloquência o deixou apenas abrindo e fechando a boca em silêncio.
Jo Yeon-oh raramente era do tipo que se gabava, mas nunca fugia da confiança suprema que sua origem lhe proporcionava. Gi-hyeon sempre sentia um formigamento estranho no peito sempre que vislumbrava aquela vulnerabilidade subjacente — especialmente porque Jo Yeon-oh só usava aquela expressão quando se tratava dele. Ver Jo Yeon-oh protegendo-o ferozmente contra o próprio avô era inesperadamente tocante. Na realidade, Gi-hyeon sentia que ele deveria ser quem se protegia da órbita caótica de Jo Yeon-oh.
— Na verdade… eu não gosto muito de alfas —, Gi-hyeon confessou hesitantemente.
— O quê? — A cabeça de Jo Yeon-oh girou em direção a ele, um xingamento ríspido escapando de seus lábios enquanto ele desviava o volante agressivamente para corrigir o desvio do carro, provocando uma buzina irritada da faixa ao lado.
Percebendo que sua frase fora desastrosa, Gi-hyeon apressou-se em esclarecer. — Quero dizer… independentemente das dinâmicas, eu nunca gostei de ninguém além de você. Então não é como se eu tivesse um “tipo” específico.
Jo Yeon-oh permaneceu em silêncio, as veias saltando nas costas de suas mãos enquanto ele agarrava o volante. Assumindo que havia dito algo errado novamente, Gi-hyeon, envergonhado, começou a se virar de volta para a janela.
— …Então por que você não vem ver os peixinhos dourados?
A mudança repentina de assunto deixou Gi-hyeon desestabilizado. Ele esperava um comentário provocativo e obsceno, mas a voz de Jo Yeon-oh estava incrivelmente baixa e amuada. Somente quando o carro parou suavemente em um sinal vermelho é que Jo Yeon-oh finalmente encontrou o olhar dele.
— Eu perguntei por que você não veio ver os peixinhos dourados. Você sabe o quanto eles sentem a sua falta?
Dado o ambiente pesado, o verdadeiro assunto daquela frase claramente não eram os animais de estimação aquáticos. Gi-hyeon piscou devagar. — …Você quer que eu vá para a sua casa?
— Quero.
A resposta imediata e sôfrega fez Gi-hyeon morder o lábio interno. — Você não me convidou exatamente.
— Você está apenas pisando em ovos. — O tom suavizado de Jo Yeon-oh beirava um lamento.
Gi-hyeon não sabia o que fazer. Ele sabia muito bem que, se passasse a noite na casa de Jo Yeon-oh, acordaria de manhã e veria todos os seus pertences permanentemente transferidos para lá. Enquanto outra buzina ecoava no trânsito ao redor, Gi-hyeon olhou de volta para Jo Yeon-oh, que não havia quebrado o contato visual nenhuma vez.
Respirando fundo, Gi-hyeon murmurou: — …Tudo bem. Só dirige.
Jo Yeon-oh pisou instantaneamente no acelerador. O carro avançou com uma urgência imprudente antes de Jo Yeon-oh finalmente respirar fundo várias vezes, forçando-se a voltar a uma condução suave e segura.
— Você falou sério, não foi?
— Eu disse que sim.
Aquele tom ríspido e rouco arranhou a espinha de Gi-hyeon, enviando um calafrio involuntário por suas costas. O carro permaneceu em silêncio pelo resto do trajeto. Embora não estivessem mais correndo, Gi-hyeon não conseguia proferir uma única palavra. Supostamente, eles haviam se encontrado para comprar enxoval de bebê, mas o sedã seguia para um lugar totalmente diferente.
Eles finalmente entraram no estacionamento subterrâneo do complexo de apartamentos de luxo de Jo Yeon-oh. Graças aos elevadores privativos, eles subiram direto para a porta dele sem cruzar com uma única alma. Durante toda a caminhada, Jo Yeon-oh não havia falado nada, sua mão firmemente presa ao redor do pulso de Gi-hyeon. Não era um aperto doloroso, mas a pura possessividade que irradiava dele prometia que ele nunca o soltaria.
Parado diante da porta da frente, Jo Yeon-oh conseguiu errar a senha várias vezes, com os dedos tremendo violentamente.
— Ei, só me diz os números —, Gi-hyeon suspirou, puxando a mão trêmula de Jo Yeon-oh, com suas próprias orelhas ardendo em um vermelho vivo.
Ditando o código, Jo Yeon-oh envolveu Gi-hyeon com os braços por trás, enterrando a testa em sua nuca. Seus suspiros pesados roçavam na pele de Gi-hyeon, arrepiando-o por inteiro, fazendo parecer que os feromônios pesados de Jo Yeon-oh estavam afundando fisicamente em seus poros.
— Você sabe que eu só vim ver os peixinhos dourados, não sabe? — Gi-hyeon repreendeu enquanto a fechadura finalmente dava o clique de abertura.
Antes que ele pudesse terminar, Jo Yeon-oh escancarou a porta e puxou Gi-hyeon para dentro pela cintura. — Sim, eu sei. Assim como eu perguntei se você queria subir para comer lámen.
— Eu disse peixinhos dourados, não lámen.
Olhando para ele com um olhar sombrio e faminto, Jo Yeon-oh murmurou: — Gi-hyeon, estou dizendo que quero foder você agora mesmo. Não falar sobre peixes ou macarrão.
Um choque elétrico percorreu a espinha de Gi-hyeon. Semicerrando os olhos, Jo Yeon-oh beliscou o tecido do moletom de Gi-hyeon e deu um puxão firme. — O pai do meu filho tem permissão para se vestir tão bem assim? Seja sincero. As mulheres pedem o seu número quando você anda na rua, não pedem?
Ele estava com ciúmes de mulheres betas agora. Discutir seria inútil; os olhos de Jo Yeon-oh estavam totalmente nublados pelo desejo. Quando Gi-hyeon permaneceu em silêncio, Jo Yeon-oh ficou visivelmente impaciente.
— Vamos nos beijar.
Ele avançou sem esperar por permissão, colidindo seus lábios contra os de Gi-hyeon. A investida invasiva de sua língua fez Gi-hyeon recuar, seu palato completamente varrido e mapeado antes de Jo Yeon-oh finalmente chupar seu lábio inferior e se afastar.
— Se fizermos isso na entrada, você nunca mais vai me deixar tocar em você, não vai?
— O que você acha?
Rindo de forma sombria, Jo Yeon-oh curvou-se para desamarrar os sapatos de Gi-hyeon, mas Gi-hyeon simplesmente chutou os tênis para fora de seus calcanhares. Ele se recusava a suportar um mimo tão constrangedor logo agora. Estalando os lábios em desapontamento, Jo Yeon-oh tirou os próprios sapatos sociais. Antes mesmo de saírem do corredor, ele já havia tirado o moletom de Gi-hyeon e puxado o cordão de suas calças, reduzindo-o a cueca e meias em segundos.
Parado completamente nu, exceto pelas meias brancas, antes mesmo de chegarem à sala de estar, Gi-hyeon franziu a testa indignado. — Tira os seus também. Por que só eu fui despido?
— Um noivo deve sempre despir a sua noiva. — Sorrindo de lado, Jo Yeon-oh deslizou a ponta de sua gravata para fora do colete e pressionou-a na palma da mão de Gi-hyeon.
Segurando o tecido de seda, Gi-hyeon virou-se e marchou com Jo Yeon-oh direto para o quarto. Jo Yeon-oh o seguiu logo atrás, uma risada baixa e encantada vibrando em seu peito. Gi-hyeon pensou em dizer para ele tirar aquele sorriso convencido do rosto, mas decidiu não fazer isso; o som de sua risada não era totalmente desagradável.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.