Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 92 Online

↫─Capítulo 92
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— Ah, hah, ah… ngh—!
O som que rasgava seus próprios lábios parecia inteiramente estranho enquanto Gi-hyeon piscava seus olhos nebulosos, percebendo só então que seu corpo inteiro estava balançando violentamente. Uma sensação frenética e cosquiquenta surgiu do fundo. Ele podia sentir suas paredes internas se contraindo em um deleite inegável, respondendo ansiosamente à invasão brutal. Cada reação traía o desejo desesperado de seu corpo. Olhando para baixo em pura descrença, Gi-hyeon arquejou.
— Ngh, ah, espera, hah…
— …
Com uma das pernas de Gi-hyeon apoiada em seu ombro largo, Jo Yeon-oh estava conduzindo seus quadris para a frente de forma implacável. Franzindo a testa, Gi-hyeon forçou seu tronco para cima para olhar para baixo, sendo recebido pela visão de suas virilhas coladas uma na outra. O estalo retumbante de carne contra um abdômen duro como rocha e coxas firmes ecoou no quarto. Gi-hyeon balançou a cabeça anuviada algumas vezes antes de desviar o olhar.
Ele cruzou os olhos com o alfa enterrado entre suas pernas. Apesar de seus olhos queimarem com um desejo puro e injetado de sangue, o rosto de Jo Yeon-oh permanecia impiedosamente desprovido de expressão enquanto ele martelava seu pau profundamente lá dentro. Um horror puro lavou o rosto de Gi-hyeon.
— Você, você agora… ah, ahh—!
Ele tentou exigir saber que porra estava acontecendo, mas Jo Yeon-oh simplesmente apoiou uma mão no colchão ao seu lado, inclinou-se e estocou para cima com uma força devastadora. Privado até mesmo de um gemido, Gi-hyeon só conseguiu arfar sem som. Ele tentou empurrar o alfa para longe, mas seus braços cederam completamente, deixando-o segurando impotente o peito de Jo Yeon-oh enquanto era sacudido violentamente para a frente e para trás.
Desesperado para recuperar sua racionalidade, Gi-hyeon forçou-se a pensar. Após várias tentativas agonizantes, as memórias fragmentadas do que havia acontecido antes de ele desmaiar finalmente se encaixaram.
Seus olhos tremularam enquanto o caos inundava sua mente, rapidamente seguido por uma onda esmagadora de auto-aversão. Ele não conseguia acreditar que estava atualmente emaranhado nu na cama com Jo Yeon-oh.
Tudo havia começado após sua rotina habitual de alongamento pós-jantar. Não tendo ouvido nada de Jo Yeon-oh, Gi-hyeon havia sentido o puxão familiar do sono e estava simplesmente tentando escolher um livro para ler na cama.
De repente, uma centelha violenta de excitação havia disparado por sua espinha. Seu baixo ventre havia se tornado impossivelmente pesado, toda a sensação se concentrando agonizantemente em seu períneo até parecer inchado com o sangue correndo. Uma febre repentina havia consumido seu corpo enquanto o aroma adocicado e pungente de seus próprios feromônios explodia no ar.
Aterrorizado com sua própria condição, Gi-hyeon havia procurado freneticamente por seu telefone. Era algo totalmente sem precedentes, mas uma vaga memória de um aviso do hospital surgiu em sua mente nebulosa.
— Como os comprimentos de onda de seus feromônios estão instáveis, você pode experimentar um ciclo de falso cio. Normalmente, um ciclo de cio ocorre para a reprodução, mas no seu caso, seu corpo está passando por características sexuais secundárias tardias porque você engravidou antes de se adaptar totalmente como um ômega. Não deve representar um grande risco para o feto, mas você deve ter cautela.
O médico havia lhe dado esse aviso ao dizer para ele retornar para obter os resultados detalhados de seus exames, mas Gi-hyeon havia esquecido completamente. Ele havia ignorado ingenuamente, pensando que desde que o bebê estivesse seguro, não importava, em grande parte porque ele não tinha o menor conceito de como era a sensação de um ciclo de cio de verdade.
Xingando entre dentes, ele havia percebido que seu telefone estava repousando na cama. Exatamente quando tentou dar um passo, um fluido escorregadio havia jorrado por suas pernas.
Alheio à mancha escura de umidade que florescia em sua calça de moletom, ele havia discado para a linha direta do médico assistente. Como era a clínica obstétrica especializada com a qual Jo Yeon-oh o havia conectado após se mudarem para Ilsan, eles haviam lhe dito explicitamente para ligar imediatamente se algo acontecesse, independentemente da hora. Se fosse apenas o seu próprio corpo, Gi-hyeon teria simplesmente aguentado, mas o medo paralisante por seu filho o havia levado a fazer a ligação no meio da noite.
— …Não há prescrição alternativa. Você simplesmente tem que se engajar em relações sexuais com seu marido em uma extensão que não sobrecarregue o feto.
O diagnóstico do médico havia sido brutalmente direto. Suas únicas opções eram dormir com um alfa ou suportar a agonia excruciante. Estando grávido, supressores orais eram estritamente proibidos e, como um ômega recessivo com um sistema de feromônios confuso, ele havia sido alertado de que isso poderia acontecer, mas a realidade era totalmente paralisante.
Desligando o telefone, ele havia sido deixado para se contorcer e se debater pelo colchão, consumido pela febre ardente. Ele nem sequer havia notado quando seu telefone caiu por baixo da cama em sua agonia. Por mais absurdo que parecesse, Jo Yeon-oh fora a única pessoa que lhe viera à mente. Ele estava aterrorizado com a ideia de perder o bebê. O médico havia falado como se fosse um pequeno inconveniente, mas para Gi-hyeon, seu corpo parecia perigosamente errado. Ele podia suportar a dor, mas o puro terror de que a criança pudesse sofrer era sufocante.
No entanto, ele não conseguia se permitir ligar para Jo Yeon-oh. Exigir que um mero “amigo” corresse até ele toda vez que estivesse doente era totalmente absurdo e, mesmo quando estavam namorando oficialmente, Gi-hyeon nunca havia se permitido esse tipo de comportamento manhoso. Mas a gravidez era uma coisa estranha e cruel, fazendo-o ansiar por Jo Yeon-oh apesar de seus melhores esforços.
Gi-hyeon se desprezava por isso. Ele havia acabado de cortar seus apegos remanescentes, concordando em voltar a ser amigo. Ele havia colocado a seção transversal rigidamente cortada de seu coração em exibição, ocasionalmente olhando para ela com a esperança vazia de que o tempo eventualmente curaria a ferida. Ele genuinamente queria construir uma amizade perfeita para Jo Yeon-oh algum dia — um futuro onde pudessem existir separados, mas juntos, cuidando um do outro de forma platônica pelo resto de suas vidas. Para Gi-hyeon, essa era sua esperança final e desesperada.
Mas sua racionalidade havia se despedaçado completamente depois disso, levando diretamente a este momento — com Jo Yeon-oh queimando profundamente entre suas pernas. Com a mente fragmentada, Gi-hyeon separou seus lábios trêmulos.
— F-Fui eu, ngh… Fui eu quem te ligou…
Ele queria desesperadamente perguntar se havia sido ele quem o havia convocado — se havia se agarrado a Jo Yeon-oh mais uma vez, arrastando o relacionamento frágil deles de volta para as ruínas catastróficas daquela primavera antiga quando ele tinha vinte e quatro anos. O desespero já estava se acumulando nos olhos de Gi-hyeon. Jo Yeon-oh olhou para ele com uma expressão aterrorizantemente em branco antes de balançar lentamente a cabeça.
— …Fui eu quem fez isso.
O pau grosso enterrado profundamente lá dentro esfregou-se pesadamente contra suas paredes internas. Sentindo seu buraco se contrair desesperadamente e se agarrar ansioso à invasão, Gi-hyeon olhou para Jo Yeon-oh com olhos vagos. Com as luzes do quarto atrás de Jo Yeon-oh, seu rosto estava lançado em sombras profundas, tornando sua expressão ilegível.
Parecia exatamente como aquela noite. Exatamente como a noite em que haviam caído juntos na rua fria, apenas para Jo Yeon-oh encurralá-lo agressivamente, exigindo saber por que Gi-hyeon havia decidido unilateralmente acabar com as coisas. Mesmo assim, Gi-hyeon não havia sido capaz de decifrar o olhar no rosto de Jo Yeon-oh.
— Fui eu quem fez… Gi-hyeon-ah, eu fiz isso com você.
— Hah, ngh… Do que, do que você está falando, hm?
— Eu fiz isso porque eu gosto de você.
Os olhos de Gi-hyeon se abriram totalmente em choque absoluto. Lá no fundo, o pau continuava seu ritmo implacável e raspante contra suas paredes. Uma pressão súbita e agonizante tomou conta do peito de Gi-hyeon. Incapaz de processar o peso puro da confissão, uma dor aguda e cegante o rasgou, como se sua racionalidade estivesse se fragmentando violentamente para protegê-lo da verdade impossível.
— Eu dormi com você porque eu te amo.
Gi-hyeon não conseguia nem perguntar o que aquilo significava. Ele ainda não conseguia ver a expressão no rosto encharcado de sombras de Jo Yeon-oh, mas as grossas lágrimas que traçavam a linha da mandíbula de Jo Yeon-oh despencavam nas coxas e no abdômen de Gi-hyeon em uma chuva constante e ardente.
— Eu te amei sem o seu consentimento.
Aquelas palavras ressuscitaram instantaneamente a memória de uma brasa de cigarro descartada brilhando como lixo no escuro.
— O que nós tivemos foi amor? Não, não foi. Mas você continuou falando sobre amor inteiramente por conta própria, sem o meu consentimento, porra…
Jo Yeon-oh abaixou a cabeça, suas lágrimas úmidas espirrando contra as bochechas de Gi-hyeon. A ponte de seu nariz roçou contra a de Gi-hyeon antes de ele esmagar seus lábios juntos. O rosto de Jo Yeon-oh estava violentamente contorcido.
Ele parecia um homem totalmente consumido por um tormento agonizante e ardente, implorando silenciosamente por salvação de uma dor que não conseguia controlar.
— O que você e eu tivemos não foi amor nem qualquer outra coisa. Eu apenas fui o único que…
— …
— So Gi-hyeon, me desculpa.
As palavras — borrando a linha entre um pedido de desculpas desesperado e uma confissão crua — despedaçaram-se suavemente contra o ouvido de Gi-hyeon. Mesmo os fragmentos eram afiados como navalhas, cravando-se profundamente no coração frágil de Gi-hyeon. No final, nada além de um mar de lágrimas restou na cama emaranhada.
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↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.