Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 135 Online

Deep Pivot — Capítulo 135
— Tenente, eu sou um bom motorista, não sou?
Fechamento do portal D+62
Vestindo um moletom cinza sobre o uniforme escolar, Yeonwoo ligou o carro de Seojoon, que estava parado no estacionamento. Hee-min, relutantemente, permitiu que eles saíssem, embora apenas dentro do Distrito 1. Com a carteira recém-licenciada, era a primeira vez que Yeonwoo dirigia com Seojoon.
O elegante carro preto deslizou suavemente pelas estradas tranquilas do Distrito 1, passando pelo Centro de Pesquisa Despertar e pelas instalações de treinamento, uma por uma.
— Quando viajarmos mais tarde, eu posso dirigir. Posso te levar aonde você quiser, te buscar e te deixar. Não parece ótimo?
Não importava o que Yeonwoo dissesse, Seojoon simplesmente olhava fixamente pela janela, com o olhar fixo na paisagem que passava. Parecia um pouco abatido, como se sentisse falta da árvore de Natal brilhante à qual se apegara tanto.
— …Hum.
Yeonwoo lançou-lhe um olhar furtivo, pensando profundamente. Seojoon sempre fora quem dirigia antes. Talvez, se os papéis fossem invertidos, isso ajudasse a despertar uma lembrança.
Descendo até o estacionamento subterrâneo do centro, Yeonwoo conduziu o carro cautelosamente até uma vaga vazia no andar mais baixo, sua inexperiência com estacionamento transparecia enquanto ele se atrapalhava para acertar o lugar.
Depois de desligar a ignição, Yeonwoo desafivelou o cinto de segurança de Seojoon e o ajudou a sair do carro. Ele o guiou delicadamente para o banco do motorista e o prendeu novamente. Seojoon permaneceu passivo, obediente como sempre.
— Como se sente, Tenente? Familiar?
Deslizando para o banco do passageiro, Yeonwoo o observou atentamente. Os sensores dispararam e a escuridão tomou conta da garagem. Na penumbra, Seojoon simplesmente encarou o emblema no volante, perdido em pensamentos.
— Quando você dirigia, você sempre segurava minha mão.
Yeonwoo murmurou, deslizando a mão sob a de Seojoon e entrelaçando seus dedos, como antes. Ele puxou a mão de Seojoon para abaixar seu moletom e se inclinou para beijá-lo.
— Assim… Você abaixaria meu capuz e me beijaria muito.
O silêncio no estacionamento era pesado, opressivo. A quietude oprimia o coração de Yeonwoo, ameaçando despedaçá-lo. Se ele não falasse, o silêncio se estenderia indefinidamente. Seojoon, que não olhava para ele, que não conseguia se lembrar dele, portava-se como a casca vazia que Hee-min descrevera.
Um pensamento feio e egoísta surgiu na mente de Yeonwoo: “E se os Portais se abrissem novamente? Pelo menos eu saberia que Seojoon não tinha realmente ido embora.”
— Onde você está, Tenente?
Sua respiração trêmula levou as palavras para o espaço apertado do carro, onde elas ficaram suspensas inutilmente.
— Por que você está tão atrasado? Estou esperando por você.
Yeonwoo pensou, com o coração pesado. Ele pressionou os lábios marejados de lágrimas contra os de Seojoon, beijando-o profundamente.
Mesmo enquanto a boca de Seojoon se entregava a ele, passiva e sem resistência, parecia vazia. Se ao menos Seojoon o afastasse, gritasse com ele — qualquer coisa menos aquela submissão sem vida. Era como segurar uma marionete, uma criação sem vida moldada pelo desespero de Yeonwoo.
— Tenente, Tenente…
Não importava o que Yeonwoo fizesse, Seo-ljoon continuava sendo um boneco, balançando a cada capricho seu. Dominado, Yeonwoo o beijou com força, mordendo seus lábios insensíveis.
— Ah—
Um som fraco escapou de Seojoon enquanto seus dedos apertavam o capuz de Yeonwoo. Assustado, Yeonwoo o soltou, passando o polegar pelas marcas de dentes no lábio de Seojoon.
— Quero ouvir sua voz, Tenente.
Ele sussurrou, com a voz embargada.
— …
— Só uma vez… Me chame de Yeonwoo. Por favor…
Mas o único som que saiu de Seojoon foi um murmúrio fraco e inacabado. Sem palavras, sem reconhecimento. Atordoado, Yeonwoo pressionou a testa contra a de Seojoon e chorou silenciosamente.
“Este é realmente meu tenente?”
Ele não conseguia se livrar da dúvida, do medo de que aquilo não passasse de uma casca vazia, o “Seojoon” sobre o qual Hee-min o alertara. E se o verdadeiro Seojoon tivesse sumido, perdido para sempre com o Portal?
— Onde você está? Quando você volta?
Uma onda de ressentimento amargo surgiu dentro dele, alimentada pela dor que ele mantinha enterrada.
— Se era assim que ia ser, por que não me levou com você? Se ia deixar para trás apenas uma casca vazia, por que não morremos juntos naquele dia?
A frágil esperança à qual ele se agarrara ruiu, deixando para trás um peso insuportável de raiva e tristeza. Contendo um soluço, Yeonwoo balançou a cabeça.
— Não, não, me desculpe. Tenente, eu não quis dizer isso. Eu estava errado, eu—
Ele parou de repente, assustado com um leve toque na bochecha. Os dedos de Seojoon, hesitantes e desajeitados, enxugaram suas lágrimas. Yeonwoo o encarou, incapaz de conter as lágrimas que ainda caíam, enquanto a mão de Seojoon se movia novamente, limpando delicadamente o rastro úmido em seu rosto.
— …
Por um momento, os olhos cinzentos que o observavam pareceram impossivelmente firmes, como se silenciosamente lhe dissessem: “Não chore, Yeonwoo”.
Yeonwoo se inclinou em direção ao toque, permitindo-se atribuir significado ao gesto, por mais tênue ou imaginário que fosse. Suas lágrimas pingaram na mão de Seojoon, manchando-a com sua dor.
Ninguém o conhece como eu. Seojoon não foi embora. Ele não iria. Ele ainda está aqui. Em algum lugar.
— Não estou triste, Tenente. Posso esperar, posso ser forte. É que… eu te amo tanto que às vezes me faz chorar. – murmurou Yeonwoo, pressionando a bochecha úmida na mão de Seojoon.
Um dia, Seojoon voltaria. Um dia, ele sorriria novamente, como antes. Yeonwoo tinha certeza disso. Um dia.
✽✽✽
Quem Deixou a Porta Aberta, Hwang Hyun-hee: Qual é o apelido da Kang Hee-min? É tão infantil.
Ricks2D: Quem é “Aggie” (Bebê) aqui?
[Park Bbak-bbak]: Coreanos, usem apelidos coreanos.
[Park Bbak-bbak]: Você tem vergonha do coreano?
[Dr.kang_POWER]: Sem conversa fiada.
[Park Bbak-bbak]: Ele ainda não chegou.
[Bebê] entrou no sala.
— Olá.
Yeonwoo olhou para a tela do laptop com uma expressão ligeiramente nervosa.
《A videoconferência começou.》
A tela da videoconferência se iluminou uma a uma, mostrando um total de oito participantes. Quatro estrangeiros desconhecidos e três rostos conhecidos apareceram na tela.
Capitão Jin Cheong-oh, Tenente Park Mingeon e o chefe do centro de pesquisa, Kang Hee-min. Eles se deram ao trabalho de ajudar Yeonwoo, que não era fluente em inglês.
— Ah… Olá. Sou Cha Yeonwoo, guia exclusivo do Sem Nome na Coreia do Sul.
Ao se apresentar com um sotaque um tanto desajeitado, os quatro estrangeiros de diferentes etnias se animaram e acenaram. Eram eles Eric, o Sem Nome dos Estados Unidos, sua guia exclusiva Rachel, e os Sem Nomes e seus guias do Brasil.
[Como ele está?]
O indicador de fala de Eric apareceu na tela.
[Ainda o mesmo?]
— Sim. Não… hum, ele está cada vez melhor.
Yeonwoo respondeu cautelosamente.
[Ouvimos falar de você por aqui. Ainda temos tantas perguntas.]
Rachel, que observava atentamente o nervoso Yeonwoo, falou seriamente.
O desaparecimento do portal da Coreia do Sul era um fato amplamente conhecido. No entanto, a sobrevivência de Ji Seojoon, um Sem Nome, espalhou-se rapidamente para outros países também com Sem Nomes.
Esta videoconferência, com Yeonwoo como figura central, foi difícil de organizar. Kang Hee-min, que estava em missão em uma base de pesquisa da NASA, a facilitou.
Os Sem Nomes e seus guias de dois países olharam para Yeonwoo, mantendo a esperança de que talvez eles também pudessem replicar o milagre que Cha Yeonwoo havia alcançado.
[Conte-nos em detalhes sobre o momento da orientação.]
— Que… tipo de…
[Qualquer coisa. As emoções que você sentiu, ou os métodos que você tentou.]
— Já contei tudo ao chefe do nosso centro de pesquisa. Hum, não me lembro bem daquela vez…
Na verdade, Yeonwoo não sabia exatamente o que tinha feito ou como. Parecia que tinha estado em um sonho muito longo, ou que tinha sofrido uma dor extrema, ou talvez que tinha experimentado uma sensação de prazer avassaladora e sem precedentes.
[Quando os humanos sentem dores intensas, eles não liberam endorfinas? Acredito que possa ter sido um princípio semelhante.]
Kang Hee-min complementou suas palavras.
[O que você estava pensando na hora de entrar? Você não estava com medo, estando sozinho?]
O guia do Sem Nome do Brasil perguntou com uma expressão simpática.
— Eu… não me sentia sozinho.
Yeonwoo respondeu lentamente, tropeçando em seu inglês.
— Porque, hum… eu estava com ele.
[Você tinha certeza de que o portal pertencia ao seu Sem Nome?]
[Pode ter te machucado. Você não achou que poderia morrer?]
— Não.
Yeonwoo, raro em sua determinação, respondeu firmemente:
— Não. – antes de continuar.
— O Sem Nome não prejudica seu guia exclusivo. Conexão… uh, a… conexão, resposta…
[Ressonância?]
— Sim, ressonância.
Com a ajuda do Capitão Cheong-oh, Yeonwoo olhou calmamente para a tela e falou.
— Porque estamos em ressonância um com o outro.
Fim do portal D+71.
Em meio à espera contínua, Yeonwoo ficou mais forte do que nunca.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna
Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot