Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 134 Online


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Deep Pivot — Capítulo 134

「Fechamento de portal D+54」

Uma série de caixas de entrega encomendadas por Cha Yeonwoo começaram a chegar uma após a outra.

— Isso pode ajudar o tenente a recuperar suas memórias. – disse Yeonwoo esperançoso.

Uma grande árvore de Natal apareceu de repente no quarto do hospital em meados de fevereiro. Com os braços cruzados, Cheong-oh ficou ao lado de Songhee, observando Yeonwoo decorar a árvore com enfeites.

Seojoon mencionou certa vez que a primeira coisa que viu depois de ser encontrado debaixo de uma árvore de Natal foram suas luzes cintilantes. A lógica de Yeonwoo era simples: se ele recriasse aquela cena, talvez as memórias de Seojoon retornassem.

— Claro, garoto. Essa é uma boa ideia.

Cheong-oh disse, embora seu tom estivesse carregado de pena.

— Você acha que o Tenente Ji vai gostar?

Songhee murmurou, sua voz suave e simpática.

Os dois encorajaram Yeonwoo, comovidos com sua determinação inabalável. Foi de cortar o coração testemunhar seus esforços incansáveis.

Cheong-oh acabou se juntando a Yeonwoo, ajudando-o a pendurar os enfeites. Juntos, eles enfeitaram a árvore com luzes coloridas, criando uma obra-prima deslumbrante. Mas tanto Cheong-oh quanto Songhee tinham dúvidas. Será que isso realmente daria certo? Seojoon nem sequer se encolheu quando tentaram estourar um balão na sua frente. Como uma árvore de Natal poderia chamar sua atenção?

Para sua surpresa, a reação foi imediata.

— Tenente, olhe aqui.

Yeonwoo disse, emitindo seu habitual chiado suave para chamar a atenção de Seojoon. Ele conectou a árvore na tomada. O quarto de hospital escuro foi subitamente banhado em cores vibrantes.

Vermelho, verde, amarelo, azul — cada luz piscou em sequência até que a árvore inteira se iluminou.

— …

Os olhos de Seojoon se arregalaram de espanto. Yeonwoo o encarou, cativado. A expressão de Seojoon, sem filtros e infantil, era uma visão rara que Yeonwoo aprendera a valorizar durante aquela longa espera. Era algo que o “velho” Seojoon nunca demonstrava.

— Você gostou, Tenente? – Yeonwoo perguntou.

O olhar de Seojoon permaneceu fixo na árvore, inabalável. Era como se ele fosse ficar sentado ali observando a noite toda, a menos que Yeonwoo o convencesse a ir para a cama.

O problema, no entanto, era que Seojoon agora não olhava mais para Yeonwoo, não importava quantos sons sibilantes ele fizesse.

Quatro dias depois do Natal improvisado de fevereiro no quarto do hospital, Seojoon parecia completamente encantado pela árvore. Ele comeu a comida líquida que Yeonwoo lhe deu, deixou ele escovar os dentes e até acordou no meio da noite para ficar olhando para a árvore.

— Isso não está certo. Tenente, o senhor é demais.

Yeonwoo pensou, suspirando de frustração enquanto tentava capturar o olhar de Seojoon, que permanecia grudado na árvore.

Em uma noite tranquila, quando todos estavam dormindo, Yeonwoo se aproximou de Seojoon e sentou-se ao lado dele.

— Tenente. – ele sussurrou.

— Você gosta tanto assim da árvore?

Ele seguiu o olhar de Seojoon até a árvore e falou como se fosse para si mesmo.

— É porque é bonito?

O silêncio se estendeu entre eles.

— Você costumava dizer que eu era o mais bonito, sabia? Quando suas memórias voltarem, você vai se arrepender disso.

Yeonwoo disse suavemente, olhando para o perfil de Seojoon.

…Isso não está funcionando.

Com uma determinação repentina, Yeonwoo desligou a árvore. As luzes vibrantes desapareceram, deixando o quarto na escuridão. O olhar de Seojoon vacilou, confusão e um toque de melancolia perpassando sua expressão.

Yeonwoo agachou-se no chão, enrolando-se nas luzes da árvore. Conectando-as na tomada mais próxima, seu corpo se iluminou com um caleidoscópio de cores, seu rosto iluminado pelas lâmpadas brilhantes.

— Tenente. – Yeonwoo chamou gentilmente.

Desta vez, os olhos de Seojoon se fixaram nele.

“Finalmente, você está olhando para mim… finalmente.”

Mesmo sabendo que Seojoon estava atraído pelas luzes e não por si mesmo, o coração de Yeonwoo disparava como se o Seojoon que ele conhecia estivesse ao seu alcance.

Então, inesperadamente, Seojoon estendeu a mão. Lenta e hesitantemente, traçou os contornos do rosto de Yeonwoo através das luzes brilhantes — seus olhos, nariz, lábios e testa. Os movimentos eram desajeitados, sem ritmo ou lógica.

“Ele me vê como uma estranha criatura alienígena agora?”

Yeonwoo se perguntou, seus pensamentos estavam tomados pela tristeza.

— Esses olhos, esse nariz, essa boca… ele costumava chamá-los de lindos. E se não forem mais?

Os olhos cinzentos de Seojoon brilharam na penumbra enquanto ele explorava meticulosamente cada centímetro do rosto de Yeonwoo. Quando todas as luzes se acenderam simultaneamente — vermelho, verde, amarelo, azul —, seus olhos se arregalaram ligeiramente. Yeonwoo observava, hipnotizado.

— …

Talvez, pensou Yeonwoo, Seojoon não estivesse cativado pela árvore em si, mas por aquele momento — quando todas as cores convergiam. Talvez ele também estivesse esperando por algo, assim como Yeonwoo esperava pelo dia em que Seo-ljoon voltaria para ele.

— Sinto sua falta, Tenente.

Yeonwoo sussurrou.

— Quando você voltar, vai ter que me dizer que eu me saí bem. Dizer que sentiu minha falta, me abraçar, me beijar muito… você vai fazer isso, não vai?

Enquanto ele falava, o olhar de Seojoon, iluminado pelas luzes coloridas, se aproximou.

Dois palmos. Um palmo. Bem na frente dele.

Yeonwoo piscou, assustado, quando Seojoon se inclinou.

— …

Um toque suave e breve. Os lábios de Seojoon roçaram os de Yeonwoo no que dificilmente poderia ser chamado de beijo. Foi um gesto desajeitado — apenas lábios se encontrando por um instante antes de se afastarem.

Seojoon piscou lentamente e então voltou sua atenção para as luzes que cercavam Yeonwoo.

Paralisado pelo choque, Yeonwoo piscou como se acordasse de um sonho. Seus dedos trêmulos tocaram seus lábios, seu coração batendo forte como durante o primeiro beijo.

— Tenente…

A voz de Yeonwoo vacilou com descrença.

— Você acabou de… me beijar?

Claro, Seojoon não respondeu.

✽✽✽

— O tenente me beijou!

Hee-min piscou, segurando uma xícara fumegante de café no meio de um gole. Ele soltou um zumbido baixo, colocando a xícara na mesa com um leve sorriso nos lábios.

— Bem, essa é uma notícia bem romântica de manhã tão cedo, Yeonwoo.

— Você acha que as memórias dele estão voltando? Certo?

Cheong-oh, parado ali perto com uma expressão um tanto estranha, assentiu hesitante e cutucou Hee-min nas costelas.

— Bem… quer dizer, é um bom sinal, não é? É a primeira vez que Seojoon toma alguma iniciativa.

— Exatamente. É isso mesmo, Yeonwoo. É um bom sinal. – concordou Hee-min, assentindo com sinceridade.

Os dois trocaram um olhar cúmplice, tentando disfarçar a diversão. Todos sabiam muito bem quantos beijos Yeonwoo já havia dado em Seojoon no passado.

Ficou claro para eles que a ação de Seojoon foi mais um resultado de um comportamento aprendido no “treinamento” persistente de Yeonwoo do que um avanço significativo na recuperação da memória.

Mas nenhum deles teve coragem de acabar com a animação de Yeonwoo, não quando ele estava tão visivelmente animado pela esperança.

— Vou tentar outra coisa. – disse Yeonwoo, com o entusiasmo inalterado. — Vou mostrar fotos antigas a ele e… ah, posso levá-lo para fora? Uma mudança de ares pode ajudar a reacender suas memórias.

— Claro, Yeonwoo. Tente qualquer coisa que você ache que pode ajudar. – respondeu Hee-min, acenando com a cabeça em aprovação.

Com um sorriso aliviado, Yeonwoo saiu apressado do quarto. A porta se fechou com um clique, e o sorriso persistente de Hee-min se transformou em um suspiro silencioso.

— Isso está demorando muito.

Mesmo entre pessoas Sem Nome, casos como o de Seojoon — em que a recuperação se estendeu indefinidamente — eram extremamente raros.

O otimismo que Hee-min tinha no começo estava lentamente dando lugar à inquietação.

— …

Um pensamento sombrio surgiu em sua mente, um que ele jamais conseguiria expressar na frente de Yeonwoo:

— E se Seojoon realmente tivesse desaparecido naquele dia junto com o Portal? E se o Seojoon aqui agora for apenas um corpo que Yeonwoo criou com sua habilidade de guia?

Mas Hee-min não podia deixar tais medos transparecerem, especialmente perto de Yeonwoo.

— Dr. Kang, por que está suspirando assim? É um bom sinal, não é?

Cheong-oh deu um tapinha em seu ombro. Hee-min estalou a língua e recostou-se na cadeira.

No monitor à sua frente, o título do seu artigo de pesquisa piscou para ele:

“As variáveis de vínculo entre guias exclusivos e Sem Nomes, na eficácia da orientação.”

— Quero permanecer otimista. – murmurou Hee-min. — mas, com o passar do tempo, as chances parecem diminuir.

✽✽✽

— Isso está se arrastando há tempo demais. E se esse não for o Seojoon que conhecemos, mas apenas a casca que Yeonwoo criou? Não há provas de que seja realmente o Seojoon, além da aparência externa.

Yeonwoo congelou, com a mão agarrando a maçaneta. Ele pretendia perguntar se poderia levar o tenente para uma visita em casa, mas agora não conseguia se mexer. Através da porta entreaberta, ouviu as palavras ásperas saírem.

— Se isso continuar por 100, 200 dias, e Seojoon ainda não voltar… Como eu poderia encarar Yeonwoo de novo, Cheong-oh? Eu não saberia o que dizer a ele.

A voz de Hee-min carregava o peso da culpa, mas sua preocupação não era só dele.

Fechamento do portal D+59

Quanto mais as pessoas comemoravam a paz e a segurança trazidas pelo fechamento do Portal, mais a inquietação de Yeonwoo aumentava.

Ele podia sentir isso, como uma sombra espreitando nos limites de sua mente — um medo crescente que ninguém ousava expressar em voz alta. Enquanto todos se deleitavam com o alívio, Yeonwoo se agarrou à esperança, que agora parecia mais frágil do que nunca.

 

 

 

 

 

 

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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