Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 115 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 115

Quando Ja-kyung dirigiu para casa, Kang Seok-joo já estava lá. Depois que o Presidente Kang morreu, ele passou a frequentar a escola enquanto também aprendia a trabalhar na empresa. Ele sempre fazia provas nas manhãs de sexta-feira e retornava à casa de Kang Il-hyeon com os resultados à tarde.

Ja-kyung achava que Kang Il-hyeon ainda se importava com seu irmão mais novo, mas descobriu que ele apenas queria intimidar Kang Seok-joo. Se ele falhasse no exame, seria espancado até a morte naquele dia, e Ja-kyung soubera que Kang Seok-joo tinha voltado para casa chorando na semana passada.

Kim Seon-young visitou Kang Il-hyeon várias vezes, preocupada que seu único filho fosse injustiçado. Ela não se desencorajou com a ausência do Presidente Kang, mas, em vez disso, tentou proteger Kang Seok-joo.

Ja-kyung pessoalmente não gostava dela, mas reconhecia as intenções da mãe de proteger seu filho. E talvez Kim Seon-young gostasse do fato de Kang Seok-joo estar gradualmente se distanciando do álcool e das drogas e tentando viver como uma pessoa decente. Agora, ela até tolerava um pouco o comportamento de Kang Il-hyeon.

Desde o momento em que chegou em casa, Kang Seok-joo seguiu Ja-kyung como um cachorrinho irritante. Era fácil adivinhar por que ele estava se comportando assim. Kang Il-hyeon chegaria logo, e Kang Seok-joo parecia estar sem confiança com os resultados do teste de hoje. Ja-kyung o ignorou e tentou subir as escadas, mas ele o seguiu por todo o caminho e se agarrou a ele.

— Ei, Yi An. Não, Yang Seon-woo.

Ja-kyung franziu a testa. — O quê.

— Eu te imploro. Por favor, você faria isso? Não pode pedir para ele me deixar em paz hoje?

— Por que eu deveria te fazer um favor?

Seok-joo tirou o relógio que estava usando e o entregou a Ja-kyung. Era um modelo difícil de encontrar, e ele esperara um ano para obtê-lo, mas não tinha outra forma de sobreviver. Quando Ja-kyung encarou o relógio, Seok-joo rapidamente o colocou no bolso da camisa de Ja-kyung e deu um tapinha em seu ombro.

— Eu tive um branco na prova desta manhã.

Ja-kyung tirou o relógio e o examinou de perto. Não podia ser falso. Por outro lado, ele ficou curioso.

— Você deveria ter estudado com antecedência.

Kang Seok-joo bufou com aquele comentário. — Todo mundo diz a mesma coisa. Se você tem tanto medo do Kang Il-hyeon, estude muito. — Mas não era simplesmente uma questão de memorizar e entender. Por exemplo, uma pergunta da prova poderia ser: “O que você faria se se tornasse o CEO da empresa?”.

Então, se ele escrevesse: “Administrarei a empresa diligentemente”, Kang Il-hyeon o repreenderia por tentar superá-lo e roubar a empresa, e então o bateria com um taco de golfe. Quando a mesma pergunta surgia uma semana depois, se ele escrevesse: “Não tenho intenção de dirigir a empresa”, ele seria espancado até que sua coxa ficasse roxa, sendo chamado de alguém sem sonhos ou ambições.

Os olhos de Seok-joo ficaram vermelhos enquanto ele revelava suas circunstâncias internas.

— Maldito bastardo. Ele me bate de todas as formas possíveis. Chamá-lo de psicopata não está longe da verdade.

Ja-kyung assentiu involuntariamente. Ele não conseguia entender tudo, mas concordava ligeiramente com o termo psicopata. E, para completar, um pervertido. De repente, Seok-joo sentiu-se abatido. Ja-kyung devolveu o relógio, incentivando-o a se animar e dando um tapinha em seu ombro, mas então ele agarrou a mão de Ja-kyung com força.

Ja-kyung encarou a mão que segurava a sua.

— Ou, eu te dou o dinheiro…

Ele olhou em volta cuidadosamente e aproximou os lábios do ouvido de Ja-kyung.

— Você quer matar o Kang Il-hyeon?

— …

— Eu te darei todo o dinheiro que tenho. Você já fez isso uma vez, então não deve ser difícil.

Ele sabia que Ja-kyung fora quem colocara a bala na coxa de Il-hyeon dois anos atrás. Infelizmente, parecia que ele não sabia que a mesma pessoa fora responsável por cravar um machado na cabeça de seu falecido pai. Quando Ja-kyung sorriu de lado, Seok-joo implorou. — Por favor, me salve.

Naquele momento, eles sentiram alguém do lado de fora da porta, e Seok-joo rapidamente soltou a mão de Ja-kyung e se distanciou. Kang Il-hyeon entrou inesperadamente assim que a porta se abriu. Ele segurava uma folha de papel em branco na mão esquerda e um taco de golfe na direita.

— Por que vocês dois estão juntos?

Sua voz estava fria. Ja-kyung rapidamente deu um passo atrás e apontou para trás de suas costas. Era em direção ao quarto em que estava prestes a entrar. Seok-joo olhou para ele com olhos ressentidos, mas Ja-kyung fingiu não saber.

“Sinto muito. Se eu ficar do seu lado hoje, tanto você quanto eu morreremos. Na cama, é claro.”

Ja-kyung fechou a porta com um sorriso amargo após entrar. Do lado de fora, sons de pancadas e gritos podiam ser ouvidos. Ah, Seok-joo. Pobre Kang Seok-joo. Por que você nasceu como irmão mais novo de Kang Il-hyeon? De repente, ele se sentiu aliviado por Kang Il-hyeon não ser seu irmão, mas seu amante.

Enquanto ouvia música e meditava, Kang Il-hyeon entrou. Vendo sua franja levemente desalinhada, parecia que ele acabara de se divertir com Kang Seok-joo. Ele acendeu um cigarro, pegou a caixa de música no peitoril da janela e começou a girar a corda. A canção de ninar de Brahms fluiu da caixa de música.

Ja-kyung fechou os olhos novamente, sentado em posição de meio lótus.

— A carteira está em cima da mesa. Verifique.

Il-hyeon estendeu a mão para a carteira na mesa em frente ao sofá. Ele verificou a identidade e soltou uma risada de deboche. Jang Tae-ho. Ele trabalha como promotor na Promotoria do Distrito Central de Seul e já havia acusado Il-hyeon anteriormente de suborno, solicitação e quebra de confiança.

Ele cresceu em uma família comum, com ambos os pais falecendo cedo, e teve sucesso por conta própria, literalmente subindo do fundo. E ele era um dos tipos que Il-hyeon mais desprezava. Ele estava cheio de um senso de justiça, apesar de não ter nada.

— Devo matá-lo?

Ja-kyung perguntou com os olhos fechados, e Il-hyeon jogou a carteira no sofá e ajoelhou-se à sua frente. Suas pálpebras fechadas se abriram, revelando olhos castanhos escuros. Ele mataria se ele quisesse.

Ele gostava de Lee Ja-kyung, que mata pessoas casualmente, mas apenas quando era para negócios. No momento, ele apenas queria que ele ficasse sob sua proteção e fosse bonito. Il-hyeon inalou profundamente a fumaça do cigarro e imediatamente pressionou seus lábios contra os de Ja-kyung.

A fumaça pairou no ar. Ja-kyung saiu de sua posição de meio lótus e puxou o corpo de Il-hyeon para si, deitando-se de costas. Il-hyeon jogou o cigarro de lado enquanto seus corpos colidiam e rolavam no chão. Ele beijou avidamente os lábios de Ja-kyung e fixou o olhar nele.

— Mate a mim, não a qualquer outro.

Ele moveu a mão para trás e apertou com força sua bunda farta. — Aqui. Com isto.

O gato parecia enojado. Até o seu rosto era insanamente adorável.

A pasta de arquivos voadora roçou o lado de seu rosto. Quando o Promotor Jang chegou ao trabalho, notou a expressão agitada do Secretário Park e percebeu que algo estava errado. O chefe solicitou que você subisse assim que chegasse. E, com certeza, o rosto enfurecido do chefe apareceu assim que ele abriu a porta.

Ele não apenas jogou a pasta de documentos e livros, mas também o repreendeu ferozmente.

— O que diabos você está fazendo? Você acha que eu estou brincando?

Seria possível que ele soubesse sobre o que aconteceu ontem?

— Eu não entendo o que quer dizer…

— O CEO Kang Il-hyeon apresentou uma queixa contra você! Ele diz que você invadiu a residência dele!

Os olhos do Promotor Jang se arregalaram.

— O quê?

— Você entrou escondido naquela casa?

— Não…

— Então por que sua carteira está na sala de estar daquela casa!

As sobrancelhas do Promotor Jang se franziram lentamente. Depois de perder sua carteira ontem, ele correu para o estacionamento subterrâneo. Tentou perseguir Yang Seon-woo, mas chegou um passo atrasado, e era uma situação em que se poderia presumir que ele pegara a carteira. Mas se ele contasse a verdade…

— Diga-me. Você estava realmente tentando entrar secretamente naquela casa?

O Promotor Jang exibiu uma expressão de incredulidade. Não foi uma invasão secreta; para ser preciso, fora algo que Yang Seon-woo levara para lá. O chefe devia estar bem ciente de quão bem protegida a casa era. Não importa quão habilidoso o Promotor Jang fosse, era impossível entrar lá escondido.

— Não, sério, eu não entrei. Posso provar meu álibi, e por favor, verifique o CCTV.

— Verificar o quê? Eles disseram que alguém apagou tudo ontem.

— …

O Chefe Kim afastou a franja desalinhada bruscamente. Ele sabia que o Promotor Jang não era estúpido o suficiente para fazer algo tão imprudente. As coisas ficaram complicadas. E se fosse relatado na mídia? Não era isso que o assustava.

— O que eu te disse? Para não se meter. Eu não disse para não interferir com aquela pessoa? Você acha que eu estou favorecendo aquela pessoa? Me disseram lá de cima para não me meter. Se formos ser criticados, devemos ser criticados juntos. Em que um bastardo inútil como você pode acreditar para fazer tal confusão!

“Por que você acha que precisamos de conexões e apoio para pegar o cara mau?” Era uma frase que ele ouvia de tempos em tempos, mas cada vez que ouvia, ficava frustrado. A mandíbula cerrada do Promotor Jang ficou mais firme com o tempo.

— Você sabe quanto problema eu tive que lidar por sua causa, vindo do Diretor Adjunto esta manhã?

— Sinto muito…

— “Sinto muito” é o suficiente? O que você vai fazer?

O Chefe Kim suspirou e acenou com a mão relutantemente, como se não quisesse mais vê-lo quando ele não respondeu.

— Saia. Vá e convença-os, ajoelhe-se e implore se for preciso. Assuma a responsabilidade por si mesmo. Não me cause problemas sem motivo. Você entende?

— Sim…

O Promotor Jang esfregou o rosto com as mãos após se curvar e sair do gabinete do Chefe. Apesar de seu sangue estar fluindo na direção oposta, ele não pôde evitar rir da situação absurda. Ser enganado por aquela aparência jovial, pedir desculpas a ele e verificar a caixa de música — ele caiu no golpe sem perceber.

Ah, droga. Enquanto mordia o lábio, ele desceu para o andar inferior, recebendo olhares passageiros das pessoas que encontrava. Parece que os boatos já se espalharam. Ele afrouxou a gravata ao entrar em sua sala. Sentia como se sua respiração estivesse sendo comprimida. O Secretário Park falou cautelosamente.

— O Chefe acabou de entrar em contato comigo…

“Chegou quebrado há pouco tempo, por que de novo?”

“Justo quando as coisas estavam começando a se acalmar, por que de novo?”

— Ele quer que você mantenha sua noite livre. Disse que é para uma refeição.

— Uma refeição?

O Secretário Park franziu os lábios com uma expressão preocupada. O Promotor Jang, que já havia entendido tudo, riu impotente e fechou os olhos com força. Droga. Mesmo sem olhar, ele sabia com quem teria uma refeição.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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