Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 128 Online


Modo Claro

⚝ Capítulo 128

“Por que você está me olhando assim?”
Pensei vagamente em meio à minha consciência turva.
“Por que você me olha como se estivesse em choque?”
Mas não havia tempo para pensar muito. Meu buraco ainda latejava e meu ventre tremia com espasmos. Apressei-me a estender a mão para ele, mas o homem a afastou friamente e perguntou com um rosnado:
— Responda-me. Do que você acabou de me chamar?
“Por que isso é tão importante?”
Olhei para ele com olhos ansiosos.
“Esse homem não me quer? Não pode ser.”
Imediatamente neguei esse pensamento. O pau dele dentro de mim provava mais do que qualquer coisa, e transmitia perfeitamente sua excitação. Era um pulso tão brutal que batia forte no meu interior.
No entanto, ele quase não se movia. Em vez disso, ele simplesmente me empurrou com o rosto endurecido.
— Como ousa dizer o nome de outro homem na minha cama?
Ele expirou com um gemido. O aroma dos feromônios exalando de seu corpo e a expressão severamente distorcida pareciam revelar sua raiva em sua forma mais crua. Mas eu não estava nem um pouco assustado. Achei aquilo muito estranho.
— Por quê…? — murmurei confuso. — Ainda não é o suficiente…?
Por um momento, o homem estremeceu. Seu pau dentro de mim cresceu ainda mais e seu rosto ficou vermelho, acompanhando minha própria respiração.
— Maldito seja você e os seus feromônios… Chega… — ele pareceu sussurrar, mas as próximas palavras não puderam ser ouvidas.
Havia apenas uma coisa que eu queria. Queria que toda a resistência deste homem fosse quebrada e que ele simplesmente satisfizesse meus desejos.
“Venha, Camar.”
A cor dos olhos do homem mudou para dourado e oscilou em sincronia com sua respiração rápida e ofegante. Desta vez, ele não afastou minha mão. Pelo contrário, assim que envolvi seu pescoço, ele agarrou meu corpo e começou a meter apressadamente. Eu abri meu corpo com prazer e o aceitei.
“Meu Camar.”
— Ah… ha… ah, sim… mais, mais… aí, aí…
Finalmente, um grito irrompeu. O pau grande e duro estocou violentamente para baixo, como se fosse rasgar meu ventre. Eu não conseguia parar de chorar de êxtase. Ele escorregou e saiu subitamente devido ao fluxo contínuo do esperma, mas o homem praguejou, agarrou meu corpo, me virou e meteu novamente, afundando até a raiz por trás. Eu arfei e implorei.
— Senhor, perdoe-me. Rápido, em mim, rápido em mim…
Ele segurou meus quadris enquanto entrava e saía, puxando-me para si.
“Vá mais fundo. Preencha todo o meu ventre…”
— Se você der à luz um filho meu, serei o homem mais feliz do mundo.
“Eu darei à luz… Eu darei à luz o seu filho, Camar.”
— Venha, preencha-me, engravide-me, Camar…!
— Ugh…
Um gemido áspero ecoou atrás de mim. Camar passou os braços por baixo das minhas axilas e segurou meus ombros. O volume que preenchia a base do pau dele inchou com um som úmido e pegajoso enquanto nossos corpos se chocavam firmemente. Um grito escapou espontaneamente.
— Ah…!
Meu ventre estava ardendo e minha visão ficou branca. Sacudi meu corpo e parei de respirar. O sêmen que jorrou dentro de mim deixou minha mente nublada. Misturado ao doce aroma dos feromônios, o cheiro forte do sêmen espalhou-se por todo o quarto.
— Uh, uh, uh…
Rebolei meus quadris, tentando engolir mais do esperma dele. Toda vez que eu contraía e relaxava meu interior, mais fluido entrava no meu ventre. Era tão bom.
– Ha… ha…
Uma respiração áspera soou em meus ouvidos. Após a ejaculação, seu pau ainda não parecia diminuir. Enquanto esperava que a rigidez voltasse ao máximo, ele acariciou minha bunda e a esfregou. Os pelos espessos roçavam contra a minha entrada, provocando minha carne sensível, mas até isso me excitava. Na verdade, apenas acompanhar os movimentos dele com meus quadris já era uma forma de pedir mais.
Camar afagou meu ombro e me abraçou. Seu pau estava inchando dentro de mim novamente. Meu corpo já estava pronto para receber mais do seu esperma. Eu latejava com a antecipação de seu sêmen transbordando em meu ventre; era difícil suportar.
Camar deslizou a mão, agarrou minha coxa e a empurrou para cima. Ele passou o braço por trás do meu joelho e segurou meu ombro, deixando-me meio erguido e deitado de lado. Com isso, ele começou a meter em um ângulo diferente. Minhas pernas estavam abertas mais do que o necessário e achei que iria rasgar, mas, graças a isso, a entrada ficou um pouco mais exposta.
Camar não perdeu a oportunidade e começou a entrar e sair, afundando até o talo. Ele metia com a força de quem queria empurrar até o próprio saco para dentro.
— Uh, hoo, ha, ha…
O som de respirações misturadas com gemidos, sincronizados com as violentas estocadas dos quadris dele, continuava a ressoar. O som da pele batendo e estalando era ensurdecedor. Ele entrava e saía rapidamente, como se quisesse, de alguma forma, abrir ainda mais o meu interior e preenchê-lo cada vez mais. Meu corpo inteiro tremia tanto que parecia que minha alma ia explodir.
— Ah… uh… uh… uh…
O som escapava de sua boca como se ele sentisse dor. Camar, que vinha acariciando meu corpo repetidamente, agarrou-me e ergueu-me pela cintura. Ele deitou-se de costas, mantendo-me suspenso, começou a estocar no meu buraco de baixo para cima. A cada vez que ele me erguia, meu corpo, flutuando no ar por um breve momento, descia violentamente por conta própria. Soltei um grito agudo ao sentir aquele fogo atravessando meu ventre.
— Camar… Camar… Ah, ah, uh… uh…
Por instinto, chorei e agitei meu corpo. Inclinei o tronco automaticamente para frente, dobrando-me ao meio, com os quadris empinados. Camar segurou minhas nádegas com ambas as mãos, escancarando a visão de minha entrada enquanto seu pau grosso entrava e saía. Minha consciência estava turva, mas eu podia sentir perfeitamente que ele estava me observando.
Desci meus quadris rapidamente e apliquei uma mordida firme, cravando as unhas nele. Com isso, Camar gemeu rudemente.
O sangue correu para seu pau, batendo com força no meu ventre. Continuei movendo meus quadris para que os olhos dele pudessem ver nossa ligação encharcada de luxúria e o sêmen entrando e saindo de mim. A cada vez que a coluna era empurrada pela contração e relaxamento do meu interior, o sêmen que havia se acumulado escorria. Subitamente, Camar parou de se mover. Segurando meus quadris, ele apenas olhou para mim.
No entanto, o pau dele, latejando e muito quente, era mais do que suficiente para mostrar o quão excitado ele estava. Eu só tinha que esperar que Camar cedesse e derramasse tudo em mim.
E esse momento não demorou.
Subitamente, Camar agarrou-me pela cintura e apertou-me com força.
— … Ah!
Ele parou de gritar e me puxou violentamente, pressionando-me para baixo. O choque momentâneo deixou minha mente tonta, e meu corpo inteiro tremeu como se eu tivesse levado um choque elétrico. Logo depois, soltei um suspiro trêmulo em meio ao doce aroma.
— Ah… Haa…
Uma profunda sensação de alívio veio com o calor do sêmen preenchendo meu ventre.
Camar, que estivera segurando minha cintura, sacudiu-me violentamente mais uma vez. Seu pau latejava dentro de mim, tremendo, e então ele gozou novamente. Ele fez uma pausa por um momento, e sacudiu o corpo de novo e de novo. A cada espasmo, mais sêmen me preenchia.
— Ha… ha…
Um longo suspiro de satisfação escapou dele. Quando senti que meu ventre estava completamente cheio, ele me agarrou pela cintura e me puxou para deitar sobre o corpo dele. Enquanto eu me recostava, virado para cima, Camar começou a meter em mim de novo. Meu interior não ficou vazio desde a primeira vez que ele entrou. Após o início do cio, ele nunca fez uma pausa; descansava dentro de mim e recomeçava assim que se recuperava. Desta vez não foi diferente.
Camar apertou meus mamilos com uma das mãos, beliscando-os e esfregando-os, enquanto a outra mão se movia livremente. Deitei-me enquanto ele fazia isso, esperando que a força dele voltasse com tudo. E, mais uma vez, isso não demorou.

***

Fui despertando lentamente e, ao mesmo tempo, meu corpo inteiro doía. Antes de abrir os olhos, gemi ao acordar. E, quando finalmente consegui abri-los, fiquei momentaneamente desorientado.
O cenário era familiar. O quarto do Príncipe Herdeiro, o fato de eu estar na cama e a luz brilhante do sol entrando pela janela também eram coisas comuns pela manhã. Mas havia algo diferente. Eu não estava sozinho.
— …!
Prendi a respiração para conter um grito de surpresa. Alguém estava me segurando por trás. Mesmo sem olhar, era óbvio quem era. Quem mais me abraçaria no quarto do Príncipe Herdeiro, na cama do Príncipe Herdeiro?
— Ugh…
Assim que tentei mover meu corpo com cuidado, um gemido escapou. Meu ventre ardia e meus olhos marejaram. Os músculos de todo o meu corpo repuxaram e meu rosto se contorceu de dor, mas o mais difícil era que minha entrada continuava preenchida. Havia um motivo. O pau pesado do Príncipe Herdeiro ainda estava dentro de mim, mas meus sentidos estavam entorpecidos. Senti-me envergonhado por já estar tão acostumado àquele peso, como se fosse algo natural.
Quanto tempo havia passado? Eu lembrava vagamente de que o cio de um Alfa, em resposta aos feromônios de um ômega, costumava durar cerca de três dias. Levantei-me com cuidado. A sensação do pau pesado escorregando para fora do meu buraco era muito estranha.
— Ugh…!
Tentei me conter, mas não pude evitar os gemidos abafados quando ele finalmente saiu por completo. Por um momento, fiquei imóvel, sentindo um vazio no meu interior. Hesitei e olhei para trás, mas o Príncipe Herdeiro ainda dormia profundamente.
Ouvi dizer que, após o fim do cio, os Alfas podem dormir por mais de um dia inteiro. Ele não acordaria facilmente. Consegui sair da cama, mas assim que coloquei os pés no chão, desabei. Eu não tinha forças nas pernas nem nas costas. Não fazia sentido que eu, um Ômega prisioneiro, ficasse deitado na cama esperando o Príncipe Herdeiro acordar.
“Vamos, eu tenho que ir…”
Lentamente, minha mente clareou e outra lembrança voltou para mim.
“O Doutor…”
Não havia tempo a perder. Mas eu não conseguia sequer vestir minhas roupas; não tinha energia para isso. Em vez disso, peguei um lençol fino no chão, enrolei no corpo e me arrastei até a porta.
– Ha… ha…
Não demorou muito, mas eu já estava ofegante. Consegui chegar à porta, agarrar a maçaneta e me levantar, mas algo escorreu pelas minhas pernas.
— …!
Aterrorizado, tentei contrair a entrada que estivera aberta a noite toda, mas não consegui. O sêmen no meu ventre continuava escorrendo e eu quis chorar de desespero. Mas não podia fraquejar agora. Reunindo toda a coragem que me restava, empurrei a porta, e os criados do lado de fora me encararam. Abri a boca, mas nenhum som saiu. Arfei, buscando ar, e umedeci os lábios.
— Sua Alteza… ainda está dormindo…
Senti como se minha garganta estivesse rachando; não consegui falar mais nada. Enquanto eu saía cambaleando, enrolado no lençol, os criados fecharam a porta atrás de mim em silêncio.
Enquanto eu caminhava pelo corredor, o sêmen continuava a pingar no chão. Consegui me apoiar nas paredes, quase caindo a cada passo, e me arrastei em direção ao laboratório.
Quando a porta finalmente apareceu, quase chorei de alívio. Eu queria chamar Steward pelo nome, mas não conseguia emitir som algum, então bati na porta com toda a minha força. Após alguns segundos de silêncio, a porta se abriu e os olhos dele se arregalaram em choque.
— Doutor…
Respirei fundo ao desabar nos braços de Steward.
— Ajude-me…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna

Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho

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