Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 123 Online

⚝ Capítulo 123
— Uh, uh… Oh.
Um gemido abafado não parava de escapar da minha boca. O homem, deitado sobre mim, prendia todo o meu corpo com ambos os braços e estocava com violência. Cada vez que o pênis grosso atingia meu ventre, um som escapava, mas ele não parava. Meus ombros e pescoço tremiam enquanto ele preenchia meu interior.
Segurei o lençol com força e suportei o impacto desesperadamente.
— Ah!
Asgyle que mordia meu ombro me apertou com ainda mais força, abafando o meu grito. Então, senti meu ventre queimar. No momento da ejaculação, ele me mordia com tanta intensidade que parecia querer arrancar minha carne. E então, seu sêmen me preencheu, trazendo consigo o aroma forte de seus feromônios.
Mas não terminou ali. Asgyle, que fizera uma breve pausa, recuou o corpo devagar para logo em seguida meter uma estocada bruta; ele repetia o movimento, retirando-se e metendo com força para prolongar a ejaculação. A cada metida, seus dentes se cravavam ainda mais fundo em meu ombro, e eu soltava gritos fragmentados até que ele jorrasse a última gota de sêmen.
O quarto ficou em silêncio. Mesmo o som da respiração, que mal havia se acalmado, não podia mais ser ouvido; apenas o vazio. Sem saber se havia perdido a consciência ou caído no sono, abri os olhos subitamente quando ele puxou meu corpo. Asgyle estava me abraçando por trás e beijando meu pescoço e ombros.
Mordiscando de vez em quando, mas não tão forte quanto na hora do gozo, ele me assustava, mas eu não gritava.
— Como você tem passado ultimamente? — Asgyle perguntou, brincando com meus mamilos. Senti minha respiração acelerar sozinha e tentei responder com calma.
— … Estou bem. Obrigado…
Como ele apertou levemente a ponta dos meus mamilos, as últimas palavras saíram com um som falhado . Asgyle murmurou um “É?” e moveu a mão casualmente. Após o sexo, era normal ele passar o tempo brincando com meu corpo, e como não havia nada de errado, apenas fiquei ali deitado em silêncio.
— É estranho que você continue emagrecendo assim. A comida não é boa? Você está comendo direito?
Enquanto falava, ele deslizou a mão para baixo e segurou meu pênis. Enquanto ele girava lentamente o meu pau já retraído em sua mão grande, minhas costas estremeceram.
— … Oh.
No momento em que tentei afastar meu corpo por instinto, senti meu ventre esquentar. Era porque Asgyle ainda estava dentro de mim. Ele soltou um suspiro profundo quando percebeu que eu o apertei reflexivamente. O pau dentro de mim também cresceu. Era comum recomeçarmos desse jeito. Ele ejaculava várias vezes seguidas e, quando eu colapsava de exaustão, ele mantinha o pau dentro de mim e esperava. Quando eu acordava, ele começava de novo; e se eu não acordasse, ele apenas ficava me tocando até dormir.
Hoje eu acordei, então ele recomeçaria. Como prova disso, a mão que me tocava na frente ficou mais firme e a respiração no meu pescoço tornou-se mais intensa. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, Asgyle deu de ombros e disse:
— Se não gosta da comida, me diga. Se continuar definhando desse jeito, nem vai parecer que estou dentro de você.
Dizendo isso, ele começou a mover os quadris. Enquanto eu estava deitado de lado, Asgyle agarrou minha cintura e me puxou para mais perto. Seus braços grossos pressionavam meu estômago, e a pressão me sufocava. O pau estocando meu ventre parecia que ia atravessar a pele, mas não conseguia sair. Asgyle forçava o pau para cima com os braços, pressionando minha cintura e todo o meu abdômen. Meu estômago se contraía pela força do abraço apertado e pela pressão do pau ereto.
— Ha… ha…
Asgyle soltou um gemido longo e rolou na cama. Fiquei deitado em cima dele, com nossos corpos ainda conectados por baixo. Ele conseguia dormir mais livremente comigo agora. Naquela posição, Asgyle soltou os braços e segurou meus quadris com força com as duas mãos. Ele então começou a estocar de baixo para cima.
— Uh, ah, uh, ah!
Eu gritava contra a minha vontade, pela dor e pela pressão. Tremendo freneticamente, tive o pensamento absurdo de que o pau dele poderia sair pela minha boca. Mas, na realidade, parecia mais provável que saísse pelo meu ventre. Cada vez que ele atingia meu estômago, eu não conseguia parar de olhar enquanto minha barriga se elevava, revelando a forma dele claramente. Engoli em seco de surpresa, mas Asgyle disse atrás de mim:
— Brinque com ele, vamos. — Com uma respiração profunda, ele ordenou: — Ponha a mão na sua barriga, agora.
Eu estava com medo, mas tive que fazer o que me foi dito. Com os olhos arregalados, levei a mão lentamente até lá. Asgyle observava enquanto entrava e saía de mim. Senti como se uma cobra gigante tivesse entrado no meu estômago. Uma cobra que erguia o ventre e levantava a cabeça. Tremi de medo ao tocá-lo. No momento em que senti a forma do homem através da pele fina, Asgyle mordeu meu pescoço com força.
— Oh!
Meu grito saiu abafado, mas Asgyle não se importou e continuou a morder e sugar meu pescoço enquanto gozava. Seu pau latejou e o sêmen jorrou sob a palma da minha mão, com a barriga fina entre eles. Na proporção inversa ao sêmen que transbordava, ele foi perdendo as forças gradualmente. Mas a pulsação que senti sob a palma da mão ainda era fraca.
— Ufa…
Asgyle soltou um longo suspiro e então se moveu mais algumas vezes para expelir o restante do sêmen. De repente, percebi um rastro de sorriso nele.
— Se você não fosse um Ômega, já teria tido cem filhos.
O que era pra ser engraçado; ele soltou outra risada baixa, mas eu não consegui sentir nada.
***
Como de costume, quando acordei de manhã, estava sozinho. Asgyle parecia ter ido cuidar dos assuntos do governo, como sempre. Levantei-me cambaleando, me vesti e saí do quarto. Minha rotina era me lavar, ir ao consultório médico para buscar o Rikal e comer no laboratório. Naquele momento, fui ao banheiro compartilhado que estava sempre vazio, tirei a roupa e me virei, mas parei subitamente diante do meu reflexo no espelho. Meu corpo inteiro estava cheio de manchas; não havia quase nenhum lugar intocado. Eram os traços das mordidas e sucções de Asgyle. As marcas da noite anterior eram óbvias nos meus ombros. Havia hematomas por toda parte, e novas cicatrizes com marcas de dentes deixadas no corpo.
Meisa, que acidentalmente viu um ferimento antes, pensou que Asgyle estava me batendo e ficou horrorizada. Felizmente, ela não pareceu ver as marcas de dentes, mas como ele me mordia de vez em quando e eu não podia dizer que ele era particularmente bruto na cama, apenas disse que não era o que ela pensava. Claro, Meisa não acreditou.
— … Ai.
Levei a mão furtivamente ao ferimento no pescoço e fiz uma careta. “Vou tomar um banho e buscar o Rikal. Depois tenho que ir ao laboratório e checar o computador do Doutor…”
No começo achei que seria simples, mas a tarefa não era tão fácil quanto eu esperava. Primeiro, havia dados demais no computador e, assim como o Doutor sempre bagunçava a mesa, os arquivos também eram um caos. O próprio Doutor teria encontrado facilmente. Além disso, eu nem conseguia dizer se o nome do arquivo era uma senha ou o que significava, então tinha que clicar em cada um para olhar o conteúdo. Levei três dias inteiros apenas para separar os idiomas que eu conhecia dos que não conhecia. Depois disso, comecei a procurar no idioma familiar; a velocidade não era ruim, mas o problema era que eu frequentemente não estava bem. Às vezes no meio do trabalho, às vezes de manhã, eu não conseguia enxergar direito, então não podia fazer nada.
Mais uma vez, enquanto levava Rikal para fora da sala de tratamento em direção ao laboratório, minha visão ficou cada vez mais turva até que eu mal conseguia ver as formas dos objetos. Caminhando lentamente, finalmente cheguei ao meu destino e sentei-me sozinho perto da janela do laboratório, segurando Rikal e refletindo.
“Será que vou ficar cego?”
Eu tinha medo, mas curiosamente, meu coração estava calmo. Não preciso dos meus olhos, certo? Mesmo se eu fizesse tapeçarias, ninguém compraria de mim. Sua Alteza disse que me daria uma grande recompensa quando eu saísse. Um sorriso fraco escapou dos meus lábios. Ele é realmente misericordioso, recompensando até um ômega humilde como eu.
“Será que as árvores do oásis continuam crescendo?”
Um vento fresco soprou pela janela. A febre, que durava dias, continuava sem diminuir. Às vezes me sentia cansado como se meu corpo fosse colapsar, mas quando o cansaço era demais, eu pedia à Meisa um remédio para resfriado. Devo pedir um remédio hoje?
Enquanto fechava os olhos e deixava os pensamentos fluírem, ouvi um som. Abri os olhos e virei a cabeça, mas o que apareceu na minha visão foi apenas um borrão. No entanto, eu o reconheci pelo seu perfume doce antes mesmo do seu porte gigantesco.
— Estou aqui de novo — disse Asgyle. Eu não conseguia ver sua expressão direito, mas ele parecia insatisfeito. Abraçando Rikal, que estava agitado novamente, levantei-me e prestei meus respeitos.
— Vim brincar com o Rikal…
— Eu não disse que você poderia brincar com ele no meu quarto? — Asgyle interrompeu. Não disse nada e apenas desviei o olhar. Talvez ele não tenha gostado da minha reação; Asgyle ficou em silêncio por um tempo e depois se aproximou. — Venha, tenho algo para te mostrar.
Hesitei e entreguei Rikal ao servo que se aproximou.
– Vai levá-lo para sala de tratamento? — Quando perguntei com preocupação, o servo assentiu sem dizer uma palavra. Voltei meus olhos para ver apenas a forma bruta de Asgyle e fui em sua direção.
Ele ainda estendia a mão. Hesitei e levantei a minha com cuidado, mas cometi um erro.
— O que você está fazendo?
Asgyle falou rudemente sobre minha mão que mal havia alcançado o ar. Então, ele me abraçou casualmente e começou a caminhar imediatamente.
— Eu, meu senhor… e os assuntos do governo?
Quando perguntei cautelosamente enquanto ele me carregava, Asgyle respondeu secamente:
— Vou descansar à tarde.
— Sim…
Calei-me. O humor de Asgyle não estava bom, então achei melhor não dizer mais nada. Como esperado, o lugar para onde ele se dirigiu em silêncio foi seu quarto. Ele entrou apressado e, assim que a porta fechou, me colocou no chão.
— Ah.
Cambaleei por um momento e quase colidi com algo, mas Asgyle imediatamente segurou minha cintura e me salvou.
— O que você está fazendo? Você está se esforçando muito.
Houve uma risada na voz de Asgyle. “Será que você está relaxado?” Fiquei surpreso, mas pedi desculpas. Asgyle me virou sem dizer nada e disse:
— Vamos, isto é um presente para você.
Na minha frente, algo grande estava coberto com um pano branco. Quando me virei atônito, Asgyle veio e segurou minha mão.
— Tire, você vai gostar.
Sua voz estava mais confiante do que nunca. Enquanto sua mão me guiava, segurei o pano branco e o puxei para baixo.
— …
Não disse nada por um momento, apenas pisquei. Como resultado de um esforço intenso para focar, vi que tinha a forma de um cavalo. O corpo do cavalo, coberto de ouro e brilhando, estava cravejado de joias que pareciam diamantes.
— O que você achou? — Asgyle inclinou a cabeça perto do meu ouvido e perguntou. Respondi relutante:
— Muito… parece caro.
— Foi feito para você — disse Asgyle. Perguntei hesitante: — … O senhor quer dar isso para mim?
— Sim — Asgyle respondeu. Hesitei e olhei para ele, e Asgyle estava me encarando.
O silêncio subitamente se instalou. A atmosfera suave de antes desapareceu e um calafrio percorreu minhas costas. Eu não conseguia entender a expressão dele direito, então fiquei ansioso e pisquei, mas Asgyle falou:
— … Você não gostou?
A voz estranhamente animada agora parecia ter se acalmado, como de costume. Hesitei em responder.
— … É lindo. Obrigado…
Houve silêncio novamente.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna
Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho