Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 120 Online


Modo Claro

⚝ Capítulo 120

Asgyle ainda esperava pela minha resposta. Eu não entendia por que ele estava fazendo aquela pergunta, mas abri a boca educadamente de qualquer maneira.
— Ah… Sim…
O rosto de Asgyle endureceu imediatamente. Eu até parei de soluçar, de susto. Então, ele hesitou e relaxou a expressão. Bem, ele apenas suavizou um pouco os cantos da boca.
— … Por quê?
Ele perguntou em voz baixa, mas desta vez eu não consegui responder de imediato. Asgyle disse com uma voz calma, enquanto olhava para mim, que mal conseguia abrir a boca:
— Tudo bem, eu só quero saber. … Diga-me, por que você fez aquilo?
Ainda assim, eu não conseguia falar. Asgyle olhou para mim e perguntou novamente:
— Foi porque você estava sob as ordens de Sua Majestade para ajudá-lo?
Eu não conseguia dizer uma palavra, então apenas assenti. Logo em seguida, o som saiu:
— … Sim.
Asgyle me encarou, que mal havia dito aquelas palavras e permanecia de boca fechada. Um olhar confuso revelou-se em seu rosto, que geralmente era inexpressivo.
— … Por quê? — Asgyle continuou questionando. — Você sabia que era perigoso? Não viu Sua Majestade com seus próprios olhos?
“Você realmente não sabe que, não importa a idade dele ou qual seja a doença, você não é páreo para ele?”
O olhar que percorreu meu corpo uma vez e voltou ao meu rosto mostrava emoções complexas. Senti-me envergonhado e um pouco do medo desapareceu. Ele tem razão. Um ômega pobre e magrelo como eu jamais poderia tê-lo impedido. Eu sabia disso naquela hora.
— No entanto… se eu não tivesse ajudado, aquela pessoa teria morrido…
Enquanto eu murmurava baixinho, minha garganta parecia se abrir aos poucos. Asgyle me perguntou novamente enquanto eu respirava fundo, tentando acalmar minha mente:
— Você poderia ter morrido. — Sua voz tornou-se amarga. — Por quê? Por que fez aquilo? Não ficou com medo?
Como eu ainda mostrava meu corpo trêmulo, achei natural que Asgyle dissesse aquilo. Então, novamente, falei com franqueza:
— Eu fiquei com muito, muito medo… Achei que pudesse morrer, eu só queria me esconder.
— E então?
Respirei fundo e abri a boca.
— A única coisa que restava na minha mente era que… eu estava lá. Então…
— Então. — Ele me instigou novamente.
— Pensei que deveria ajudar.
O silêncio caiu pesadamente. Asgyle tinha uma expressão no rosto que eu não conseguia entender. Um pensamento sombrio me ocorreu de repente, e logo fiquei apavorado.
— Por favor, senhor… Naquele momento, o que aconteceu com os feridos?
— Nada. — Asgyle negou imediatamente. — Estão todos bem. … Um deles me pediu para lhe agradecer, através da equipe médica que o tratou.
Ah, um suspiro de alívio escapou. Foi por isso que Asgyle perguntou sobre a situação daquele momento. Senti a expressão do meu rosto suavizar e levei a mão ao peito.
— Graças a Deus…!
Meus lábios relaxaram em um sorriso espontâneo, mas o rosto de Asgyle ainda estava pálido.
“Por que ele está agindo assim?” Enquanto eu ficava ansioso por dentro, ele falou:
— … Eu não entendo.
Após um murmúrio como se falasse consigo mesmo, Asgyle continuou com uma voz mais firme:
— Como isso é possível? Naquele momento, você estava tentando impedir Sua Majestade de me atacar. Você não tem cérebro? Não tem o instinto de se proteger? Por que seu corpo não pensa? Por que faz isso? Você quer cometer suicídio?
— Certamente… ! Não!
Enquanto eu balançava a cabeça com urgência, Asgyle finalmente me olhou fixamente. Eu estremeci, paralisei e gaguejei:
— Eu estava com medo… mas se ninguém for salvo… eu vou precisar de ajudar.
Minha voz abafada sumiu.
“Por que Asgyle se sente tão desconfortável? Eu sou burro? Na verdade, eu sou.”
— … Espere um pouco.
De repente, Asgyle falou e se aproximou. Sem me dar tempo de recuar, ele caminhou rapidamente e me abraçou do nada.
— … Não chore. — Asgyle sussurrou acima da minha cabeça, como um suspiro. — Não chore, droga! Eu não perguntei para fazer você chorar. Acalme-se.
Respirando fundo, ele encostou os lábios no topo da minha cabeça e me segurou com mais força. Enquanto eu piscava surpreso, senti algo escorrendo pela minha bochecha e percebi tardiamente que estava chorando. Então, de repente, a ponta do meu nariz franziu, meus olhos arderam e eu funguei.
“Oh…”
Eu estava mordendo o lábio e mal conseguindo me segurar, mas Asgyle parou e me abraçou às pressas. De repente, agarrei-o pelo ombro e imediatamente soltei a mão, envergonhado, mas em vez de me culpar por isso, Asgyle me pegou no colo com um braço e puxou o outro sobre seu ombro. Hesitei e segurei seu colarinho com os dois braços, e Asgyle imediatamente estendeu a mão e puxou a corda ao lado da cama. A porta se abriu no mesmo instante com o som agudo, e Asgyle ordenou:
— Traga macarons, o máximo possível. E prepare uma refeição.
— Sim, meu senhor.
O servo respondeu apressadamente e fechou a porta novamente. Quando ficamos sozinhos de novo, Asgyle deu tapinhas nas minhas costas e disse:
— Vamos, os doces chegarão logo. Não chore mais, tabom?
Fiquei surpreso, funguei e assenti. Depois disso, ouvi Asgyle suspirar. De repente, senti-me estranho. Eu só gosto um pouco de macarons, não sou uma criança que come doces para acalmar o choro. No entanto, eu não podia começar a chorar de novo, então não tive escolha a não ser aceitar o mal-entendido.
Quando parei de chorar, Asgyle me afastou gentilmente e olhou para o meu rosto. Ele suspirou com cuidado novamente e virou-se abruptamente. Caminhou comigo abraçado, pegou um guardanapo da mesa e limpou meu rosto. Eu acabei ficando quieto, mas logo ouvi uma batida do lado de fora, seguida pela voz do servo:
— Senhor, preparei os doces.
— Entre.
Assim que a ordem do Príncipe Herdeiro foi dada, a porta se abriu e um servo entrou com uma bandeja cheia de macarons. Sem olhar para o Príncipe, ele apenas desviou o olhar e correu para a mesa, pousou a bandeja e recuou. Asgyle, que esperava a porta fechar, estendeu a mão, pegou um macaron e entregou para mim. Fiz menção de estender as mãos para recebê-lo, mas Asgyle o balançou como se me instigasse mais uma vez, sem me entregar.
“… Oh?”
Eu me perguntei se podia, mas não importava o quanto eu pensasse, só havia um significado. Quando abri a boca cuidadosamente e mordi a ponta, os olhos de Asgyle suavizaram. Lambi os lábios algumas vezes e depois engoli o biscoito.
Asgyle ofereceu outro macaron, eu aceitei e comi. Depois que terminei um, ele sorriu suavemente e, de repente, mordeu minha bochecha.
— Ai!
Sem querer, eu gritei e, para minha surpresa, Asgyle caiu na gargalhada. Eu arregalei os olhos e olhei para ele. De repente, um doce aroma de frutas pareceu fluir na ponta do meu nariz.
“Temos que esticar o braço assim, colher a fruta que está lá no alto e compartilhá-la. O suco escorre pelos lábios dele e o Camar sorri para mim.”
De repente, fechei os olhos. Ele me agarrou pela nuca e me puxou. Nossos lábios se tocaram e eu o abracei gentilmente pelo pescoço. Eu queria sentir os lábios quentes pressionados um contra o outro, e então a língua úmida entrou. Eu o recebi com a boca aberta. A saliva e as línguas se misturando faziam meu coração bater forte. Ele lambeu meus lábios, mas desta vez inclinou-se e me beijou com mais vontade. Quando eu retribuía e movia minha língua, ele sorria, então colocava a língua para fora e mordia meu lábio inferior.
Não parou por aí. Seus lábios moveram-se para minhas bochechas e logo ele usou os dentes e apertou meu pescoço, mordendo minha bochecha, depois meu nariz e, finalmente, voltando para onde nossos lábios se tocavam. Doeu algumas vezes, mas tudo bem, porque quando eu gritava “Ai”, ele relaxava e me beijava. Quando os lábios dele foram para minha orelha e ele pressionou a língua úmida com sua respiração, senti arrepios e meu corpo todo se encolheu. Assim que abri os olhos, encontrei os dele. Olhos violeta escuro, quase pretos, me encaravam. Olhei para ele como se estivesse possuído e abri meus lábios. O beijo continuou novamente, desta vez por um bom tempo.
— … Nunca mais faça isso.
Quando seus lábios mal se separaram, Asgyle deu a ordem em voz baixa, como um sussurro. Olhei para ele com um sentimento confuso, como se ainda estivesse sonhando. O rosto de Asgyle também suavizou, mas apenas sua voz era fria como uma espada.
— Pense em si mesmo primeiro, entendido? Não se jogue para salvar outra pessoa. Jamais.
Não respondi e hesitei. Vi o rosto de Asgyle tornar-se mais sério, mas não tive coragem de prometer que faria isso.
— … No passado, ajudei uma pessoa. — Falei com dificuldade. — Ele quase morreu… mas sobreviveu porque eu ajudei. Está muito saudável.
Olhando para o rosto do homem, continuei:
— Por isso, acho que é bom ajudar se puder.
Por algum motivo, eu não gaguejei nem tive tremores na voz. Embora eu me sentisse aliviado em meu coração por ter comunicado minhas pequenas, porém claras intenções, a reação de Asgyle foi diferente. Ele contorceu o rosto, como se nunca tivesse pensado que eu ousaria desobedecer às suas ordens.
— … O que isso significa? — Asgyle disse entre dentes. — O que você teria feito se aquele homem fosse um ladrão ou um assassino? Eu posso suprimir alguém como você com apenas um dedo. Eu tive sorte, mas você continuará se arriscando assim no futuro? O que há de errado com a sua cabeça?
Não respondi imediatamente. Não conseguia encontrar as palavras em meio ao constrangimento. Ele está certo. Todos diriam isso. Mas eu não podia.
— … Chega.
Ele mal abriu a boca, mas sua voz falhou e nenhuma palavra saiu. Ele rapidamente engoliu a seco até finalmente conseguir emitir um som. E, pela primeira vez, confessei a ele algo que nunca havia contado a ninguém:
— Meu pai morreu em um acidente.
Asgyle parou. O silêncio reinou.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna

Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho

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