Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 103 Online


Modo Claro

⚝ Capítulo 103

*Toc, toc.*
A princípio, as batidas repentinas soaram fracas e distantes. Prendi a respiração e relaxei o máximo que pude para aceitá-lo. Esperei, piscando com os olhos entreabertos, mas, para minha decepção, ele não se moveu. Não, ele simplesmente parou e ficou me encarando.
Os olhos dele, que brilhavam suavemente até agora pouco, subitamente recuperaram a ferocidade habitual. Ao encarar aquele rosto endurecido, fui voltando lentamente à realidade. Oh… minha mente despertou como se eu tivesse sido atingido por um balde de água fria.
Eu estava tão excitado momentos antes, mas as coisas mudaram como em um sonho.
Pisquei incrédulo e observei a expressão dele. Meu corpo, que estava relaxado, tensionou-se e comecei a tremer novamente como se tivesse uma convulsão. Meu buraco, antes úmido, retraiu-se e ele rapidamente limpou o rosto. O rosto de Asgyle estava distorcido, notando minha reação imediatamente. Ao mesmo tempo, o medo me dominou. Se esse homem me abraçasse com força agora, ele quebraria meu corpo inteiro.
Aquele último ato passou diante dos meus olhos. O pau dele forçando meu corpo, empurrando impiedosamente.
“Dói.”
Mais uma vez, meu fôlego encurtou e minha visão ficou turva. Eu quis cobrir a boca com as duas mãos, mas Asgyle me impediu. Ele agarrou meus dois pulsos e os prendeu contra o chão, deitando-se sobre mim e me encarando. Como se tentasse rasgar meu coração para olhar o que havia dentro, fechei os olhos diante daquele olhar persistente.
“Estou com medo.”
Foi então que mordi o lábio.
— … Você.
Asgyle falou em voz baixa. No mesmo instante, levei um choque tão grande que meu corpo quase saltou. Embora eu estivesse sendo esmagado pelo porte robusto de Asgyle cobrindo meu ventre, foi tudo o que pude fazer, mas ele deve ter percebido.
Eu estava apenas prendendo a respiração por medo de que ele se zangasse de novo, mas as batidas soaram novamente e a voz de um servo veio de fora da porta:
— Senhor, o tempo está acabando. O senhor vai se atrasar?
Levantei cuidadosamente minhas pálpebras trêmulas e abri os olhos. Asgyle não respondeu à pergunta cautelosa. O olhar dele voltou-se lentamente para mim. Como se olhasse em direção à porta, ele parou por um momento e depois voltou a fixar os olhos em mim.
Estava claro que Asgyle tentava me dizer algo. Eu quis abrir a boca, mas ele não disse nada, apenas me encarou. Levantei as pálpebras de leve, mas a reação continuava a mesma. Ele lambeu os lábios, então de repente franziu a testa e inclinou a cabeça.
Parecia que ele ia me beijar. Sem perceber, enquanto eu esperava prendendo a respiração, o hálito suave dele tocou meus lábios. Mesmo naquele momento, eu estava preocupado.
“Devo fechar os olhos? Devo abrir a boca? Devo aceitar o beijo? E se ele ficar bravo de novo?”
Eu não sabia o que fazer, minha cabeça estava confusa, mas justo quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, Asgyle parou. Embora tenham sido apenas alguns segundos, o momento pareceu muito longo. Eu estava tão nervoso que parei de respirar, e Asgyle subitamente suspirou e soltou um: “Haha”.
O suspiro bateu nos meus lábios e ele se afastou.
A força da mão que me prendia e o peso que esmagava meu corpo desapareceram um após o outro. Asgyle levantou-se. Pisquei atônito e o observei se afastar.
Pensei vagamente que ele iria embora, mas eu estava errado. Asgyle levantou-se lentamente, mas não saiu. Parado entre minhas pernas abertas, ele olhou para baixo. Ele percorreu meu rosto com o olhar, desceu para os pulsos que ainda tinham as marcas de onde ele acabara de segurar, para a camisa rasgada e para o sêmen que ensopava meu ventre.
Fiquei chocado com aquele olhar desavergonhado, como se seus olhos estivessem apunhalando minha parte inferior; meu corpo deu um solavanco, mas não consegui me mover. Até meus dedos dos pés pareciam estar sendo observados.
Era obviamente aterrorizante, mas minha boca se encheu de saliva e meu corpo latejava. Minha mente estava em pânico e eu me sentia tonto, mas meu corpo estava aquecendo, o que me deixava ainda mais confuso.
— Ha…
O olhar dele subiu para o meu peito, que inspirava e expirava violentamente enquanto eu arfava em busca de ar. Ambos os mamilos estavam rígidos, assim como meu pênis exposto.
– Ah…
De repente, ele soltou um suspiro pesado e bagunçou o cabelo com nervosismo. Estava claro que ele estava perturbado.
“Seria doloroso ver um ômega excitado desse jeito?”
— Fique aí.
Eu estava tentando me esconder, mesmo que fosse tarde demais, mas de repente Asgyle me deu uma ordem. Outra batida soou na porta enquanto eu estava paralisado, e Asgyle imediatamente gritou:
— Já sei, espere!
Eu também estremeci com o som do grito dele. Olhando para mim daquele jeito, Asgyle agarrou o próprio pau. Ele inchou ainda mais do que antes. Vendo o pênis claramente ereto, meu coração começou a bater como louco novamente. Mas era diferente do medo. Asgyle abriu a boca e ordenou:
— Dobre os joelhos e abra-os mais.
Havia uma leve aspereza misturada na voz que, como de costume, era fria. Dobrei meus joelhos um por um como me foi dito. O olhar de Asgyle ainda estava fixo entre minhas pernas. Ele aplicou força na mão que segurava o pau com a cabeça erguida. Enquanto ele estimulava a si mesmo, seu olhar não saía da minha intimidade.
“Asgyle.”
Respirei fundo e afastei meus joelhos trêmulos, excitado por estar sendo observado.
— Abra mais.
Asgyle ordenou novamente. Seguindo aquela voz um tanto rouca, abri ainda mais e me mostrei para ele.
— Mais.
Um líquido límpido formou-se na ponta do pau dele. Eu levei a mão para baixo, segurei minhas pernas e as puxei para cima. Enquanto eu arqueava meu corpo e levantava o quadril para que meu buraco vergonhoso pudesse ser melhor visto por ele, ouvi Asgyle engolir em seco.
— … Bom.
Ele sussurrou rouco, observando o estado das coisas.
O rosto de Asgyle era visível por cima do meu joelho dobrado. Sua expressão ainda era fria, mas ele não conseguia esconder a respiração curta que fluía de seus lábios entreabertos ou as bochechas levemente coradas — e ele também não parecia querer esconder. O movimento da mão que segurava seu pau tornou-se urgente, e seu olhar tenaz permanecia apenas no meu buraco.
Seu pau duro inchou tanto ao ponto de mal caber em sua mão grande. Uma gota de líquido desceu pelo pau e Asgyle o esfregou rudemente. As veias dilatadas estavam claramente visíveis. Logo, ele estava à beira de gozar.
Com certa coragem, talvez por instinto de um “ômega vulgar” como ele dizia, soltei uma das mãos para ajudar. Com a ponta dos meus dedos, pressionei e abri as dobras para que Asgyle pudesse ver melhor. Ao mesmo tempo, o fluido lubrificante que vinha se acumulando transbordou como se estivesse esperando, escorrendo e se acumulando no chão.
— … Ah.
Naquele momento, um gemido rouco e sofrido saiu da boca de Asgyle, seguido por um esperma que jorrou sobre mim. Fechei os olhos reflexivamente, mas não pude evitar que parte dele entrasse na minha boca.
— Ha… ha…
Seguiu-se uma respiração pesada. Perdi as forças, soltei a mão que mal conseguia segurar e caí de bruços. Mais uma vez, o sêmen gotejou sobre mim. Asgyle estava me olhando enquanto limpava seu pênis.
Estranhamente, o rosto dele estava cheio de angústia. “Ele deveria estar satisfeito, mas por que está assim?” Fiquei perplexo e pisquei. Asgyle abriu a boca. Quando ele ia dizer algo, fechou os olhos e soltou um suspiro fervoroso, então me olhou de novo e se virou para a porta.
– Ah…
Desta vez, após soltar um suspiro claro, Asgyle começou a recompor sua aparência. Ele continuou me olhando enquanto enfiava a camisa nas calças e fechava o zíper. A mão dele tocou levemente a parte da frente. Suspirei ao lembrar daquele pênis pesado agora escondido.
Naquele momento, Asgyle franziu a testa e falou:
— … Até eu voltar. — Ele disse em uma voz rouca e áspera. — Espere na minha cama exatamente como você está agora. É uma ordem.
E Asgyle olhou para mim mais uma vez, coberto por seu próprio sêmen, virou-se com um xingamento e saiu.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna

Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho

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