Ler Things That Can’t Be Done (Novel) – Capítulo 03ª Parte Online

03ª Parte
— Foi você quem foi até lá.
Beomjin riu alto. Parecia que ele achava divertido ver Seojae respondendo tão direitinho.
— Vem cá.
Seojae continuou a encarar apenas a porta da frente. Junhee murmurou algo enquanto estava aninhado em seus braços.
— Ah, você está testando a minha paciência de novo.
O que ele fizera para testar a paciência dele? Seojae virou-se com o coração magoado. Havia uma razão para a criança em seus braços ter sido mantida tão quieta. Suas pálpebras finas estavam se fechando e abrindo lentamente, como se o sono o estivesse dominando. Como Beomjin sempre vinha a essa hora, a rotina de soneca de Junhee estava completamente bagunçada. Ele já não conseguia dormir tranquilamente, e hoje fora até trazido para fora nos braços.
— Eu vou… colocar o bebê para dormir e já volto.
— Como assim colocar para dormir? Ele está dormindo muito bem.
— Não vai demorar muito.
— Tá. Então vou contar até um minuto…
Um bastardo sem bom senso ou lógica. Seojae, que murmurou isso em sua mente, caminhou cuidadosamente em direção à porta do quarto segurando Junhee. O quarto estava cheio de luz solar. Como ele não havia instalado cortinas separadas, quando Junhee tirava uma soneca, precisava ser deitado perto da parede com a janela. Seojae deitou Junhee sobre aquela manta. Ele precisava vigiá-lo um pouco mais assim. Ao toque de Seojae, os olhos da criança se abriram e fecharam lentamente com um piscar, piscar.
Tuc, tuc.
A cabeça de Seojae se virou com o som repentino. A porta do quarto estava firmemente fechada. Tuc, tuc. Parecia que Beomjin estava batendo no chão ou em algo na sala de estar. Com força, usando mais ou menos o dedo indicador ou o médio, para que o som pudesse ser ouvido. Não era um som alto ou barulhento, então provavelmente não deixaria o adormecido Junhee sensível. Mas, mesmo assim, ele dissera para esperar e ainda assim estava fazendo aquilo… Seojae franziu o cenho com o som que parecia estar batendo no chão novamente com um tuc. Ele era realmente um filho da puta, não havia outras palavras para descrevê-lo.
Ele tinha gênio também. Ele chorou, fez o que lhe mandaram e ficou completamente apavorado. Mas aquilo era uma coisa, e estar com raiva era outra. Quando mandado beijar, ele fez até isso sem uma palavra de reclamação. Mas como não ficaria com raiva quando o outro ainda estava agindo daquela forma? Ele não saberia se o estivesse atormentando apenas a ele, mas aquela intenção de atormentar sutilmente a criança também parecia fazer a raiva que ele havia enterrado profundamente explodir. Seojae recuperou o fôlego.
Nesse ínterim, a porta fechada revelou uma fresta.
— Se você não sair logo… eu vou…
Beomjin, que abriu a porta, também estava com uma cara de quem não aguentava mais. O rosto de Seojae, enquanto olhava para cima em direção a ele, mostrava uma expressão de descrença.
Beomjin, que saiu após dizer apenas aquilo, riu consigo mesmo, dizendo: — Eu te falei que entraria se você não saísse.
Palavras ou qualquer outra coisa não funcionariam mais. Seojae levantou-se e saiu do quarto. Ele fechou cuidadosamente a porta que estava aberta para dentro para não fazer barulho.
— Chega mais perto.
Beomjin falou sem sinceridade em direção a Seojae, que estava parado em frente à porta.
— Por quê?
— Porra, você continua respondendo.
O xingamento veio misturado com uma risada vazia. Seojae não ignorava que qualquer resistência apenas irritaria Beomjin. Mas, mesmo assim, um traço de teimosia continuava a surgir, e ele não conseguia impedir as palavras de saírem como saíam. Parecia que aquela teimosia surgia por causa do rosto jovem de Beomjin, visível ocasionalmente. Era tão patético que trazia lágrimas aos seus olhos.
Beomjin estava sentado com as costas apoiadas na parede. Dar tapinhas no chão com a mão parecia ser um hábito. Quando Seojae ficou parado sem responder, ele bateu no chão com os nós dos dedos. — Eu não mandei vir para cá?
Beomjin olhou para Seojae, que lentamente começou a dar um passo, com uma expressão descontente; as sobrancelhas fortemente franzidas entraram na visão de Seojae também. A cicatriz também estava profundamente vincada. Porque ele estava franzindo o cenho, sombras se formavam nos vários contornos de seu rosto.
Beomjin fez contato visual e disse: — Senta aí.
— Hyung-nim…
Sem uma resposta, os olhos de Seojae se voltaram para Beomjin.
— Você se acha tudo isso só porque é bonitinho?
Beomjin perguntou com uma expressão falsamente séria.
— É? Me responde, por favor.
— …
Ele não sabia que tipo de resposta o outro estava procurando. Seojae, que estava encarando fixamente, apenas deixou seu olhar se espalhar em todas as direções. Como ele pareceu desviar ligeiramente os olhos, Beomjin aproximou o rosto e abriu a boca.
— Para onde você está desviando o olhar… sua cadela ordinária.
A fisionomia de Seojae, que de repente se tornara uma cadela ordinária, mudou lentamente. Beomjin às vezes misturava uma entonação peculiar até mesmo em seus xingamentos. Para começo de conversa, quase não havia xingamentos que soassem comuns. Ele também proferia naturalmente frases que pessoas na faixa dos 40 ou 50 anos usariam. Esse xingamento era assim.
— … Os palavrões.
— Sim.
— Não fale. O bebê pode ouvir.
Ele não queria deixar a criança ouvir palavras tão sujas. Ele nem conseguia falar direito ainda, e estava preocupado com o que aconteceria se ele se acostumasse com palavras tão imundas primeiro. Se Beomjin usasse frases compostas apenas por xingamentos, parecia que todos os seus esforços para usar apenas palavras boas seriam completamente em vão. Não parecia que ele era o tipo de pessoa que pararia apenas porque lhe disseram para não fazer, mas ele queria dar pelo menos um aviso mínimo.
— Nossa, você está ficando com raiva?
Beomjin disse isso enquanto trazia seu rosto próximo ainda mais perto. Por causa da luz que entrava pela janela da sala de estar, as partes proeminentes de seu rosto ficavam particularmente destacadas. Suas sobrancelhas, nariz e maçãs do rosto sobressaíam.
Quando seus narizes estavam prestes a se tocar, Seojae virou a cabeça.
— Para onde, porra?
Beomjin agarrou a mandíbula de Seojae e virou seu rosto para frente. — Esse daqui, sério… — ele disse essas palavras e balançou a mandíbula de Seojae. Quando ele a balançou enquanto dizia: — Você comeu sua idade à toa? —, foi o suficiente para fazer sua cabeça doer. Beomjin, que continuou até: — Fico me perguntando… —, olhou bem nos olhos de Seojae e soltou sua mandíbula como se estivesse terminando.
— Ficar com raiva tudo bem.
— …
— Mas a sua cabeça, porra. Se você virar mais uma vez, você morre. De verdade.
Como se estivesse esperando uma resposta. Beomjin agarrou a mandíbula que havia soltado como se a estivesse jogando. Seojae, cuja cabeça fora erguida à força, piscou os olhos enquanto olhava para Beomjin. Ele abriu a boca e murmurou que entendia.
— Fala de novo.
Beomjin, que havia soltado docilmente, encarou atentamente o rosto de Seojae.
— … Eu disse que entendo.
Depois disso, Beomjin não falou muito. Ele fez Seojae se sentar ao seu lado e cuidou de suas próprias coisas. Ele olhou para o telefone, atendeu ligações e às vezes falava como se estivesse dando ordens. Seojae não fez nada e apenas sentou-se silenciosamente ao lado dele.
— Estou indo. — Foi o que Beomjin disse após terminar sua última ligação. Seojae ficou tão feliz ao ouvir aquelas palavras que seu rosto imediatamente se iluminou. — Uh — disse ele e fingiu arrumar suas coisas, embora não houvesse nada para arrumar.
— Hyung-nim.
Beomjin chamou Seojae por aquele título, que era apenas estranho, não importava quantas vezes o ouvisse. Seojae nunca ouvira a palavra “hyung-nim” em sua vida. Se é hyung, é hyung… Além disso, como ele podia proferir tal título tão bem quando o menosprezava dessa forma? Seojae, que havia chegado à porta da frente primeiro, tentou apagar o som de hyung-nim ecoando em seus ouvidos. Quando ele se virou ao som de “Hyung-nim” novamente, teve que fazer contato visual com Beomjin, que estava perto demais.
Ele não conseguia mais pensar sobre o que o título hyung-nim significava. Foi porque todos os seus processos de pensamento pararam por causa de Beomjin, que de repente pressionou sua boca contra a dele. Beomjin, que empurrou sua língua grossa direto para dentro da boca de Seojae, estendeu a ponta daquela língua até a garganta. Seojae tentou puxar o corpo para trás devido à sensação de náusea. Mas ele não conseguia se mover de forma alguma por causa da mão de Beomjin na parte de trás de sua cabeça. Não o estava agarrando e despedaçando tolamente, mas estava em um estado onde força era aplicada para evitar que ele caísse para trás. Apenas depois que os lábios de Seojae foram completamente esmagados é que Beomjin afastou a boca.
— Me dá o seu telefone.
Seojae, que imediatamente levou a mão à boca, olhou para Beomjin, que dissera aquilo, com uma expressão descontente.
— Já mandei me dar?
Seojae pôde ver Beomjin erguendo ligeiramente a mão.
— O que você está fazendo comigo agora?
Como se estivesse descontente com Seojae imóvel, Beomjin ergueu a mão mais alto. — Pá! —, ele disse, assustando-o.
O interior de Seojae estava queimando por causa de Beomjin, que parecia que iria embora pela porta da frente, mas não ia. Como parecia que a boca de Beomjin estava prestes a se abrir novamente, o corpo de Seojae rapidamente se virou para o lado. Ele entrou no quarto, pegou o telefone que estava em cima do armário e saiu.
Era um telefone que nem sequer tinha bloqueio. Beomjin pareceu pressionar isso e aquilo, então disse: — Meu número —, e devolveu o telefone para Seojae. Onze dígitos eram exibidos na tela.
Enquanto ele hesitava, Beomjin revirou o bolso de trás algumas vezes. O que ele tirou foi uma carteira.
Beomjin disse que era pelas refeições e estendeu várias notas de 50.000 won presas entre os dedos em direção a Seojae.
Quando ele continuou parado sem aceitar prontamente, Beomjin franziu o cenho profundamente. A mão de Seojae estendeu-se reflexivamente para o dinheiro. Como se realmente tivesse algo urgente para fazer, Beomjin saiu sem sequer olhar para trás. Um som de baque veio da porta, e o som de Junhee choramingando seguiu-se. O dinheiro que Beomjin entregara era cerca de 1 milhão de won. Porque as notas estavam presas entre seus dedos grossos e longos, ele pensara que eram dez notas no máximo. Fosse o que fosse, era uma grande soma de dinheiro para receber sob o pretexto de despesas de refeição. Seojae, que ficou perdido em pensamentos por um momento, direcionou-se para o quarto de onde o som havia vindo.
Por algum tempo depois disso, Beomjin não apareceu.
Seu coração palpitava conforme a hora do almoço se aproximava, mas Beomjin não visitou a casa por mais de uma semana. Será que ele simplesmente parara depois daquilo? Se esse fosse o caso, seria um alívio, mas… Seojae abria a janela como se para checar toda vez que era hora do almoço. A cada vez, havia apenas um beco estreito sem pessoas ou carros. Mesmo que ele olhasse até o fim da rua, nunca havia uma única pessoa caminhando em direção ao local.
Nos últimos dias, Seojae vinha continuamente rezando para um deus em quem ele nem sequer acreditava.
Poderia ser que suas preces pedindo para Beomjin não aparecer estivessem funcionando.
Ele conseguia tolerar outras coisas até certo ponto, mas quando pensava que aquilo também poderia ser prejudicial para a criança, ele não tinha escolha a não ser oferecer até mesmo uma prece sem sentido. Se possível, desejava que ele pulasse o almoço, e esperava que ele não viesse procurar a casa. A prece que parecia ter funcionado por acaso por um dia vinha continuando por cerca de uma semana. Sempre que tinha um momento livre, Seojae fechava os olhos e murmurava em seu coração: “por favor, não deixe ele vir hoje também”.
Longe de se adaptar, no momento ele nem sequer conhece seus arredores direito.
Ele sente vontade de explorar o bairro, com certeza, mas não há garantia de que não esbarrará em outro marginal como Beomjin. Um marginal que também é um alfa, ainda por cima. Se não moram muitas pessoas aqui, então os subgêneros especiais em si não deveriam se destacar, mas o fato de que a única pessoa que ele vira direito era Beomjin, e essa única pessoa era um alfa, fazia-o ter uma suspeita razoável.
Seojae, que estava pensando até ali, olhou para Junhee, que estava brincando bem, mesmo sem brinquedos especiais.
Não fazia muito tempo desde que comera o almoço, então ele provavelmente brincaria um pouco mais e depois pegaria no sono.
A criança fazia sons de “ah, wooah” e olhava para Seojae. O brinquedo em sua mão pequena fora comprado daquele supermercado prestes a fechar.
Seojae checou o relógio e então foi para o lado de Junhee.
A criança sorriu para Seojae algumas vezes, então sua cabeça balançou conforme suas pálpebras caíam lentamente.
— Vamos dormir um pouquinho e depois a gente brinca.
Um som como “eh eh” foi ouvido.
Seojae, que cantarolava baixinho uma canção de ninar, acariciou gentilmente o peito pequeno da criança com a mão.
O brinquedo que estivera em sua mão caiu silenciosamente sobre a manta.
Seojae, também, estava olhando para o perfil de Junhee, quando sentiu suas pálpebras ficarem mais pesadas.
Se Beomjin estivesse visitando todos os dias, ele provavelmente não estaria com tanto sono.
Pensar que seu coração se afrouxaria assim apenas por não ver o rosto dele por um tempo.
Seojae não conseguiu lutar contra a sonolência e fechou os olhos. Ele pegou no sono com a mão no peito da criança.
Ah.
Apenas um sonho raso e curto passou. Foi um sonho onde ouvia algum barulho vindo da sala. Quando acordou, pareceu que não era um sonho.
Seojae, que acordou confundindo realidade e sonho, olhou em direção à porta.
Ele ouviu um som de baque, e então um som como se pessoas estivessem se movendo de um lado para o outro apressadamente.
Parecia que haviam usado um bom isolamento térmico, mas o isolamento acústico era uma bagunça. Quando Beomjin causara um escândalo do lado de fora do prédio, soara como se ele estivesse escutando bem ao seu lado, e agora também, o som de várias pessoas pisando nas escadas podia ser ouvido com a mesma clareza. Seojae olhou para a porta e sentiu-se aliviado, pensando que afinal moravam pessoas ali.
Porque ele nunca vira ninguém que morasse no prédio, ele também sentiu uma sensação de acolhimento.
Tuc tuc.
Seojae, que estivera olhando para a criança por um momento, inclinou a cabeça.
Quando ouviu o som de tuc tuc novamente, a testa de Seojae se franziu.
Ele pensara que era um som vindo da porta ao lado, mas não era.
Havia também uma sensação um tanto familiar.
Sempre que Beomjin chutava a porta pelo lado de fora, sempre fazia um som como esse.
Seojae abriu a porta do quarto e saiu para observar a porta da frente. Novamente, um som como tuc tuc ressoou.
— Quem é?
Nenhum som foi ouvido do lado de fora da porta.
— Quem é?
Seojae, que havia se aproximado, estreitou os olhos ao som de risadas vindas do lado de fora da porta da frente.
Não parecia ser Beomjin. Dava a impressão de que não era uma pessoa, mas várias, paradas do lado de fora da porta. Fora há apenas alguns segundos que ele ficara feliz em sentir uma presença humana além de Beomjin. Seojae tentou pensar racionalmente. O som de risadas de deboche era alto demais para ser um leiturista ou um vizinho. Além de tudo, havia vários deles.
— …
A partir dali, Seojae também não perguntou quem era.
O som seguinte veio do lado de fora da janela da sala de estar. O som de um motor de carro acelerou alto. Seojae, que não ouvira um único som de carro até agora, moveu-se em direção à janela da sala de estar com o barulho alto e olhou para baixo.
Quando pressionou o corpo contra a janela entreaberta, viu um homem estranho fumando um cigarro. O homem olhou para cima e soltou fumaça, então fez contato visual com Seojae. — Ruu —, ele soprou a fumaça e deu um sorriso sórdido.
Era alguém que ele nunca vira antes. Não era Beomjin, e ele não conseguia se lembrar dele por memória. Seojae fechou a janela e voltou para a porta da frente, checando se estava devidamente trancada. A tranca, assim como o bloqueio da maçaneta, estavam firmemente travados.
— Eui.
Uma voz estranha que nem sequer soava como uma palavra atingiu o ouvido de Seojae. Também soou como um barulho feito intencionalmente para ameaçar.
O que parou Seojae, que estava prestes a responder, foi a voz do lado de fora da porta que ele ouviu novamente.
— Esta é a residência do Sr. Min Seojae?
— … Sim. Está correto.
Diante da pergunta que caiu de repente, Seojae, embora tenha hesitado, respondeu rapidamente. — O que é? — Ele nem sequer havia mudado seu endereço ainda. No início, pretendia morar ali por muito tempo, mas como ficara menos seguro, vinha adiando continuamente o registro de mudança. Como diabos sabiam seu nome e endereço… Poderiam ser pessoas relacionadas a Beomjin? Força entrou em suas mãos, que estavam se enrijecendo com a tensão.
— Se for, precisamos dar uma olhada, não é?
— … Por favor, me diga quem é você primeiro.
Não havia apenas uma pessoa parada à porta. Ele podia ouvir sons como “porra, o que ele está dizendo?” e risadinhas se espalhando. Incluindo o homem que estivera fumando um cigarro em frente à vila, parecia haver pelo menos quatro deles.
— Vai ser desvantajoso se você não abrir… É um problema com a casa.
O homem que estava fazendo a maior parte da fala usava um linguajar que não era nem dialeto nem coreano padrão. Pensando bem, a forma de falar de Beomjin era semelhante. Uma entonação peculiar que não dava pistas de onde ele morava ou de onde nascera. Ele adicionava sotaques à vontade e, quando estava satisfeito, falava suavemente.
— … Eu só posso abrir a porta se você me disser do que se trata.
— Queremos conversar cara a cara.
Ele ouviu o som de risadas desagradáveis continuamente. Parecia que estavam rindo mais alto de propósito. A cabeça de Seojae estava começando a doer lentamente com o surgimento de pessoas tão suspeitas quanto Beomjin. Ele suspirou com os olhos fechados.
Toc toc, o homem parado bem em frente à porta estava até chutando-a levemente. Como se fosse chutá-la para abrir de vez se a situação surgisse. Seojae apenas queria que não houvesse barulhos altos. Abrir a porta era uma escolha inevitável. Como a corrente estava colocada, a porta só abriu parcialmente. O rosto revelado através da abertura da largura de um palmo da porta era, como esperado, o de um estranho. Assim que a porta abriu aquele tanto, o homem soltou um suspiro, “haa”.
— Nossa, você é tão frio.
— Por favor, diga qual é o seu assunto.
— Por que estamos conversando assim? Foi você quem entrou aqui.
Parecia que ele estava conversando com este homem desde um tempo atrás. Ele tinha um rosto largo, mas suas feições eram do tipo afiadas. As pequenas feridas e cicatrizes por todo o seu rosto lembravam Beomjin. Ele estava vestindo uma camisa azul-marinho, e o braço que estava brevemente visível parecia prestes a estourar. A primeira impressão era mais de ser gordo do que forte. Sua idade parecia ser semelhante à dele.
— Na minha casa, o que…
— Como assim esta é a sua casa? Você conhece o Baek Sungwoo, certo?
Seojae estremeceu enquanto segurava a maçaneta. Nesse ínterim, o homem puxou a porta com força pelo lado de fora. A corrente ficou esticada como se fosse quebrar.
— Eu o conheço, mas por favor, não faça isso.
Seojae, que havia franzido a testa, olhou para baixo para a corrente que estava prestes a quebrar.
— Para alguém com a sua cara, você tem bastante ousadia.
Conforme o da camisa azul-marinho falou, os homens parados atrás da porta riram em coro. Apenas pela risada, ele podia dizer que não eram pessoas que haviam vindo para ter uma conversa. Seojae, que estava franzindo o cenho, colocou força para fechar a porta.
— Cof.
O homem puxou a maçaneta como se fosse quebrar a corrente. Seojae também usou sua força, mas era impossível superar a força bruta do homem gordo. A corrente firmemente puxada estava perigosamente perto de se romper.
— Se você conhece o Baek Sungwoo, abre a porta. Você vai se arrepender.
— …
Seojae olhou para o homem. Ele tinha a impressão de que ele era assustador por fora, mas agora que o nome de Baek Sungwoo surgira, pensou que havia coisas que precisava ouvir. O método estava errado, mas parecia que era assim que aquelas pessoas eram e, se pudesse resolver os motivos de sua ansiedade sobre vir para aquela casa através do que o homem dissesse, ficaria satisfeito com isso. Seojae, que estivera imóvel por um longo tempo, disse para deixá-lo fechar a porta por um momento então. O homem parado bem na frente perguntou: — Você vai abrir? —, e Seojae acenou com a cabeça e disse: — Sim.
Depois de fechar la porta, Seojae vestiu o cardigã que estava pendurado na cadeira de jantar e foi para o lado de fora.
Havia três homens no total. O homem que estivera olhando para ele do lado de fora do prédio mais cedo parecia ser o mais jovem.
— Qual é o seu assunto?
Seojae falou deliberadamente de forma rígida.
— Você parece estar entendendo algo errado.
— …
— Você não está em posição de dizer nada.
O da camisa azul-marinho sorriu debilmente. Seojae, que estava franzindo o cenho, tossiu levemente. Era provavelmente porque um dos três homens na sua frente era um alfa. Não tinha um aroma tão forte quanto o de Beomjin, mas também não era um cheiro agradável de se respirar.
— Nós fizemos um acordo com o Baek Sungwoo.
— …
O rosto de Seojae, que estivera olhando para o homem gordo na camisa azul-marinho, ficou pálido em um instante.
— Este prédio está sob o nome da família do Baek Sungwoo.
— …
— Nós temos que deixar todos os prédios deste beco, incluindo este, vazios.
— …
— … Mas o nosso Sr. Min Seojae se mudou para este prédio?
— …
Depois de Baek Sungwoo, eram todas palavras que ele não conhecia de forma alguma. Ele nem sequer sabia o que deveria fazer.
— Mas nós não vamos te chutar para fora como os outros bastardos. Por quê…
Seojae, que estivera quieto, abriu a boca naquele momento.
— Eu vim para cá porque o Baek Sungwoo… me deu este endereço, e eu não sabia de nada. Se houver um problema, eu vou desocupar a casa.
— Umm.
— Eu entendo, então por favor, vão embora por hoje. Eu já entendi o suficiente.
Seojae continuou a falar o mais calmamente possível.
— Eu não terminei de falar.
— …
— O nosso Sr. Seojae, quão bem você conhece o Baek Sungwoo? Se você o conhece, saberia que ele é um filho da puta.
— …
— Aquele bastardo cruzou a linha com a gente frequentemente. Com este prédio.
— …
— Nós estávamos planejando ou cortar a garganta daquele bastardo… ou cortar a garganta da mãe dele.
Seojae, que não conseguia mais manter uma reação calma, apenas moveu os olhos para olhar para o homem na camisa azul-marinho. Ele tentou duramente não mostrar o que estava sentindo, mas quando pensou em Junhee em casa, sua visão começou a embaçar. Cortar a garganta dele. Aquilo era sequer uma coisa realista de se dizer? O tempo havia esquentado bastante e parecia um dia perfeito de primavera, mas o corredor estava do lado frio. Seojae sentiu seu rosto se enrijecer ainda mais por causa daquele ar.
— Mas o Baek Sungwoo de repente disse que nos daria um presente… como suborno e compensação?
— …
— O que você acha de esse presente ser o Sr. Min Seojae?
Nenhuma palavra saiu. Seojae havia, claro, vivido uma vida alheia a tais coisas. Ele não sabia por que as palavras do homem morto continuavam a vir à mente. Uma casa sem raízes. O homem que dissera que não podia protegê-lo sem fazer aquilo. Seojae de repente relembrou por que o homem havia morrido. Poderia ser que não fora um acidente? Mas agora mesmo, não havia tempo para pensar profundamente sobre tais coisas.
— Ouvi dizer que você tem trinta e dois anos, mas você está em boas condições.
Ele viu o homem na camisa azul que se aproximara lançar seu rosto grande bem na frente dele.
— Não pensa tão mal disso, porra… Porque todas as cadelas que rodaram com a gente viveram muito bem antes de morrer.
Os homens atrás dele sorriram como pervertidos. Olhando para trás agora, tudo estava errado. Nem uma única peça se encaixava. Seojae colocou as mãos para trás e agarrou o corrimão da escada. Os homens parados atrás do homem na camisa azul adicionaram uma palavra cada como se estivessem animados.
— O físico é bom — o homem parado à esquerda disse, e o homem na ponta riu alto. Talvez porque fosse um prédio vazio, o som estava ecoando. Seojae tentou dizer qualquer coisa. Ele queria perguntar o que deveria fazer.
O momento em que ele reuniu sua resolução e abriu a boca, pelo bem de Junhee,
— Eu não tenho nada a ver com…
Ele viu os olhos dos homens se voltarem em outra direção. Foi em direção à entrada do prédio.
Conforme o homem na camisa azul se curvou tão baixo que suas costas se dobraram, os outros dois homens também abaixaram as cabeças.
A expressão de Seojae, que havia se virado para olhar para trás também, endureceu visivelmente.
Parado na entrada da vila estava Beomjin.
— O que vocês estão fazendo…
Beomjin abriu a boca como se falasse consigo mesmo. Ele olhou para Seojae e então examinou as outras três pessoas, uma por uma, por sua vez.
— Eu vim dar uma checada.
Beomjin estava em silêncio.
— Faz um tempo desde que o ômega entrou, e o hyung-nim também não disse nada. Isso não é originalmente propriedade conjunta?
Propriedade conjunta? Seojae tentou captar qualquer pista do que o homem na camisa azul estava dizendo. Seojae, que se virara para olhar para Beomjin, não olhou mais para aquele lado a partir do momento em que o homem na camisa azul começou a falar com Beomjin. Uma coisa que ele podia saber com certeza era que ele viera para cá como algo como um brinquedo. Não parecia que ele viera para cá com boas intenções. Ele se sentiu patético por pensar na gentileza de Baek Sungwoo como sendo pelo bem da criança. Ele teve o pensamento de que provavelmente ele já sabia se Junhee era um alfa ou um ômega.
Estalo. Seojae ergueu a cabeça ao som repentino de impacto. Os dois homens na sua frente foram incapazes de fazer tanto isso quanto aquilo. Eles começavam a se aproximar e então paravam, depois começavam a se aproximar de novo e paravam.
Ao som de estalo novamente, a cabeça de Seojae também se virou para trás.
— …
Ele viu Beomjin cuspir com um som de pak.
Na sua frente, o homem na camisa azul estava estirado no chão. Ele não sabia que ele podia deixar uma pessoa daquele jeito em tão pouco tempo. Seojae olhou para frente novamente e, ao som de passos se aproximando pelo lado, seu corpo congelou como uma estátua. Ele não conseguia nem piscar.
Beomjin, que passou por Seojae e parou na frente dos dois homens, também começou a estapear suas bochechas uma ou duas vezes.
— Aprendendo coiiii-sas boas.
Beomjin estapeava as bochechas dos homens com um leve sorriso. Ele falava como se estivesse brincando, mas o som de estalo era próximo de um rugido. Estava claro que ele estava usando a palma da mão, mas o som não era menos do que o de um soco. Apenas ficar por perto era uma provação. Seojae moveu-se para o lado pouco a pouco e mudou sua posição em direção ao início das escadas.
— Nossa, foi bom? Seu bastardo.
Beomjin chamou o nome do homem apenas de “bastardo”.
O homem chamado de bastardo respondeu mesmo em meio a tudo aquilo. — Sinto muito — disse ele, abaixando a cabeça. — Qual é o seu nome? —, Beomjin perguntou ao outro homem e, mesmo assim, continuou a estapear as bochechas dos homens alternadamente. Eventualmente, saliva e sangue escorreram de suas bocas. Seojae observou apenas até aquele ponto e então virou a cabeça completamente. O pensamento de entrar em casa passou brevemente por sua mente, mas parecia que ele não deveria fazer isso por algum motivo.
— Aquele porco bastardo ainda não consegue levantar.
Beomjin, que erguera a mão uma vez, virou-se e olhou para o homem na camisa azul.
— Hã? Você não consegue levantar?
A flecha retornou para os homens novamente. Conforme ele golpeava para baixo com a mão com um estalo, os corpos dos homens cambaleavam. Assim que qualquer um tentava se posicionar, uma mão feroz golpeava. Estalo, estalo, Beomjin abriu a boca enquanto os batia.
— Vocês correm para cá sem nem checar com o chefe de vocês.
— Ah… Aheuk…
— Responde, seu bastardo.
Conforme Beomjin estapeou sua bochecha novamente, um homem desabou. O homem que estivera assistindo do lado disse, espirrando sangue: — Sinto muito! —, ele gritou.
— Esse bastardo está apenas deitado. Esse daqui.
Mesmo que sangue tivesse respingado em sua camisa, Beomjin não se importou. Seojae, que estava assistindo com olhares furtivos, pressionou seu corpo completamente contra a parede. Sua visão estava tão nauseante que ele sentia que poderia vomitar. Quando pareceu que Beomjin estava chutando o homem que estava deitado, ele tentou ao máximo não imaginar. Ainda assim, com a sensação de bile subindo, os olhos de Seojae se fecharam com toda a força.
Beomjin olhou uma vez para as costas de Seojae e fez um som de heung. Depois de pisá-lo e atormentá-lo por um tempo, ele deu um passo para trás.
— Vocês não vão embora? —, ele não esqueceu de dizer, e mandou levarem o porco bastardo com eles.
Atrás de Seojae, ficou preenchido com os sons de algo sendo arrastado. No corredor pelo qual os dois homens haviam passado, apenas manchas de sangue permaneceram. Beomjin, que esfregou a região algumas vezes com a sola de seu sapato social, tirou um cigarro do bolso da camisa e o colocou na boca. Ele deu uma tragada na fumaça com o cenho franzido.
— Hyung-nim.
Seojae, que estivera encarando apenas a parede, lentamente se virou.
— O que eles estavam dizendo?
— …
— Ei, porra. Você está com problema nos ouvidos?
Os olhos de Beomjin estavam fixos em outro lugar. Mesmo sabendo que ele estava atacando sem intenção, o corpo de Seojae tremeu.
— … Uh, eu…
Seojae, que havia aberto a boca sem pensar, engoliu em seco ao ver as manchas de sangue que haviam caído e se espalhado ao redor de Beomjin.
— Por que você começa a falar e depois para?
— Só…
— Só?
— Eu fiz algo de errado… aqui… houve um mal-entendido…
Mesmo enquanto Seojae falava, ele não sabia o que estava dizendo. Palavras estavam flutuando sem rumo em sua cabeça, e ele apenas agarrava o que podia e as juntava desajeitadamente. O rosto de Beomjin, enquanto soprava fumaça em direção à entrada com um ruu, estava cheio de irritação.
— Cadela estúpida.
O cigarro único, que desenhava um arco vermelho, voou em direção às escadas de pedra.
— Vá na frente.
Beomjin gesticulou com o queixo e puxou o braço de Seojae. Mesmo enquanto Seojae subia as escadas, suas pernas estavam tremendo tanto que ele não conseguia manter o equilíbrio direito. Ele agarrou o corrimão e subiu lentamente, e pareceu que Beomjin o estava seguindo. Seojae, que estava continuamente engolindo apenas saliva, fechou a mão que estava no corrimão em um punho. Apenas fazendo isso o tremor parou.
Quando ele dava um passo para cima, ouvia o som de passos, teobeok, vindo de trás.
Eles chegaram ao segundo andar num piscar de olhos. Seojae, parado em frente à tranca, digitou a senha sem nem mesmo pensar em escondê-la. Ele fez isso mesmo sabendo que os olhos de Beomjin estavam no teclado. Mesmo que significasse mudá-la mais tarde, ele não queria irritar Beomjin escondendo deliberadamente enquanto digitava.
Seojae entrou em casa e direcionou-se para a cozinha sem nem mesmo tirar o cardigã.
Não era hora do almoço, mas suas únicas memórias com Beomjin eram de comer.
— Você está preparando uma refeição?
— Uh, comida, você…
Anfíbios — não, as palavras ainda saíam tão desajeitadamente como se grãos de areia estivessem pulando de sua boca.
Isso também foi breve. Como pareceu que Beomjin estava caminhando lentamente, ele parou o que estava dizendo.
Se as roupas do homem na camisa azul pareciam que iam estourar por causa da gordura, a camisa de Beomjin mostrava linhas a cada movimento por causa de seus músculos. Seojae, que deu um olhar passageiro para Beomjin que caminhava sem expressão, virou seu corpo em direção à pia. Ele tirou uma tigela e, sem pensar duas vezes, colocou uma colher em cima dela.
— Hyung-nim, posso te pedir um favor?
Seojae virou-se e abriu a boca.
— … O quê?
— Quero que você chupe isso aqui.
— …
O que Beomjin estava tocando era a área ao redor do zíper de sua calça já saliente. Ele havia dito claramente que era um favor, mas Beomjin, como se nem soubesse o significado de um favor, estava desatando o cinto primeiro.
— Se for fazer, ajoelha.
Beomjin, que apontou para frente com o queixo, deu um passo para trás. Ele abriu espaço para Seojae se ajoelhar na sua frente.
Seojae fechou a mão que estava apoiada atrás dele em um punho, exatamente como antes.
Com os olhos, ele examinou de um lado para o outro entre Beomjin e a porta do quarto firmemente fechada.
O pau que logo emergiu para fora das cuecas estava ereto, envolto em veias azuladas. Seojae, que havia mordido a ponta do lábio, encontrou os olhos de Beomjin e abaixou a mão que estava atrás dele. O pensamento de que não deveria causar um alvoroço e o sentimento de estar apavorado surgiram ao mesmo tempo. O pênis, condizente com o de um alfa, tinha um nó proeminente na base. Seojae, que havia vislumbrado naquela direção, ajoelhou-se lentamente. Não era que ele tivesse uma ideia clara do que tinha que fazer, mas não parecia haver um mal menor melhor do que este.
Beomjin olhou para baixo silenciosamente para Seojae, que havia se ajoelhado e colocado as mãos sobre os próprios joelhos.
Quando ele moveu deliberadamente o pau com um movimento brusco, o cenho de Seojae contraiu-se junto com ele.
Beomjin, que ergueu um dos cantos da boca em um sorriso sarcástico, agarrou a mandíbula de Seojae e a levantou
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello
Ler Things That Can’t Be Done (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Conheci aquele homem em um bairro sombrio e deprimente.
Um homem que vivia despejando palavrões a qualquer hora do dia e que até invadia a minha casa.
Após a morte do meu companheiro, tudo o que me restou foi o filho que tivemos juntos. Foi por causa dessa criança que acabei indo para um lugar desconhecido, mas a minha vida, que já era instável, virou completamente de cabeça para baixo depois que conheci aquele homem.
— Quero que você chupe isso para mim.
Aquele homem não tinha vergonha, nem consciência, nem sequer o mínimo de decência.
O que se pode fazer com um homem assim?
Há coisas que simplesmente não podem ser feitas.
E, com esse homem, existem coisas demais que não podem ser feitas.
Nome alternativo: Something I Couldnt Do Things I Cant Do Cosas Que No Puedo Hacer