Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 32 Online

↫─Capítulo 32
Pisquei meus cílios molhados, olhando para Saheon hyung. Meus ouvidos zumbiam de tanto chorar. Enquanto eu continuava a respirar de forma trêmula e irregular, ele moveu o quadril de leve e perguntou baixinho mais uma vez:
— Se estiver doendo demais, quer que eu pare?
— Uh… Hmm…
Embora sua boca perguntasse se eu queria parar, o som sutil e abafado de sua parte inferior se movendo minimamente chegou aos meus ouvidos. Estremeci mais uma vez com a dor surda que sentia ali embaixo. Para ser sincero, doía. Doía muito. Parecia que minhas entranhas estavam sendo reviradas por um ferro em brasa. Sentia como se meu corpo fosse se partir ao meio. Aquela dor desconhecida me dava vontade de interromper tudo e fugir correndo naquele exato instante.
Um beijo suave, leve como o roçar de uma asa de borboleta, pousou no canto do meu olho. Lágrimas quentes rolaram pelas minhas bochechas. Quando seus lábios mornos se pressionaram firmemente contra as minhas pálpebras, como um selo, fechei os olhos devagar.
Após todos esses anos conhecendo perfeitamente a personalidade do hyung, se eu dissesse para ele parar, ele pararia. Ele verificaria se minha dor ali embaixo estava passando, me acalmaria perguntando se doía muito e talvez até voltasse ao seu eu gentil de sempre para me consolar.
Mas e depois?
Eu nunca imaginei que seria capaz de fazer isso com o hyung, por quem nutri uma paixão secreta por tanto tempo. Se eu recuasse desta vez porque doía, ou se parássemos aqui, como Saheon hyung me trataria dali em diante? Eu sempre pensei que só me deitaria com a pessoa com quem fosse me casar, mas gostava do hyung o suficiente para abrir uma exceção. Qualquer coisa que ele fizesse estava bem para mim. Se eu parasse agora, logo quando estava prestes a dar um passo em uma direção que nunca havia imaginado, Saheon hyung seria capaz de me enxergar como algo mais do que apenas um garoto frágil a quem ele causou dor?
Ergui as pálpebras e olhei para ele através da minha visão embaçada pelas lágrimas. Uma mão grande e reconfortante acalentou minha bochecha. Aquele calor, tão terno que parecia que ia me queimar, ameaçou trazer um tipo diferente de choro.
Talvez o hyung passasse a me tratar como sempre tratou. Como se nada tivesse acontecido, sem constrangimentos, como antes, apenas como o vizinho que ele conhecia desde pequeno, como um amigo próximo…
Os sentimentos conflitantes, a dor física que meu corpo rejeitava e o desejo profundo do meu coração de não deixar aquilo terminar colidiram, fazendo uma nova onda de lágrimas transbordar. Envolvi o pescoço do hyung com meus braços e o puxei para mim. Ao me ver chorar, mas sem recusá-lo, o hyung pareceu entender minha resposta.
— …Tudo bem, bom menino. Vamos tentar mais um pouco. Não chore.
A sensação do ferro em brasa me preenchendo lá embaixo havia se transformado em um formigamento dormente. Arfei, cerrando os punhos. O hálito quente do hyung roçou minha pele. Ele empurrou seu pau com ainda mais cuidado do que antes. Ainda assim, a dor permanecia à medida que minhas paredes, esticadas ao limite, se tensionavam. Beijos curtos de consolo pousaram nos meus lábios. Nos cantos da minha boca, nas bochechas, no maxilar e logo abaixo do queixo, ele me beijava lentamente enquanto continuava a se mover.
— Ugh… Uhhn…
— Ainda é um bebê, hein?
— …Não, uhhn, não sou…
— Nem pelos você tem lá embaixo.
Mesmo com os olhos transbordando de lágrimas, lancei um olhar feio para o hyung. Ele riu baixinho e deu uma mordiscada brincalhona na ponta do meu nariz. Não doeu, mas foi o suficiente para me dar um formigamento.
— Dói como? Ainda sente como se estivesse rasgando?
Suas palavras inesperadamente explícitas me fizeram morder o lábio com força. O dedo do hyung deslizou por entre meus lábios. O toque da ponta do dedo dele pressionando minha boca fechada me fez ceder um pouco.
— Você tem que me dizer. Acho que não precisa de mais lubrificante… Está muito apertado? Ou…
O hyung deixou a frase no ar, um sorriso travesso se espalhou por seu rosto. O sentido pesadamente implícito do resto da frase fez meu rosto queimar ainda mais do que antes. Resmunguei de forma confusa ao redor do dedo dele:
— Eu não sei…
— Se você não sabe, quem saberia? Você tem que me dizer.
Saheon hyung fingiu inocência, sussurrando com uma audácia descarada. Semicerrei os olhos para ele e desviei o olhar rapidamente quando ele ergueu uma sobrancelha. Ondas de calor subiam pelo meu corpo. Preocupei-me de que, se ao me olhar, ele me visse completamente vermelho. Minhas orelhas, meu rosto, meu pescoço, meu corpo…
— …Grande… Grande demais…
— O que foi? Não estou te ouvindo.
Diante da provocação dele, apesar de ter ouvido perfeitamente bem, um resmungo áspero me escapou:
—Nossa…
Ele riu e massageou minha língua com o dedo que estava na minha boca, fazendo-me fechar os lábios com força. Mas por causa do meu humor emburrado, não pude evitar fazer um bico.
O som dele roçando minha língua úmida era obsceno. Um gemido estranho ameaçou escapar de mim à medida que um prazer sensível acendia. A saliva se acumulou na minha boca, e engoli ao redor do dedo do hyung. Minha garganta se contraiu com o ato.
Saheon hyung umedeceu o próprio lábio inferior com a língua e depois fechou a boca, como se saboreasse o gosto. A expressão impaciente em seu rosto lindo, visto de tão perto, era extremamente sexy. Engoli em seco novamente. O hyung soltou um palavrão entre dentes:
— …Ah, porra…
Ver o hyung praguejar pela primeira vez na vida me surpreendeu, mesmo diante daquela situação. O olhar gentil em seus olhos havia desaparecido, restando apenas uma impaciência fria de arrepiar. Antes que eu pudesse processar a mudança drástica em sua expressão, ele se inclinou como se fosse me beijar. Prendi a respiração, esperando por seus lábios, mas ele parou pouco antes de nossas respirações se misturarem. Seu suspiro baixo roçou minha pele.
— Uh… Hyung…
Talvez fosse minha imaginação, mas o pau do hyung dentro de mim parecia ter ficado ainda maior. Perguntei-me se aquilo era sequer possível, mas a sensação nítida de minhas paredes, já esticadas ao extremo, se expandindo além do limite era inegável.
— O que você quer que o hyung faça?
Era uma pergunta gentil, como de costume, mas notei a urgência oculta nela. Dava a impressão de que ele iria avançar e me morder se eu hesitasse por um único segundo. O hyung puxou seu pau um pouco para fora e depois o empurrou de volta. O movimento curto e inesperado me fez apertar os braços ao redor dele.
— …Ah! Ahhh!
— Como posso fazer para não doer, Cheongmyeong?
Talvez por causa do ataque repentino, meus músculos se contraíram involuntariamente lá embaixo. Enquanto eu cravava as unhas nas costas dele, o hyung murmurou com uma voz impaciente:
— Tenta relaxar um pouco, sim? Posso acabar quebrando você.
Mesmo suas palavras casuais faziam minhas orelhas queimarem. Dada a situação, até os termos que ele usava com frequência soavam sugestivos.
— Isso, respire.
— …Uh, huh…
Com outro baque, o pau dele empurrou um pouco mais fundo. Mordi o lábio com força, suprimindo os sons que ameaçavam escapar.
— Parece… bem mais relaxado do que antes, hm? — o hyung murmurou enquanto empurrava mais fundo outra vez. Meu corpo foi impulsionado para cima, arqueando-se involuntariamente com toda a força da estocada de um homem adulto.
— Huh, hmm… Devagar…
O lubrificante, agora aquecido pelo calor do meu corpo, fazia um som úmido de sucção. O hyung continuou a esfregar seu pau contra as minhas paredes internas. Minhas pernas abertas tremeram, e eu as envolvi ao redor da cintura dele.
— Ainda dói?
Após um momento de consideração, balancei a cabeça negativamente. Ainda doía, mas não tanto quanto momentos antes, quando sentia que meu corpo inteiro estava sendo rasgado. Parecia que minhas paredes internas haviam se ajustado ao tamanho dele com o tempo.
— Então, posso me mover de verdade?
— …Hã?
Ele já não estava se movendo? Doía cada vez que ele mexia… Meus lábios se entreabriram em perplexidade, mas o hyung perguntava com total seriedade. Parecia ser um pedido real, não uma provocação. Engoli em seco. A revelação de que o que vínhamos fazendo até ali não era o “mover” de verdade me deixou atordoado. Eu mal havia me ajustado aos movimentos leves, se ele se movesse de forma mais significativa, eu poderia realmente rasgar.
Saheon hyung olhou para mim, parecendo se segurar com o último resquício de sua sanidade. Conhecendo o medo daquela dor aguda, abaixei meus olhos trêmulos e falei da forma mais evasiva que pude:
— …D-de leve, se você…
— Tudo bem. Vou ser gentil.
Sua concordância rápida de repente me deixou desconfiado. O hyung, que vinha beijando minha têmpora como se estivesse bebendo minhas lágrimas, fez com que eu apertasse os braços ao redor do seu pescoço. O peso dele desabou sobre mim. Antecipando a dor que viria, apertei os olhos com força, e lágrimas fisiológicas escorreram pelos cantos deles. Como se tudo o que tínhamos feito até então fosse apenas o prelúdio, o pau do hyung afundou-se por completo dentro de mim.
— …Uhhn! Haa, uhhn!
Por um instante, em vez de dor, um choque como um raio disparou por mim, fazendo encolher os dedos dos pés. Minhas mãos trêmulas deixaram longos arranhões nas costas de Saheon hyung. O pau dele estocou mais uma vez, rompendo minhas paredes internas que se contraíam. Um prazer vertiginoso, como um baque na parte de trás da cabeça, desabou sobre mim novamente.
— Ah— Ahhh, ah!
A sensação estranha que eu sentira quando o dedo dele estava lá dentro retornou, amplificada dez vezes. Ouvi o hyung soltar uma risada curta ao lado do meu ouvido. Parecia um gemido de dor, mas era um tipo diferente de sofrimento. Era uma sensação que eu só conseguia descrever como bizarra. Minha pele formigava e minhas entranhas tremiam. Senti uma sensação de perigo iminente, como se tivesse sido erguido a uma altura enorme e pudesse cair a qualquer momento.
— Hyung, hyung, ah! Huhhn, espera…!
Com outro som violento de impacto de carne, o hyung estocou novamente. Ao vê-lo começar o movimento de vai e vem sem hesitação, pareceu que ele havia notado a sutil mudança na minha voz. A dor já não importava mais. O ponto que antes me fizera ver estrelas quando ele o pressionou com os dedos agora se transformava em um prazer insuportável à medida que seu pau grande esfregava e batia contra ele.
Minha mente girava. A sensação que emanava do meu próprio pênis ereto, incrivelmente, era a urgência de gozar. Sendo jogado de um lado para o outro de forma indefesa pelas estocadas do hyung, agarrei-me a ele como um homem que se afoga busca uma corda de salvação. Enquanto eu entrelaçava meus braços e pernas ao redor de Saheon hyung, ele cobria meu pescoço com pequenos beijos.
Os pelos da parte inferior do corpo dele pareciam ásperos contra as minhas nádegas. Conforme eu arqueava o quadril, incapaz de suportar a excitação crescente, o hyung selava meus gemidos com seus lábios. Sua língua provocava a carne macia dentro da minha boca, amplificando a sensação insuportável em vez de acalmá-la.
— Mmm… H-huh…
Meus gemidos abafados saíam como ganidos. O hálito denso e quente do hyung fazia cócegas na minha bochecha. À medida que as estocadas esmagadoras lá embaixo se intensificavam, agarrei os lençóis com tanta força que os tendões das minhas mãos ficaram saltados. Meus músculos se contraíram involuntariamente, e o hyung soltou um gemido baixo.
O osso do quadril dele colidia contra minhas nádegas de forma quase dolorosa. Sentia como se minhas pernas fossem ceder, então tensionei os joelhos. O hyung praguejou novamente, estocando violentamente seu pau contra minhas paredes completamente rendidas. Minha cabeça pendeu para trás. Gemidos incontroláveis escapavam dos meus lábios que se entreabriam com força:
— Ah! Haa, uhhn, huhhn! Ah!
— Você é tão gostoso… É lindo.
Um beijo rápido pousou abaixo do meu maxilar. Soava como um elogio, mas eu estava envergonhado. Olhei para o hyung com os olhos cheios de lágrimas. O calor que irradiava dele era intenso. Ele pegou minha mão caída e a guiou para envolver sua cintura. A pele dele parecia quente contra a minha palma. Cada vez que ele se movia, eu conseguia sentir o contorno de seus músculos mudando. O toque dos músculos firmes em suas costas, cintura e ombros de repente enviou uma onda de excitação insuportável por mim.
— Devagar, hmm, eu disse devagar, huhhn! Uh…
Como se quisesse me calar, o hyung golpeava implacavelmente aquele ponto sensível. Eletricidade correu pelo meu corpo, e eu gritei, cravando as unhas nas costas dele.
— Uhhn! É estranho, isso é estranho…! Dói, hyung, uhhn!
— Mentiroso.
— Ah, hmm, ahhn! Ah!
Palavras tropeçavam na minha boca, tentativas desesperadas de parar aquela sensação bizarra. No entanto, paradoxalmente, eu também queria que continuasse. Minha visão borrou. A sensação vinda do meu pênis ereto era de iminência do orgasmo.
— Mmm, hnn, estranho, estranho… Eu acho que, hng!
— Não é estranho. Você devia dizer que está gostoso.
O hyung, que soltava palavras curtas e cortadas misturadas a gemidos baixos, agora exibia uma expressão completamente vazia de sua gentileza usual. Seu rosto, franzido em uma expressão tensa, dava a impressão de alguém totalmente absorvido pelo prazer, em vez de parecer assustador.
Rangi os dentes, soltando gemidos, contorcendo o corpo como se tentasse escapar daquela sensação avassaladora. Mas o hyung me pressionava com o peso do corpo, como se tentasse me prender completamente a ele. Era minha primeira experiência sendo subjugado por alguém maior do que eu, totalmente envolvido em seu abraço. O ato de ser mantido imóvel nos braços do hyung, recebendo ele lá embaixo, me fazia sentir como se eu tivesse me tornado alguém extremamente frágil.
— Ahh, hnn, estranho, uh…! Hng!
Meu coração pareceu despencar, e então o prazer jorrou lá de baixo. Era uma sensação aterrorizante e desconhecida, mas de alguma forma eu sabia instintivamente que o ápice seria maravilhoso.
— Ah! Ahh…! Uh, haa, estranho, hnn, Hyung!
Saheon hyung, com os dentes cerrados, continuava o ato de se esfregar contra as minhas paredes internas. Eu queria que ele parasse, mas sentimentos contraditórios de medo e antecipação pelo que estava no final borbulhavam dentro de mim. O som úmido do nosso sexo ecoava nos meus ouvidos. Lutando para acompanhar o ritmo das estocadas, soltei um grito silencioso diante da sensação vertiginosa que ultrapassava o limite da excitação.
Minha mente ficou completamente em branco. Meu coração disparou, e meus membros descontrolados tremeram. Quando dei por mim, meu corpo inteiro estava convulsionando com espasmos residuais. Ofegante e tremendo, percebi que tinha chegado ao ápice pelo sêmen que banhava o meu abdômen.
Minha visão estava embaçada, e eu não conseguia recobrar os sentidos. Com as pálpebras pesadas, eu estava com os olhos semicerrados sem perceber, quando uma estocada forte e ascendente me sobressaltou, fazendo-me soltar um ganido agudo: “Ah!”. Um sussurro baixo e possessivo seguiu-se imediatamente:
— O que você pensa que está fazendo?
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar