Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 74 Online

Capítulo 74
Pensando que poderia ser a ligação que esperava de Do-heon, Cheongyeon pediu licença à pessoa à sua frente e atendeu imediatamente o telefone.
— Alô?
— Olá! Aqui é da DON Mundo dos Empréstimos ligando para apresentar um ótimo produto novo. O senhor está precisando de um empréstimo?
Uma voz completamente diferente da que ele esperava fluiu do outro lado do receptor.
Uma ligação publicitária de empréstimo do nada. Cheongyeon conteve um suspiro, pressionando a mão contra a testa franzida em sinal de decepção.
— Não preciso de empréstimo.
Cheongyeon desligou antes mesmo que a outra parte pudesse responder, enfiando o celular no bolso como se nunca mais quisesse vê-lo.
— Desculpe, veterano. Achei que era uma ligação que eu estava esperando, mas era spam.
— É irritante quando isso acontece. Mas uma ligação que você estava esperando, quem é? Seu amante?
O homem, percebendo a decepção no rosto de Cheongyeon, piscou de forma brincalhona.
— Não é nada disso… é uma ligação relacionada ao trabalho.
— Fala sério, você atendeu de um jeito desesperado demais para ser trabalho.
— …….
Eu fui tão afoito assim? Cheongyeon coçou a nuca, sem conseguir encontrar uma resposta adequada.
— Tudo bem, vamos fingir que é para o trabalho.
— De qualquer forma, obrigado por se lembrar até das nossas músicas antigas. Nós saímos das paradas logo após a nossa estreia, então é realmente raro as pessoas nos reconhecerem.
— Eu também fiquei surpreso. Quando ouvi falar pela primeira vez sobre a escalação do Cheongyeon, pensei: não pode ser. Assim que ouvi o nome, pensei: Yoo Cheongyeon do DEX?
O homem cantarolou uma música do DEX e até fez um pouco da coreografia de leve. Só então Cheongyeon percebeu que ele não estava apenas fingindo saber depois de uma busca rápida em um site de buscas, e seus olhos se arregalaram.
Min Hyerin e este homem, como podiam se lembrar de um idol fracassado que mal chegou a aparecer em emissoras abertas algumas poucas vezes?
— O que achou? Igualzinho, né?
O homem, tendo terminado a coreografia principal, ergueu as sobrancelhas com orgulho e esperou pelo elogio de Cheongyeon.
— Veterano. Estava tudo bom, mas na verdade você tem que inclinar o ombro direito para trás duas vezes quando a batida vem. Assim.
Vendo algo que poderia melhorar, Cheongyeon orientou levemente a coreografia. O homem logo seguiu os movimentos exatamente.
— Assim?
— Isso mesmo.
— Ah, eu esqueci porque faz muito tempo. Vamos tentar sincronizar juntos de novo.
— Aqui?
Quem diria que estaríamos sincronizando a coreografia juntos aqui. Por que eu tenho que fazer isso? Ao contrário de sua mente, que pensava de forma cética, o corpo de Cheongyeon já estava reagindo ao ritmo que o homem dançava. Havia algo nele que era semelhante à vibe de Kim Jihan, e Cheongyeon ficou animado junto com ele.
Especialmente porque ele havia praticado tanto a música principal que conseguia dançar mesmo se acordasse no meio do sono, a coreografia veio vividamente à mente assim que a melodia cantarolada chegou aos seus ouvidos.
— Um, dois, três, gira. E o final é com nossos braços ao redor dos ombros um do outro. Certo?
Como se houvesse uma câmera gravando na frente deles, o homem colocou o braço em volta do ombro de Cheongyeon. Pensando na placa vermelha de proibido fumar no final do corredor como a luz vermelha de uma câmera de palco, Cheongyeon fez a pose final.
— Uau, lenda renovada.
Clap, clap, clap, clap. Min Hyerin, que havia chegado em algum momento, aplaudiu com uma expressão comovida bem ao lado deles.
— O que vocês estão fazendo aqui?
Enquanto trocavam olhares com o homem, sentindo a emoção de estar no palco depois de muito tempo, uma voz absurda interrompeu. O ator veterano com a carreira mais longa neste drama olhava de Cheongyeon para o homem com uma expressão de que-palhaçada-é-essa.
— Ah, professor. Não é nada.
Cheongyeon, endireitando a postura rapidamente, corou e curvou a cabeça.
— Ora, ficou bom. Talvez seja porque são jovens, mas formam uma boa dupla.
Outro ator mais velho resmungou na porta. Parecia que eles estavam observando os dois se sacudindo diligentemente desde o início, pensando que a leitura do roteiro havia terminado e todos tinham ido embora.
Diante de quantas pessoas eu me fiz de bobo? Cheongyeon cobriu a testa diante dos olhares das pessoas. O homem também tossiu sem jeito, envergonhado.
— Ator. A leitura já terminou?
— Ah, empresário. Eu estava prestes a descer agora.
Vendo que até o empresário, que havia dito que esperaria no estacionamento, tinha subido, parecia que um bom tempo havia se passado.
— Vim verificar se havia algo errado porque você estava demorando a descer.
O empresário sorriu e se enfiou entre Cheongyeon e o homem, que ainda estavam próximos. Como se precisasse falar a partir daquela posição.
— Você deve estar com fome, vamos comer, ator. Eu fiz uma reserva no restaurante.
O empresário separou naturalmente o homem de Cheongyeon e até abriu caminho para ele, de modo que não houvesse mais espaço para flertes.
— Então nos vemos de novo, veterano.
— Foi divertido, Cheongyeon! Vamos gravar um desafio juntos quando um de nós fizer muito sucesso mais tarde!
— Ah, eu adoraria!
Antes que Cheongyeon pudesse responder, Min Hyerin cobriu o rosto e começou a dar pulinhos. Foi um alvoroço tamanho que qualquer um pensaria que a colaboração entre idols do topo estava sendo confirmada.
Conforme desciam para o estacionamento, uma cena se desenrolou onde vans grandes que outros famosos haviam usado estavam alinhadas de forma apertada, além da van de Cheongyeon.
Cheongyeon percebeu novamente que havia retornado à indústria do entretenimento.
— Os carros são grandes, então fica um pouco complicado, não é?
O empresário sorriu e abriu a porta.
Assim que ele entrou na van e saiu do estacionamento, o céu estava nublado, ao contrário da manhã. Justo quando ele estava pensando que parecia que ia chover, gotas de chuva começaram a bater contra a janela.
— Ah, está chovendo lá fora.
Cheongyeon murmurou sem perceber.
— Tem um guarda-chuva na parte de trás, então está tudo bem, oppa.
— Não é isso…
— Sim?
— Não. Não é nada.
Assim que viu as nuvens de chuva cobrindo o céu, Do-heon veio à mente por um instante. Ele detestava dias chuvosos.
O secretário Shim havia trazido à tona o assunto sobre a América ontem, e o fato de estar chovendo hoje o fazia se sentir estranho.
América e chuva. Sempre que ouvia essas duas palavras não relacionadas, ele sempre pensava no dia em que seu pai morreu. A cena do carro que transportava seu pai e Do-heon derrapando em uma estrada úmida na América, onde caía uma chuva torrencial, desenrolava-se de forma bastante vívida em sua cabeça. Embora ele não tivesse presenciado o acidente.
Ele se sentia abatido só de pensar nisso, então não conseguia evitar se preocupar com Do-heon, que esteve diretamente envolvido no acidente. Fosse um hábito de quando era casado com ele, Cheongyeon ainda se preocupava com ele.
Além disso, a sensação de perda pela morte de seu pai parecia particularmente forte, deixando-o deprimido.
De repente, ele se perguntou se Do-heon já havia se preocupado com ele em dias como este.
No entanto, sem precisar pensar por muito tempo, Cheongyeon concluiu que ele não faria isso. Em primeiro lugar, Do-heon era um homem que não conseguia entender os sentimentos da outra pessoa a menos que fossem expressos diretamente.
— …….
Antes que percebesse, a chuva ficava cada vez mais forte. Cheongyeon olhou fixamente para a paisagem úmida e molhada lá fora, e então verificou o telefone em sua mão.
Ainda não havia contato de Do-heon.
Ele se perguntou se ele estava comendo bem, dizendo estar ocupado. Antes, sempre que eu entrava em contato, ele sempre ligava de volta dentro de duas ou três horas, por mais ocupado que estivesse.
Ele se perguntou se deveria ligar para ele novamente, mas logo descartou a ideia. Seria realmente estranho ligar porque estava chovendo quando eles estavam divórciados.
Como ele vinha dizendo como um hábito recentemente, Do-heon e eu éramos agora completamente estranhos. Significava que eles não podiam entrar em contato por assuntos tão banais.
— Está caindo uma chuva torrencial de repente.
Chuááá. O som da chuva varrendo o chão de asfalto ecoou claramente, e Min Hyerin comentou como se estivesse impressionada.
— É…
Cheongyeon murmurou, olhando para o céu sombrio.
O fato de ele estar entrando em contato e se encontrando com ele com bastante frequência recentemente parecia distante, como se fizesse muito tempo, por algum motivo.
Hoje, sua agenda terminou mais cedo do que o habitual. Assim que chegou em casa, Cheongyeon tomou um banho e sentou-se à sua mesa para analisar o roteiro.
Embora tivesse diminuído em comparação com quando viu na van durante o dia, ainda estava garoando lá fora. Para afastar as emoções pegajosas que se arrastavam junto com o clima, Cheongyeon abriu o roteiro e pegou um instrumento de escrita.
Ele já havia memorizado tudo, mas estava pensando em ler as falas desde o início, por garantia.
— Cof, cof.
A concentração que ele havia reunido dispersou-se em um instante. Cheongyeon largou a caneta que segurava e verificou a identidade do chamador.
— Moon Do-heon
Ele não esperava por isso, mas Do-heon estava ligando.
— Diretor?
Cheongyeon pressionou rapidamente o botão de chamada.
— Liguei de volta, porque você me ligou.
Suas primeiras palavras foram infinitamente secas. Eu liguei há um tempo, e você está entrando em contato tão rapidamente. No entanto, Cheongyeon não se deu ao trabalho de verbalizar essa reclamação.
— Por que você não estava entrando em contato?
— Eu estava ocupado com o trabalho. O secretário Shim deve ter lhe dito.
— Diretor. O senhor precisa embarcar logo.
Uma voz estranha que não era a de Do-heon foi ouvida fracamente à distância. Cheongyeon piscou diante disso.
— Embarcar? Onde você está agora?
— No aeroporto. Tenho um compromisso em Busan, então preciso viajar de avião.
— A esta hora da noite?
Cheongyeon virou a cabeça e verificou o relógio digital em sua mesa. Passava das nove da noite. Mesmo se fosse para Busan agora, chegaria no meio da noite. Levaria ainda mais tempo para voltar para casa.
Ele ficou intrigado porque era a primeira vez que uma viagem de negócios doméstica se estendia até tão tarde, muito menos uma internacional. Além disso, estava chovendo lá fora.
— Então. O que você quer dizer?
Um raro indício de cansaço era evidente na voz de Do-heon. Também parecia estranhamente áspero.
Cheongyeon tinha certeza de que era por causa do clima.
— Se você for para Busan agora, quando vai voltar para casa? Você nunca foi tão irracional antes.
Cheongyeon, que estava resmungando, esquecendo que havia lhe dito para levar o carro de volta, logo fechou a boca. Ele percebeu tardiamente que havia dito algo presunçoso. Como se fosse o marido dele.
— Eu costumava arranjar tempo para sair do trabalho porque havia alguém me esperando em casa. Existe algum motivo para fazer isso agora?
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor