Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 68 Online

Capítulo 68
— Você realmente não bebeu. Álcool.
Doheon lambeu o lábio inferior como se estivesse saboreando algo, depois murmurou baixinho, soando surpreso.
Cheongyeon congelou, cobrindo os lábios com o dorso da mão. Levou alguns segundos para assimilar completamente o que havia acabado de acontecer.
— Eu disse que não bebi. O senhor realmente acha que eu seria tão infantil a ponto de tentar enganá-lo com algo assim, Diretor-nim?
Os lábios de Cheongyeon se contraíram como se estivesse sem palavras. Ele havia até assinado um contrato prometendo não mentir, mas estava sendo tratado dessa forma. Por quem Doheon o tomava, uma criança?
— Seu histórico é bastante colorido, então precisei perguntar.
Doheon deu um passo à frente, fechando a distância tanto quanto Cheongyeon havia recuado.
— A propósito, você já fez isso antes?
Então ele pegou a mão de Cheongyeon, que ainda cobria seus lábios, e a puxou para baixo.
— Feito o quê?
— Boquete.
Ele disse em voz seca. A palavra era sugestiva demais para vir de seu rosto inexpressivo, e Cheongyeon involuntariamente engasgou.
Ele acariciou lentamente o lábio inferior macio de Cheongyeon com o polegar, como se o instigasse a responder.
— Não fiz.
Quando Cheongyeon balançou a cabeça em negação, Doheon finalmente soltou seus lábios.
— Me surpreendeu.
Sua voz suavizou consideravelmente.
— Estava preocupado que você tivesse colocado o pau de outro idiota na sua boca depois de só ter saído da minha casa há alguns dias.
— Isso é… Ugh!
Cheongyeon tentou retrucar, mas o som que escapou foi imediatamente engolido por Doheon.
Ele abriu os lábios de Cheongyeon com gentileza e explorou minuciosamente a delicada membrana mucosa por dentro. Era um beijo profundo inadequado para o local. Sabendo que eram os únicos dois no salão, os olhos arregalados de Cheongyeon percorreram ao redor freneticamente, verificando os arredores.
Sabia que devia empurrar Doheon para longe, mas Cheongyeon hesitou, mexendo algumas vezes a mão que havia levantado até a metade, antes de pousá-la gentilmente no peito de Doheon.
— Hng, ugh… mmm.
Os feromônios de Doheon, que havia estado controlando perfeitamente até então, fluíram para Cheongyeon de maneira agradavelmente cautelosa e tênue. Não era forte o suficiente para fazê-lo perder a cabeça, mas proporcionava uma sensação maravilhosa que o fez esquecer, por um breve momento, que estava dentro de uma loja de departamentos.
Logo, Cheongyeon cerrou os olhos e pressionou seu corpo contra Doheon, implorando por um beijo mais profundo.
Gostou da sensação do cabelo de Doheon caindo naturalmente e tocando sua testa. Cada vez que inclinava a cabeça levemente, os olhos fechados de Doheon, as sobrancelhas grossas e o espaço elegante entre elas visível através do cabelo cintilavam vagamente na visão de Cheongyeon. Até o aroma seco e frio único que emanava dele era incrivelmente sedutor naquele momento.
Era aceitável sentir isso por Doheon agora? Não era uma adoração tão cega como antes, mas Cheongyeon admitia que ainda tinha sentimentos sexuais por ele.
Havia acabado se divorciando dele por causa da sufocante sensação de confinamento e solidão que havia sentido vivendo com ele, mas independentemente dessas questões pessoais, Doheon ainda era, na superfície, um homem perfeito. Era por isso que Cheongyeon não conseguia rejeitá-lo de forma decisiva.
Justamente quando estava começando a se sentir sem fôlego, Doheon se afastou lentamente e soltou Cheongyeon. Ele compulsivamente endireitou a gravata e o colete levemente desalinhados, recuperando o fôlego.
Cheongyeon limpou os lábios brilhantes com a mão e olhou para ele de lado. Estava prestes a reclamar de se beijarem num lugar assim, mas acabou sendo ele quem implorou por mais, então se sentiu extremamente constrangido.
— Haa…. Mas o senhor não vai responder o que perguntei antes?
Doheon ainda não havia respondido se era aceitável fazer com a boca em vez da penetração. Como era um relacionamento contratual, havia proposto uma alternativa com seriedade, mas Doheon estava fazendo perguntas estranhas sobre se havia bebido álcool.
Doheon fechou a boca como se estivesse pensando em algo e encarou Cheongyeon. O interior de sua garganta estava ressecado de tensão, mas Cheongyeon não desviou o olhar.
— Escolha as roupas primeiro.
Porém, após um momento, Doheon deu uma resposta irrelevante em vez da que Cheongyeon queria.
Cheongyeon só conseguia ouvir aquilo como uma recusa. Havia reunido alguma coragem para perguntar, mas virou a cabeça envergonhado ao ser ignorado.
Não havia necessidade de fazê-lo se sentir tão humilhado. Teria sido melhor se simplesmente tivesse dito que não queria e que manteria os termos do contrato.
Cheongyeon, ressentido com as palavras superficiais de Doheon, sentou no sofá e continuou folheando o catálogo que a funcionária havia trazido.
Escolha as roupas, diz ele. Por que precisa falar assim?
Cheongyeon fervia interiormente. Havia planejado originalmente apenas trocar para o design mais simples e sair, mas mudou de ideia.
Folheou as páginas e escolheu uma camisa fina com um decote bem aberto, calças que arrastavam até o chão e um choker que vinha com o conjunto.
— Vou trocar para isso.
Quando Cheongyeon apontou para a foto, os olhos de Doheon se estreitaram.
— Está falando sério?
— Sim.
Era engraçado como ele reagiu imediatamente. Doheon se sentou ao lado dele e encarou Cheongyeon com olhos que pareciam ter muito a dizer.
O olhar era tão intenso que a pele do rosto formigava. Hesitante, Cheongyeon acrescentou.
— O senhor não esqueceu que concordou em respeitar minhas escolhas de moda, não é?
— Não costumava ser tão extremo assim. Que tal escolher algo com um pouco mais de tecido?
Claramente não gostou da camisa com decote em V profundo que Cheongyeon estava apontando.
— Já disse, antes do divórcio eu costumava me vestir da forma mais comportada possível para combinar com o Diretor-nim, mas sempre gostei desse estilo.
— Não, antes disso.
— Antes disso….
Cheongyeon foi ficando vago, franzindo a testa e olhando ansiosamente para Doheon.
— O senhor não está falando sobre quando eu era idol, está?
Perguntou só para ter certeza, mas seu pressentimento sinistro se confirmou quando Doheon acenou com a cabeça.
— Acho que era mais contido do que isso naquela época.
Nunca havia imaginado que Doheon saberia sobre seus dias como idol. O rosto de Cheongyeon instantaneamente ficou bem vermelho diante das palavras inesperadas.
Havia sentido uma sensação de realização enquanto trabalhava como idol, mas também havia momentos que não queria lembrar porque os resultados não foram bons. Cheongyeon não conseguia encontrar as palavras, mordiscando seus lábios inocentes com vergonha de que Doheon soubesse sobre a história obscura daqueles dias.
— Por que o senhor foi pesquisar sobre isso?
Cheongyeon gaguejou, sentindo-se agitado demais.
— Não posso pesquisar? Você dançava bem.
— Ugh. Não diga nada.
Cheongyeon balançou a cabeça, embaraçando o próprio cabelo com vergonha. Então, Doheon raramente curvou os lábios num sorriso e se inclinou na direção de Cheongyeon.
E com um estalo, seus lábios se encontraram novamente. Cheongyeon franziu a testa constrangido com o contato físico frequente inadequado para o local e recuou. Mas Doheon envolveu sua cabeça e puxou seu rosto em sua direção, insistindo.
— Ah, hm… aqui, isso é uma loja de departamentos….
Cheongyeon murmurou em protesto durante uma breve pausa entre seus lábios.
— Quem foi que disse que faria com a boca primeiro dentro da loja de departamentos?
— Aquilo foi… ugh, quis dizer no hotel. Não aqui.
— Estou ansioso.
Doheon deu uma risada e mordeu seus lábios novamente. Fazia muito tempo desde que o havia ouvido rir, e pareceu estranho.
— Ugh….
O atrito úmido da carne molhada roçando uma na outra soou claramente em seus ouvidos, de forma embaraçosa. O beijo precário, como se fosse se intensificar mas sem chegar lá, continuou várias vezes.
Doheon o conduzia com gentileza, tornando seu corpo lânguido, mas no momento em que Cheongyeon baixava a guarda, ele avançava agressivamente e tomava sua boca.
Toc toc.
— Ah!
Uma batida foi ouvida de repente do lado de fora do salão. Cheongyeon se sobressaltou e empurrou Doheon, que felizmente o soltou de boa vontade.
Logo, a porta se abriu e a funcionária que os havia recebido antes entrou.
— Com licença. Não recebemos nenhuma solicitação especial, então vim verificar se havia algo com que pudesse ajudá-los. Há algo em que possa auxiliá-los?
Cheongyeon mexia nos próprios lábios inocentes, olhando para Doheon e para a funcionária. Seu coração disparou, perguntando-se se a funcionária havia notado o que havia acontecido ali.
Era um salão exclusivo para VVIPs, então definitivamente não havia câmeras de segurança, mas estava tenso porque se sentia culpado.
Por que ele tem de ser tão bom em beijar? Culpando Doheon interiormente, Cheongyeon sorriu para a funcionária.
— Faz um tempo desde que estive aqui, então estava tão ocupado olhando para coisas que nunca vi antes que perdi a noção do tempo.
Inventando uma desculpa plausível, Cheongyeon apontou para o design que havia escolhido antes, do que este que Doheon detestou.
— Ah. E tem um look que estava olhando, mas poderia verificar se está disponível nesse tamanho….
Então, Doheon, que havia ficado sentado em silêncio, colocou naturalmente o braço em volta de sua cintura. E tirou o catálogo da mão de Cheongyeon.
— ……
Sentiu uma pressão silenciosa que dizia: “Não aquele look.” Cheongyeon, que estava prestes a dizer a ele para não interferir porque era sua escolha, engoliu as palavras que estavam presas em sua garganta quando viu as pupilas escuras de Doheon.
Seu rosto, que havia transmitido uma vibração diferente do habitual desde o início, tocou sutilmente o coração de Cheongyeon. Doheon, usando o terno que ele havia mandado usar e com a franja para baixo, parecia de alguma forma um pouco fofo hoje, o que era ainda mais perturbador.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
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