Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 62 Online

Capítulo 62
A voz de Doheon era audível ao longe, de forma tênue. A princípio, Cheongyeon achou que ele estava falando consigo mesmo, e mesmo dormindo, Cheongyeon sentiu que havia algo estranho.
Com o passar do tempo, a voz fraca foi gradualmente ficando mais alta e mais clara. Quando conseguiu reconhecer com precisão as palavras que estavam sendo ditas, Cheongyeon percebeu que ele estava ao telefone.
Sua consciência, profundamente submersa, emergiu lentamente, e Cheongyeon, despertando do sono, abriu as pálpebras.
Interior desconhecido, o toque desconhecido dos lençóis, um ar desconhecido.
Alguns segundos depois, percebeu que estava num hotel. E que havia dormido com Doheon na noite anterior.
— ……
Cheongyeon virou a cabeça para o lado. Doheon estava de pé junto à janela, olhando para a cidade lá embaixo enquanto conversava com alguém ao telefone. Parecia ser alguém da empresa. A julgar pelas palavras reunião e projeto, parecia que ele tinha de ir trabalhar hoje também.
Cheongyeon ergueu o corpo pesado e verificou seu estado. Estava definitivamente úmido e pegajoso de suor e algum fluido corporal desconhecido quando adormeceu, mas agora seu corpo cheirava levemente a sabonete. Não se sentia grudento, e sua pele estava fresca tanto acima quanto abaixo.
A julgar pelo fato de estar usando um roupão de banho, parecia que alguém o havia lavado enquanto dormia.
Embora ainda estivesse sonolento, Cheongyeon saiu da cama para vê-lo se preparar para o trabalho, como era seu hábito. Seu corpo se moveu sozinho, talvez porque ele tivesse se despedido dele todas as manhãs durante os últimos três anos.
— Você acordou?
Doheon, que havia acabado de terminar a ligação, notou Cheongyeon arrastando os chinelos em sua direção e perguntou.
— Sim… Ah, hm. Sim.
Sua voz estava rouca, e a resposta saiu como um engraçado “Éeeeh”. Cheongyeon corrigiu rapidamente a pronúncia e pigarreou.
Doheon não pareceu se importar muito com a voz de Cheongyeon. Havia acabado de tomar banho, e seu cabelo estava levemente úmido enquanto ele vestia a camisa e as calças. Estava trajado de forma relativamente simples, ainda sem gravata.
— Como está seu corpo?
Ele se aproximou de Cheongyeon. Em resposta, Cheongyeon reavaliou naturalmente seu estado.
Não era que não houvesse partes enrijecidas, mas era uma condição aceitável. Tendo passado por aquilo uma vez antes, não sentia a dor de ter sido maltratado tão severamente quanto da última vez.
Seu interior estava um pouco dolorido, mas estava longe de ser um relacionamento normal onde se consideravam mutuamente, então Cheongyeon não tinha intenção de culpar Doheon.
— Estou bem.
Doheon baixou o roupão macio e grosso que Cheongyeon estava usando abaixo dos ombros. Marcas da noite anterior estavam espalhadas em vermelho por todo o seu torso.
— São muitas marcas? Você tem que filmar.
Doheon murmurou secamente. Só então Cheongyeon percebeu que não estava usando nenhuma roupa íntima sob o roupão, e seu rosto corou.
— Isso pode ser coberto com maquiagem.
Cheongyeon disse como se não fosse grande coisa. Mas por dentro era o oposto. Por um momento, quase deu um passo para trás, pensando que Doheon ia tirar sua roupa. Mesmo sabendo que não era sexta-feira e que Doheon não faria nada indecente de manhã enquanto se preparava para o trabalho.
— Sua pele é sensível, então terei de tomar mais cuidado da próxima vez.
Doheon disse, estalando a língua. Cheongyeon, sentindo o olhar sobre as marcas de beijo, puxou o roupão que havia sido abaixado e virou a cabeça. Sentiu vergonha de encará-lo diretamente, pois as memórias do dia anterior vinham à mente.
— Quando o Diretor acordou?
— Às seis horas.
Cheongyeon se surpreendeu e verificou o horário. Já passava muito das oito horas.
Ele acordou de madrugada e ficou fazendo o quê por mais de duas horas? Estava me esperando? Ou trabalhando?
— O senhor podia ter simplesmente me acordado….
— Ah. Achei que você se sentiria desconfortável, então te lavei enquanto dormia. Há algo desconfortável?
— Não há nada desconfortável, mas então alguém veio até aqui?
Ele estava confuso sobre se Doheon o havia lavado pessoalmente ou mandado alguém fazer isso.
— Você achou que eu confiaria você a outra pessoa?
Doheon retrucou como se fosse algo absurdo. Isso significava que ele mesmo havia limpado seu corpo. A expressão de Cheongyeon, que havia ficado rígida por um momento, rapidamente se relaxou.
— Ah, que alívio. Achei que alguém além do Diretor tivesse me visto….
Cheongyeon murmurou, profundamente aliviado sem perceber. Então, surpreendido com as palavras que havia proferido, acrescentou uma desculpa.
— É demais mostrar meu corpo nu para um estranho.
Quando o calor estava prestes a invadir seu rosto, sentindo o olhar descarado de Doheon, a campainha soou do lado de fora do quarto.
As cabeças de ambos se voltaram naturalmente para o som.
— Quem é?
— Pedi room service.
Doheon caminhou até a porta e abaixou a maçaneta somente após confirmar que Cheongyeon havia novamente fechado a frente do roupão.
Ele pensou que assim que o sexo terminasse, sairia do hotel imediatamente. A julgar pelo fato de ter pedido room service, parecia que estava planejando tomar o café da manhã juntos. Cheongyeon se apoiou na parede, pensando que era inesperado.
O funcionário do hotel que trouxe a bandeja começou a organizar a comida no quarto. Talvez por ser de manhã, o cardápio era relativamente leve, com sopa, aveia, frutas, omelete e pão.
Cheongyeon olhou fixamente para a sopa fumegante, pensando em sua programação para aquele dia.
Tinha uma agenda de filmagem à tarde. Era a sessão de fotos para o pôster do drama para o qual havia passado no teste anteriormente. Soube que era um papel coadjuvante com bastante peso, então tirariam uma foto de perfil separada para o drama e depois a sintetizariam com as fotos dos atores principais.
O funcionário que havia terminado de organizar tudo saiu do quarto. Cheongyeon não estava com muito apetite, pois havia acordado há pouco tempo, mas não tinha como não se sentar ao ver Doheon se acomodar.
— Hoje você vai trabalhar mais tarde.
— Porque é fim de semana.
Os dois se sentaram naturalmente um de frente para o outro e começaram a comer. Cheongyeon tomou alguns goles de suco de frutas, depois pegou uma colher e mexeu a sopa.
— Você ainda vai à empresa todo fim de semana ultimamente?
— Quase nunca vou. Tenho uma reunião hoje, então estou indo trabalhar cedo pela primeira vez em um bom tempo.
— Ah….
Cheongyeon acenou com a cabeça de forma desajeitada diante da nuance que parecia enfatizar que ele havia reduzido o trabalho nos fins de semana.
Não, se ele conseguia ajustar sua agenda assim, então por que trabalhava tanto para ir à empresa todo fim de semana quando era casado comigo? Ainda era uma pergunta sem resposta.
Sabia que ele era uma pessoa muito ocupada e que trabalhava mais do que qualquer um para se estabelecer no Grupo JT, então na época tentou entender aquilo como algo inevitável… Será que Doheon simplesmente não gostava de mim? Não era que tivesse algum sentimento remanescente por ele agora, mas não se sentia bem.
De acordo com o secretário Shim, ele havia até tirado férias. Por que Doheon nunca arranjou tempo para mim? Eu era tão pouco confiável assim?
Não queria continuar trazendo à tona velhas memórias deprimentes, mas Cheongyeon não conseguia controlar os pensamentos que surgiam esporadicamente.
Honestamente, era verdade que era muito inferior a Doheon, e por mais que se esforçasse, isso pareceria irremediavelmente inadequado para ele. Mesmo que um ômega nascido numa família chaebol desempenhasse o papel de cônjuge, isso mal compensaria a falha de Doheon de ser filho ilegítimo. Não havia como ele ter sido de alguma utilidade para ele.
No fim, foi diagnosticado com infertilidade por ter tomado supressores em excesso sem consultá-lo, então conseguia imaginar aproximadamente a decepção que ele deve ter sentido.
Por isso, ele aceitou o divórcio sem reclamar.
— ……
Mas como as coisas chegaram a esse ponto?
Cheongyeon olhou de relance para Doheon, que comia em silêncio, e então encarou a janela inundada de luz solar brilhante. Comer com ele, onde uma conversa cotidiana raramente se prolongava, era desconfortável e difícil, tanto antes quanto agora.
Como suas posições eram tão diferentes, ele ainda não conseguia entender exatamente o que Doheon estava pensando ao criar essa situação, mas pelo menos podia encontrar algum consolo patético no fato de não ser uma existência completamente inútil para ele.
“Por que está perguntando tal coisa? Nunca houve um momento em que eu não me importasse com você.”
Talvez os sentimentos dele por mim fossem sobre conveniência, pena e hábito. E agora, talvez a luxúria também estivesse incluída….
— Yoo Cheongyeon.
Foi a voz grave de Doheon que despertou Cheongyeon, que havia se perdido num emaranhado de pensamentos por um tempo. Só então Cheongyeon afastou os pensamentos dispersos e olhou para Doheon.
— Sim?
— Você não está comendo?
— …Tenho de comer.
Cheongyeon, que respondeu de má vontade, forçou-se a colher a sopa e levá-la à boca. Enquanto isso, Doheon, que havia terminado sua refeição rapidamente, pegou o fino arquivo de documentos que havia colocado na mesa do escritório e o entregou a ele.
Cheongyeon, que mastigava um pão com uma expressão de total desgosto, ergueu a cabeça como se perguntasse o que era aquilo.
— Uma cópia do contrato. Podemos cada um ficar com uma.
Cheongyeon leu o contrato no arquivo transparente. Era todo um conteúdo que ele já conhecia.
— A propósito, o que o senhor usou para carimbar a impressão digital no contrato? Está borrada.
Doheon sentou-se com os braços cruzados, como se estivesse curioso sobre a cor e a densidade da impressão digital, que nunca havia visto antes.
Impressão digital? Eu marquei algo assim?
Cheongyeon mordeu o lábio inferior, rememorando as lembranças do dia anterior. Então, algo veio à mente de repente, e ele abriu a boca, dizendo:
— Ah, aquilo! Lembrei de repente enquanto bebia vinho ontem, então marquei com vinho.
— ……
— Assim ó, mergulhei o dedo no copo de vinho e pressionei no papel.
— ……
Doheon encarou Cheongyeon com uma expressão que raramente perdia as palavras. Era um olhar que sugeria fortemente que o achava lamentável. Cheongyeon, sentindo-se constrangido, de repente fingiu comer a sopa com afinco.
— Parece que o senhor quer me proibir de beber.
— Fico feliz que saiba.
Doheon admitiu prontamente. Os olhos de Cheongyeon se arregalaram com isso.
Estou lendo a expressão de Doheon. A vida é longa.
— Mas o senhor já assinou. A propósito, não há nenhum conteúdo no contrato que diga que preciso me abster de álcool, Diretor.
Cheongyeon sorriu de forma brincalhona, com os olhos formando meias-luas. De alguma forma, sentiu como se tivesse levado vantagem sobre Doheon.
Até sentiu uma satisfação próxima à alegria quando Doheon suspirou e balançou a cabeça.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
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