Ler To Me, Who Doesn’t Love You (Novel) – Capítulo 05 Online

﹝ Episódio 05 ﹞
[O celular que o senhor usava foi perdido, então preparei um novo. Desculpe pela demora. Pode usar o cartão à vontade.]
Havia algo inserido no compartimento atrás da capa do celular. Ao ver a assinatura, vi que não era meu nome, mas o dele.
[Jo Yeonseo]
“Use à vontade”, ele disse. E se eu sair gastando milhões? O cartão preto com detalhes dourados, famoso por não ter limite, dizem que não aceita pagamentos abaixo de 50 mil won. Será que realmente não aceita? Curioso, com a permissão para sair do hospital, fui a uma loja de conveniência sem funcionários em frente ao hospital e tentei passar o cartão várias vezes. Ué, funciona? Sei que mensagens de aprovação vão para ele, mas não me importei.
[Envio Web]
Aprovação do Cartão ○○ (XXXX) Jo*seo
400 won (à vista) 11/04 10:51
Loja de Conveniência Ice World
[Envio Web]
Aprovação do Cartão ○○ (XXXX) Jo*seo
1200 won (à vista) 11/05 11:02
Loja de Conveniência Ice World
[Envio Web]
Aprovação do Cartão ○○ (XXXX) Jo*seo
800 won (à vista) 11/05 18:34
Loja de Conveniência Ice World
Não tinha jeito. Eu não tinha dinheiro em espécie e não queria comprar sorvetes em grandes quantidades para acumular. De vez em quando, comprava para o Taeo, para as enfermeiras ou para o filho do Taeo, totalizando 2.000 won, mas a maioria dos valores era de centenas de won.
Dois dias depois, o homem ligou. Começou dizendo que, como o trabalho estava atrasado, só poderia vir na hora do sono novamente, então avisava com antecedência. Depois, perguntou cuidadosamente se eu precisava de dinheiro vivo ou de outras coisas. Pedi um notebook ou tablet. Perguntei também se ele poderia trazer minha carteira e documentos. Ele disse que sim, e, ao final da curta ligação, acrescentou algo que parecia querer dizer há muito tempo:
— Se o senhor se sentir desconfortável usando meu cartão, não precisa se preocupar com isso.
Não, estou usando bem à vontade. Se as mensagens de aprovação fossem enviadas para meu celular, eu não usaria o cartão para compras de 400 won, nem que fosse para evitar o trabalho de apagar as mensagens. No momento, não estou saindo muito do hospital, e as refeições são boas o suficiente, então não tenho grandes queixas. Pensar em outras coisas que quero ter, agora que estou tentando me adaptar à perda de memória, já me ocupa completamente.
Respondi que estava usando o cartão sem problemas e desliguei. No dia seguinte, os itens que pedi estavam em cima do armário do quarto. O homem deve ter vindo durante a noite; ao acordar, vi um vaso de planta que não estava lá antes. Não era uma grande coroa de flores ou vaso para desejar prosperidade, mas uma pequena suculenta redonda do tamanho de uma moeda.
Pesquisei no celular e vi que se chamava algo como “Calculus”. Com dois pontinhos minúsculos sobre uma fenda em forma de boca, parecia uma carinha inexpressiva “:|”. Que coisa para trazer. Onde ele foi arrumar isso?
Depois de observar o pequeno vaso por um tempo, perdi o interesse e verifiquei o conteúdo da carteira que ele trouxe. Não parecia nova, pois os itens internos estavam amassados ou com as bordas esmagadas, como se tivessem sofrido um grande impacto.
A primeira coisa que tirei foram meus cartões de visita, e havia dois tipos. Um era de Isuhan, Diretor da Divisão de Alimentos do Grupo Seosang, e o outro era de Isuhan, Consultor Especializado em Food Service. O primeiro parecia ser para uso dentro do Grupo Seosang, e o segundo para atividades externas como aparições na TV. Enquanto olhava fixamente, notei que os números dos dois cartões eram diferentes.
— O que é isso?
É comum as pessoas separarem número comercial e pessoal, mas assim não sei qual era o número que eu usava pessoalmente. Será que o número do cartão de consultoria era o pessoal? Se eram dois números, será que eu usava dois celulares ou só trocava o chip em um? Em meio a várias dúvidas, verifiquei o celular que ele trouxe e vi que era um terceiro número, diferente de ambos.
— …?
A situação era suspeita por vários motivos. Será que éramos mesmo casados? Não importa como se olhe, é estranho. Verifiquei rapidamente o registro de família no notebook e vi que o nome “Jo Yeonseo” estava lá como meu cônjuge. Será que havia algum motivo para eu não ter contato com as pessoas que conhecia antes de perder a memória? Cada vez mais confuso.
Naquela noite, o homem veio como sempre, na calada da noite, e ficou apenas me observando. Entre as pálpebras semiabertas, seu rosto não parecia ansioso como alguém vigiando ou com medo de esconder algo, mas apenas triste. Por que ele está tão angustiado? Porque perdi todas as memórias? Ou porque não morri, apesar de um acidente tão grave?
Será que realmente fomos um casal apaixonado? Nos filmes, casais se apaixonam novamente à primeira vista, como num milagre, mesmo depois de perder a memória. O que eu sentia ao olhar para ele não era um afeto que aquecesse o coração, mas uma pergunta.
* * *
Assim, mais uma semana se passou em meio à desconfiança, e o dia da alta chegou.
— Absolutamente não force a barra. Por um mês, faça apenas exercícios de reabilitação em casa, sem exageros.
Com as recomendações do médico, desci ao saguão do hospital e vi o homem, que havia tirado o dia de folga, me esperando. Ele, sem nada como um buquê de flores que um marido romântico prepararia para o cônjuge que recebe alta, veio de mãos vazias, mas foi ele quem carregou minha bagagem. Ao me aproximar do banco do passageiro de um sedã de luxo com vidros escuros, ele hesitou, como se estivesse um pouco surpreso, e abriu a porta com cuidado.
Novamente, notei que ele costumava se assustar quando estava perto de mim. A bagagem era apenas uma mochila pequena com notebook e tablet. Estendi a mão para pegá-la, e ele, mesmo sem tocá-lo, se assustou só com a aproximação de uns 15 centímetros, como se tivesse levado uma queimadura, e eu acabei ficando constrangido.
Sua fala excessivamente educada, sua atitude que não parecia familiarizada com toques… Era tudo muito estranho para um casal normal.
Assim, em silêncio, percorremos a estrada. Logo ele disse que havíamos chegado, e o local era um grande complexo de apartamentos novos no centro de Seul.
— Parece que ele tinha muito dinheiro mesmo.
Fiquei inconsciente por um tempo, internado, sem poder trabalhar, e pelo visto não poderei trabalhar por um bom tempo. Não deveria verificar quanto dinheiro eu tenho? Com uma ansiedade vaga, pensei que, como era famoso na TV, deveria ter uma vida razoável, mas a localização do nosso novo apartamento era mais luxuosa do que eu imaginava. Controlei minha boca para não cair, e ele me levou para o 2302. O interior, sem nenhum vestígio de vida, era impecável, como se eu estivesse olhando para uma casa-modelo.
Uma coisa peculiar era que a cozinha era enorme e espaçosa. Parecia que haviam ampliado a cozinha, pegando parte da sala. Uma mesa de jantar gigante, grande o suficiente para convidar oito pessoas, era esteticamente bonita, mas transmitia uma sensação de vazio.
Com fogão a gás, cooktop, vários tipos de panelas, frigideiras e utensílios pendurados na parede, separados por tamanho e material, era claro que o morador desta casa gostava muito de cozinhar. Outra característica marcante era que tudo parecia ter sido decorado seguindo as últimas tendências, mas sem nenhum toque pessoal do casal. Deixei a mochila no sofá e, enquanto olhava ao redor, ele me disse:
— O senhor pode usar este quarto.
Ele apontou para um dos quartos menores, com a porta bem fechada. Por que não o quarto principal? Com uma leve dúvida, abri a porta e encontrei um quarto igualmente sem personalidade ou calor: apenas cama, armário e escrivaninha.
E quando olhei para a janela, entendi por que ele me deu uma suculenta estranha em vez de um buquê ou um vaso maior. Havia três ou quatro pequenos vasos de suculenta no local mais ensolarado da janela. Talvez ele tenha tentado agradar meu gosto. Mas, infelizmente, agora que perdi a memória, as suculentas não me causavam nenhuma impressão. Será que o gosto muda só porque a memória se foi? Por um momento, examinei silenciosamente o rosto dele.
— Ele é bonito…
Em termos de gosto, ao contrário das suculentas, este não era mau. Objetivamente, ele era bonito e sem defeitos no rosto. Talvez por ser mais jovem, sua pele era firme e jovem. Ah, essa expressão é muito de tiozão? Mas, considerando objetivamente minha idade, eu sou um tiozão. Apenas pela aparência, eu também não parecia ficar para trás (por isso o programa de TV fez sucesso), mas a diferença de idade era evidente; ele parecia claramente mais jovem.
— …?
Será que meu olhar perscrutando seu rosto era muito óbvio? Ele, com as orelhas vermelhas, me perguntou:
— O senhor… tem mais alguma coisa a dizer?
Entre maridos, não há necessidade de corar as orelhas só porque olhei mais de perto. Ainda mais curioso, abri a boca.
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
↫─⚝ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler To Me, Who Doesn’t Love You (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Um casamento miserável que começou com amor não correspondido e mal-entendidos. Justo quando decidiu se divorciar e deixá-lo ir, ele voltou. Sem quaisquer memórias do passado.
— Eu sou o marido de Lee Suhan.
Depois de sobreviver a um acidente de carro que o deixou em coma por vários meses, Suhan perdeu todas as suas memórias. Aquele que ficou ao seu lado foi Jo Yeonseo, um homem com muitos segredos que se apresentou como o marido de Suhan. Apesar da distância significativa entre eles como casal, Suhan se sente atraído pela afeição devotada de Yeonseo enquanto desconfia dele. Justo quando parecem estar se aproximando, Yeonseo diz que vai se divorciar dele pelo seu bem?
Enquanto seu jovem marido tenta fugir, os sentimentos de Suhan se tornam mais sinceros, e ele tenta descobrir as verdadeiras intenções de Yeonseo.
— Vou começar a seduzir meu marido a partir de agora.
Nome alternativo: To Me Who Doesnt Love You Dear Stranger