Ler Autobahn Romance (Novel) – Capítulo 02 Online

Autobahn Romance Vol 1 — P2
— Cheguei…
Ter perdido duas vezes não foi um erro. Agora ele não podia nem inventar a desculpa covarde de que tinha sido um erro.
Disseram que não haveria diferença em relação a um beta se tomasse o remédio direitinho, será que é porque o remédio não está caindo bem no corpo?
De qualquer forma, ele perdeu.
Perdeu para o Gong Pyeonghwa.
Perdeu de verdade.
Mesmo com dificuldades, ele tentou espremer as forças de alguma forma, mas não deu certo. Para ganhar, ele deveria estar olhando para mais uma letra em vez de estar se sentindo desolado assim, mas não conseguia.
Os olhos estavam secos demais e a cabeça pesada. O corpo desabava, a barriga parecia doer e o corpo inteiro doía como se alguém estivesse batendo nele.
— Saebyeok … Saebyeok? Meu Deus!
A mãe de Shin Saebyeok descobriu Saebyeok tremendo na sala e correu assustada.
Soltando um grito agudo diante de Saebyeok, que suava frio e tremia de calafrios, ela tentou chamar uma ambulância às pressas, mas Saebyeok segurou a mão da mãe.
— Por que hospital? Eu não quero.
Parecia que não haveria solução mesmo indo ao hospital. Desde antes, a parte inferior do corpo coçava. A barriga borbulhava e o interior estava cheio de calor.
— Então este é o período de cio.
Parece que o fato de ter interrompido o remédio por um momento porque queria se concentrar puramente no exame acabou sendo o problema.
— Acho que basta tomar mais supressores. Hoje, quer dizer, eu fiquei… muito tenso…
Quando Saebyeok hesitou no final das palavras, a mãe de Saebyeok ficou inquieta batendo os pés.
Saebyeok era cheio de pequenas doenças desde a infância. Não era exagero dizer que o Saebyeok de hoje foi feito pelos cuidados minuciosos da mãe.
Houve um tempo em que o coração da mãe de Saebyeok despencava só de Saebyeok tossir.
— Saebyeok, se está doendo, você tem que ir ao hospital. Ainda mais que você é um ômega…
— Mãe, por favor.
Saebyeok interrompeu as palavras da mãe.
Ainda mais que você é um ômega. O que viria depois dessa frase era óbvio, e ele não queria ouvir.
— Estou realmente bem. É por causa do cansaço. Vou descansar.
Saebyeok subiu as escadas com as pernas trôpegas. A mãe de Saebyeok o segurou quase desmaiando.
— Saebyeok!
Mas desta vez Saebyeok também não conseguiu aguentar.
— Não quero! Não vou! Não quero! Não quero! É o período de cio! Não vou! Não vou!
Saebyeok, que se assustou por ter gritado primeiro, arquejou segurando o peito.
Olhando para a mãe que exibia um rosto atônito de susto, ele acrescentou as palavras às pressas:
— Des-Desculpe por gritar… Vou des-descansar…
Saebyeok revirou a gaveta e engoliu um punhado de supressores. O som do coração batendo forte continuava ecoando nos ouvidos, como se estivesse grudado neles.
Saebyeok cobriu-se com a coberta até a cabeça e fechou os olhos.
Escorrendo, a sensação de algo descendo pela fresta das nádegas foi sentida com clareza. A sensação úmida tanto na frente quanto atrás era horrível demais, fazendo Saebyeok ranger os dizes.
Esperando o efeito do remédio fazer efeito, Saebyeok continuou pensando em fórmulas matemáticas e vocabulário de inglês por dentro.
Depois de repetir cerca de duzentas palavras de inglês, o calor diminuiu, indicando que o remédio estava fazendo efeito.
Saebyeok pensou, de repente, que a humilhação de hoje não era simplesmente por não ter tomado o remédio, mas por causa de Gong Pyeonghwa, que não controlava os seus feromônios.
Não há casos em que ômegas e alfas são alocados na mesma sala.
No entanto, como disseram que não haveria diferença em relação a um beta se tomasse o remédio direitinho, os pais e Saebyeok, que queriam esconder o fato de ele ser ômega de qualquer forma, não informaram sobre a manifestação como ômega.
Era algo que todos faziam secretamente.
Além de saber que não haveria ninguém influenciado pelos seus feromônios, ao entrar num estado de extrema concentração chamado exame, ele poderia liberar feromônios inconscientemente. Portanto, a culpa não era de Gong Pyeonghwa. No entanto, Saebyeok estava encurralado demais para ter pensamentos lógicos assim.
Ele simplesmente odiava Gong Pyeonghwa.
O que ele só conseguia obter com muito esforço, e que inclusive agora não conseguiria obter mesmo que morresse e renascesse, Gong Pyeonghwa obtinha tudo sem pagar nenhum preço.
Injusto.
Ele também odiava o nome de Gong Pyeonghwa. O que era justiça e paz, ele odiava tudo.
Saebyeok amaldiçoou Gong Pyeonghwa sob o efeito do remédio, mas acabou cochilando.
Quando abriu os olhos novamente, eram duas horas da manhã.
Saebyeok, que dormiu doze horas seguidas, sentou-se à escrivaninha assustado. Ele segurou a lapiseira carregando a dor de cabeça que já era familiar.
Enquanto anotava o caderno de erros e resolvia a apostila do dia, sentiu muita fome.
Saebyeok desceu para a cozinha para comer algo leve.
Pegando uma fatia de pão de forma para colocar na boca, Saebyeok, que ia voltar para o quarto, mudou de rumo ao ver a luz escapando pela fresta da porta do escritório.
No escritório, o pai de Saebyeok soltava suspiros e virava copos de bebida forte repetidamente.
Diante da figura do pai que parecia amarga pelas costas, Saebyeok voltou silenciosamente para o quarto.
Pela culpa que sentia no coração, era difícil engolir uma fatia de pão de forma.
No fim, Saebyeok teve indigestão com meia fatia de pão e ficou segurando o vaso sanitário do banheiro tendo ânsias de vômito o tempo todo.
Mesmo assim, Saebyeok aumentou a dose do remédio.
Se ele dissesse para Gong Pyeonghwa controlar um pouco os feromônios, era óbvio que receberia a pergunta se também tinha uma condição especial, e como o fato de ser ômega seria descoberto, ele não podia cobrar de Gong Pyeonghwa.
Apenas a cabeça doeria um pouco mais e o sono viria um pouco mais. Era apenas uma questão de aguentar um pouco mais.
Shin Saebyeok suportou o sono cutucando a ponta das unhas.
Ele tinha que ganhar este exame final de qualquer jeito.
Ele queria aliviar os suspiros do pai e a preocupação da mãe.
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Gong Pyeonghwa, que ganhou de Shin Saebyeok nos estudos, recebeu uma recepção calorosa inédita.
— Nosso filho chegou?
Pela primeira vez na vida de Gong Pyeonghwa, ele foi jogado para o alto pela família para comemorar.
A família estava doce como nunca. Para você ter uma ideia do nível, aquele desgraçado antipático, não, o filho da mãe, não, Gong Jeong falou com a voz que ele só usava com a namorada dele:
— Ei. Gong Pyeonghwa, tem algo que você queira? O irmão compra para você? É só falar.
— O que deu nesse louco…
Não parou por aí.
Gong Sarang, cuja falta de educação era difícil de competir com a de Gong Jeong, chamou de — Oppa — em vez de — Ei —.
— Oppa. Uau. Ficou em primeiro lugar. Uau.
— O meu pai bebeu o suquinho?
Deu calafrios.
Ele sentiu aversão diante do comportamento bizarro de dar arrepios da família, mas por outro lado, teve a certeza de que o seu valor realmente estava em ganhar de Shin Saebyeok, o que o deixou amargo.
— Mesmo que não façam isso, eu vou estudar… Prometo ser fiel aos meus deveres… Então, se me permitem, poderiam abrir caminho para eu ir estudar à noite?
Diante da reação de Gong Pyeonghwa, os olhos dos familiares se moveram rapidamente. Aquela era uma reação que não estava nos planos.
No fim, Gong Jeong não aguentou, deu um tapa nas costas de Gong Pyeonghwa e berrou:
— Ei! Você comeu algo estragado? Vomita! Vomita!
— Ei! Gong Pyeonghwa, os moleques estão te provocando na escola? Hã? Quer que eu vá lá botar ordem?
— Prefiro que você se rebele!
— Qual é o problema? É a puberdade?
Incentivado pelo entusiasmo fervoroso da família, Gong Pyeonghwa tomou coragem e revelou o que guardava no coração até então.
A partir daí, começando por Gong Jeong, seguido por Gong Sarang e pela mãe, todos caíram na gargalhada segurando a barriga.
Apenas o pai não conseguiu dizer nada, chocado com o fato de o segundo filho, que era a sua cópia cuspida e escarrada, conseguir ser tão burro.
Irritado por ver a preocupação que revelou com dificuldade ser ridicularizada, Gong Pyeonghwa chutou o sofá repetidamente e fez todo tipo de pirraça.
Exatamente dez minutos depois, todos os mal-entendidos foram desfeitos e Gong Pyeonghwa foi para a cama do quarto chutar a coberta repetidamente.
Na manhã seguinte, todos os familiares de Gong Pyeonghwa, sem exceção, colocaram no prato dele os acompanhamentos que ele gostava.
Gong Pyeonghwa, que teve que comer arroz com acompanhamentos misturados desde a manhã, mastigou os grãos de arroz e grão de bico com uma cara emburrada.
— O que você pensa no dia a dia para o seu raciocínio ser assim…
— Fique quieto. O segundo filho da nossa linhagem pura da família Gong está com vergonha.
Pai.
Antes que Gong Pyeonghwa pudesse abrir a boca, a mãe disse:
— Meu bebê precioso que passou dez meses na minha barriga comendo apenas manga, kiwi, abacaxi, banana e pêssego, fazendo parecer que seria uma menina, mas que começou a devorar carne assim que nasceram os dentes de leite, coma logo e vá para a escola.
O rosto de Gong Pyeonghwa esquentou intensamente.
— Que humilhação…
Gong Pyeonghwa raspou o arroz até o fim com o rosto alternando entre o vermelho e o roxo.
Ele tinha chutado tanto a coberta à noite que ela ficou esfarrapada, mas o coração estava leve.
Agora ele não precisava estudar desesperadamente para ganhar de Shin Saebyeok. Sabe por quê? Porque ele não era o oponente para ganhar de Shin Saebyeok, ele era apenas o fi.lho.bi.o.ló.gi.co. real!
— Hahaha.
Isso não significava que ele pretendia parar de estudar de qualquer jeito. Porque ganhar de Shin Saebyeok era excitante.
— Ei, quando eu vou poder ir embora? Isso é o que chamam de inferno da conversa?
— Ei, a partir daqui fica fofo de verdade. Escute.
— Não sei o que tem de fofo, mas sei que você foi burro. Como conseguiu ficar em primeiro lugar da escola com essa cabeça?
Foi o dano colateral da educação focada na memorização.
— A nossa Isul está escutando, sabe? Poderia moderar as palavras?
— …Desculpe.
Mas o fato de você ter me irritado não é um problema? Seon Woojung sentiu algo quente subir do fundo do peito com irritação.
— Como sou bonzinho, vou aceitar essas desculpas em nome da nossa princesa. É que a nossa bebê ainda está fraca na conversação.
— O problema não é a conversação, ela não está conseguindo nem escutar agora. Ela está na soneca.
— Pare de usar inglês toda hora. Aqui é a Coreia.
Boquiaberto diante de Gong Pyeonghwa patriota, Seon Woojung perdeu a oportunidade de fugir mais uma vez.
— Sim, pensando bem agora, é isso. Coreia, primeiro ano do ensino médio, exame final do primeiro semestre, foi ali que o nosso amor começou.
O calor estava implacável.
Era um verão em que as cigarras expressavam uma presença desnecessária e batiam recordes de calor escaldante todos os dias.
Embora o auge do verão chamado agosto ainda estivesse por vir, no início de julho, que sufocava sem a menor consideração, os estudantes estavam prontos para iniciar uma rebelião.
Porque o ar-condicionado da sala de aula quebrou a uma semana do exame final.
A atitude de trancar estudantes na fase da adolescência na sala de aula permitindo apenas abrir as janelas era algo que não se fazia nem com professores, nem com estudantes.
A cada intervalo, uma guerra era travada na cantina para conseguir picolés e bebidas geladas.
— Injusto.
— Desproporcional.
— Desigual.
A aula durava cinquenta minutos, o intervalo durava dez minutos.
Comer algo gelado por dez minutos não refrescava o suficiente para aguentar cinquenta minutos.
— Seon Woojung , foi rejeitado na escola de ciências?
— O que significa essa atitude de jogar sal na ferida aberta agora? Provocação? Declaração de rompimento?
— Vamos desmontar o ar-condicionado.
O que, seu louco? Os olhos de Seon Woojung e dos colegas ao redor se direcionaram para Gong Pyeonghwa. Os olhos de Gong Pyeonghwa estavam completamente virados. Não parecia alguém com quem dava para conversar.
No fim, a classe vulnerável ao calor pegou a chave de fenda em vez de iniciar uma revolta.
Alguns ficaram vigiando, e outros ficaram abanando Gong Pyeonghwa e Seon Woojung com o coração cheio de preces fervorosas.
No entanto, o resultado foi trágico.
— Caralho! É por isso que você foi rejeitado na escola de ciências, não é.
— Ei. Ainda estou com a chave de fenda na mão.
— É que a escola de ciências era pequena demais para abrigar você.
Eles até conseguiram destravar o controle central, mas consertar o ar-condicionado em si parecia impossível.
Aceitando a realidade miserável, Gong Pyeonghwa esticou-se na carteira gemendo de dor.
Gong Pyeonghwa já tinha muito calor no corpo por natureza, mas parecia que o sangue corria ainda mais rápido desde que se manifestou como alfa.
Segundo o médico da família, era um problema que melhoraria se trocasse feromônios ou fizesse a marca em um ômega, mas não havia ômegas por perto para trocar feromônios estrategicamente para vencer o calor escaldante. Quase não havia ômegas.
Como ele não queria se envolver à toa e acabar num casamento arranjado, estava ocupado se poupando.
Talvez por ser a época de manifestação de condições, a cada dia surgiam mais manifestados na comunidade do mundo deles.
Na semana passada, a filha caçula da Daewha Heavy Industries se manifestou como ômega, então os pais que tinham filhos alfas cedo correram para marcar presença.
— Minha mãe disse para eu tentar me dar bem com ela…
Na verdade, Gong Pyeonghwa ainda não tinha grande interesse em ômegas.
Embora tivesse recebido educação sexual sobre a correlação entre alfas e ômegas por obrigação, mesmo sendo ômega, trazia apenas a sensação de ser uma pessoa comum que passou um perfume um pouco bom.
— Será que eu sou assexuado? Algo assim…
Depois que o segredo de nascimento terminou, a preocupação com a orientação sexual chegou. Dizer que a vida é uma eterna sucessão de preocupações parecia ser verdade.
— Não, um verdadeiro assexuado não deveria ser alguém no nível de Shin Saebyeok?
Era de se admirar como ele conseguia estudar cochilando mesmo naquele calor.
— Vendo que ainda não há notícias de manifestação, o Shin Saebyeok deve ser um beta, né?
Gong Pyeonghwa não tinha mais inveja de Shin Saebyeok. Fosse alfa, ômega ou beta, ele não era um filho adotado!
— Mas por que não compram um ar-condicionado para o segundo filho legítimo da família Gong que está morrendo no calor.
Surgiu a dúvida de que — Na verdade, eu sou mesmo um filho adotado? —, mas Gong Pyeonghwa logo desistiu de pensar.
Estava quente a ponto de a cabeça não funcionar.
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— Gong Pyeonghwa, pare de liberar os feromônios!
Shin Saebyeok quis gritar imediatamente. Não, parecendo que a cabeça tinha ficado meio estranha, ele quis falar no microfone da sala de transmissão.
— O estudante Gong Pyeonghwa, do primeiro ano, sala um, controle um pouco os feromônios, você usa a sala sozinho! — Ele quis anunciar para a escola inteira.
Já estava quente a ponto de acumular suor, e por causa dos feromônios de Gong Pyeonghwa, até as partes íntimas continuavam úmidas.
Com isso, ele tomava mais remédios e cochilava.
Como faltava apenas uma semana para o exame final, Shin Saebyeok estava prestes a enlouquecer.
Na escola, não conseguia se concentrar por causa de Gong Pyeonghwa e dos remédios, e em casa, não conseguia estudar porque faltava o ar.
Ele tinha que ganhar desta vez de qualquer jeito, mas era difícil dormir duas horas por dia.
Ao fechar os olhos, o coração palpitava demais, e ele continuava cansado por mais que dormisse.
Ele só pensava no som dos suspiros do pai e na preocupação da mãe. Ele também queria ser um irmão mais velho orgulho para o irmão mais novo, mas não conseguia fazer nada.
Shin Saebyeok andava tendo visões às vezes por causa da pressão e do estresse.
As letras impressas no papel se contorciam e fugiam. Pelo menos com o idioma coreano ele conseguia reler várias vezes e encaixar lendo o contexto e o ambiente, mas com o alfabeto era difícil fazer isso.
O b virava d, o o virava Q, o p e o q se misturavam, tornando-se palavras completamente diferentes.
A concentração caía e a pressa aumentava.
Desta vez com certeza, desta vez com certeza, desta vez, desta vez…
Eu tenho que ganhar, tenho que ganhar, tenho que ganhar, a cabeça já estava tão cheia que parecia que ia estourar. A veia perto da têmpora latejava há algum tempo.
Tum, tum, tum, tum, forte, forte, as veias se moviam e os olhos ardiam.
Toda vez que olhava para o livro, sentia ânsias de vômito agora. Estava difícil ficar sentado na cadeira.
— Mas tenho que fazer.
Ele folheava os livros de consulta suportando o sofrimento, e folheava o caderno de erros e o vocabulário suportando o sofrimento de novo.
Faltava menos de uma semana para o exame e não havia sinal de melhora. As letras ficavam cada vez mais enroladas e a velocidade mais lenta.
Ele apenas ficava mais apressado a cada dia.
Shin Saebyeok estudou chorando a noite inteira todos os dias.
Mesmo fazendo isso, não tinha confiança de ganhar de Gong Pyeonghwa.
Não parecia que conseguiria ganhar.
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Um dia antes do exame final, graças ao conserto milagroso do ar-condicionado, Gong Pyeonghwa sentiu que ia viver.
Gong Pyeonghwa olhou de relance para o seu rival, Shin Saebyeok.
Shin Saebyeok estava sentado na mesma posição da manhã, olhando apenas para o livro.
— Será que não dá escara na bunda. Desgraçado implacável.
Na verdade, Gong Pyeonghwa sentia que ia morrer se ficasse sentado por apenas uma hora. Sentia que ficava com sequelas se ficasse sentado por duas horas, e achava que deveria receber seguro-desemprego por acidente de trabalho se o fizessem ficar sentado por mais de três horas.
— O próprio acidente de trabalho vivo.
O eterno rival de Gong Pyeonghwa, a própria personificação do acidente de trabalho, Shin Saebyeok também sentiu o olhar de vigilância de Gong Pyeonghwa e ergueu a cabeça que olhava fixamente para o livro de forma assustadora.
Gong Pyeonghwa virou a cabeça fingindo que não era com ele.
— Será que tem olhos atrás também.
Honestamente, Gong Pyeonghwa sentia um pouco de medo de Shin Saebyeok. Havia uma implacabilidade em Shin Saebyeok que indicava que ele conseguiria realizar qualquer coisa que fizesse.
Aquilo não era algo que ele conseguiria imitar por mais que se esforçasse.
— Não combina comigo. Ruim pra caralho. Credo.
Pensando bem, desde os cinco anos, aquela idade jovem, o fato de ele não demonstrar interesse por dinossauros já não combinava.
— Puxo conversa e ele ignora. Desgraçado arrogante.
O rancor dos cinco anos durou bastante. Na verdade, sem precisar voltar para os cinco anos, mesmo agora Shin Saebyeok ignorava Gong Pyeonghwa em todas as vezes que ele puxava conversa.
Gong Pyeonghwa não tinha como gostar de Shin Saebyeok.
No mesmo ramo de rivalidade, na mesma idade, na mesma escola, na mesma sala, no mesmo sexo. Além disso, com personalidades completamente diferentes, e ignorando em todas as vezes que puxava conversa, até Gong Pyeonghwa, que se orgulhava de ter um temperamento bom, odiava Shin Saebyeok.
O tempo em que se conheciam era longo, mas não havia nada que soubesse sobre Shin Saebyeok. Shin Saebyeok era apenas o desgraçado de quem eu não gostava.
— Fica me encarando, que merda. O quê. Por quê. O quê.
Pensando assim por dentro, Gong Pyeonghwa deu uma piscadela para Shin Saebyeok.
Ele esperava ver Shin Saebyeok demonstrar aversão total, mas Shin Saebyeok ficou sem saber o que fazer em vez de ignorar como de costume. Ficou olhando de relance para trás repetidamente.
Gong Pyeonghwa achou que houvesse algo sujo no seu rosto. Ao verificar o rosto, estava igual ao de costume.
— Será que ele tem algo para falar?
Quem diria, Shin Saebyeok? Para Gong Pyeonghwa? Não havia como. Gong Pyeonghwa não deu muita importância e ficou mexendo no celular com a mão embaixo da carteira.
Pensando em deixar apenas na caça automática e estudar de verdade, Gong Pyeonghwa comeu secretamente a bala de goma que tinha escondido na gaveta da carteira.
No entanto, foi pego no flagra por Seon Woojung , perdendo cinco balas de goma para ele.
No intervalo em que refletia por não ter sido mais minucioso, um pequeno bilhete foi colocado em cima da carteira.
— Será um desafio.
Havia coisas demais que vinham à mente.
— Será que descobriram que pedi frango frito para a sala do terceiro ano? Será que descobriram que fiz um trote para o professor? Se não for isso…
Não, não. Se fossem coisas desse tipo, não teriam deixado em forma de bilhete. Gong Pyeonghwa abriu o bilhete com calma.
No bilhete estava escrito apenas uma linha com uma caligrafia bastante elegante.
[ Você poderia vir ao terraço depois que a escola terminar? ]
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Shin Saebyeok queria chorar.
Ele não sabia com que sanidade mental tinha deixado o bilhete para Gong Pyeonghwa.
Não, na verdade ele sabia, mas não sabia que colocaria aquilo em ação de verdade.
— Vamos fechar os olhos e falar. Que o feromônio está incomodando.
Sem dizer que era ômega, não daria para dizer que era um alfa recessivo? Como não havia diferença em relação a um beta, mas ele conseguia sentir os feromônios, pedir para tomar um pouco de cuidado não pareceria estranho.
Saebyeok fechou os punhos com força e colocou a chave na porta do terraço.
Era a chave que tinha recebido do professor quando decidiram fazer um jardim no terraço.
— O professor deixou a porta destrancada?
Diante da chave que girava em falso, Saebyeok não deu muita importância e organizou novamente o que diria a Gong Pyeonghwa por dentro.
Se ele pedisse para tomar cuidado, como Gong Pyeonghwa não era um sujeito sem modos, ele diria que tomaria cuidado e deixaria passar sem desconfiar muito, acreditou.
No entanto, Gong Pyeonghwa foi mais rápido do que a preparação de espírito de Saebyeok.
— …
— …
— Como ele abriu a porta do terraço?
Diante dos olhos de Saebyeok, que não estava preparado espiritualmente, surgiu a figura de Gong Pyeonghwa, que já estava no terraço. A cabeça de Saebyeok girou.
— …
— …
O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço? A cabeça ficou cheia de pontos de interrogação.
Depois de um longo tempo, quem abriu a boca não foi Saebyeok, mas Gong Pyeonghwa.
— Por quê? Por que me chamou.
— Is-Isso…
— Isso?
— Isso…
Ao contrário das falas que preparou anteriormente, Saebyeok teve um bloqueio mental.
Gong Pyeonghwa era sempre assim. Entrava de uma vez sem dar tempo para se preparar.
— S-Sabe… Sabe, quer dizer.
Saebyeok falou com a voz trêmula. Quer dizer, havia algo que ele pretendia dizer.
Havia algo que ele queria dizer a Gong Pyeonghwa.
— Eu, eu, eu, eu… Eu…
O que era aquilo, pedir para não liberar feromônios inconscientemente, dizer que ele era um alfa recessivo e que pedia para tomar um pouco de cuidado porque sofria influência, ele deveria ter dito palavras desse tipo.
— Você, você não poderia per-perder para mim apenas uma vez…?
E não uma verdade patética como esta.
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Gong Pyeonghwa rezou para que a pessoa da confissão viesse logo, com o coração palpitando.
— Passei perfume por garantia.
Como não se podia deixar uma dama esperando sendo um cavalheiro, ele abriu a porta do terraço com um método alternativo e sentou-se na sombra imaginando a garota que encontraria logo.
— Não se empolgue. Amanhã é o exame final. Pode ser um ataque de confissão.
Gong Pyeonghwa, que costumava navegar muito na internet no dia a dia, recuperou o estado de alerta tardiamente.
A porta do terraço é controlada pelos professores. Os estudantes não podem nem chegar perto, e me chamar para encontrar no terraço depois da aula? Só então sentindo algo estranho, Gong Pyeonghwa abriu o vocabulário.
— Pode atacar à vontade. Acha que funciona comigo.
Não eram pensamentos de um cara que passou até perfume empolgado com o bilhete chamando para encontrar após a escola, mas de qualquer forma, Gong Pyeonghwa recuperou a compostura.
Pouco depois, a porta do terraço se abriu e alguém entrou.
Gong Pyeonghwa colocou o vocabulário no bolso e verificou a pessoa.
— Para começar, não é mulher.
Pelo caimento da calça do uniforme, já dava para ver que não era mulher.
— Um homem fazendo um ataque de confissão em mim? Vou aceitar o namoro ostensivamente para quebrar o psicológico desse desgraçado ao contrário.
Gong Pyeonghwa, o viciado em memes da internet, saiu da sombra munido de uma crença estranha de que nunca seria derrotado primeiro.
— …
— …
E se deparou diretamente com Shin Saebyeok.
— Por que você está saindo daí.
Gong Pyeonghwa olhou fixamente para Shin Saebyeok, e Shin Saebyeok permaneceu de pé de forma desajeitada com os olhos baixos.
— …
— …
O fato de Shin Saebyeok tê-lo chamado era um fato real, mas saber que Shin Saebyeok sabia abrir a porta do terraço foi mais chocante.
— …
— …
Mas isso era uma coisa, e por que diabos esse desgraçado o tinha chamado, por que ficava sem dizer nada depois de chamar, por que um cara que ia direto para casa rigorosamente estava hesitando tanto.
Como nenhum som saiu mesmo após cinco minutos, Gong Pyeonghwa coçou a cabeça e abriu a boca primeiro:
— Por quê? Por que me chamou.
Assustado com la voz grave de Gong Pyeonghwa, Saebyeok encolheu os ombros intensamente.
— Is-Isso…
A sensação era nova.
Parecia fazer muito tempo que ele não ouvia a voz de Shin Saebyeok.
— Isso?
— Isso…
Mas por que esse desgraçado está demorando tanto? Gong Pyeonghwa apoiou o peso em uma das pernas e ouviu sem dar muita importância.
Mesmo assim, Shin Saebyeok hesitou por um longo tempo, por um longo tempo mesmo.
— S-Sabe… Sabe, quer dizer.
Shin Saebyeok falou baixinho com a voz trêmula, como se sussurrasse. Como a voz estava embargada, Gong Pyeonghwa ficou confuso.
— O que eu fiz.
Gong Pyeonghwa inclinou a cabeça para verificar o rosto de Shin Saebyeok. Como havia uma sombra por causa da franja, não dava para saber que tipo de rosto ele exibia, mas o pescoço e as orelhas estavam vermelhos pra caralho, deixando-o preocupado.
— Ei, você está doente em algum lu…
— Eu, eu, eu, eu… Eu…
— Sim. O que você tem.
Shin Saebyeok segurou a barra do uniforme de Gong Pyeonghwa com força e falou com a voz embargada:
— Você, você não poderia per-perder para mim apenas uma vez…?
O que ele está dizendo, rapaz. O suor escorreu pelas costas.
Não dava para saber o que ele queria que perdesse.
Um cara que ignorava em todas as vezes que puxava conversa, um desgraçado que passou doze anos seguidos ignorando desse jeito, de repente segurar a barra da roupa choramingando de forma lamentável, só podia deixá-lo confuso.
— É-É porque eu estou sofrendo mu-muito…
Saebyeok segurou a camisa de verão de Gong Pyeonghwa a ponto de amassá-la e falou mantendo a cabeça baixa.
Não dava para ver a expressão, mas gotas de água caíram sobre o chão de cimento.
Gong Pyeonghwa ficou aflito.
Do nada, o desgraçado do inimigo o chama para o terraço, segura a barra da roupa choramingando sem mais nem menos, e pede para perder porque ele está sofrendo…
— O que ele quer que eu faça.
Shin Saebyeok havia ignorado suas palavras por doze anos, e durante onze deles foi o eixo do mal que sempre o vencia em tudo e o fazia ser comparado.
Por isso, ele deveria rir daquele marmanjo chorando as pitangas, mas não estava conseguindo.
— Cara, o quão difícil deve estar sendo para esse desgraçado me segurar e implorar desse jeito? —
Não tinha a menor ideia do que estava sendo tão difícil, mas se ele estava chorando daquele jeito, o negócio devia estar feio de verdade.
— Será que o pai dele bateu nele porque ele tirou uma nota menor que a minha na prova bimestral? —
Ao contrário de seu próprio pai, o pai de Shin Saebyeok não parecia ter um bom temperamento. A fisionomia dele não era nada boa.
— Você está assim por causa da prova bimestral? —
Ele perguntou só por via das dúvidas, e Shin Saebyeok assentiu com a cabeça.
— Mesmo se eu for mal na prova, ainda sou o filho do meu pai. Um homem legítimo da família Gong. Acho que com ele não é assim… —
Gong Pyeonghwa sentiu um pouquinho de pena de Shin Saebyeok.
O garoto estava tão encurralado mentalmente que sua voz e seu olhar tremiam de forma instável, e a mão que segurava a gola de sua roupa tremia como se estivesse com calafrios.
Shin Saebyeok parecia tão vulnerável que ignorá-lo e deixá-lo para lá pesaria na consciência de qualquer um que tivesse um pingo de humanidade.
— Tudo bem, já entendi, então não chora. —
— Sério? —
Saebyeok pareceu não esperar por aquilo e, surpreso com a resposta de Gong Pyeonghwa, perguntou de volta com os olhos arregalados.
— Os olhos desse desgraçado são castanhos… —
As pupilas de Saebyeok, cheias de lágrimas, tinham uma cor estranhamente clara. Não dava para saber se eram naturalmente daquele castanho-claro ou se pareciam claras por causa do sol escaldante de verão, mas, de qualquer forma, os olhos dele eram muito bonitos.
— Porra, então um homem vai voltar atrás na sua palavra? —
Logo agora que os olhos dele eram bonitos, ele acabou bancando o sabichão.
Logo naquele momento, as pupilas de Shin Saebyeok estavam bonitas demais!
Primeiro dia das provas semestrais, a primeira matéria era literatura.
Sendo o número dois na chamada, Gong Pyeonghwa ficou na primeira fileira na disposição das carteiras para a prova, enquanto Shin Saebyeok e Seon Woojeong sentaram um atrás do outro perto do fundo.
— Gong Pyeong. Vamos à lanchonete. —
— Para comer o quê? —
— Kimman. —
— Para de comer tanto bolinho de kimchi. Os bolinhos de kimchi vão entrar em extinção por sua causa. Come pão de pizza. —
— Cai fora. Estou comendo os bolinhos de kimchi justamente para extingui-los. Minha missão de vida é a extinção dos bolinhos de kimchi. —
Sentado atrás de Seon Woojeong, cujo único motivo para ir à escola era comer os bolinhos de kimchi que só vendiam na lanchonete, Shin Saebyeok na verdade estava arrependido do que aconteceu ontem.
Ontem ele não estava em seu juízo perfeito.
Talvez por ter cometido uma loucura, ele sentiu um sinal de alerta de que precisava recuperar o juízo. Por causa disso, parecia que sua condição hoje estava melhor do que ontem.
Saebyeok revisou suas anotações de erros mais uma vez, fortalecendo sua determinação.
Embora Gong Pyeonghwa tenha dito ontem que iria perder de propósito, Saebyeok não acreditou naquelas palavras.
Como Gong Pyeonghwa sempre levava tudo na brincadeira, ontem deve ter sido apenas uma fala sem compromisso.
— Ei, o Shin Saebyeok está estudando. Vamos logo buscar o bolinho. Vai, vai, vai. —
— Deve ser o pão de pizza. Pão de pi-zza. —
Até agora, o fato de ele piscar para Saebyeok no momento em que seus olhares se cruzaram de relance era a prova disso. Ele tinha uma aparência normal, mas agia daquele jeito.
Saebyeok respirou fundo e se concentrou novamente em suas anotações de erros.
Cinco minutos depois, o professor parou na mesa com as folhas de prova na mão.
O professor, sem dar nenhuma bronca no bando de Woojeong e Pyeonghwa que chegaram correndo às pressas, apenas soltou um suspiro baixo e distribuiu as provas.
— Eu consigo. —
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Por serem de empresas rivais, suas famílias tinham uma relação ruim desde a infância.
Por isso, eles mantêm um relacionamento secreto há 10 anos, escondendo-se dos pais e dos amigos.
Mas eles não podem esconder seu amor para sempre.
Agora, com um filho, já não conseguem mais manter isso em segredo!
— Nossa princesa vai comemorar seu primeiro aniversário esta semana. Esperamos que você venha celebrar conosco.
É por isso que eles estão, sem medo, entregando convites para a festa de 1 ano da filha a colegas de classe que não veem há 10 anos.
Também chegou a hora de revelar tudo para os pais!
Não há obstáculos para o nosso amor! Nosso amor é uma autobahn!
— Só nos deixem amar um ao outro… Ai! Isso dói!
O romance caótico, mas sem engarrafamentos, de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok!
Romance na Autobahn!
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