Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 04 Online


Modo Claro

4ª Parte

As folhas do tamanho de uma palma brilhavam de forma fresca como escamas de peixe sob o sol do meio-dia. Com os olhos semicerrados nos raios de luz que filtravam entre as folhas, sua mente empurrou para o lado as preocupações que havia ruminado até ficarem rígidas e amassadas. E então trouxe à tona um novo assunto de interesse capaz de fazê-lo despertar de repente.

“Você tem muito talento, senhor.”

A voz que surgiu de repente era tão vívida e densa que parecia estar sussurrando em seu ouvido naquele exato momento. Com a sensação arrepiante que se espalhava a partir do ouvido, Tenen estremeceu e esfregou o antebraço.

— Por que esse pensamento de novo…

Sacudiu a cabeça tentando afastar os pensamentos dispersos e murmurou para si mesmo, mas antes mesmo de terminar a frase, cenas estranhas vieram à mente. As mãos que acariciavam seu corpo nu, os lábios que estimulavam a parte inferior, e a língua macia que havia tocado sua parte traseira.
Aquilo não poderia ser real. Um servo que se esgueira para a cama do senhor e chupa seu pênis. Não seria uma história digna de um romance barato de terceira categoria?
Pensando que quem havia se aproximado de Landif era seu avô, era uma fantasia ainda mais impossível. Por mais pouco contato que tivesse com o avô, a imagem do velho avô entregando o corpo nu a Landif era algo que ele definitivamente não queria imaginar.
Ah. Por isso.
A expressão estranha que Susan havia feito quando ele pediu para chamar Landif como servo pessoal agora fazia sentido. Ela claramente supunha que o “papel” que Landif havia cumprido ao lado do avô era de natureza sórdida e dissoluta. Ela estava preocupada que até o neto acabasse cedendo às seduções obscenas de Landif. Ainda mais porque a cena que ela havia presenciado de manhã era ele com a mão dentro da calça, portanto não era de se estranhar que Susan demonstrasse cautela.

— O que estava pensando?

Uma voz baixa pousou sobre sua cabeça. Era uma voz suave e sem variações de entonação, agradável aos ouvidos como o sonho da noite anterior. Tenen, achando por um momento que seus devaneios haviam chegado ao ponto de criar alucinações auditivas, esfregou o ouvido, mas estremeceu ao sentir uma presença estranha atrás de si e se virou.

— Ah. Landif.

Landif estava parado ali. Diferente de ontem, quando estava coberto por algo parecido com uma sacola, ele estava impecável. O traje de mordomo com uma gravata fina lhe assentava melhor do que o imaginado. Parecia crível que ele tivesse nascido já usando luvas brancas e a roupa de mordomo engomada, e que em vez de choro tivesse dito “Senhor” como primeira palavra.
Sob a luz do sol, seu rosto parecia árido, como se todo desejo houvesse sido extirpado. Certamente não poderia ser assim. Tenen sacudiu a cabeça para afastar os pensamentos, envergonhado pelo sonho que havia tido na noite anterior.

— Veio mais cedo do que esperava. Achei que só apareceria à tardinha.

— Ouvi dizer que o senhor me chamou.

— Sim. De qualquer forma, não há ninguém nesta mansão que seja adequado para me servir. Se possível, gostaria que você assumisse isso.

— Farei conforme me ordenar.

— Servir não vai exigir muita coisa. Fique responsável por me acordar de manhã. Preparar o banho e outras pequenas coisas também. Se possível, prefiro que seja você, Landif, que venha ao meu quarto quando houver algo a tratar lá, além da limpeza.

— …Sim.

Landif, que havia ficado olhando fixamente para os lábios de Tenen por um momento, curvou-se respeitosamente. Não era mentira dizer que havia ficado anos ao lado do avô como uma sombra, pois a postura de recuar um passo e permanecer ao lado de Tenen tinha um aspecto bastante convincente.
Landif ficou parado na postura de espera, com um braço pendurado naturalmente ao lado e o outro posicionado perto do plexo solar. Abaixo das luvas brancas sem uma mancha, o contorno dos dedos longos e bem formados se destacava. Era como se até a respiração estivesse suspensa; não havia qualquer sinal de presença nele. A única forma de perceber que ele estava vivo era quando os cabelos que deslizavam pelo lado inclinado de sua cabeça balançavam suavemente na brisa.
Insensivelmente, Tenen estendeu a mão e passou os dedos pelos cabelos que brilhavam transparentes como fios de prata. Landif, sem nem levantar os olhos, abriu a boca calmamente.

— Ouvi da governanta que o senhor estava de mau humor.

— Ah.

Tenen esboçou um sorriso amargo. Com a idade de Susan, ela certamente era perspicaz o suficiente para perceber o motivo de ele querer trocar de servo tão repentinamente. Sem dúvida, passaria a ser tratado como um donzelo nobre sensível e cheio de manias, com o novo senhor da mansão sendo visto como bastante exigente e facilmente envergonhado.
Por mais que Susan pensasse o que fosse, para Tenen não havia outra escolha. Mesmo que o incidente da manhã não tivesse acontecido, provavelmente teria acabado querendo trocar de servo em breve de qualquer forma. Por mais ridículo que fosse, Tenen era por natureza um senhor exigente, e quando estava assim, sentia um enorme peso na consciência quando havia mulheres de meia-idade bondosas e intrusas ao seu redor.

— O que me deixou de mau humor foi outra coisa. Por sua causa.

Seria porque tinham acontecido muitas coisas desde ontem? Ou porque o cansaço acumulado durante a viagem de carruagem ainda não havia se dissipado? Tenen sentiu que sua boca estava mais solta do que o normal. Mesmo assim, o sol que se derramava entre as folhas continuava quente, e o canto dos pássaros que gorjeavam gentilmente só tornava seu coração ainda mais mole.

— Por minha causa… seria?

— Você é muito peculiar. Falou um monte de coisas confusas sobre heranças e sei lá mais o quê.

— …

O tratamento de “você” que havia escorregado da boca de Tenen carregava uma cor que não combinava com a de um donzelo que pretendia usar alguém como servo pessoal. Algo com menos formalidade, mais distante do que um servo.
Na voz de Tenen, que misturava aos poucos curiosidade e ansiedade em direção ao desconhecido, Landif continuava na postura humilde de servo, olhando para o chão.

— Tive um… sonho.

— Foi um pesadelo?

— Hmm…

Deveria chamar aquilo de pesadelo, ou de devaneio de luxúria infestado por algum espírito sombrio?
Tenen originalmente não costumava sonhar muito. Quando seu estado físico estava muito ruim, acordava e dormia repetidamente, sonhando, mas os sonhos que tinha nessas ocasiões eram apenas uma sensação desagradável sem conteúdo específico. Sonhos em que seus pés ficavam presos em um pântano do qual era impossível sair, afundando lentamente, ou em que caía nas profundezas do oceano e morria aos poucos.
Nunca havia imaginado um sonho tão cheio de cobiça como o de ontem, muito menos o tipo de devaneio em que um homem profanava seu corpo.
Talvez fosse por causa dos vários manuais sobre relações íntimas que a residência principal havia enviado para preparação.
Neles havia não apenas todo tipo de relação entre homens e mulheres de acordo com as preferências, mas também métodos inusitados para desfrutar prazer sozinho em segredo, e até formas de aliviar o desejo com a ajuda de outro homem.
Enquanto zombava da “consideração” da família do Conde que cuidava de aspectos que ele jamais teria imaginado, Tenen havia lido todos aqueles livros sem pular nenhum. Afinal, assim que chegasse o inverno, poderia precisar desse tipo de conhecimento.

— Foi um sonho estranho.

Um sonho em que só de pensar a boca secava, a nuca arrepiava e uma agradável sensação de calor se espalhava… Um sonho cheio de êxtase em que parecia que ia permitir tudo sem perceber.
Na verdade, Tenen estava curioso sobre o que viria depois no sonho. O que seria aquilo que havia invadido seu interior? O que aconteceria consigo mesmo depois de aceitar tudo?
O pomo de Adão de Tenen subiu e desceu visivelmente. Em seus olhos azuis semicerrados, um leve calor se insinuou. Sem perceber, Tenen estava enrolando os cabelos de Landif ao redor dos dedos, girando e girando.
Landif ousou envolver a mão do senhor com suas mãos enluvadas de branco, interrompendo o movimento. E então ergueu a cabeça, que havia estado voltada para o chão o tempo todo, e encontrou o olhar de Tenen de perto. Seus olhos vermelhos, sobre os quais fragmentos de sol haviam pousado, refletiam a luz tão confusamente quanto o desejo turbulento de Tenen.

— O senhor realmente acredita que foi um sonho?

— Ugh…!

Landif agarrou o queixo de Tenen num instante e o empurrou para trás. As costas de Tenen tocaram o tronco grosso da árvore, e ele ficou envolto pela sombra de Landif. A compleição grande, capaz de cobri-lo completamente, se aproximou de forma diferente do belo rosto. O peito que havia se expandido de surpresa tocou o dele, e seu olhar vermelho vertia calor como chamas que irrompem.

— Senhor. Não vai me abrir a parte de trás?

A mão de Landif, que havia envolvido a de Tenen, deslizou pelos flancos para baixo. Passando pelo colete que abraçava a cintura fina, a mão grande que foi ainda mais abaixo apertou com força as nádegas pequenas de Tenen.

— Se for difícil, eu mesmo abrirei para o senhor.

O sussurro pousou ao redor dos olhos e das bochechas. Como se tivesse sofrido uma queimadura de baixa temperatura pelo olhar que o encarava sem uma gota de calor, o lugar onde esse olhar tocava ficava quente.
Foi somente quando as mãos de Landif tocaram seu corpo nu que Tenen compreendeu. O sonho estranho da noite anterior não era um sonho. As mãos envoltas nas luvas brancas eram mais suaves do que ontem, mas o movimento que percorria a pele e o peso que pressionava o corpo eram vívidos em sua memória.

— Ah…!

Quando recobrou os sentidos, a parte inferior já estava completamente despida até a roupa íntima, e a mão de Landif havia entrado pela abertura do colete e da camisa desabotoados, amassando seu peito.
A mão que acariciava o pênis era tão obscena que Tenen não podia fazer outra coisa senão gemer e ficar completamente ereto. O líquido pré-seminal que brotava gota a gota da ponta do pênis ia encharcando as luvas de Landif. A sensação estranha das luvas molhadas se enrolando ao prepúcio era ainda mais estimulante por sua estranheza.

— Haa… ugh…

Diferente de Tenen, que estava completamente descomposto e soltando respirações ofegantes, Landif continuava impecável, sem uma dobra na roupa. Ele varreu os cabelos que haviam caído para trás como se fossem incômodos, e com as mãos envoltas nas luvas brancas, acariciou amplamente o abdômen e o peito que fremia de Tenen antes de agarrar e torcer os mamilos eretos.

— Hah…!

A cintura curvou para a frente e os joelhos tremeram. Enquanto Tenen, sem perceber, apoiava a testa no peito de Landif e respirava ofegante, Landif levantou a mão que agitava o pênis de cima a baixo para estimulá-lo e mordeu a ponta da luva com os dentes incisivos, puxando.
Como a luva encharcada não saía com facilidade, Landif teve de torcer muito a cabeça. A mão revelada abaixo da luva ainda estava umidamente molhada, viscosa como se suada.
Landif sem demora levou aquela mão para trás de Tenen. Agarrou e abriu as nádegas, e pressionou e friccionou o dedo indicador na fenda exposta entre elas.

— Ugh, hmm…!

— Ainda está estreito mesmo tendo sido aberto por tanto tempo ontem.

— Im, impossível…

Sua consciência que flutuava solta como nuvem relembrou as sensações do dia anterior. A sensação macia que havia lambido persistentemente o orifício estreito, e a memória do orifício que havia afinal amolecido suavemente e se aberto, exibindo seu interior, eram tão nítidas como se tivesse visto com os próprios olhos.
Landif friccionava a entrada com o indicador até as dobras ficarem completamente amassadas, enquanto com a outra mão envolvia o pescoço de Tenen. Friccionou a orelha com o polegar e esfregou suavemente a ponta do nariz contra a dele como se fosse dar um beijo.
Entre os lábios levemente entreabertos de Tenen, uma língua vermelha era visível, mas Landif não inclinou a cabeça para beijá-lo. O rosto de Landif estava inclinado de lado, com os lábios sem cor tocando o ouvido de Tenen. Ele sussurrou com uma vibração baixa, como se estivesse gravando no tímpano de Tenen.

— Não fique impaciente. Mesmo sem isso, vou entrar em você.

Antes mesmo que a sensação de sua respiração se dissipasse, o corpo de Tenen foi virado de frente para a árvore. Tenen apoiou as mãos à frente do peito e encostou a bochecha no tronco da árvore. Típico de Bluemost, a casca da árvore coberta de musgo era macia. Um cheiro denso de madeira, como se tivesse sido lançado em uma floresta úmida e fresca, picou a ponta do nariz.
Landif pressionou seu corpo pelas costas de Tenen para que ele não pudesse escapar e passou a mão inteira bruscamente entre as nádegas. As dobras que haviam sido revolvidas para todos os lados pela mão dele e estavam completamente amassadas pareciam reanimar as sensações da noite anterior, abrindo-se levemente e expondo a carne interna macia. Os dedos de Landif foram diretamente pressionar aquele lugar e invadir por dentro.

— Haa…!

O interior do orifício se contraiu por conta própria com força. Pressionando a parede interna que se contraía em saliências irregulares, os dedos foram penetrando cada vez mais fundo. Landif, que havia introduzido o dedo até a raiz sem parar, girou o dedo sem dar trégua a Tenen, que estava apenas abrindo a boca sem conseguir nem fazer um som.

— Quando pressiono aqui, você gosta.

A voz sem variação de tom colou ao ouvido. O dedo que girava e vasculhava o interior se curvou e pressionou um ponto enterrado entre as paredes internas. Ele moveu a ponta do dedo em círculos naquele lugar, como se acariciasse uma pétala que se amassaria com o menor toque.

— Ah… hah…

Por um instante, a visão de Tenen piscou. As pálpebras tremeram e as pernas bambearam por conta própria. A cabeça foi jogada para trás e algo parecido com um soluço preso na garganta escapou. O abdômen inferior formigou e havia uma sensação de aperto como se o pênis estivesse sendo apertado com força.
Naquele ínterim, seu interior excitado amoleceu e a parte pressionada pelos dedos de Landif inchou. Landif introduziu mais um dedo no orifício que fremeu e se contraiu, friccionando com mais força o botão de prazer escondido no lugar íntimo.

— Haa…! Hmm…!

A umidade se acumulou nos olhos azuis, inchando como bolinhas de vidro. Logo os cantos dos olhos foram ficando úmidos e o olhar de Tenen se tornou turvo. Seu olhar fixo no vazio estava desfocado, como se tentasse enxergar o próprio interior que Landif friccionava.
O orifício que havia se acostumado a engolir dois dedos fremia, abrindo e fechando repetidamente como as respirações ofegantes que Tenen soltava. Os dedos aumentaram para três, e Tenen sentiu uma pressão como se seu interior estivesse completamente cheio. Era a sensação dos dedos longos remexendo até o umbigo.

— Hmm, ugh…!

A umidade acumulada no canto do olho esquerdo finalmente se transformou em uma gota e escorreu pela bochecha. Landif a lambeu com a língua antes mesmo que ela caísse no queixo. O interior da boca daquele homem, que parecia frio como se não corresse sangue por suas veias, era quente de forma inacreditável, e com a sensação macia e úmida daquela carne, Tenen engoliu em seco. Ao lembrar de como aquela língua quente havia lambido e penetrado seu orifício, o orifício fremia por conta própria e a parede interna se contraía.

— Por que… você faz… isso.

A consciência que havia se espalhado turva pelo calor que subia até o topo da cabeça se dissipou por um instante. Não havia folga suficiente para interrogá-lo com palavras adequadas. Quando conseguiu arrancar com esforço uma voz misturada com ofegos e nasalização, Landif esfregou a ponta do nariz na bochecha onde havia restado a marca das lágrimas.

— É como lhe disse.

— Isso… não me lembro. Não sei… do que você está falando.

Repassou a memória do dia anterior, que havia achado que era um sonho, em sua mente que começava a amolecer novamente. A sensação da língua dele lambendo sua parte traseira e da boca quente engolindo seu pênis ainda eram tão nítidas como se estivesse sendo acariciado agora mesmo, mas as palavras que ele havia dito estavam tão turvas como envoltas em neblina.

— Hah… ugh!

Landif não deixou Tenen pensar direito. Depois de mexer de forma cruzada os três dedos introduzidos no orifício para friccionar a próstata, agora começou a retirar e introduzir a mão em movimentos de vai e vem. A cada vez que os dedos saíam e entravam, o orifício alternava entre se estreitar e se alargar, tornando-se mais flexível, e a parede interna que antes só conseguia contrair os dedos com força passou a se contrair suavemente acompanhando aquele ritmo.

— É apenas o processo para devolver o conteúdo ao senhor.

A cada vez que os dedos penetravam fundo o orifício de Tenen e saíam, havia um som úmido. Era um som molhado como bater na superfície de água rasa. Tenen apoiou as pernas que queriam ceder com o esforço que conseguia reunir e ficou parado tremendo. Sem perceber, as nádegas recuaram e as pernas se abriram. Quanto mais tentava se concentrar tensionando o corpo inteiro, mais intenso ficava o prazer após os grandes tremores que vinham intermitentemente.

— O objeto de hoje será mais difícil de suportar do que o de ontem.

Tilintar. Até a consciência turvada de Tenen chegou o som de um pequeno metal colidindo. Era o sinal de Landif soltando a fivela e retirando o que estava firmemente ereto.
Algo quente e pesado pousou entre as nádegas de Tenen. Landif retirou a mão que vasculhava o orifício, envolveu o abdômen inferior de Tenen e o puxou para si, movendo os quadris lentamente. A sensação dos dedos escorregadios pressionando o abdômen inferior e a sensação do membro rígido friccionando entre as nádegas chegaram ao mesmo tempo.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

Ler Desire Box (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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