Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 37 Online

Capítulo 37
— Se eu tivesse pedido a razão do divórcio naquele dia, você teria considerado desfazê-lo? Me diga.
— ……
— Você estava parado ali com um olhar que dizia que já havia decidido tudo. Você tinha alguma intenção de discutir comigo?
— …Meu marido não disse uma única palavra sobre se eu estava bem por dez dias. O que, eu deveria estar sorrindo?
Cheongyeon mal conseguiu recuperar o fôlego e ergueu a cabeça.
— Você me disse para não entrar. Disse que não queria ver ninguém, não disse? Você foi quem se trancou naquele quarto.
Doheon rebateu friamente como se fosse tudo culpa de Cheongyeon.
A respiração de Cheongyeon se acelerou pelas emoções crescentes, mas ele se esforçou ao máximo para parecer impassível e encarou Doheon sem recuar.
— Então você nem se deu ao trabalho de verificar como eu estava nem uma vez? Era tão difícil perguntar como eu me sentia? Se é isso que é um marido, qual é a diferença entre ele e um completo estranho?
— Você deveria ter dito algo se quisesse alguma coisa. Parece que você disse o contrário e esperou que eu lesse seus pensamentos.
— Tenho que dizer tudo um por um! Tenho que ser mandado antes de poder fazer? Até o bem-estar básico? Se fosse ao contrário, nunca teria te deixado sozinho. Nunca. Bem, isso é… no fim das contas é uma questão do coração. Não importa o que eu faça, não importa como eu me sinta, Moon Doheon, você simplesmente não ligava.
Cheongyeon murmurou em vão.
— Estou cansado de sua afeição ir até ali e não mais. Então eu disse vamos nos divorciar porque não quero mais implorar, então por que você está me perturbando? Qual é sua razão para querer morar comigo de novo?
Quanto mais falava com ele, mais intensa ficava a dor do interior queimando. Cheongyeon acrescentou rapidamente, enxugando o rosto a seco.
— De repente começou a gostar de mim? Está preocupado com sua imagem porque eu poderia sair por aí dizendo coisas diferentes? Ou ainda sente tanta pena de mim por causa do trabalho do meu pai que quer me acolher?
— ……
— Me responda. Estou realmente curioso.
Apesar da pressão de Cheongyeon, um silêncio profundo se instalou. Os olhares dos dois homens se chocaram intensamente, como se nenhum cedesse primeiro.
Depois de um tempo, Doheon abriu a boca.
— Para ser honesto.
— ……
— São os três.
Os cantos dos lábios de Cheongyeon contraíram com a resposta dele.
— Você é realmente o pior.
A razão pela qual havia se segurado voou embora. Cheongyeon agarrou a sacola de compras no console com força.
— Esse maldito anel? Você comprou para mim? Quem você pensa que está enganando!
E jogou a sacola de compras no chão como estava. O som da caixinha caindo no chão ecoou pesadamente.
— Você achou que se mentisse e dissesse a uma pessoa à beira da morte que isso era na verdade um presente para mim, eu choraria e agradeceria como antes?
O corpo de Cheongyeon começou a tremer incontrolavelmente, incapaz de controlar as emoções intensas que estavam engolindo seu corpo inteiro. Sua cabeça doía como se fosse partir, e parecia que chamas estavam ardendo ferozmente dentro do peito.
Cheongyeon o encarou como se fosse matá-lo, depois se virou e saiu do quarto ao ver o rosto de Doheon, que ainda estava calmo e desprovido de qualquer emoção. Sentiu que não valia mais a pena continuar conversando com ele.
— Yoo Cheongyeon, para onde você vai!
Doheon o seguiu imediatamente e tentou agarrar o braço de Cheongyeon.
— Larga, larga! Não se atreva a tocar em um único fio do meu cabelo. Não me toque sem permissão! Não quero ver sua cara! Por favor, me deixe em paz!
Cheongyeon gritou tão alto que o som ecoou até o primeiro andar enquanto sacudia o braço.
Seu coração estava batendo rápido demais e suas mãos e pés estavam frios por causa da raiva que subia e transbordava. Cheongyeon se odiava por não conseguir controlar as próprias emoções assim toda vez, e ressentiu Doheon por levá-lo ao extremo sem jamais elevar a voz.
Diante do grito de Cheongyeon, que era como um brado, Doheon levantou as duas mãos como se não tivesse intenção de ameaçá-lo.
Não perdendo a oportunidade, Cheongyeon começou a descer as escadas sem hesitar. Então, perdeu o pé e seu corpo se inclinou para frente por um momento.
Doheon, que estava descendo as escadas atrás dele, agarrou Cheongyeon e segurou o corpo que estava caindo.
— É perigoso sair assim. Vou te levar de carro.
Cheongyeon sacudiu a mão dele mais uma vez e foi para o primeiro andar sem dizer uma palavra. Cerrou os dentes e conteve as lágrimas porque não queria mostrar o rosto chorando.
Só quando chegou à porta da frente as lágrimas que havia estado mal segurando escorreram pelas bochechas em um instante.
— Vou te levar para casa.
— ……
— Por favor, entre por sua segurança, mesmo que não queira.
O assistente, que havia ficado principalmente encarregado dos recados e da condução de Cheongyeon antes do divórcio, de repente apareceu e bloqueou o caminho de Cheongyeon. Cheongyeon abaixou a cabeça com a voz gentil e persuasiva. E cobriu os olhos que já estavam encharcados.
O assistente perspicaz abriu naturalmente a porta do carro e ajudou Cheongyeon a se sentar.
Fingiu não ver Cheongyeon chorando e sentou no banco do motorista.
— Soluço… soluço. Ugh.
Sabia que tinha que dizer o endereço para começar, mas apenas soluços saíam da boca.
Por mais que enxugasse as lágrimas com o dorso da mão, sua visão estava apenas turva. Como estar profundamente submerso no mar.
Achava que estava bem agora, mas não estava. Ainda estava magoado e impotentemente sacudido por Doheon.
Uma dor de cabeça começou a se insinuar, como se a ressaca que havia diminuído estivesse tentando voltar. Cheongyeon se enterrou no banco do carro e mordeu o lábio inferior para parar de chorar.
Queria ser tão frio quanto Doheon, mas quanto mais tentava imitá-lo, mais tristeza sentia, e se sentia patético.
—
— Seus olhos… o que aconteceu?
Kim Kyung-seop examinou os olhos inchados de Cheongyeon com espanto.
Cheongyeon havia corrido até o escritório da agência com as palavras de Kim Kyung-seop de que tinha algo importante a dizer pela manhã, mas a condição de Cheongyeon parecia ter uma história profunda para qualquer um que o visse.
Cheongyeon esfregou os olhos que já não estavam vendo bem e verificou o rosto na tela do celular.
— Não sei. Um mosquito me picou.
— Você bebeu e chorou até os olhos incharem.
— ……
Kim Kyung-seop ficou encarando o teto como se soubesse o que estava acontecendo, depois abaixou a cabeça.
— Você vai vender seu rosto, e vai se cuidar assim? Você nunca sabe quando e onde vai ser escalado.
— …Desculpe.
O Presidente da agência Kim Kyung-seop estava certo. Era sua culpa por não se cuidar sem qualquer margem de desculpas, então Cheongyeon abaixou a cabeça e admitiu o erro.
Mesmo sendo seu ciclo de calor, bebeu muito álcool no dia seguinte depois de fazer sexo, e então chorou até ficar exausto no dia seguinte. Era uma cena em muitos sentidos.
Até ele mesmo achava que havia esquecido seu dever como Ator estreante e agido impulsivamente o fim de semana todo. Olhando para o rosto inchado, percebeu a importância do cuidado pessoal.
— O que diabos aconteceu? Hein?
Cheongyeon não tinha nada a dizer nem diante do interrogatório de Kim Kyung-seop. Não tinha desculpas a fazer, mesmo que tivesse dez bocas.
Decidiu que no futuro tomaria remédio adequadamente durante o ciclo de calor ou o suportaria sozinho, mesmo que fosse desconfortável. No fim, não conseguiu ver a Avó no sábado passado, e seu corpo estava uma bagunça. Poderia haver algo pior do que isso?
— Desculpe. Não sei se vai acreditar em mim, mas algo tão enorme aconteceu…
— Cheongyeon. Você vai ser Ator, certo? Mesmo que seja Ídolo, você pode cobrir com maquiagem e iluminação de palco, mas Ator não. Você vai mostrar tudo, até os poros.
— Hoje em dia, dramas e filmes fazem correção de pele…
— Você sabe quanto isso custa! Só os protagonistas recebem dinheiro gasto neles para mal fazer isso, você acha que vai receber algum esforço manual?
Kim Kyung-seop gritou de frustração. Não era muito ameaçador porque era uma cena que frequentemente via nos dias do DEX. Era de coração mole mesmo dizendo isso.
— Desculpe. Vou me recompor agora. Mas de qualquer forma não há papel chegando agora. Não há audições…
— Um roteiro chegou, então estou com raiva, raiva!
Cheongyeon, que havia estado sentado encolhido como um criminoso, ergueu a cabeça de repente.
— Sério?
Isso significava que um roteiro havia chegado para ele? Ou que havia chegado para a agência?
Fosse o que fosse, era um grande ganho para ele se lhe fosse dada a oportunidade. Os olhos inchados de Cheongyeon se arregalaram claramente, mesmo que apenas por um breve momento.
Achava que havia feito bem em assinar com a agência. Mesmo que fosse pequena, parecia trazer trabalho assim. Comparado à situação anterior onde era difícil até conseguir uma oportunidade de audição, era mais do que grato.
— Mas que tipo de papel é?
Cheongyeon estava confiante de que trabalharia duro mesmo que interpretasse um mendigo passando.
— Hm. Não fique surpreso quando ouvir isso. É um papel bem bom.
Kim Kyung-seop baixou a voz com seriedade e se inclinou mais perto de Cheongyeon. Cheongyeon também aguçou os ouvidos.
Estava curioso sobre que tipo de papel era para que ele estivesse tão confiante. Não era um mendigo, mas talvez um vendedor ambulante?
— O que é? O que é?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor