Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 89 Online


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Deep Pivot — Capítulo 89

Apoiando o queixo na mão enquanto segurava o volante, Seojoon olhava fixamente para a frente. Alunos com uniformes iguais saíam em massa pelo portão da escola.

Instintivamente, ele examinou a multidão em busca do estudante de cabelos brancos e notou uma silhueta que se destacava, uma cabeça mais alta que as demais.

Um sorriso se formou lentamente no rosto dele. Embora o capuz obscurecesse seu rosto, Seojoon reconheceu Cha Yeonwoo apenas pelo seu andar.

Yeonwoo saiu do portão e olhou ao redor, olhando na direção de Seojoon ao ouvir o som suave de uma buzina. Seu sorriso fraco apareceu sob o capô.

Seojoon destrancou a porta do carro. Segunda-feira, primeiro dia de seu novo emprego como motorista matinal do namorado bonitinho. No fim das contas, ele estava gostando.

— Olá.

Yeonwoo trouxe o aroma fresco da brisa ao entrar no carro. Seojoon puxou o capuz para revelar o rosto e acariciou a bochecha antes de recolher a mão.

Ele quase se esqueceu de que estavam estacionados em frente à escola e quase o beijou. Seojoon se recostou no banco do motorista em vez de se virar para Yeonwoo.

— O que você fez na escola? Prestou atenção nas aulas?

— Hoje tivemos aulas pela manhã e educação profissional à tarde.

Seojoon entrelaçou seus dedos com os de Yeonwoo assim que eles saíram da rua da escola.

— Educação profissional? O que você fez?

— Fabricação de anéis.

— Isso não é algo que você faz depois dos exames?

— Nossa escola tem uma turma separada para o vestibular. Além delas, frequentemente temos turmas de formação profissional.

Seojoon aproveitou o sinal para se virar para Yeonwoo e apertou sua mão.

— Mostre-me o que você fez.

— Ah. É meio constrangedor porque eu não consegui ir bem…

Relutantemente soltando a mão de Seojoon, Yeonwoo vasculhou o bolso da calça.

Uma pulseira estampada com as letras tortas

“CHA JEONG-WOO” estava em sua mão.

— É uma pulseira para evitar que ele se perca.

Com uma das mãos no volante, Seojoon sorriu enquanto o examinava. Já que Cha Yeonwoo era fofo, fazia sentido que a pulseira que ele havia feito também fosse.

— Que legal. Você é muito bom com as mãos, Yeonwoo. Me mostra o anel também.

— …A-Anel?

Com os olhos arregalados, Yeonwoo balançou a cabeça dramaticamente, como se estivesse confuso.

— Não, eu não fiz um anel.

— Você disse que era fabricação de anéis antes.

— …

— Não… Eu não disse isso… – Ele resmungou, incerto, e guardou a pulseira de volta no bolso. Observando sua mão se mexer dentro do bolso, Seojoon riu baixinho.

Afinal, parecia que o anel que Yeonwoo fez não era para Jeongwoo.

…Seus sentimentos são tão transparentes.

Levaria pelo menos mais dez anos até que Cha Yeonwoo conseguisse mentir convincentemente para Seojoon.

— Mostre-me o anel.

Seojoon estendeu a mão para ele. Após alguma hesitação, Yeonwoo finalmente tirou a mão do bolso e colocou um anel de prata na palma dele. O exterior era simples e sem adornos, mas por dentro havia uma pequena inscrição, “S♡Y”, que quase fez Seojoon rir.

Seojoon casualmente colocou o anel em seu dedo anelar esquerdo, surpreso ao descobrir que se encaixava perfeitamente.

— Você o fez tão lindamente, então por que escondê-lo? Você não queria me entregar depois de me encontrar?

O rosto de Yeonwoo ficou vermelho brilhante com seu sorriso provocador.

— Eu… não queria que você entendesse mal.

— Entender mal o quê?

— As crianças da minha turma fizeram alianças para as namoradas, então eu também fiz uma. Por favor, não leve isso muito a sério. Vou te dar um presente de verdade depois.

Parecia que ele não queria que seu primeiro presente fosse um anel de prata feito às pressas na aula. Seojoon admirou a mão dele com o anel.

— Mas é lindo. Você mesmo fez, Yeonwoo. Este é o melhor presente que já recebi.

— …

— Obrigado.

Seojoon entrelaçou os dedos e beijou as costas da mão de Yeonwoo, esse desviou o olhar e puxou o capuz para a frente.

— …Vou substituí-lo por algo realmente bom na próxima vez.

Ele parecia acreditar que cobrir o rosto bastava para esconder suas emoções. Mas isso ficava claro em sua voz trêmula e no leve suor na palma da mão.

Seojoon se virou para a frente novamente, brincando:

— Yeonwoo, você é surpreendentemente inteligente. Você acertou o tamanho do meu anel.

— …Eu medi sua mão enquanto você dormia. Meu mindinho tem o mesmo tamanho do seu dedo anelar.

Quanta diferença, hein? Puxando a mão de Yeonwoo para o volante para comparar, Seojoon pensou em como tudo em Yeonwoo era grande, o que só o tornava mais fofo.

— Pensando bem, isso foi realmente bobo. Por que medir o dedo de alguém enquanto a pessoa dorme?

A ideia de Yeonwoo espiando seus dedos enquanto ele dormia fez o coração dele formigar, e suas palavras soaram petulantes. Mas, em vez de provocar uma reação, Yeonwoo deu uma resposta desarmantemente honesta.

— Bem, é bom saber com antecedência se vamos precisar de alguns anéis mais tarde.

Por um momento, Seojoon virou a cabeça para encará-lo. Como ele consegue dizer coisas tão constrangedoras com tanta facilidade? É uma pena que o capuz esconda sua expressão.

— Parece que você tem muitos planos na cabeça dos quais eu não sei, Yeonwoo.

O carro já estava entrando no bairro de Yeonwoo.

— Conte-me mais. O que mais você planejou?

Yeonwoo gentilmente traçou o dorso da mão de Seojoon com o polegar enquanto falava.

— Não planejei muita coisa. Só quero dar as mãos em encontros, viajar juntos, comprar alianças, comemorar aniversários… Quero fazer todas essas coisas com você, uma por uma.

Essas eram coisas simples que qualquer casal faria, mas eram coisas que Seojoon nunca havia considerado.

— Para fazer tudo isso, você terá que viver pelo menos mais dez anos.

— Dez anos…? Estou planejando uma viagem de cruzeiro com você para o nosso 50º aniversário e uma cerimônia de renovação de votos no nosso 60º.

— Inseriu um casamento ali, pensando que vou concordar.

Com Cha Yeonwoo, Seojoon estava gradualmente se aproximando de uma vida normal, o que parecia mais especial do que qualquer outra coisa.

Seojoon estacionou o carro no beco em frente à casa de Yeonwoo e desligou o motor. Antes de se mudarem juntos, precisavam organizar o apartamento de Yeonwoo. Saíram do carro e desceram juntos os degraus íngremes.

✽✽✽

Seojoon colocou os pertences de Yeonwoo na mala que trouxera. A maioria eram uniformes escolares, roupas casuais e livros didáticos, que não seriam mais necessários em algumas semanas.

— Achei que teria mais para jogar fora, mas não tem muita coisa. -,observou Seojoon ao abrir a geladeira. Nenhum dos móveis da casa pertencia a Yeonwoo. Até os utensílios nas gavetas da cozinha foram emprestados do que já estava lá.

— Com licença. – ouviu-se uma voz feminina vinda da porta da frente, aberta. Uma mulher de meia-idade espiou e entrou com um sorriso radiante ao ver Yeonwoo.

— Ah, Yeonwoo! Vai se mudar hoje?

Era Choi Jeong-sook, a senhoria com quem Yeonwoo já havia trocado mensagens no fim de semana sobre o fim do contrato de aluguel.

— Olá.

— Oi, oppa… -disse uma voz atrás de Jeong-sook. Sua filha, Sun-ae, espiava ao redor, inspecionando Seojoon e Yeonwoo enquanto ajeitava sua franja cacheada.

— É esse o supervisor que você mencionou? – Jeong-sook perguntou, olhando para Seojoon.

— Nossa, você é lindo.

Seojoon apertou a mão dela enquanto se curvava em saudação.

— Prazer em conhecê-lo.

Ainda segurando a mão de Seojoon, Jeong-sook pegou a mão de Yeonwoo com a outra.

— Yeonwoo me contou sobre você. Você deve ser muito bondoso.

De repente, colocado no papel de supervisor que fornece acomodação para um subordinado em dificuldades, Seojoon escondeu sua consciência culpada atrás de um sorriso.

— Yeonwoo é tão educado; ficará bem onde quer que vá.

Se ela soubesse que seu “educado” Yeonwoo estava prestes a se mudar com o namorado, que é nove anos mais velho, ela provavelmente não estaria sorrindo tão calorosamente.

— Obrigado por tudo. – disse Yeonwoo, oferecendo uma caixa de bebidas que eles haviam comprado na loja de conveniência mais cedo e se curvando educadamente.

— Ah, você não precisava ter feito isso.

Ao aceitar a caixa, Jeong-sook olhou ao redor da casa. Embora não se sentisse chateada por perder um inquilino sem contrato de aluguel, sentia-se um pouco sentimental depois de vários anos com Yeonwoo.

Seu olhar se voltou para a porta de vidro quebrada da frente. Tsc. Ela estalou a língua em arrependimento. Como Yeonwoo era um estudante corpulento, ela conseguiu inventar desculpas, mas para encontrar um novo inquilino, precisava substituir a porta por uma de aço.

— Eu cobrirei o custo do conserto da porta.

— Hã? Ah, não precisa.

Jeong-sook acenou com as mãos em sinal de desdém à oferta de Seojoon.

— Eu deveria ter trocado antes, mas continuei adiando.

— Yeonwoo me disse o quanto confiava em você. Por favor, aceite isso como um agradecimento.

— Ah, bem… se você insiste, não posso recusar.

Ela riu alegremente e sem hesitar. Seojoon entregou a mala para Yeonwoo.

— Por que você não vai para o carro primeiro, Yeonwoo?

Assentindo, Yeonwoo abraçou Jeong-sook em despedida antes de sair de casa.

— Envie-me o orçamento depois de trocar a porta.

Seojoon entregou a ela seu cartão de visita.

— Ah, então você é um tenente.

Ela olhou para o cartão e assentiu.

— E…

Ele esperou um momento até que Yeonwoo estivesse fora do alcance da voz antes de continuar.

— Você conhece o pai de Cha Yeonwoo?

— Claro. Ele não vinha com frequência, mas eu o reconheço. Sempre fazia uma cena quando vinha.

— Se ele vier aqui novamente, por favor, entre em contato comigo, não com Yeonwoo.

Jeong-sook prometeu fazê-lo e assentiu repetidamente. Depois de se despedir, Seojoon foi embora.

Sun-ae, que estava silenciosamente agarrada à mãe, de repente deu um tapinha em seu ombro.

— Mãe, esse cara é muito bonito, né?

— Você está começando de novo.

— Eles devem escolher >>Espers com base em sua aparência.

— Você realmente parece idiota, até mesmo para minha própria filha.

— Mas ele tem uma namorada. Eu vi.

Sun-ae enrolou a franja de volta no lugar com um bobe enquanto apontava para o dedo anelar da mão esquerda. Ignorando-a, Jeong-sook olhou novamente para o cartão de visitas de Seojoon e balançou a cabeça.

Por melhor chefe que ele fosse, não era um pouco demais? Ela estalou a língua. Não me importo de ganhar uma porta de graça, mas… Ela suspirou com uma mistura de alívio e decepção antes de dar o braço a Sun-ae.

_ Yeonwoo vai voltar?

— Por que faria isso? Ele agora é um guia com um futuro brilhante pela frente. Ele não sentirá falta de um semi-porão como este.

— Ah, eu deveria tê-lo abraçado enquanto tive a chance.

A escuridão caiu sobre a casa vazia enquanto mãe e filha continuavam conversando enquanto subiam as escadas, suas vozes ficando distantes.

 

 

 

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

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Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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