Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 19 Online

↫─Capítulo 19
Meus lábios, que estavam tremendo, se abriram num sobressalto. Como era de se esperar, pela escolha de palavras de Saheon ao dizer que eu estava me fazendo de idiota, minha mente, entrou em estado de alerta máximo ao ouvir um xingamento daqueles vindo da pessoa que eu mais amava no mundo, e começou a girar mais rápido do que nunca.
Será que eu fiz algo errado com Saheon? Eu já tinha pedido desculpas por não atender a ligação dele e por ter adormecido no carro dele, mas será que havia algo mais?
Minhas sobrancelhas se contraíram involuntariamente. Tentei disfarçar olhando para baixo, mas não consegui esconder o leve movimento triste em meus lábios.
Incapaz de suportar aquele olhar dele, que era gentil e ao mesmo tempo pesado, comecei a remexer e apertar meus próprios dedos sem parar. Outro suspiro escapou de Saheon. Ergui o olhar para observar a expressão dele.
Ele tinha uma expressão preocupada e parecia estar incomodado, sem perceber, mordi meu próprio lábio inferior. Seu olhar estava focado nos meus lábios, mas parecia que Saheon estava olhando muito além disso. Quando nossos olhares se encontraram, ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça. A pressão foi suficiente para fazer minha cabeça, que estava levemente levantada, cair de novo.
Saheon começou a bagunçar meu cabelo com força, desalinhando os fios. No começo eu tentei aguentar, mas ele continuou a mexer até deixar tudo completamente bagunçado. Só quando minha cabeça começou a girar com o movimento é que não tive escolha a não ser segurar a mão dele que estava no topo da minha cabeça.
— Estou ficando tonto! Para!
Mas Saheon deu um sorriso brincalhão e puxou minha mão suavemente para a nuca dele, me puxando para mais perto. Aconteceu tão rápido que não tive escolha a não ser me deixar levar.
Saheon emanava um aroma quente que me envolvia. Parecia que o cheiro forte do perfume havia sumido, substituído pelos aromas de shampoo e sabonete.
Conforme meu corpo era puxado para frente, apoiei as mãos por puro instinto para não cair. Elas acabaram pousando perto dos ombros dele. Num piscar de olhos, me vi entregue ao abraço de Saheon e prendi a respiração. Meus olhos se arregalaram de susto.
— Por que está emburrado?
— …Desculpa.
— Pelo que está se desculpando agora?
— É que…
Meu murmúrio sem sentido tentando pedir desculpas foi interrompido no meio. Ouvi a risada baixa da Saheon bem ao lado do meu ouvido. Era um som profundo que fazia até os pelos finos do meu corpo se arrepiarem. Minha garganta claramente se mexeu enquanto engoli em seco, e rapidamente tentei inventar uma desculpa.
—… Vou atender todas as suas ligações a partir de agora, hyung.
— Tudo bem.
A mão dele, que estava apoiada na minha nuca, começou a fazer um carinho suave, subindo e descendo. Percebi pela primeira vez o quanto o meu pescoço era sensível. Toda vez que a mão grande e quente de Saheon se movia, um calafrio corria pela minha espinha.
Aquela sensação que arrepiava cada centímetro do meu corpo era de deixar tonto e, ao mesmo tempo, estranhamente viciante. Tentei engolir em seco sem fazer barulho e continuei falando:
— E… eu não vou mais pegar no sono no seu carro.
— Hum…
Com um breve resmungo, o movimento da mão dele pausou por um segundo, mas logo retomou a carícia lenta. Parecia que, se eu fizesse qualquer movimento errado, os lábios de Saheon roçariam na minha orelha a qualquer instante. Cada respiração dele batia contra o lóbulo da minha orelha.
— Isso não tem problema.
— É…
Então ele não ficou bravo por eu ter dormido no carro. Enquanto revirava os olhos, tentando encontrar o motivo, a resposta veio mais rápido do que eu esperava.
Deve ter sido bem difícil para ele me trazer para dentro depois que apaguei no carro. Por mais alto que Saheon fosse, eu era um pouco mais alto do que a média dos caras, então, fosse me carregando no colo ou me dando apoio, dava para notar que ele deve ter tido bastante trabalho.
Morando na mesma casa, era natural compartilharmos o mesmo cheiro. No entanto, o aroma de Saheon parecia um pouco mais especial. Encostei timidamente a testa no ombro de Saheon.
Me inclinei com pressão exata para conseguir me afastar a qualquer momento, mas até o contato leve era agradável. Segurei o desejo de esfregar a testa nele e falei de novo, tentando ganhar tempo:
—… Você está bravo?
Ouvi a respiração profunda de Saheon ecoar perto do meu ouvido. Embora eu soubesse que ele não estava, soou como se estivesse contendo a irritação. Saheon, que vinha acariciando meu pescoço, afastou-se de mim com cuidado. Ele recuperou sua postura gentil de sempre.
— Não. Por que eu estaria bravo?
— Mas…
Na superfície, Saheon parecia estar me repreendendo gentilmente, mas, como eu já o observava há muito tempo, não conseguia tirar da cabeça a impressão de que ele estava sutilmente chateado. Como deixei a frase morrer no ar, ele escovou meu cabelo bagunçado para trás com delicadeza, bem diferente de antes.
— Não está com fome? Trouxe sopa porque fiquei preocupado que você estivesse de ressaca.
— Sim. Não tenho ressaca… quer dizer, estou com fome. Vou comer!
Mudei minha resposta rapidamente ao perceber o leve aperto nos lábios de Saheon. Ele tirou a mão do meu cabelo sem hesitar.
— Certo. O nosso Mungmung bebeu tanto… que não deve lembrar de nada. Né? Parece que estou mimando meu bebê.
Eu sabia que era melhor não dizer “eu lembro de tudo” na frente de Saheon, que sorria com preguiça e resmungava como se tivesse certeza absoluta. Mantive a boca bem fechada e evitei responder.
Eu não estava com ressaca, e não dava para encontrar nem vestígio de uma, mas me sentei obedientemente à mesa. Saheon colocou na minha frente uma tigela enorme de sopa de ressaca, cheia de costelas grandes e folhas verdes.
Tendo vivido pulando o café da manhã ou apenas comendo o suficiente para afastar a fome, fiquei de olhos arregalados com o que parecia uma refeição de verdade. Eu já estava preocupado se meu estômago ficaria bem depois de comer assim de manhã. Inconscientemente, meu olhar se voltou para Saheon.
— Bom apetite. Mas não fui eu que fiz.
— Obrigado… você não vai comer, hyung?
— Eu já comi.
Vendo Saheon me olhar como se dissesse “Coma”, não tive escolha a não ser pegar minha colher. A sopa de ressaca estava muito gostosa, provavelmente por ser de restaurante. Apesar do meu medo inicial por causa do tamanho da tigela, a maior parte eram apenas os ossos ocupando espaço.
A cada mordida que eu dava, eu olhava para Saheon. Ele apoiou o queixo na mão, me observando comer, mas parecia fazer isso quase sem perceber. Notei que suas sobrancelhas estavam levemente franzidas, indicando que ele parecia incomodado.
Para ser preciso, parecia que ele observava o formato das minhas bochechas ou o jeito como meus lábios se moviam enquanto eu mastigava, mas eu não tinha certeza. Durante a refeição, Saheon se retirou dizendo que ia ao banheiro e avisou que eu podia só deixar a louça na pia.
Depois de terminar minha refeição e me preparar para ir para a escola, Saheon ainda não tinha saído do banheiro. O som do chuveiro ligado continuava vindo do quarto onde eu tinha ido de fininho para pegar um pouco de loção dele.
Depois que terminei de comer e comecei a me arrumar para a faculdade, Saheon ainda não tinha saído do banheiro. O som do chuveiro ligado continuava vindo do quarto onde eu tinha ido de fininho para pegar um pouco da loção dele.
Assim que entrei no cômodo, o som da água, que antes era abafado, ficou mais alto. Inconscientemente, me esforcei para ouvir e, de vez em quando, conseguia ouvir um som baixo e abafado misturado com a água.
Imaginar Saheon sem roupa logo atrás da porta fez minhas bochechas corarem em plena luz do dia, mas chegar à faculdade era mais importante agora. Vestido com um moletom branco com capuz — inspirado no estilo dos calouros que eu tinha visto ontem —, apertei com força a alça da minha mochila preta e gritei:
— Hyung!
Achei que minha voz não superaria o barulho da água, mas, para a minha surpresa, ele pareceu ouvir perfeitamente. Depois de um breve silêncio, ouvi o som do chuveiro sendo desligado, e o barulho da água batendo no chão sumiu por completo.
Não era minha intenção interromper o banho dele. Senti um pouco de culpa por fazê-lo parar de se lavar, então falei com um tom de desculpas:
— Você estava tomando banho?
— …Sim.
Sua voz, grave e ressonante, pareceu ecoar de dentro do banheiro. Apertei ainda mais a alça larga da mochila e continuei:
— Não precisa parar… Eu só queria avisar que estou indo para a faculdade.
— Tudo bem. Tenha um bom dia.
— Sim. Desculpa interromper! Pode continuar o que estava fazendo!
Achei ter ouvido um longo suspiro de Saheon através da porta fechada. Após um momento de hesitação, lembrei de como ele costumava fazer isso quando éramos mais novos; levei os dedos indicador e médio aos lábios e joguei um beijo quase inaudível na direção da porta, antes de fugir dali correndo.
↫────☫────↬
↫─☫ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar