Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 20 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 20

Ao contrário das minhas preocupações de acabar virando um excluído — já que o nosso curso tinha poucos alunos homens eu tinha faltado a todas as reuniões de calouros —, meus colegas de classe me trataram super bem no dia seguinte. Quando entrei na sala de aula, fiquei até um pouco comovido ao ver que o Choi Hyun-oh tinha guardado um lugar para mim.
​— Deu tudo certo ontem na volta?
​— Deu sim.
Choi Hyun-oh deu um tapinha leve no assento ao lado dele, fazendo um gesto para eu sentar. Tirei a mochila das costas e me acomodei do lado dele.
Diferente da sala onde eu estava ontem, as carteiras estavam organizadas para duas pessoas, então Shin Jiyu e Kim Seo-hee estavam sentadas na minha frente. Enquanto tocávamos cumprimentos casuais e pendurávamos nossas mochilas nos ganchos, Min Iseo entrou na sala de aula.
Ela cumprimentou alegremente as colegas sentadas à minha frente e ficou ao meu lado com um sorriso radiante.
​— Oi, Cheongmyeong. Oi, Hyun-oh.
​— Opa.
​— Oi.
Após essa breve troca de cumprimentos, achei que ela fosse apenas passar direto, mas ela continuou ali parada.
​— Você chegou bem em casa
​— Sim. E você?
Quando respondi à pergunta dela, um coletivo “Oh!” de admiração irrompeu entre os que estavam ao nosso redor. Senti meus ombros se encolherem diante da reação constrangedora. Sem saber o que fazer, Choi Hyun-oh, que estava ao meu lado, jogou o braço de um jeito brincalhão sobre meu ombro e respondeu.
​— A gente ainda saiu para beber depois que acabou.
Os olhos de Min Iseo se arregalaram de surpresa. À medida que seus grandes olhos cresciam ainda mais, ela ficava ainda mais parecida com um coelho.
​— Vocês foram beber de novo? Nossa, você deve ser muito bom de copo!
Choi Hyun-oh, que estava quase encostado em mim, caiu numa risada inexplicável. Virei para olhar para ele. O rosto dele, cheio de provocações, quase tocava o meu.
​— Ah, com certeza. O Cheongmyeong ontem foi praticamente a fada da cerveja.
​— Você deve gostar mesmo de cerveja. Quer sair para beber qualquer dia desses?
​— Pode ser.
​Como meus colegas eram super sociáveis e viviam dando ideias, balancei a cabeça concordando.
​— Fechado. O hyung aqui conhece um lugar ótimo para beber. Quando a gente vai?
Mas antes que Min Iseo ou eu pudéssemos responder, o professor entrou. Min Iseo sussurrou, “Vamos conversar depois,” e rapidamente foi para o lugar que uma de suas amigas havia guardado.
Como ainda era semana de orientação, a chamada não foi feita. E, apesar de eu continuar sem entender nada sobre os trabalhos e as provas mesmo ouvindo tudo de novo, Choi Hyun-oh me cutucou na costela enquanto eu mais ou menos prestava atenção.
Ele, que tinha aberto o caderno sem nenhum propósito real, começou a rabiscar no papel bem na minha frente. Sua caligrafia corrida e despojada combinava muito com ele.
​”Você chegou bem ontem?’
Meu estojo estava na bolsa, então me inclinei cuidadosamente para abrir o zíper. Choi Hyun-oh me entregou a caneta como quem diz: “Use essa.”
‘Sim.’
Depois de dar uma resposta curta, devolvi a caneta. Choi Hyun-oh continuou rabiscando.
‘Que bom. O seu hyung é assustador de verdade.’
O Hyung? Quase abri a boca para responder, mas percebi que era hora da aula e expressei isso por escrito.
‘O Hyung?’
‘Sim, ele é muito rígido.’
As avaliações sobre o Saheon geralmente entravam em categorias positivas como “gentil”, “lindo”, “brincalhão”, “atencioso”, “doce” e “carinhoso”.
​Embora ele com certeza tivesse uma aura intimidadora quando estava sério, era raro o meu hyung ficar com aquela cara, a menos que estivesse realmente bravo. E ele não era do tipo que perdia a paciência fácil. Fiquei perplexo com essa descrição que nunca tinha ouvido na vida.
Vendo minha perplexidade, Choi Hyun-oh começou a escrever de forma mais arrumada do que antes, como se estivesse encantado por ter alguém para compartilhar seu lamento.
‘ᅲᅲ Foi assustador ᅲᅲ’
‘Quando eu atendi o telefone no seu lugar, ele perguntou: “Quem é?” num tom tão assustador…’
‘Quando ele olhava de cima para mim com aquele uniforme, ele tinha uma presença tão forte ᄃᄃᄃᄃ’
​“Parecia um comandante de companhia.”
Choi Hyun-oh parecia ter talento no desenho. Ao lado da frase, ele desenhou um emoji de coelho chorando, o que era muito fofo. O coelho era retratado com lágrimas escorrendo pelo rosto, cobrindo os olhos com suas patas dianteiras fofas.
Quando Choi Hyun-oh me entregou a caneta, tive que escrever tentando esconder minha expressão atordoada. Comparado à longa e fluida caligrafia de Choi Hyun-oh, a minha parecia um amontoado de letras.
Assim que o Hyun-oh me passou a caneta, tive que escrever tentando disfarçar minha cara de espanto. Comparada à caligrafia corrida e despojada dele, a minha parecia um amontoado de garranchos.
​’Sério?’
​’Simㅠㅠㅠ Depois que ele te colocou no carro, me disse que já era tarde e era para eu ir para casa -_-^ quase curvei a cabeça pedindo desculpas.’
Pelo jeito, esse episódio aconteceu enquanto eu estava apagado no carro do Saheon. Escrevi para o Choi Hyun-oh com o coração dividido entre o sentimento de culpa e a dúvida de por que raios o meu hyung tinha falado daquele jeito.
​’Desculpa! ㅠ0ㅠ’
Choi Hyun-oh acenou com a mão como se dissesse que estava tudo bem, mas a mão que segurava a caneta continuava escrevendo ‘ᅲᅲᅲᅲ’. Fiquei olhando meio impressionado para o desenho de um coelho com quepe de sargento dando continência, bem ao lado da frase onde ele tinha escrito “comandante”. Pelo visto, o Choi Hyun-oh gostava mesmo de coelhos.
***

Como a primeira semana foi toda de orientação, senti menos pressão sobre as aulas, e só de ouvir as descrições das disciplinas já pensei que a vida universitária seria tranquila, então fui me sentindo mais à vontade.
​Além disso, meus colegas de classe gostavam tanto de beber que, como o hyung tinha dito, havia combinados para beber todo santo dia. Saheon não proibia os encontros com o pessoal, mas, bem na hora em que terminávamos a primeira cerveja, ele ligava do nada.
​ Uma coisa surpreendente era a precisão milimétrica, que me fazia questionar se ele não estava me vigiando de algum lugar. Se fosse uma ligação feita de casa, daria para entender, mas mesmo durante os voos domésticos — algo que eu não sabia bem o que era, mas quando perguntei, me disseram que eram voos de ida e volta entre os aeroportos do próprio país —, ele acertava o tempo perfeitamente, o que era bem impressionante.
Será que era porque o Saheon já tinha passado pela vida universitária? O conhecimento cirúrgico dele e a insistência em ligar faziam meus colegas reclamarem de brincadeira, mas eu mesmo preferia ir embora para casa por conta própria.
Justo quando pensei que minha vida na faculdade correria às mil maravilhas, ela sofreu um baque repentino. Eu tinha feito pouco caso da fama de super difícil do curso de Literatura Francesa, achando que daria para dar um jeito, mas aquilo não era algo de se rir.
​Mas a aula mais problemática foi na sexta-feira. Ao sairmos da orientação daquela matéria optativa, o rosto de Choi Hyun-oh estava pálido. Como éramos apenas nós dois do primeiro ano do departamento de Literatura Francesa fazendo aquela matéria, não tínhamos mais ninguém com quem desabafar nossas frustrações.
​Enquanto caminhávamos em silêncio pela ladeira, Choi Hyun-oh resmungou com uma expressão atordoada:
​— …Isso não é loucura?
​Eu me sentia da mesma forma. Apertei a alça da minha mochila e balancei a cabeça. Pude ouvir Choi Hyun-oh soltando alguns palavrões ao meu lado:
​— Aquele papo de um gato estar morto e vivo ao mesmo tempo… Que porra é essa…
​Para alguém que tinha vivido a vida inteira na área de humanas, aquilo era um problema difícil demais. A armadilha estava na tal “física”, e eu sentia um desespero profundo por ter sido atraído pela imagem de um gatinho fofo. Parecia que Choi Hyun-oh compartilhava do mesmo sentimento.
​— …Cheongmyeong. Você vai mesmo fazer essa matéria?
Se eu continuasse ali, com certeza pegaria um F, mas não consegui responder de imediato. Diante do meu silêncio, Choi Hyun-oh coçou o cabelo descolorido e brilhante antes de continuar:
​— Se você for fazer, eu também não vou largar. Quer mudar isso no período de ajuste de matrícula?
​— Período de ajuste?
​Choi Hyun-oh olhou para mim com uma expressão tão confusa quanto a minha.
​— É. Quer trocar de matéria?
​— Mas pode fazer isso?
​— Você… Sério que não sabia disso?
Choi Hyun-oh fez uma expressão exageradamente surpresa e bateu no meu ombro de forma brincalhona. Fui empurrado levemente para trás. Ele se aproximou e passou o braço pelo meu pescoço.
​— Ei, Lee Cheongmyeong. O que seria de você sem mim, hein?
​— É verdade…
Se Choi Hyun-oh não estivesse ali, eu provavelmente estaria trilhando o caminho de um completo excluído. Como eu concordava com isso, respondi prontamente de forma positiva, e ele abriu um sorriso largo.
​— Então vamos largar essa matéria e procurar outra optativa? Credo, sério, aquele Yoo Do-jin é um tremendo babaca. Eu me matriculei porque ele disse que era uma palestra incrível, mas o cara joga uma bomba dessas no nosso colo. Um amigo de dez anos se mostra inútil nessas horas.
Choi Hyun-oh deu um tapinha leve no meu ombro sem me machucar. Naturalmente, ele soltou o braço que tinha em volta de mim e continuou murmurando palavrões sobre o tal ‘Yoo Do-jin.’ Enquanto mexia na alça da minha mochila, perguntei timidamente:
​— Mas como você sabe tanto sobre essas coisas?
— Eu? Eu aprendo rápido, e como entrei depois de um ano sabático, acabei vindo na idade certa. Se eu ficar explicando, vai parecer que tô me gabando das minhas conexões, por isso não fico ostentando.
​Soltei um som que parecia uma exclamação meio sem sentido. Choi Hyun-oh jogou a mochila de esportes que carregava para trás, quase apoiando-a nas costas, e continuou:
​— Tem esse cara chamado Yoo Do-jin. Ele é meu amigo desde o ensino fundamental e também estuda aqui. Ele me disse que era uma ótima matéria optativa… Enfim, vou dar uma prensa nele para descobrir sobre outras optativas. Podemos mudar nossa grade até a semana que vem. Amanhã é o dia seguinte à assembleia geral, então pode ser um pouco apertado… Domingo? Quer se encontrar no domingo para mudar isso?
​— Pode ser.
​— Beleza. Então você vem até o meu bairro ou tem uma PC room em Magok, não tem?
​— Não tenho certeza sobre isso… Mas vou dar uma olhada. Que horas a gente se encontra?
Choi Hyun-oh e eu discutimos o horário da reunião enquanto caminhávamos em direção ao portão principal. O foco principal era claramente o ajuste de matrícula, mas, conforme avançávamos na conversa, o assunto virou o que faríamos depois.
O horário de início da assembleia geral era às 18h, então, depois que nossa aula terminou às 11h, ficamos com um intervalo de tempo incômodo. Como tanto Choi Hyun-oh quanto eu morávamos a menos de 30 minutos da escola, naturalmente escolhemos ir para casa.
Enquanto pegávamos o ônibus de volta, entramos em uma discussão profunda sobre a física e o tal gato morto-vivo — segundo a expressão do Choi Hyun-oh — e, antes que percebêssemos, estávamos chegando perto do nosso destino.
​— Até mais tarde. Me avisa por mensagem quando for pegar o ônibus que eu tento pegar o mesmo.
​— Combinado. Vamos nos encontrar às 17h.
​— Vê se guarda um lugar para mim no ônibus.
Choi Hyun-oh desceu antes de mim. Eu precisava ir por mais um ponto. Depois de saltar no ponto de ônibus com o qual já havia me familiarizado após algumas viagens, caminhei pelo trajeto conhecido e avistei o apartamento.
Saheon não estava em casa. Achei ter ouvido ele se movimentando bem cedo na manhã de ontem, então provavelmente já deveria ter voltado a esta altura, mas a casa dava fortes sinais de que não havia ninguém.
Depois de preparar uma refeição rápida com os acompanhamentos disponíveis, olhei as horas, mas ainda não eram nem 13h. Sem nada para fazer, fiquei deitado assistindo TV, depois fui para o meu quarto e me enrolei na cama que tinha sido entregue ontem.
Enquanto mexia no celular e petiscava, me pegava assistindo TV quando ficava entediado, e antes que percebesse, o tempo já tinha voado.
Ainda não tinha anoitecido totalmente, estava começando a escurecer lá fora, apesar de serem apenas 16h. Deitei na cama e olhei pela janela. As cortinas ainda não tinham sido instaladas, então a paisagem externa estava claramente visível.
Como eu tinha combinado de encontrar Choi Hyun-oh às 17h, achei melhor sair por volta das 16h40 para chegar a tempo. À medida que o horário combinado se aproximava, uma leve tensão fez meu estômago revirar.
Enquanto eu distraidamente esfregava a barriga, enfiei a mão dentro do moletom para aquecê-la e fiquei ouvindo o silêncio da casa.
​Perguntei-me quando o hyung voltaria. Ao me dar conta de como a casa parecia bem maior com uma pessoa a menos, de repente notei algo estranho.
​Já que ele tinha saído bem cedo na manhã de ontem, se retornasse hoje após um dia de descanso, ele não deveria, normalmente, tirar um dia de folga? Lembrei-me da conversa que tive com o hyung quando vim para esta casa pela primeira vez.
​O hyung tinha dito que não poderia me buscar no dia da minha assembleia geral, porque voaria para Bangkok à noite. Se ele estivesse voltando hoje, aquilo não fazia sentido. Verifiquei o calendário com uma expressão confusa.
​— Ah…
Um suspiro sombrio escapou de mim involuntariamente. Hoje é dia 8. Parecia que as peças do quebra-cabeça um pouco desalinhadas estavam se encaixando. O problema era que eu tinha dito ao hyung a data de um dia depois da data certa porque eu havia calculado por cima.
Eu devia ter me confundido. Enquanto olhava para o calendário no meu celular, fui abaixando a mão lentamente. Se o hyung voltaria hoje, ele com certeza me ligaria preocupado com a possibilidade de eu beber até tarde de novo, então provavelmente eu deveria estar em casa antes da meia-noite hoje também.
​Ao me lembrar daquela sensação de controle — que não era nem um pouco desagradável —, um sorriso surgiu naturalmente nos meus lábios. Como eu estava sozinho em casa, soltei uma risada exagerada, um “Hehe, ehhe”, mas logo me perguntei o que raios estava fazendo e fechei a boca de fininho.
Quando a risada embaraçosa desapareceu, o silêncio voltou à casa. Fiquei imóvel na cama, olhando para o teto com o revestimento recém feito. Foi então que ouvi o som de uma senha sendo digitada em meio ao silêncio tranquilo.
Os quatro dígitos da senha, a data de aniversário do hyung, foram pressionados em uma sequência de cliques. Dei um pulo da cama. Como eu estava pensando no Saheon até um segundo atrás, meu coração disparou, como se eu tivesse sido pego no pulo cometendo um crime.
A porta se abriu sem fazer barulho. Ouvi de leve o som de uma mala de rodinhas entrando. Logo em seguida, veio o som de passos estalando contra o piso da entrada.
Saí da cama para cumprimentar o hyung. No entanto, o som dos passos era irregular e sobreposto. Por um breve instante, me perguntei se ele teria trazido alguma visita, quando a voz de uma mulher desconhecida vinda da entrada ecoou pela casa:
​— Uau, essa é a nova casa do primeiro em comando?

 

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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