Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 189 Online

↫─Capítulo 189
Taebaek decepou o pescoço de um Devorador que avançava contra ele com um golpe rápido. Apesar dos esforços anteriores de Shinu para limpar a área, ainda restavam muitos, e estes eram assustadoramente rápidos e perceptivos. Seus olhos brilhavam com vitalidade, suas orelhas contraíam-se a cada som — um sinal de que haviam sido infectados recentemente.
Mesmo assim, Taebaek chegou ao pé do Ipamsan sem um único arranhão. A montanha, uma das poucas em Mokpo, fora sugestão de Shinu para a rota deles. Ele dissera que provavelmente teria menos Devoradores em comparação com outras áreas e insistira para que passassem por ela.
— Ufa…
Taebaek exalou pesadamente, limpando o sangue de sua bochecha com as costas da mão após partir a cabeça de outro Devorador.
Além desta montanha ficava o Porto de Mokpo. A distância que restava para caminhar era praticamente a mesma que ele já havia percorrido desde o abrigo. Se tudo corresse bem, ele poderia até chegar ao porto até o final do dia.
A verdadeira questão, no entanto, era se Shinu estaria lá do outro lado — vivo, como um Devorador, ou talvez não estivesse mais lá.
Segurando firmemente a plaqueta de identificação em seu pescoço, Taebaek armou-se de coragem. Ele tinha que encontrar Shinu. Estivesse ele ainda humano ou reduzido a um cadáver, Taebaek o seguraria em seus braços.
E então… de um jeito ou de outro, essa sobrevivência sombria chegaria ao fim.
Respirando fundo, Taebaek pisou na trilha da montanha. Ele parou para olhar a floresta escura à frente, inspirando profundamente como que para absorver o peso do momento.
Ele e Shinu haviam atravessado inúmeras montanhas juntos — subindo, descendo e passando por elas. Fosse deliberadamente ou por necessidade, navegar pela Coreia do Sul frequentemente significava cruzar montanhas: colinas frontais, encostas rochosas íngremes ou picos florestais densos.
No entanto, o Ipamsan parecia diferente de qualquer outra que tivessem cruzado antes. Sua atmosfera era sinistra, perturbadora.
Não era de se surpreender — era final de outono, aproximando-se do inverno. As árvores haviam perdido suas folhas, seus galhos nus contrastando rigidamente contra o céu nublado. Folhas secas e apodrecidas cobriam o chão, dando à floresta uma aparência desolada e esquelética.
E ainda assim, não era completamente sem vida. Carros que haviam desviado da estrada tinham subido a montanha, agora alojados irremediavelmente entre as árvores densas. Seus ocupantes claramente tentaram forçar passagem, mas falharam, deixando para trás mudas de árvores quebradas e esmagadas como evidência de suas tentativas fúteis.
Salpicos de vermelho pontuavam a floresta também — não folhas de outono, caídas há muito tempo, mas manchas de sangue tão numerosas e vívidas que, de longe, parecia que as árvores ainda estavam em chamas com as cores do outono. Entre as árvores, Devoradores cambaleavam e mancavam, suas formas retorcidas aumentando a atmosfera misteriosa da montanha.
Taebaek apertou a plaqueta com mais força em seu punho.
Shinu realmente passou por aqui? Ou ele teria sido deixado para trás no caminho anterior? Taebaek teria deixado de vê-lo entre os incontáveis cadáveres pelos quais passaram?
Seus pensamentos espiralaram em um frenesi, seus olhos movendo-se descontroladamente. A ansiedade cresceu dentro dele, ameaçando engoli-lo por inteiro. Ele mordeu com força o lábio inferior, considerando o impensável. Deveria voltar e refazer seus passos? Deveria vasculhar o caminho em busca de vestígios de Shinu mais uma vez?
Mas e se Shinu não estivesse lá? E se ele já tivesse cruzado esta montanha? E se ele ainda não fosse um Devorador? Se Taebaek corresse, talvez pudesse alcançá-lo a tempo para um adeus final. E se ele perdesse essa chance ao voltar?
Incapaz de tomar uma decisão, Taebaek enterrou a ponta de sua espada na terra, o movimento sendo mais um desabafo de sua frustração do que qualquer outra coisa. Naquele momento, o farfalhar de folhas secas anunciou a chegada de um Devorador deslizando pela encosta.
— ……
O corpo do Devorador estava crivado de buracos, sangue negro e podre escorrendo das feridas. Os olhos de Taebaek se estreitaram enquanto ele o examinava de perto.
Marcas de bala.
Shinu estivera aqui.
O alívio lavou as feições de Taebaek. Shinu havia passado por esta montanha. Ele estava além dela — em algum lugar do outro lado. Um lampejo de esperança moveu-se em Taebaek ao imaginar o reencontro com Shinu. Mas, com a mesma rapidez, sua expressão endureceu.
Os ferimentos de bala do Devorador — três no total — estavam em seu pescoço, peito e abdômen. Nenhum deles fora um tiro fatal.
O que só podia significar uma coisa: Shinu não conseguira mirar direito. Ou a situação fora caótica demais, ou a condição de Shinu havia se deteriorado a ponto de ele fisicamente não conseguir.
Engolindo em seco, Taebaek esticou suas pernas longas e caminhou a passos largos pela trilha da montanha. A dor fisgou suas coxas, o cansaço em seus músculos lesionados era agudo e implacável, mas ele ignorou isso completamente.
Ele avançou sem descanso, cortando a floresta desolada. Os galhos de inverno pontiagudos arranhavam seu rosto e suas mãos, abrindo finas linhas de sangue, mas ele não parou. Finalmente, quando sua respiração tornou-se difícil e suas pernas pareceram prontas para fraquejar, ele avistou uma estrada através das árvores.
Ele não parou para avaliar a direção rumo ao Porto de Mokpo. Ele simplesmente disparou colina abaixo, escorregando nas folhas mortas e derrapando perigosamente, mas sem nunca desacelerar.
Na base da montanha, Taebaek irrompeu por uma pequena área de jardim. Ele limpou o suor que pingava de seu queixo com as costas da mão e examinou a estrada à frente.
A rodovia era um emaranhado de veículos capotados. Taebaek subiu no porta-malas de um e saltou de carro em carro, usando-os como trampolins enquanto procurava por Shinu.
A cena era o puro caos, tornando difícil localizar os cadáveres de Devoradores que haviam sido baleados. A respiração de Taebaek tornou-se mais pesada, sua visão embaçando e refocando a cada varredura frenética da área. Seus músculos queimavam, seu corpo tremendo com o esforço de seu ritmo implacável.
Enquanto ele girava sua lâmina para decepar a cabeça de mais um Devorador que avançava em seus tornozelos, de repente notou algo. Um grupo de quatro ou cinco Devoradores à frente, aglomerados, parecia mover-se com um propósito. Seus olhos estavam fixos em algo abaixo deles enquanto avançavam desajeitados, com as bocas abertas, como se atraídos por uma presa.
Taebaek não hesitou. Ele correu em direção a eles, seus passos ecoando nos tetos de metal dos carros. A atenção dos Devoradores estava tão focada em seu alvo que eles não notaram a aproximação dele.
Quando ele estava a apenas alguns veículos de distância, o estalo agudo de um tiro ecoou. Uma bala perfurou o nariz do Devorador mais à frente, derrubando-o instantaneamente. O rosto de Taebaek iluminou-se.
Só havia uma pessoa que poderia ter dado aquele tiro.
Shinu.
Uma esperança renovada surgiu através dele. Com um salto correndo, Taebaek desceu em meio à confusão, eliminando os monstros restantes em uma série de movimentos fluidos e praticados. Cabeças decepadas rolaram pelo chão, e Taebaek chutou-as para longe com toda a força que pôde reunir. Finalmente, ele se virou, com o peito arfando.
E lá estava ele.
Shinu estava sentado, largado contra o capô de um carro. Seu cabelo escuro estava encharcado de suor, seu moletom antes limpo agora estava manchado de sangue — tanto seco quanto fresco — e salpicado de detritos. Sua mão esquerda jazia inerte no chão, com a palma exposta, enquanto sua mão direita empunhava uma pistola firmemente.
Mas o que mais impressionou Taebaek foi o estado das orelhas de Shinu. Sua orelha esquerda estava de um vermelho não natural e vívido, como se estivesse tingida de sangue. Sua orelha direita, no entanto, permanecia intocada, com a pele pálida intacta.
Taebaek aproximou-se dele lentamente, sua estrutura imponente projetando uma longa sombra que envolveu Shinu. À medida que se aproximava, Shinu ergueu a pistola com sua mão trêmula, o cano apontado para algum lugar perto do torso de Taebaek.
Taebaek não fez menção de impedi-lo. Ele simplesmente olhou para baixo para Shinu — para o homem que estivera procurando, apegando-se à vida diante dele. Parecia irreal, um Shinu desmoronado não combinando com o homem que via mesmo olhando diretamente para ele.
Antes que Shinu pudesse puxar o gatilho, outro Devorador avançou contra eles. Taebaek moveu sua espada longa para cima, cortando a mandíbula dele e partindo sua cabeça em duas. Conforme os pedaços caíam em direção a Shinu, Taebaek chutou-os para o lado.
Finalmente, Shinu olhou para cima, encontrando o olhar de Taebaek. O momento estendeu-se infinitamente para Taebaek, o medo do que ele poderia ver — ou deixar de ver — nos olhos de Shinu quase o paralisando.
Mas os olhos de Shinu… eles ainda eram dele. Nublados e sem foco, sim, mas não corrompidos pelo vírus.
O alívio inundou o peito de Taebaek, e ele exalou profundamente, com os ombros relaxando. Abaixando-se em um agachamento diante de Shinu, ele falou, sua voz suave, mas firme.
— Por que você está apenas sentado aqui desse jeito?
Shinu sobressaltou-se. A voz familiar o atingiu como um relâmpago. Ele encarou, de olhos arregalados, a figura diante dele, como se estivesse vendo uma miragem.
— Taebaek…?
— Sim, sou eu.
Por um momento, Shinu simplesmente encarou, a descrença estampada em cada feição. Ele não conseguia entender como, por que, ou mesmo se Taebaek estava verdadeiramente ali. Seus lábios moveram-se sem som, lutando para formar palavras.
O corpo de Shinu deu um sobressalto visível. A voz baixa que atingiu seus ouvidos era quase impossível de acreditar. Seus olhos arregalados fixaram-se na figura diante dele. A princípio, ele pensou que era apenas um monstro grande de pé contra a luz do sol. Mas agora ele percebia —
— Taebaek…?
Era Taebaek.
Shinu encarou, e então encarou novamente, como se tentasse fazer sentido o que estava vendo. Como? Como você pode estar aqui? Como você chegou aqui? Por que você está aqui? Sua mente girou em confusão, deixando-o completamente atordoado. Seus lábios tremeram, movendo-se como se para dizer algo, mas palavra nenhuma saiu.
Taebaek o observou, com os lábios curvando-se em um sorriso suave. Uma única lágrima escorreu pela bochecha de Taebaek, traçando uma linha em seu rosto antes de ele limpá-la com as costas da mão. Ele deu um passo mais perto, estendendo a mão cuidadosamente para tocar o braço de Shinu.
Lá estava — o calor de Shinu. O calor de seu corpo vivo, ainda vivo, ainda presente.
Os lábios de Taebaek se comprimiram firmemente, tremendo um pouco.
— ……
Ele havia planejado dar um soco nele quando se encontrassem novamente. Agarrá-lo pelo colarinho e gritar, desabafando toda a frustração, desespero e solidão que havia suportado. Lançar acusações, exigir saber por que Shinu o havia deixado sozinho.
Até que Shinu estava aqui, vivo — reconhecendo-o, olhando para ele, ainda humano. Isso por si só preencheu Taebaek com uma gratidão tão profunda que tudo o que pôde fazer foi chorar em silêncio.
Isso basta, ele pensou. Shinu está vivo, e isso é tudo o que importa. Estamos juntos de novo, e isso basta.
Taebaek inclinou-se e puxou Shinu gentilmente para seus braços, erguendo-o com um braço passado sobre seu próprio ombro. O corpo de Shinu parecia visivelmente mais leve — talvez porque tivesse perdido muito sangue. Taebaek franziu o cenho ligeiramente com a percepção, examinando os arredores rapidamente.
Eles precisavam de abrigo — qualquer lugar seguro para cuidar de Shinu.
Naquele momento, um edifício grande na base da montanha chamou a atenção de Taebaek:
[Mokpo Wedding Convention]
Apoiando Shinu, Taebaek caminhou em direção a ele sem hesitação. Quaisquer monstros que avançavam contra eles eram chutados para longe ou derrubados com uma enxurrada de balas de sua pistola.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive