Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 170 Online

↫─Capítulo 170
Pessoas se aglomeravam em frente à escola primária, em um estado de agitação. Era porque o abrigo não estava mais aceitando ninguém. Uma cerca de aproximadamente três metros de altura, típica de escolas, erguia-se atrás de uma cerca dobrável temporária. Originalmente, era provável que servisse para afastar invasores, mas agora estava sendo usada para manter as pessoas do lado de fora.
Shinu e Taebaek pararam na borda da multidão, observando a situação. Parecia que as pessoas estavam ali há bastante tempo. Elas gritavam umas com as outras, exigindo que ninguém furasse a fila, empurrando e se acotovelando, ocasionalmente até xingando. Algumas discussões quase explodiram em brigas generalizadas.
Em contraste com o caos do lado de fora, o interior da escola era estranhamente silencioso. Apesar de ter sido designado como um abrigo, não havia funcionários ou soldados à vista. Não estava claro se o abrigo sequer estava em funcionamento.
— Abram a porta, seus desgraçados!
— Todos nós vamos morrer aqui!
— Por que vocês não nos deixam entrar?
— Isso não é pago com os nossos impostos? E é assim que vocês nos tratam?
— Eu vou denunciar todos vocês!
— Mandem os seus superiores saírem aqui! Vocês sabem quem eu sou?
Os gritos ficavam mais altos, com pessoas amaldiçoando o governo, aqueles que estavam na frente e atrás delas, e até mesmo Deus. Seus olhos estavam cheios de uma mistura de terror e fúria.
Eventualmente, alguns dos indivíduos mais frenéticos começaram a escalar a cerca. A malha de metal balançava precariamente. Shinu puxou Taebaek para trás, pressentindo que as coisas estavam prestes a piorar.
E ele estava certo. Na extremidade oposta do terreno da escola, um portão se abriu e dois homens se aproximaram da cerca — um homem magro em um traje de proteção branco e outra figura mais encorpada. O homem magro, com óculos de proteção e luvas pálidas, acenou com os braços como se tentasse acalmar a multidão.
— Vocês não podem fazer isso. Sigam para o Porto de Mokpo!
Os sobreviventes, percebendo que ele era um funcionário do governo, só ficaram mais desesperados.
— O helicóptero! Não tem um helicóptero vindo?
— Não há helicóptero. Isso é apenas um boato!
— Como assim? Eu vi um helicóptero aqui há quatro dias!
— Ele não voltou mais desde então! Vão para o Porto de Mokpo!
— Então ele já deve estar para chegar a qualquer momento.
— Esqueçam o helicóptero! Pelo menos nos deem comida e água!
— Não há comida nem água aqui também. Vão embora!
— Vocês acham que somos idiotas, seus desgraçados?
— Se vocês continuarem, seremos forçados a usar a força.
— Vão em frente, tentem, seus desgraçados. O que vocês vão fazer?
— É, o que vocês vão fazer? Nos matar? Vão em frente, nos matem!
Com um uivo animalesco, as pessoas começaram a chacoalhar a cerca. O homem magro suspirou e fez um sinal para o homem mais encorpado, que ergueu um bastão de metal grosso e o arrastou ao longo da cerca onde as pessoas estavam agarradas.
Faíscas voaram. Instantemente, as pessoas penduradas na cerca recuaram com gritos sufocados, com os corpos se contorcendo em convulsões enquanto caíam no chão. Seus rostos ficaram pálidos e elas se retorceram em agonia. Outros gritaram e se espalharam.
— Você está bem?
Shinu checou um homem que havia desabado perto de seus pés. Ele estava gemendo e tremendo, mas logo conseguiu se sentar. Parecia que o choque elétrico não tinha sido muito severo. Outros que haviam caído no chão pelo choque logo recuperaram os sentidos também.
Shinu e Taebaek ajudaram o homem a se levantar. Ele fulminou os funcionários além da cerca com o olhar, cuspiu com desprezo, depois se virou e foi embora.
Em pouco tempo, apenas Shinu e Taebaek restaram do lado de fora da escola. Exatamente quando eles estavam prestes a ir embora também—
— Ei!
O homem no traje de proteção chamou, quase como um suspiro. Shinu virou-se parcialmente, com a mão ainda segurando a de Taebaek. O homem no traje removeu os óculos de proteção e perguntou: — Vocês são pessoal militar?
Seu olhar estava fixo no fuzil na mão de Shinu.
— …
Shinu manteve-se em silêncio, olhando de relance para Taebaek antes de olhar em direção ao terreno da escola. A escola estava impecável. Não havia manchas de sangue, e os prédios iluminados pelo sol pareciam quase pacíficos. Era um forte contraste com as ruas encharcadas de sangue do lado de fora. Parecia um lugar decente para descansar por algumas horas.
Desde que deixaram o templo, eles não tinham uma refeição adequada há dois dias. Mingau frio, arroz instantâneo sem aquecer e chocolate era tudo o que haviam comido. Tanto ele quanto Taebaek precisavam de uma refeição de verdade. Um lugar para se lavar seria ainda melhor.
Eles também estavam ficando sem bandagens impermeáveis para o ferimento na coxa de Taebaek. Talvez encontrassem algumas lá dentro. Ou até mesmo um médico, se tivessem sorte.
Se a fortuna sorrisse para eles, poderiam obter informações sobre a situação no Porto de Mokpo e uma rota segura para chegar lá. Se tivessem muita sorte, poderia até haver um helicóptero. Isso seria o ideal.
Não parecia uma má ideia correr um pequeno risco.
— Sim. Sou o Capitão Lee Shinu das Forças Especiais do Exército.
Shinu assentiu com uma confiança natural.
Não foi difícil para Shinu e Taebaek entrarem no terreno da escola. Eles não precisaram provar suas identidades. Todos os dispositivos eletrônicos que podiam verificar números de identidade ou identidades militares já estavam inoperantes, e a plaqueta de identificação com a insígnia das Forças Especiais no pescoço de Shinu era suficiente. Além disso, na Coreia, nenhum civil conseguiria carregar uma arma como a de Shinu.
O interior da escola não era tão limpo quanto parecia do lado de fora. Trajes de proteção descartados estavam espalhados e havia bandagens manchadas de sangue e garrafas de água vazias jogadas ao redor. Os corredores estavam silenciosos, com quase nenhum sinal de vida.
Shinu manteve a trava de segurança desativada e o dedo no gatilho, com Taebaek atrás dele enquanto seguiam os dois funcionários em trajes de proteção. Seus olhos examinavam cada janela coberta por película escura e cada porta de sala de aula entreaberta. Taebaek, segurando sua arma com firmeza, checava frequentemente atrás deles.
Em contraste, os homens nos trajes de proteção pareciam tranquilos. O homem maior limpava o nariz com o dedo, enquanto o homem magro coçava a palma da mão coberta de eczema, fazendo com que lascas de pele seca caíssem.
— Vocês vieram do Porto de Mokpo?
O homem magro perguntou.
— Não.
Shinu negou, e o homem magro congelou no lugar. O homem maior, que estava limpando o nariz, também parou.
— …Você é do exército, não é? De onde vocês estão vindo?
— Não posso revelar isso. Estou em uma missão especial.
Shinu respondeu calmamente, e o olhar cético do homem magro mudou para um de curiosidade.
— Uma missão especial?
— Sim. Estou escoltando alguém importante.
— …Quem…
O olhar do homem magro mudou naturalmente para Taebaek. Ele usava o boné baixo, mas seus traços surpreendentemente bonitos ainda eram visíveis. Com sua pele limpa e viçosa, ombros largos, estatura alta e físico elegante, ele não parecia uma pessoa comum. A princípio, o homem presumiu que ele pudesse ser uma celebridade, mas as palavras de Shinu o fizeram reconsiderar.
Sentindo a atenção, Taebaek deu um sorriso suave e tirou o boné, revelando seu rosto deslumbrante. Os olhos dos homens nos trajes de proteção se arregalaram. Mesmo sendo homens também, eles não puderam deixar de notar o quão artístico era o rosto de Taebaek.
— Sou Han Taebaek, o filho mais velho do Grupo HW.
Taebaek estendeu a mão para um aperto de mão, mas Shinu a pressionou para baixo, impedindo o gesto. O homem magro, que estava prestes a estender a própria mão, riu sem graça, mas logo inclinou a cabeça com curiosidade.
— Ah, Grupo HW… Sinto que já ouvi falar disso em algum lugar…
— Não é uma empresa da qual você apenas ouviria falar por aí.
Taebaek franziu a testa, claramente descontente com a falta de reconhecimento. Percebendo a irritação de Taebaek, o homem rapidamente voltou atrás.
— Oh, não, eu não quis dizer isso dessa forma. Claro que eu sei. Grupo HW — quem na Coreia não conheceria essa empresa?
Certo? Você sabe também, não sabe? O homem cutucou o colega maior com o cotovelo, que assentiu em concordância.
— Suponho que o governo esteja tomando precauções extras para o herdeiro de uma corporação.
— Isso, e o meu tio é o Ministro da Defesa, Jung Byunghwan.
— Oh…
Taebaek mentiu naturalmente sem alterar sua expressão. Na realidade, antes do surto do vírus, ele nem sabia quem era o Ministro da Defesa Nacional. Como empresário, suas preocupações eram coisas como o mercado, a economia, os impostos e o emprego.
Diante da sem-vergonhice de Taebaek, Shinu mordeu o lábio inferior e o soltou, quase explodindo em uma risada. A afirmação de Taebaek de que o Ministro da Defesa era seu tio — de onde ele tirou essa ideia? Taebaek era realmente fascinante.
Mal engolindo o sorriso, Shinu olhou para as pessoas nos trajes de proteção com uma expressão neutra.
— Por favor, expliquem a situação no abrigo.
Os quatro olharam para o pátio através da janela da sala de aula. Apenas um mês atrás, crianças estariam correndo energeticamente por ali, mas agora a cena era completamente diferente.
Uma tenda branca marcada com “Abrigo da Escola Primária Yeongman” estava coberta por camadas de poeira e amassada, e no chão… havia incontáveis túmulos, grandes e pequenos. Parecia mais um cemitério do que um pátio de escola, com tantas sepulturas.
No início, cada pessoa falecida tinha sido enterrada individualmente, mas mais tarde, grandes valas tinham sido cavadas para sepultamentos em massa e, quando não restaram mais mãos para cavar, eles simplesmente cobriram os corpos com pano branco.
Apenas olhar para aquilo era o suficiente para entender que a situação no abrigo era terrível. Estava claro que aquelas pessoas nos trajes de proteção, apesar de sua aparência desgastada, tinham feito o melhor que podiam.
Shinu, ainda olhando pela janela, perguntou: — Ouvi dizer que um helicóptero estava vindo. O que isso significa?
— Ah… Até quatro dias atrás, um vinha a cada dois dias. Ele trazia suprimentos como água, comida e remédios, e levava alguns sobreviventes com ele.
— Mas não veio mais desde então?
— Não.
— Que tipo de comunicação vocês usavam?
— Usávamos rádios. Mas até o rádio parou de funcionar depois de ontem.
— Qual foi a última mensagem?
— “Há uma escassez de helicópteros. O apoio é difícil. Nós vamos tentar, mas se nenhum helicóptero chegar nos próximos dois dias, encerrem as operações no abrigo e retornem ao Porto de Mokpo.”
A pessoa no traje de proteção falou com a voz desanimada.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive