Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 169 Online

↫─Capítulo 169
Um Reencontro Desagradável
Shinu e Taebaek cruzaram a Ponte Namchang sem problemas, finalmente pisando na tão esperada cidade de Mokpo.
Sem um momento sequer para saborear o alívio, eles permaneceram em alerta máximo, examinando os arredores. Eles viraram silenciosamente em uma estrada ao lado de um complexo de apartamentos.
A estrada larga de seis pistas estava movimentada, mas não lotada a ponto de obstruir a passagem, e quase não havia Devoradores por perto. Parecia que a maioria dos mortos-vivos havia seguido os sobreviventes que já tinham passado por ali. Os únicos resquícios deixados para trás eram aqueles que rastejavam pelo chão, esmagados sob os carros, ou mal reconhecíveis como Devoradores .
Ocasionalmente, eles encontravam outros sobreviventes, mas nenhum prestava atenção em Shinu e Taebaek . Cobertos de sujeira e com uma aparência esfarrapada, eles cambaleavam, como se o simples ato de caminhar fosse exaustivo. Faltava-lhes energia para exigir comida ou armas. Pareciam escravos arrastados para o trabalho forçado. Apenas Taebaek e Shinu pareciam inabaláveis.
A estrada surpreendentemente vazia permitiu que os dois caminhassem de mãos dadas, embora segurassem uma arma e uma faca nas outras mãos. No momento, apenas estarem juntos era o suficiente para fazê-los se sentir incrivelmente felizes. Tendo ficado brevemente separados, a presença de um era preciosa para o outro.
Eles pararam em um pequeno escritório imobiliário perto do complexo de apartamentos e pegaram um mapa, junto com uma mala descartada, para encontrar um casaco de inverno novo. Também encontraram um tubo cheio de pasta de dente, o que veio em boa hora, já que a de tamanho de viagem que vinham usando estava acabando.
Em um carro capotado, encontraram um boné de beisebol. Taebaek o pegou e o vestiu de forma ajustada, acenando para Shinu como se pedisse a opinião dele.
— Você está bonito. Nunca te vi de chapéu antes.
Shinu riu baixinho, acariciando o queixo de Taebaek . Com o boné, o nariz alto e a linha do maxilar forte de Taebaek destacavam-se mais. Seu rosto parecia menor com o cabelo grosso e desalinhado escondido.
Ele parecia um estudante universitário, talvez até um jogador de beisebol — bonito de um jeito novo e refrescante.
Com Shinu olhando para ele com um afeto transbordante, Taebaek deu de ombros, sorrindo timidamente.
Ele parecia tão fofo e charmoso que Shinu não conseguiu resistir. Alojando uma bala na órbita ocular de um Devorador estirado perto do porta-malas do carro, Shinu puxou a cabeça de Taebaek para perto e lhe deu um beijo rápido.
Taebaek , momentaneamente atordoado pela intensidade, riu sem jeito.
— Isso realmente parece um encontro. Exceto pelo fato de estarmos looteando em vez de fazendo compras.
— …Looteando?
Shinu inclinou a cabeça, intrigado com o termo desconhecido.
— Em jogos, coletar itens é chamado de lootear, ou fazer ‘farming’, da palavra agricultura… Então, se for um jogo de tiro, coletar armas e balas é farming, e em um jogo de construção, coletar madeira e pedras é farming.
Taebaek explicou, dando exemplos. Shinu entendeu rapidamente e assentiu pensativo.
— Então, em um mundo de zumbis como o nosso, coletar itens essenciais como pasta de dente e roupas é farming?
— Exatamente. E porque fomos diligentes no farming, nosso inventário está mais cheio do que o de outros jogadores.
Shinu semivocou os olhos levemente, intrigado com termos como “jogadores” e “inventário”. Taebaek riu e explicou novamente, e eles continuaram a conversa, brincando sobre várias coisas enquanto caminhavam.
Embora irrelevante, a conversa descontraída era revigorante. Falar sobre sobrevivência, perigo e morte o tempo todo era desgastante, então aquele bate-papo bobo parecia um reinício mental.
Eles riram sobre como, sendo sobreviventes armados, eram como personagens de nível 30, enquanto um sobrevivente com um taco de beisebol seria apenas nível 6.
Cerca de dez minutos depois, Taebaek apertou a mão de Shinu.
— Hyung, se pegarmos aquilo, subiremos pelo menos dez níveis.
Ele apontou para uma scooter elétrica resistente, presa entre um poste de luz e um carro.
Taebaek subiu confiantemente, enquanto Shinu, um pouco perplexo, agarrou-se firmemente à cintura de Taebaek .
Ele tinha experiência com carros, motocicletas, aviões e até helicópteros, mas nunca com uma scooter elétrica, então a sensação era estranha. Devido à sua infância difícil, ele não tinha andado sequer de triciclo, muito menos de scooter.
Taebaek usava a mochila na frente e manobrava com perícia pela estrada esburacada e cheia de obstáculos. Sua agilidade ao serpentear entre os carros era impressionante, quase como um pássaro navegando por uma floresta.
Com uma das mãos no guidão e a outra empunhando sua faca, ele conseguiu até repelir um Devorador que avançava, cortando seu pescoço no meio do trajeto, como se fosse um guerreiro a cavalo.
Shinu, por sua vez, concentrava-se em não cair. Com os dois, além da mochila de Taebaek , espremidos na scooter, o espaço era apertado, exigindo que ele se segurasse com força.
Cair ali seria perigoso e, acima de tudo, vergonhoso — especialmente na frente de Taebaek .
Nessa velocidade, eles poderiam realmente chegar ao Porto de Mokpo até o fim do dia. Apesar do suor que escorria por suas costas, Shinu decidiu suportar.
Eles passaram por alguns complexos de apartamentos de alto padrão, um campus universitário e até mesmo um posto da Guarda Costeira. Parecia que estavam se aproximando do porto.
Então, Taebaek virou o guidão ao ver uma estrada bloqueada por edifícios desmoronados. Ele pretendia fazer um desvio por um beco para retornar à estrada principal. Conforme passavam por mais alguns complexos de apartamentos, um murmúrio chegou aos seus ouvidos. Taebaek franziu a testa.
Cerca de cem metros à frente, pessoas estavam reunidas em uma multidão. Era como se todos os sobreviventes que não tinham visto nas ruas estivessem concentrados ali. Em circunstâncias normais, teriam passado direto, presumindo ser um protesto, mas hoje não era tão simples. A multidão bloqueava o caminho, e eles haviam se reunido em frente a uma igreja — de todos os lugares possíveis, logo ali.
A scooter desacelerou. Shinu inclinou-se para o lado, notando também a multidão. Ele franziu a testa. Faltando apenas alguns quilômetros para o porto, o que aquelas pessoas faziam ali em vez de se moverem rapidamente? Reunir-se daquela forma as tornava alvos fáceis para os Devoradores .
— Devemos apenas fazer um desvio?
Taebaek sussurrou.
— Sim. Não há necessidade de correr riscos desnecessários.
Shinu assentiu. Taebaek girou suavemente o guidão e pressionou o acelerador. Mas, de repente, alguém saltou de um beco. Foi como se tivessem surgido do nada. Assustado, Taebaek puxou o guidão bruscamente, fazendo com que ambos tombassem para o lado, separados da scooter.
Shinu imediatamente tentou alcançar Taebaek , mas como estava na parte de trás, foi arremessado mais alto no ar.
Taebaek agarrou o pulso de Shinu e o puxou para seus braços. Os corpos deles sacudiram violentamente enquanto a scooter colidia contra uma parede, com o guidão entortando em formato de L.
— Ai…
— Uhg…
Eles deslizaram até parar contra um poste de luz, gemendo de dor. Shinu foi o primeiro a se recuperar, verificando rapidamente Taebaek em busca de ferimentos, especialmente preocupado com a cabeça e as pernas. Felizmente, Taebaek parecia ileso. Ele havia se encolhido de forma protetora, abraçando sua mochila, fazendo Shinu suspirar de alívio. Levantando-se rapidamente, Shinu virou-se para confrontar a pessoa que havia causado aquela bagunça.
Mas uma voz ríspida cortou o ar primeiro.
— Moço, você não sabe que isso aqui é uma área escolar?
— …
— …
Taebaek e Shinu olharam, boquiabertos. Diante deles estavam um homem e duas mulheres, todos no final dos vinte ou início dos trinta anos, vestidos com casacos longos acolchoados e empunhando canos de metal e machadinhas. A mulher no meio apontou para uma placa amarela no poste de luz.
[ZONA DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS. ÁREA ESCOLAR. (30) Reduza a velocidade a partir daqui.]
Taebaek riu seco. Claro, ele sabia que era uma área escolar, mas aquelas pessoas não eram crianças. Era ridículo. Shinu olhou para trás e percebeu que eles não estavam reunidos em frente a uma igreja, mas sim em frente a uma escola. A placa dizia: [50m para a Escola Primária Yeongman].
Shinu levantou-se lentamente, erguendo a arma que segurava à sua frente. As três pessoas recuaram e deram um passo atrás. Sem tirar os olhos delas, Shinu ajudou Taebaek a se levantar. Taebaek , que se espreguiçou ao ficar de pé, estalou as costas doloridas e limpou a sujeira do antebraço de Shinu.
Shinu posicionou-se de forma protetora à frente de Taebaek , apontando sutilmente sua arma para as três pessoas. Ele não tinha a intenção real de atirar. Elas não representavam uma ameaça séria e, embora fossem um pouco atrevidas, isso não era motivo suficiente para matá-las. Além disso, elas deviam ter lutado muito para chegar até ali. Morrer por sua arma seria um desperdício.
— Vocês estão indo para a escola primária?
— …Sim — o homem respondeu com a voz contida.
— Por que estão indo para lá? Tem algo a ver com as pessoas reunidas ali?
— É um abrigo.
Dessa vez, a mulher respondeu.
— …Um abrigo?
— Sim, um abrigo.
Diante da resposta inesperada, Shinu e Taebaek franziram a testa. Um abrigo era tipicamente um lugar bom. Mas, por algum motivo, eles sentiram mais desconfiança do que alívio. A mulher, notando as expressões sombrias deles, franziu a testa também.
— Vocês sabem o que é um abrigo, certo? Um lugar seguro com comida e água.
— Um abrigo…
Shinu olhava repetidamente para a escola de relance. A mulher inclinou-se um pouco para a frente, abaixando a voz como se estivesse compartilhando um segredo.
— E um helicóptero da ONU deve vir. Se embarcarmos nele, podemos ir direto para o Porto de Mokpo.
Com as palavras dela, Shinu e Taebaek engoliram em seco, pegos de surpresa.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive