Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) – Capítulo 08 Online

↫─Capítulo 8
O tempo de Heeyeon ↫─Parte 01
Ao sentir os dedos entrando, Jung Heeyeon encolheu o pescoço por reflexo. Seus ombros se tensionaram e um calafrio percorreu sua coluna até a lombar. Ao mexer os dedos das mãos, sentiu a textura do casaco do homem. Era macio e quente.
Em vez de responder prontamente, Jung Heeyeon abriu a boca franzindo levemente o cenho, como se estivesse refletindo seriamente.
— O senhor disse da última vez que não podia.
— Eu disse que sexo sem consentimento não podia.
Yeon Woobeom riu baixo diante do tom de voz dele, que soava um pouco magoado, e sentou-se na beira da cama. Jung Heeyeon aproximou o quadril das coxas do homem, achando mais confortável do que ficar apenas pendurado no ar. Veias saltaram no dorso da mão que envolvia a cintura do rapaz.
— …?
Jung Heeyeon franziu as sobrancelhas de leve e afastou o quadril que estava encostado na coxa de Yeon Woobeom . Ele estava sentado com os joelhos dobrados, mas, graças ao fato de estar sendo abraçado, conseguia, raramente, olhar o homem de cima. O homem inclinou a cabeça e sorriu sutilmente. A mão que já havia saído por baixo da roupa acariciou lentamente as costas, por cima do casaco, seguindo a coluna vertebral.
— O senhor quer fazer sexo comigo?
— Você não quer?
A outra mão penetrou por baixo do casaco e o puxou pela cintura. Sentindo um formigamento estranho, Jung Heeyeon encolheu os dedos dos pés. Os olhos do Alfa que o olhava de baixo estavam afiados como uma lâmina. Era uma lembrança vaga, mas ele sentia que tinha visto um rosto parecido no dia em que seu primeiro Cio estourou.
Como alguém enfeitiçado, Jung Heeyeon acariciou a cicatriz de Yeon Woobeom . O homem poderia ter fechado os olhos por reflexo, mas seu olhar obstinado não se escondeu sob as pálpebras em nenhum momento.
Por que o Diretor teria mudado de ideia? De repente, ele se lembrou do que aconteceu dias atrás. Jung Heeyeon deu um sorriso radiante.
— O senhor cedeu porque eu o seduzi?
Yeon Woobeom ergueu o canto dos lábios com um riso soprado e beijou o queixo dele.
— Sim. Eu cedi porque você me seduziu.
Seu tom de voz era lânguido.
— O hyung Haejin disse que, se a gente gosta de alguém, é natural querer dormir com essa pessoa. Por isso…
Baixando levemente a cabeça, Jung Heeyeon sussurrou como alguém que conta um segredo.
— Eu quero fazer sexo com o senhor.
A fachada sólida que fingia serenidade rachou. Yeon Woobeom enrijeceu o rosto e colocou força no braço que envolvia a cintura dele. O Ômega, que estava apoiado nos joelhos sem fazer muita força, acabou sentado sobre as coxas do homem sem querer.
— Ha, Jung Heeyeon.
— Sim?
— O que eu faço se você ficar dizendo que gosta de mim toda hora, hein?
Yeon Woobeom murmurou como se estivesse mastigando as palavras, enquanto tirava o casaco do corpo pequeno. Embora o tom fosse de quem acalentava com carinho, era difícil esconder a ferocidade misturada na voz.
— Eu sempre disse que gostava do senhor…
Jung Heeyeon murmurou confuso, abrindo um pouco mais os olhos. Concentrado nas palavras do homem, ele nem percebeu que o casaco retirado estava jogado no chão, ao lado da cama.
— A frase “gostar de alguém” não tem apenas um significado, Heeyeon.
Yeon Woobeom também sabia com que frequência Jung Heeyeon dizia que gostava dele. Ele mesmo já havia induzido o rapaz a dizer aquilo de propósito, então não teria como não saber.
Ele apenas pensou que fosse uma afeição humana. Como ele fora a pessoa que resgatou o Ômega confinado e o trouxe para fora dos muros, era natural, de certa forma, que Jung Heeyeon nutrisse uma afeição humana por ele.
No entanto, ele achava que Jung Heeyeon não deveria confundir aquele sentimento. Pois a simples afeição e o afeto sexual eram sentimentos de naturezas estritamente diferentes. De qualquer modo, ele estava em uma posição em que poderia manipular Jung Heeyeon, e não queria que o rapaz se visse envolvido em uma hierarquia sutil e entregasse o sexo como se fosse um pagamento.
Embora o quanto ele conseguiria resistir sem tocar no Ômega que só dizia coisas bonitas fosse outra questão.
— Eu também sei disso.
— É mesmo? Você sabe?
Yeon Woobeom sorriu de forma estreita enquanto deitava o corpo que abraçava sobre a cama. Ao enfiar a mão por baixo do suéter e acariciar o abdômen, o pequeno corpo estremeceu violentamente.
— Sim. Eu gosto do senhor em um sentido diferente das outras pessoas.
A mão que acariciava a pele nua parou abruptamente. As pupilas do Alfa se estreitaram como as de uma fera.
“Dizem que, quando a gente gosta de alguém, essa pessoa parece a mais bonita de todas.”
Se ele trouxe o assunto do sexo à tona agora, algo que ignorou até no Cio, foi porque percebeu que Jung Heeyeon gostava dele em um sentido sexual. Se o Ômega deitado sob seu corpo não tivesse dito aquelas palavras, ele não perguntaria a um jovem de vinte anos que nunca se masturbou se queria fazer sexo. Pelo menos não agora.
— A única pessoa com quem quero dormir é o senhor…
— E daqui para frente também?
O homem, que não tinha mais o que esconder, perguntou descaradamente. A mão que rastejava por baixo do suéter subiu cada vez mais.
— O quê? Sim. …Ah!
Quando ele pressionou suavemente um ponto sensível, Jung Heeyeon deu um sobressalto. Yeon Woobeom riu baixo e beijou levemente os lábios que se abriram sozinhos. Era muito prazeroso ver a pequena língua se esforçando para acompanhar a sua. A cada vez que ele esmagava o mamilo, um gemido fraco era sugado entre os lábios do Alfa.
O corpo que não conhecia o prazer sexual logo começou a exalar feromônios diante de qualquer pequeno estímulo. Os feromônios do Ômega, que estavam ocultos pelo cheiro do Alfa, instantaneamente transbordaram ao redor.
— Heeyeon. Você está excitado?
— Beijar o… ah, o senhor… é bom.
Jung Heeyeon estendeu os braços para se segurar nele. Antes que os braços finos envolvessem seu pescoço, Yeon Woobeom retirou o suéter suavemente. Devido ao design que envolvia o pescoço, a eletricidade estática fez com que o cabelo dele ficasse espetado como um dente-de-leão.
O homem soltou outra risada e, segurando o rosto do Ômega que olhava sem entender o motivo do riso, lambeu os lábios molhados de saliva. Yeon Woobeom deixou que Jung Heeyeon envolvesse seu pescoço com os braços e agarrou o peito que havia deixado de lado por um momento. Mesmo sem ter sido tocado por muito tempo, o bico rosado estava ereto contra a pele branca.
— Por que você é tão sensível?
— Ah!
Quando ele rolou o mamilo inchado entre os dedos, o tronco dele deu um leve salto. O homem lambeu novamente os lábios que soltavam gemidos e desceu para o pescoço fino. Ao arranhar levemente com a unha o mamilo que acariciava suavemente, a sensação do corpo branco estremecendo foi transmitida nitidamente para a ponta de seus dedos.
O desejo de morder o pescoço marcado fervilhava como fome, mas Yeon Woobeom se contentou em apenas sugar levemente para aplacar sua voracidade. Ele não tinha a intenção de agir egoisticamente com alguém que não estava no Cio. Ele escolheu ser um pouco mais paciente e ergueu o tronco calmamente.
— Ah… Diretor, por que o senhor não para de mexer no meu peito?
Yeon Woobeom cerrou os olhos lentamente enquanto tirava o casaco que atrapalhava seus movimentos. Pelo visto, o Ômega, que falava com facilidade sobre o membro ou sobre querer que ele entrasse, não parecia ter aprendido nada sobre suas próprias zonas erógenas. Ele jogou o casaco que segurava para o lado e ordenou em um tom casual:
— Heeyeon. Toque no seu peito.
— O quê? …Assim?
Mesmo com uma expressão confusa, Jung Heeyeon obedeceu docilmente e começou a mexer no próprio peito. Os mamilos, que já estavam rígidos pelo estímulo anterior, faziam seu corpo tremer facilmente mesmo com o toque inábil.
— Ah…
Um gemido escapou entre os lábios cerrados. Não só a mão que tocava o próprio corpo, mas até os dedos dos pés formigam de um jeito insuportável. Jung Heeyeon contorceu o corpo ao sentir o calor que enfrentava no Cio brotando da ponta de seus próprios dedos. Mesmo assim, algo faltava. Ao erguer o olhar marejado, encontrou os olhos do homem que o observava de cima enquanto desabotoava o paletó.
— Porque o peito é uma zona erógena. Está sentindo prazer?
Yeon Woobeom perguntou em um tom um tanto feroz enquanto desfazia o nó da gravata com uma mão. Era impossível que um Ômega que nunca se masturbou conhecesse suas zonas erógenas. Ele mandou que o rapaz tocasse a si mesmo para dar uma educação sexual adequada, mas vê-lo deitado sob si mexendo no próprio peito tornava difícil manter a compostura.
— Ah…
Jung Heeyeon assentiu. Sua respiração ficava cada vez mais curta e entrecortada. Ele tinha a lembrança de ter sentido prazer antes quando o Diretor tocou seu peito. No entanto, naquela época, ele pensou que fosse apenas porque seu corpo estava agitado devido ao Cio. Um corpo que nunca se masturbou não teria como saber que possuía zonas erógenas.
Para um Ômega, apenas o ato de inserção do membro do Alfa é importante; isso era tudo o que ele havia aprendido sobre sexo.
Jung Heeyeon observou Yeon Woobeom enquanto tocava o peito lentamente. Do corpo onde a gravata já havia caído, os botões do colete começaram a ser abertos um a um. Os olhares entrelaçados no ar não se separavam.
— Eu gosto mais quando… ah, o senhor me toca.
No momento em que o colete do terno foi jogado sobre a cama, Jung Heeyeon murmurou sinceramente. O homem inclinou a cabeça e deu um sorriso afiado.
— É mesmo? Você prefere quando eu toco?
O tom de voz era o de sempre, mas a mão que afastava o cabelo parecia perigosa devido às veias saltadas.
— Quer que eu chupe desta vez, Heeyeon?
— O quê? O quê… Ah!
O mamilo, que estava exposto ao ar, foi envolvido por uma massa de carne úmida e molhada. Diante da sensação viscosa, completamente diferente do toque de esmagar ou arranhar, Jung Heeyeon não soube o que fazer e tremeu os ombros. A mão que mexia no próprio mamilo se estendeu como se fosse empurrar o Alfa grudado em seu peito, mas logo perdeu o rumo e vacilou.
— Ah, sim…
O mamilo sugado para dentro dos lábios do homem era esfregado e esmagado aleatoriamente pelos movimentos da língua macia. Yeon Woobeom sugou o pequeno mamilo à vontade e depois usou a ponta da língua para lamber amplamente a aréola, como se estivesse desenhando. Ao morder o peito rígido com os dentes, sentiu o corpo abaixo de si arquejar.
— Dire… ah, Diretor… ah, não, não pode morder.
Ao ouvir o sussurro que beirava uma súplica, a língua grossa sugou suavemente o peito que tremia de tensão. Yeon Woobeom ergueu a cabeça e encarou Jung Heeyeon. Era realmente um corpo com uma sensibilidade excessivamente boa.
— Heeyeon. Você gosta mais quando eu chupo?
— Chupar… ah, também não pode…
O homem deu um riso curto e beijou a bochecha do Ômega que já estava exausto.
— Por que não pode? Parece que o nosso Heeyeon está morrendo de prazer.
— Depois…
— Depois?
— Tenho que dar leite… ah, para o bebê…? Agora não sai nada.
Mas que porra.
— Jung Heeyeon. Você está fazendo isso de propósito.
Mesmo sabendo que ele dizia aquilo por pura inocência, era difícil conter o impulso que subia repetidamente. Yeon Woobeom recuperou o fôlego por um momento, sentindo que se encostasse os lábios na pele dele agora, não conseguiria se controlar. Os feromônios de Jung Heeyeon ficavam cada vez mais densos.
— Diretor. Eu quero beijar.
Os olhos do Alfa se estreitaram instantaneamente. Yeon Woobeom encarou fixamente os lábios que pediam pelo beijo antes de baixar a cabeça obedientemente. Ele desfrutou da língua que penetrava a sua de forma inábil e beliscou levemente o peito que Jung Heeyeon pedira para não chupar. Sentiu o pequeno corpo estremecer.
— Ah, uh…
Ao afastar os lábios, o corpo espalhado sobre a cama tremia desamparadamente.
— É um problema você sentir tanto prazer assim.
Yeon Woobeom sorriu enquanto descia os lábios para o pescoço que ficara exposto quando o rapaz virou a cabeça. Jung Heeyeon gemeu fininho, como se aceitasse como estímulo até a mínima vibração transmitida através da pele em contato. O homem liberou seus feromônios aos poucos e desceu o rosto.
Os lábios que desceram para a clavícula deixaram marcas leves de dentes e depois desceram para sugar ostensivamente os mamilos. A mão grande do Alfa massageou suavemente as costelas que se faziam sentir através da pele fina do abdômen.
— Heeyeon. Sendo tão devasso assim, como vai dar para o bebê, hein?
Não era difícil mostrar que morder e sugar o peito não era um ato restrito apenas aos bebês.
— Ah, por… acaso. Quando se faz sexo, também se chupa o peito?
Jung Heeyeon perguntou como se tivesse acabado de perceber que tal ato também fazia parte do sexo. Embora o sexo entre Alfa e Ômega não precisasse necessariamente ser acompanhado de preliminares, Yeon Woobeom respondeu descaradamente:
— Sim. É o que se faz normalmente.
— Ah…
Um som que não se sabia se era gemido ou compreensão escapou entre os lábios carnudos. Os dentes afiados do Alfa passaram raspando pelas costelas desta vez. Yeon Woobeom lambeu o corpo trêmulo e levou a mão às calças de Jung Heeyeon. Ao retirar a roupa facilmente, as pernas esguias e a roupa íntima completamente encharcada foram reveladas.
— Está molhado.
O homem enfiou a mão por baixo do tecido fino e posicionou os dedos entre as pequenas nádegas. Assim como a parte da frente, que estava ensopada de lubrificante natural, o fluido viscoso havia molhado tudo, desde a entrada até o períneo.
— Ah, o cheiro dos feromônios do senhor… ah, eu quero sentir.
Yeon Woobeom retirou a roupa íntima sem hesitar e derramou ainda mais feromônios. O líquido viscoso que se estendia entre a peça íntima e a pele branca era uma visão e tanto. Naquele curto intervalo, o fluido lubrificante jorrou, sujando todo o lençol. Com a intensificação dos feromônios do Alfa, a entrada estreita parecia se umedecer como se implorasse pelo membro.
— Ha…
O homem, posicionado entre as pernas trêmulas de Jung Heeyeon, soltou um suspiro baixo e começou a abrir os botões da camisa. O corpo avermelhado devido às marcas de dentes e lábios se contorcia sob o corpo de Yeon Woobeom .
— Diretor. Ah, a roupa… eu quero tirar.
Mesmo tremendo o corpo todo sob o efeito dos feromônios, ele sabia bem o que queria.
— Heeyeon. Você quer tirar?
— Sim.
Yeon Woobeom curvou os lábios e estendeu a mão por baixo das costas de Jung Heeyeon. Embora o instinto de Alfa e os feromônios do Ômega que fluíam sem parar o incitassem, ele pretendia deixar Jung Heeyeon fazer o que quisesse. Ele conteve seus feromônios enquanto ajudava o corpo levemente prostrado a se sentar.
Jung Heeyeon apoiou a testa no ombro largo e, após arquear um pouco, finalmente ergueu a cabeça. Ficou muito mais fácil recuperar o fôlego com Yeon Woobeom dando tapinhas em suas costas. Embora seu corpo continuasse tremendo devido ao estímulo sexual desconhecido, Jung Heeyeon levantou os braços lentamente e começou a desabotoar a camisa do homem.
A camisa social branca envolvia firmemente o peito largo. Ao pensar que poderia ver o corpo nu que não vira nem durante o Cio, ele engoliu em seco pela tensão. Yeon Woobeom riu alto ao ouvir o som da deglutição.
— Vai ser um problema se o meu bebê continuar me apressando assim.
Jung Heeyeon, que estava concentrado apenas no ato de desabotoar, ergueu levemente a cabeça e encarou Yeon Woobeom sem entender o comentário. O homem sorriu de forma estreita e lambeu o pescoço dele. Como seu peito estava muito tocado e sua sensibilidade estava no ápice, seu corpo saltou involuntariamente.
— Ah.
Mesmo encolhendo os ombros, Jung Heeyeon se esforçou para mover os dedos e terminar de desabotoar. A cada vez que a camisa se abria, o peito amplo do homem era revelado. Ao contrário de seu próprio corpo liso, aquele era um corpo com músculos firmes e detalhados.
— Diretor. Posso tocar?
Em vez de responder, Yeon Woobeom pegou a mão de Jung Heeyeon e a fez apalpar seu corpo. Abaixo do peitoral maior, largo e tenso, viam-se músculos abdominais bem definidos. Jung Heeyeon acariciou aquelas curvas calmamente. Os músculos rígidamente refinados se contorciam sob o toque do Ômega. A mão segurada pelo homem tocou o cinto frio.
— E a calça?
Havia apenas serenidade na voz misturada com riso. Jung Heeyeon mexeu os dedos. Como nunca tive motivo para usar um cinto, não sabia como retirá-lo.
— Diretor. Aju… ah!
No momento em que ia pedir ajuda, seu corpo saltou novamente. Foi porque os lábios que desciam incessantemente pelo seu pescoço subiram pela linha do maxilar, tocaram sua bochecha e morderam o lóbulo da orelha. A sensação da língua sugando a carne, onde provavelmente ficaria uma marca de dentes, era vívida.
— Heeyeon. Quer ajuda?
A voz lânguida sussurrou perto de seu ouvido. Jung Heeyeon assentiu sem perceber. Sua mão foi segurada firmemente e a temperatura metálica e fria tocou a ponta de seus dedos. Simultaneamente, algo quente e úmido tocou o pavilhão auricular.
— Ah, uh…
A massa de carne grossa se movia lentamente como se quisesse entrar no ouvido. A sensação do som úmido sendo transmitido diretamente ao cérebro, sem passar pelos ouvidos, fez seus lábios se entreabrirem e um gemido escapar involuntariamente. Parecia que a temperatura fria do cinto logo aqueceria devido aos dedos febris. Com um som metálico de destrava, a língua que sugava a orelha se afastou.
Enquanto ele arquejava novamente com a testa enterrada no ombro do homem, a calça do terno entrou em seu campo de visão. Jung Heeyeon estendeu a mão e abriu o fecho. O som do zíper descendo se misturou aos seus arquejos. Ele olhou fixamente para a calça aberta e ergueu a cabeça para Yeon Woobeom .
— Diretor.
— Sim, Heeyeon.
Quando ele moveu os lábios sem dizer nada, o homem riu e selou os lábios entreabertos com um estalo.
— Quer tocar?
— …Sim.
Jung Heeyeon estendeu a mão cautelosamente e deu um toque sobre a roupa íntima. Yeon Woobeom franziu o cenho levemente, mas Jung Heeyeon estava ocupado demais se concentrando no objeto que se contorcia para notar a expressão do homem. Ele hesitou por um momento e depois abaixou a roupa íntima com cuidado. O membro, que já estava ereto há muito tempo, saltou para fora como se estivesse esperando por aquilo.
Jung Heeyeon assustou-se ao ver pela primeira vez o membro de outra pessoa e ergueu o olhar para Yeon Woobeom .
— O senhor é bonito… mas o pau do senhor não é bonito.
Diante da avaliação inesperada, Yeon Woobeom deu um sorriso pálido. O membro que estava ereto desde o momento em que entraram em casa parecia quase assustador devido às veias saltadas e à cor vermelho-escura. Se ele tivesse dito que até o pau era bonito, o Diretor talvez duvidasse do senso estético de Jung Heeyeon.
— Por que não é bonito?
Mesmo sabendo o motivo pelo qual Jung Heeyeon dizia não ser bonito, Yeon Woobeom perguntou descaradamente.
— É grande demais.
Por mais que digam que os Alfas são grandes, ele achava que nem todos seriam assim tão grandes. Sem notar que o braço de Yeon Woobeom envolvia sua cintura, Jung Heeyeon segurou levemente o membro enorme. O membro, que não cabia em uma só mão, contorceu-se e ficou ainda maior. Um xingamento baixo soou acima de sua cabeça e, simultaneamente, seus lábios se selaram.
— Ah, sim…!
Seus corpos se colaram devido ao puxão na cintura. Jung Heeyeon enrijeceu o corpo ao sentir o toque quente contra o próprio membro. Era uma sensação completamente diferente de quando usei a mão de Yeon Woobeom durante o Cio. No entanto, não houve tempo para recobrar os sentidos diante da massa de carne que invadia sua boca grosseiramente e dos feromônios despejados de forma explícita. O gemido escapou por conta própria.
— Ah…
O homem explorava os pequenos lábios à vontade. Ele sabia que Jung Heeyeon ficaria assustado, mas se não o beijasse, talvez tivesse feito algo pior. A língua que entrou forçando os lábios lambeu a fileira uniforme de dentes e sugou a língua dele, que era tão pequena quanto o interior de sua boca. A cada vez que o Ômega em seus braços se debatia, o membro ereto ficava ainda mais tenso.
A mão grande do homem deslizou pelas costas nuas. Yeon Woobeom acariciou a lombar de Jung Heeyeon seguindo a curvatura da coluna, dando-lhe breves intervalos para respirar. Quando a mão que desceu até o cóccix entrou entre as nádegas, o corpo imobilizado inspirou apressadamente.
— Dire… tor. Ah…
Quando os dedos esfregaram a entrada que tremia, Jung Heeyeon esfregou a testa contra ele. Yeon Woobeom deitou suavemente o Ômega arquejante e jogou para longe, sem hesitar, a calça e a roupa íntima que o atrapalhavam. Jung Heeyeon observou a nudez do homem com a visão turva pelo fervor. Sentiu que seus próprios feromônios, que já fluíam, subitamente transbordaram de forma incontrolável.
Yeon Woobeom segurou ambos os tornozelos finos de Jung Heeyeon com uma mão e os colocou sobre seus próprios ombros. O homem beijou levemente os pequenos ossos do tornozelo e chamou o nome dele em um tom lânguido.
— Heeyeon.
— Ah, sim…
O objeto quente e rígido começou a esfregar o espaço entre o períneo e a entrada que estava encharcada de lubrificante. Diante do movimento lento, a entrada se abriu como se estivesse insatisfeita. O olhar de Yeon Woobeom estava obstinadamente fixo em Jung Heeyeon.
Em vez de inserir a glande viscosa de líquido pré-ejaculatório e lubrificante na entrada que pulsava, ele a contornou sobre a pele branca. Logo, o membro do homem começou a preencher o espaço entre as coxas unidas.
— Eu já vou te dar, ha… Não me apresse.
Jung Heeyeon não estava no Cio. Embora a entrada estivesse umedecida facilmente graças aos feromônios despejados explicitamente, não havia como ele aceitar o membro melhor do que no Cio. Não era prudente fazer sexo de forma sem cuidados agora, algo que seria pesado até mesmo durante o período de Cio. O primeiro passo era dar tempo para que o corpo se acostumasse com a excitação até ficar completamente febril.
— Ah, a sensação é estranha… ah…
O lençol branco se amarrotou com os movimentos de Jung Heeyeon. O pau que penetrou as coxas unidas começou a atritar lentamente com o membro de Jung Heeyeon. O membro rosado, que já estava excitado há muito tempo, gotejava lubrificante natural sem parar. Não havia a sensação de compressão forte como a mão do homem da última vez, mas ele não conseguia suportar o objeto excessivamente rígido e mais quente que a temperatura corporal esfregando seu membro macio.
— O que é estranho, Heeyeon?
O homem, que se movia lentamente, deu um riso feroz e começou a golpear o quadril com força, produzindo um som seco.
— Ah!
O corpo de Jung Heeyeon balançava junto com as estocadas do homem.
— Pense que está se masturbando com o pau do Diretor.
Yeon Woobeom sussurrou, beijando brevemente a panturrilha que se debatia sobre seu ombro. Mesmo sem movimentos bruscos, o espaço entre as coxas logo ficou vermelho, já que a pele de Jung Heeyeon era muito sensível. Ele diminuiu a velocidade das estocadas e observou minuciosamente a reação de Jung Heeyeon. O rosto corado mostrava claramente que ele não sabia o que fazer. Ao morder levemente a pele onde havia beijado, o corpo sob ele gemeu baixo.
— Ah, é bom…
Jung Heeyeon mal conseguia piscar. A sensação que penetrava dividindo as coxas cerradas era arrepiante. Cada vez que o membro grande e rígido como um mastro abria caminho entre suas coxas, a pele sensível ardia. Além disso, a temperatura corporal do Diretor era tão alta que parecia que ele ia se queimar. No entanto, estranhamente, todas aquelas sensações eram tão boas que eram difíceis de suportar. Até o toque áspero dos pelos pubianos roçando em suas nádegas era prazeroso.
Ele sentia como se seu cérebro estivesse derretendo, talvez por causa dos feromônios do Alfa. A cada vez que Yeon Woobeom estocava entre as coxas, a glande do Alfa esfregava-se rudemente contra a haste lisa. Quando a glande, que descia raspando pela haste, tocava a ponta de seu membro e o instigava ferozmente, a excitação percorria da cabeça aos pés.
— O pau do senhor, ha, ah… a sensação, ah, é boa.
— Jung Heeyeon. Eu disse para não me apressar.
Yeon Woobeom disse como se estivesse mastigando as palavras. O maxilar do Alfa se enrijeceu e um som vibrante, como um rosnado, escapou de sua garganta. Ele estava pegando leve de propósito, mas a habilidade do rapaz em provocá-lo era de primeira classe. Ele provavelmente dizia aquilo sem ter consciência da própria falta de pudor, mas era, sem dúvida, um hábito perigoso tanto para Yeon Woobeom quanto para o Ômega deitado sob ele. O homem pronunciou o nome de Jung Heeyeon de forma ríspida e moveu o quadril. Era um movimento tão forte que as pernas lisas seguradas por seus braços balançavam sem rumo.
— Ah!
Simultaneamente, o sêmen jorrou do membro liso que era esmagado pelo pau do homem.
— Ah, ah…
Como se o estímulo desconhecido fosse pesado demais, Jung Heeyeon enterrou o rosto no lençol e tremeu violentamente. Parecia que soltar gemidos era tudo o que conseguia fazer. Yeon Woobeom soltou um suspiro lânguido e encarou seu próprio membro, que continuava ferozmente ereto.
Acho que não vai caber tudo. Ele mediu o próprio membro, que dividia as coxas frágeis, e o interior da barriga de Jung Heeyeon. O membro completamente ereto estava posicionado de forma imponente perto do umbigo côncavo. Considerando que ele estava estocando entre as coxas e não na entrada, parecia impossível enfiar tudo.
Yeon Woobeom recuou o quadril lentamente e beijou repetidamente as pernas prostradas.
— Heeyeon. Está cansado?
Quando ele sorriu enquanto acariciava suavemente o peito bastante inchado, o olhar que estava enterrado no lençol o seguiu. O homem lambeu a saliva que escorria dos lábios entreabertos. Jung Heeyeon, voltando a si tardiamente, aproximou os lábios como se implorasse por um beijo. Yeon Woobeom só se afastou depois de compartilhar o fôlego para que o corpo que tremia de excitação pudesse se acalmar.
— Agora, ah, eu quero que o senhor coloque o seu.
— Mas você disse que não era bonito.
Como o pedido dele era fofinho, o homem respondeu de forma implicante, fazendo Jung Heeyeon piscar os olhos. Yeon Woobeom deu um riso curto e depositou um beijo rápido nas pálpebras carregadas de mágoa. O homem ergueu o tronco e colocou as mãos atrás das coxas totalmente relaxadas. Sentiu o corpo do Ômega arquejante enrijecer de tensão. Ele deixou marcas de dentes na pele sensível do interior das coxas de Jung Heeyeon para acalmá-lo.
— Ah, uh…
Como se ficasse excitado até com aquele nível de estímulo, o Ômega sob ele soltou um gemido raso. O homem, que abriu as pernas de Jung Heeyeon para os lados e as colocou sobre suas próprias coxas, posicionou o membro que ansiava por ejacular na entrada que pulsava. Então, ele esfregou o membro levemente sobre ela, como se quisesse aplicar mais lubrificante natural. Era um ato deliberado, embora soubesse perfeitamente que não era necessário, já que a entrada estava ensopada.
— Heeyeon. Você terá que aguentar pelo menos quatro dedos.
Yeon Woobeom disse enquanto inseria lentamente um dedo na entrada que se abria e fechava diante dos feromônios do Alfa.
— Ah, eu aguento… Ah!
As paredes internas, que já haviam ejaculado uma vez, sugaram o dedo avidamente. O Alfa franziu o cenho e empurrou mais um dedo. O interior, que mesmo durante o Cio só conseguia aceitar dois dedos, era estreito demais. Yeon Woobeom começou a mover a mão lentamente enquanto despejava feromônios. O fluido lubrificante jorrava aos montes e escorria para fora da entrada que mal se abria. O homem soltou um suspiro baixo e alargou as paredes internas, inserindo o terceiro dedo entre elas.
— Ah, uh…
Jung Heeyeon contorceu o corpo. Como Yeon Woobeom estava sem roupa, os feromônios eram sentidos com mais força do que da última vez. O calor que estava estagnado e morno começou a clamar diante dos feromônios que provara brevemente. A sensação do interior, que estava totalmente bloqueado, sendo forçado a abrir era tão boa que chegava a dar calafrios.
Quando ele se debateu querendo beijar, o homem perspicaz selou seus lábios. Jung Heeyeon sugou apressadamente a língua que dividiu seus lábios. Quando a massa de carne quente preencheu sua boca, uma plenitude desconhecida se instalou. A língua do Alfa, que cutucava a mucosa úmida do interior das bochechas, lambia suavemente o céu da boca. O gemido que vinha do fundo da garganta foi engolido pelo homem.
Quando as paredes estreitas se abriram um pouco mais, Jung Heeyeon franziu o cenho por reflexo. Mesmo sendo um Dominante, seu corpo parecia sobrecarregado por não estar acostumado ao sexo. Percebendo prontamente aquele estado, o homem afastou a cabeça do beijo e perguntou em um tom carinhoso:
— Está difícil? Quer que eu pare?
Yeon Woobeom observava o estado de Jung Heeyeon sem parar de cutucar o interior dele. As bochechas coradas e as pupilas semi dilatadas olhavam fixamente para ele. Os lábios molhados de saliva brilhavam sob a luz.
— Mesmo assim, ah. Eu quero fazer.
Jung Heeyeon expressou seu desejo mesmo arquejante. Ele não abriu as pernas apenas porque o homem era um Alfa, como lhe fora ensinado. Ele gostava do Diretor e, tanto quanto gostava dele, queria se conectar. O selinho, o beijo e todo o ato de encostar as peles eram maravilhosos.
O fato de ter seguido Yeon Woobeom foi porque ele era um Alfa, mas a escolha de fazer sexo não foi por ele ser um Alfa. Foi porque ele o amava.
— Sim. Vou fazer com cuidado.
Yeon Woobeom se esforçou para sussurrar carinhosamente enquanto lambia as lágrimas penduradas nos cantos dos olhos redondos. Para alguém que dizia que faria com cuidado, seu toque era bastante implacável. Os quatro dedos inseridos na entrada moviam-se de forma um tanto rude, produzindo sons úmidos. Quanto mais o Ômega sofria, melhor era inserir o membro logo.
À medida que o fluido jorrava da entrada totalmente excitada, sons de sucção escapavam a cada movimento dos dedos. Os dedos que se arrastaram para dentro das paredes macias alargaram meticulosamente o interior. Mesmo sem verificar, ele sentia a entrada, que devia estar inchada e vermelha, apertar os dedos, tornando difícil a movimentação. Felizmente, a paciência do homem era longa.
— Ah! Ah!
No momento em que ele moveu o dedo mais longo, o corpo de Jung Heeyeon estremeceu como se estivesse tendo um espasmo. Foi no mesmo instante em que a ponta do dedo de Yeon Woobeom pressionou um ponto levemente mais carnudo. Ao ser pressionado exatamente onde sentia prazer, os feromônios e o lubrificante, que já fluíam sem parar, jorraram intensamente.
Yeon Woobeom sentiu o lubrificante que fluiu da entrada se acumular em sua palma e retirou a mão calmamente. O olhar turvo de Jung Heeyeon se voltou para ele. Ele tinha uma expressão um tanto atordoada, como se não soubesse o que havia acabado de acontecer com seu próprio corpo.
— Heeyeon. Você gozou?
A mão do homem deu um toque leve no membro limpo, sem um único pêlo pubiano rígido. Quando o estímulo foi aplicado ao membro que não soltou sequer uma gota de sêmen, o abdômen de Jung Heeyeon se contraiu como se estivesse tendo uma convulsão.
— Dire, ah, Diretor.
— Sim, Heeyeon.
Yeon Woobeom lambeu a palma da própria mão ostensivamente. Era a palma onde o lubrificante pingava.
— Colo, ah, coloque em mim. Rápido…
Diante do ato de intenção clara, Jung Heeyeon implorou, empurrando o lençol com os pés sem motivo. A sensação de ter o corpo todo impregnado de excitação era terrivelmente boa. O Ômega, que teve o interior estimulado, naturalmente ansiava pelo membro do Alfa.
— Diretor, ah… Eu quero gozar com o seu pau.
— Porra, Jung Heeyeon.
Em vez de inserir imediatamente, Yeon Woobeom mordeu o pescoço de Jung Heeyeon. Era óbvio que, se ele enfiasse agora, o interior frágil se machucaria. Ele recuperou o fôlego e lambeu obstinadamente, como um animal, sobre a pele onde suas marcas de dentes haviam ficado.
— Ha…
O homem soltou um suspiro baixo, afastou o cabelo totalmente bagunçado e ergueu o tronco. O pau que estava tenso há algum tempo tocou a entrada que estava ensopada e pulsante. Ele ia enfiar o membro de uma vez, mas praguejou.
— Eu não tenho camisinha.
Yeon Woobeom nunca fazia sexo sem camisinha. Ele olhou fixamente para o corpo arquejante e logo deu um sorriso lânguido.
— Vou gozar fora, Heeyeon.
— Ah, sim…!
A glande, que parecia grande demais para ser acolhida à primeira vista, penetrou na entrada que pulsava. As paredes internas totalmente umedecidas deram as boas-vindas ao membro do Alfa com sons de sucção. O interior, que fora alargado com esforço, tornou-se apertado naquele curto espaço de tempo. Yeon Woobeom franziu o cenho e penetrou o interior justo.
— Ah, ah!
Era completamente diferente da sensação dos dedos vasculhando. Jung Heeyeon balançou a cabeça freneticamente negando. A sensação das paredes internas não domesticadas se abrindo era mais dolorosa do que pensava. E era mais extasiante do que imaginava. Claramente parecia doer, mas os feromônios que invadiam o interior junto com o membro do homem transformavam aquela dor em prazer.
Diante dos feromônios do Alfa que entravam perfurando seu corpo, as paredes internas convulsionaram e apertaram o objeto enorme à vontade. Jung Heeyeon chorou enquanto soltava respirações curtas. Um líquido morno escorreu por suas bochechas. Até aquela sensação mínima fazia seu quadril tremer.
— Heeyeon. Ha… O pau do Diretor vai acabar quebrando.
Yeon Woobeom sussurrou como se o acalentasse, mas Jung Heeyeon não parecia ouvir. Ele praguejou entre dentes e empurrou o membro lentamente. A carne interna macia e quente agarrava-se ao pau do Alfa e não parecia querer soltá-lo. O homem curvou o tronco e mordiscou o lóbulo da orelha branca. Outra marca foi gravada sobre a pele que já estava cheia de marcas de dentes.
— Ah, ah, ah!
Era visível a olho nu que o abdômen liso se contraía levemente. Yeon Woobeom percebeu que o membro que preenchera o interior pressionou exatamente o ponto de prazer de Jung Heeyeon. Quando ele estocou levemente, o rosto corado explodiu em choro.
— Dire… ah… não pode mais… ah!
Diante do prazer que o atingia de forma incomparável a tudo que sentia até então, Jung Heeyeon tremeu violentamente sem saber o que fazer. Parecia que relâmpagos explodiam em sua cabeça. Com medo do prazer que atingia níveis desconhecidos, ele ergueu as pernas para empurrar Yeon Woobeom , mas não conseguia reunir força alguma.
Os feromônios que ele sentia vagamente explodiram em algum momento e inundaram o ar. Seu corpo todo fervilhava de calor e os dedos dos pés se encolheram. Ele sentiu que, se o pau do Alfa entrasse um pouco mais, sua barriga poderia explodir. Ele já sentia que seu interior estava completamente cheio.
— Está, ah, está totalmente cheio.
— É mesmo? Está cheio?
— Sim, ah, ah.
— Entendi. Ha… Vou colocar só até aqui.
Ele não esperava conseguir enfiar do começo ao fim desde o início. Seu desejo era enterrar tudo agora mesmo, mas Yeon Woobeom recuperou o fôlego para ter paciência. Na verdade, inserir até o fim seria melhor tanto para ele quanto para Jung Heeyeon. Pois assim ele poderia esmagar usando o membro inteiro, e não apenas cutucar com a glande como agora.
No entanto, Yeon Woobeom recuou um passo. Ele não pretendia sobrecarregar o corpo dele logo no primeiro sexo.
— Não, ah. Não entrou tudo?
Jung Heeyeon perguntou arquejante. Quando o prazer que vinha como uma onda recuou por um momento, as palavras de Yeon Woobeom finalmente chegaram aos seus ouvidos. Mesmo agora ele sentia o interior tão cheio que era desconfortável, então foi surpreendente saber que não havia entrado tudo.
Em vez de responder, Yeon Woobeom deu um sorriso inclinado e começou a mexer no mamilo de Jung Heeyeon. O corpo, que estava extremamente sensível e febril, deu um solavanco. Graças a isso, as paredes internas se contorceram e apertaram à vontade o membro que vasculhava o interior.
— Ah! Ah, ah…
— Ha…
Yeon Woobeom gemeu e franziu o cenho diante da entrada que o apertava violentamente. Quando ele retirou o quadril lentamente e depois atingiu o ponto de prazer, sons úmidos escaparam da entrada totalmente dilatada. O olhar estreito do Alfa pousou sobre todo o corpo do Ômega arquejante. A pele branca e limpa já estava vermelha há muito tempo, e os lábios e mamilos estavam bastante inchados.
A cada vez que ele movia o quadril, as paredes internas agarravam-se de forma viscosa.
— Ah, coloque… coloque tudo…
Jung Heeyeon disse de forma suplicante. Através da visão turva, o homem não parecia tão sereno quanto de costume. As sobrancelhas franzidas a ponto de formarem um vinco, o maxilar tenso, o corpo que se contorcia e as veias saltadas no dorso das mãos pareciam mostrar o quanto ele estava se contendo.
— O Diretor também, ah!
— Sim, o Diretor também o quê?
Yeon Woobeom perguntou enquanto atingia o interior inchado e carnudo. Seus nervos ficaram naturalmente aguçados devido aos feromônios transbordantes do Ômega.
— Eu queria que… estivesse tão bem quanto eu, ah…
— Eu também estou bem, Heeyeon.
A mão do homem pressionou suavemente vários pontos da pele avermelhada. Não era o suficiente para ficar plenamente satisfeito, mas a fome foi aplacada de alguma forma.
— Então, ah… coloque tudo. Eu consigo engolir tudo…
— Não pode.
— Ah, por quê…
— Quando você se acostumar, eu coloco tudo.
— Não, ah, agora. Quero que coloque tudo agora. Diretor…
Ele não sabia que palavras poderiam saltar daqueles pequenos lábios. Yeon Woobeom baixou a cabeça e entrelaçou as línguas. Se continuasse ouvindo, poderia acabar cedendo ao impulso impensado de Jung Heeyeon e enterrar tudo até o fim. Ele começou a estocar o membro, que se movia lentamente, de forma cada vez mais rápida. Gemidos fracos se misturavam entre os lábios selados.
— Uh, ah…
Jung Heeyeon balançava sem forças diante do estímulo incessante. Todo o seu corpo tremia como se estivesse em convulsão diante do membro do Alfa que perfurava seu interior. Como Yeon Woobeom inclinou o tronco para beijá-lo, o membro totalmente ereto estava sendo esfregado diretamente contra o abdômen do Alfa.
De repente, o membro que saiu completamente esmagou o interior com um som seco.
— Ah! Ah! Ha, ah, sim…
Sua cabeça pendeu totalmente para trás e o sêmen escorreu do seu membro. Mesmo sabendo que Jung Heeyeon estava ejaculando, Yeon Woobeom moveu o quadril superficialmente e engoliu um xingamento entre dentes. Quando o corpo do Ômega, que atingiu o ápice, tremeu violentamente, as paredes internas também se contorceram, repetindo contração e relaxamento.
— Porra…
Yeon Woobeom retirou o membro sem ter entrado o quanto gostaria. Viu o abdômen magro de Jung Heeyeon dar um salto.
— Ha…
Ele ejaculou enquanto esfregava sua glande no umbigo côncavo. Como ele aguentara por muito tempo, a ejaculação foi bastante longa.
— Por que… ah, por que o senhor não goza dentro…?
Diante da pergunta arquejante, o homem baixou a mão e tateou a entrada de onde acabara de sair. Tinha sido apenas um sexo, mas a entrada que estava firmemente fechada já começara a inchar.
— Não tem camisinha, Heeyeon.
— Camisinha… ah, não precisa usar.
— Para você sentir dor depois?
Yeon Woobeom ignorou o pau que estava tenso novamente e beijou levemente a bochecha corada.
— Ah, não vamos fazer de novo?
Jung Heeyeon perguntou, olhando para Yeon Woobeom com os olhos semi dilatados. Era uma voz que ainda carregava os resquícios do prazer.
— Acho que vai ser pesado para o corpo do bebê.
Era o primeiro sexo e, incluindo a estimulação manual, ele já havia ejaculado três vezes. Se fosse o Cio, talvez fosse diferente, mas era óbvio que o corpo dele sofreria se fosse pressionado mais do que isso. Acima de tudo, Yeon Woobeom conhecia a si mesmo. Não restava mais paciência para aguentar sem enterrar tudo até o fim, como fizera há pouco.
— Eu consigo fazer mais.
— É mesmo?
O homem levantou-se antes que aqueles pequenos lábios o incitassem novamente. Então, ele pegou nos braços o Ômega que estava espalhado sobre a cama.
— Ah…
Jung Heeyeon gemeu baixo.
Yeon Woobeom beijou a testa do Ômega, que estava marcado da cabeça aos pés por seus rastros, e caminhou em direção ao banheiro. Primeiro, ele pretendia dar banho e colocar para dormir o Ômega que o desafiava sem conhecer o medo de um Alfa.
Ao entrar no banheiro, o homem começou a encher a banheira. Sentindo o movimento, o corpo que estava relaxado se debateu em seus braços. Ao baixar o olhar para Jung Heeyeon, viu os longos cílios tremularem lentamente. Ao ver que a respiração arquejante entre os lábios se acalmava, percebeu que ele estava com sono.
— Heeyeon. Você pode dormir.
— Não quero dormir…
— Parece que está com sono.
Embora dissesse que não ia dormir, sua voz estava impregnada de sono. Yeon Woobeom verificou a temperatura da água da banheira antes de colocar cuidadosamente o pequeno corpo que segurava. Ao sentir a água quente na pele, o pé branco deu um pequeno salto, assustado.
— Está quente? Quer que eu baixe a temperatura?
— Não. Está bom assim. Obrigado.
Jung Heeyeon relaxou o corpo na banheira ampla e olhou para Yeon Woobeom . O homem inclinou a cabeça, observou-o por um tempo e depois se virou e desapareceu em algum lugar. Músculos firmes se contorciam acompanhando os movimentos do Alfa. Era um físico que, mesmo desnudo, não transmitia a menor vulnerabilidade.
Jung Heeyeon deu uma olhada em seu próprio braço, que não tinha um único músculo, e encostou a cabeça no fundo da banheira. Além de não ter forças no corpo, o sono vinha em ondas. Ele teve a impressão de que a causa daquele sono pudesse ser o excesso de excitação.
Tenho que terminar de me lavar logo para o Diretor poder se lavar também… Será que ele foi se lavar no quarto que eu usava? Ou… Antes que os pensamentos pudessem se encadear, o sono o atingiu como uma inundação.
No exato momento em que a cabeça, que estava encostada calmamente, pendeu para o lado, uma mão grande corrigiu a postura que ia desmoronar.
— Você vai acabar se metendo em confusão.
— Uh…
Jung Heeyeon piscou os olhos, esforçando-se para espantar o sono. A mão do homem, que vestia um roupão de banho, envolvia suavemente a bochecha que quase tocara a banheira. Dedos longos acariciaram seus olhos pesados de sono.
— Diretor. O senhor não vai se lavar?
— Depois de te lavar primeiro.
Diante da resposta óbvia, Jung Heeyeon encarou Yeon Woobeom fixamente, como alguém que tenta interpretar o significado das palavras. A dúvida se sobrepôs ao rosto sereno e a confusão escapou entre os lábios inchados.
— Eu consigo me lavar sozinho…?
— Como vai se lavar sozinho se não tem forças nem para andar?
O homem, posicionado na cabeceira da banheira, inclinou levemente para trás a cabeça do Ômega que estava prostrado sem forças e deu um riso raso. Jung Heeyeon olhou para o rosto de Yeon Woobeom , que via de cabeça para baixo, e moveu os lábios.
— Normalmente me lavo sozinho…
— Eu também te lavei quando o Cio acabou.
Um jato de água suave começou a molhar as pontas de seu cabelo. Jung Heeyeon fechou os olhos por reflexo. Ele ficara tão surpreso por ter acordado no quarto do Diretor após o término do Cio que não chegara a perceber aquele detalhe.
— Eu não sabia. Normalmente se dá banho depois de fazer sexo?
Yeon Woobeom moveu a mão lentamente para que a água penetrasse uniformemente. O cabelo castanho molhado deslizava suavemente entre seus dedos. Ele sentiu-se novamente satisfeito com o fato de Jung Heeyeon estar se entregando sem nenhuma guarda.
— Sim. Normalmente se dá banho.
O homem, que nunca dera banho em um parceiro de sexo pessoalmente, respondeu descaradamente. Como ele pretendia lavar Jung Heeyeon com as próprias mãos daqui para frente, não era uma mentira total. Yeon Woobeom vasculhou o cabelo molhado e encarou as marcas de dentes que deixara. Seu olhar calmo fixou-se profundamente ali.
— Entendi. O toque do senhor é bom.
— É mesmo? É bom?
Ele deu um riso curto e fechou a alavanca do chuveiro. A mão que despejou o xampu massageou suavemente o cabelo do Ômega que estava relaxado na banheira. O toque lânguido e flexível atraiu Jung Heeyeon para o abismo do sono.
O homem, que lavou o cabelo do rapaz adormecido com toda a dedicação, enxaguou o resto da espuma com água. O som da respiração ritmada misturou-se ao som tranquilo da água.
— …….
O homem, que sabia usar as mãos com delicadeza, percorreu meticulosamente o cabelo de Jung Heeyeon. Era apenas o ato de lavar o cabelo, mas ele gostava bastante daquele momento. De Jung Heeyeon, que se entregava totalmente a ele, do cabelo que passava entre seus dedos, da temperatura da água morna e até do som da respiração que se sobrepunha a tudo aquilo.
Como ele já tinha a experiência de ter lavado o corpo que desmaiou após o Cio, a segunda vez foi muito mais fácil. Yeon Woobeom encarou o rosto que dormia tranquilamente e chamou aquele nome como se soltasse um suspiro.
— Heeyeon.
As sobrancelhas finas franziram levemente e os cílios estremeceram. Mas foi só isso. O corpo, que caíra em um sono profundo, começou a deslizar aos poucos para dentro da banheira. Yeon Woobeom afastou o cabelo que caíra no rosto dele e entrou na água.
O homem, que segurou o corpo que relaxava facilmente, sentou-se encostado na banheira e puxou a cintura nua. Logo, o cabelo molhado, lavado por ele mesmo, tocou seu queixo. Ainda bem que ele estava vestindo o roupão. Se os corpos nus estivessem colados, teria sido problemático em vários sentidos.
O braço grosso que envolvia o corpo adormecido dava tapinhas incessantes no peito de Jung Heeyeon. Ele pretendia relaxar os músculos, que deviam estar assustados, na água morna antes de lavá-lo e colocá-lo para dormir. Embora ele já estivesse dormindo.
Quanto tempo teria passado? O corpo abraçado mexeu-se levemente.
— Diretor…
Jung Heeyeon abriu as pálpebras lentamente ao sentir alguém lhe dando tapinhas. Mesmo sem olhar para trás, ele sabia que estava nos braços do homem. A água da banheira ondulou quando ele moveu o corpo. Ao mesmo tempo, uma gota de água pendurada na ponta de seu cabelo caiu sobre seu ombro.
Como a sensibilidade sexual não havia passado, ele encolheu os ombros involuntariamente e, sobre o lugar onde a gota cai, os lábios do homem pousaram.
Sentindo a tensão se esvair, Jung Heeyeon encostou a cabeça novamente no peito do homem. Ao erguer apenas o olhar, sentiu o brilho dos olhos que o observavam de cima.
— Apenas durma. Eu vou te lavar.
Yeon Woobeom dava tapinhas incessantes no Ômega que se esforçava para não dormir. Ao ver as sobrancelhas franzidas, parecia que ele estava tentando abrir os olhos corretamente, mas o olhar ainda estava carregado de sono.
— O senhor vai ficar desconfortável.
Como esperado, a pronúncia saiu um pouco embolada.
— Não é um trabalho difícil, então durma se estiver com sono.
Como ele apenas amarrara o cinto do roupão frouxamente, o cabelo molhado se esfregou contra o peito nu de Yeon Woobeom . Com apenas aquele movimento, o homem percebeu que Jung Heeyeon havia adormecido.
Os lábios, que sofriam de uma sede insaciável, pousaram sobre o cabelo molhado.
— Ha…
Um suspiro lento foi derramado ali.
Yeon Woobeom verificou a cama assim que saiu do banho. Jung Heeyeon dormia tranquilamente na mesma posição em que fora deitado na cama. O homem sentou-se na beira da cama, acariciou o cabelo do Ômega adormecido e estendeu a mão. Havia uma mensagem de Kang Seoeui.
[Diretor Yeon. Ouvi dizer que o senhor foi para Busan hoje.]
Yeon Woobeom percorreu rapidamente o restante da mensagem. Dizia que fotos dele contrabandeando armas haviam chegado às mãos da Sunha e do Presidente Jung. Como ele aparecera pessoalmente de forma ostensiva, valera a pena servir de isca. Ele enviou uma resposta curta para Kang Seoeui e, mudando o destinatário para Kim Cheolwoo, deixou algumas instruções.
Se não houvesse variáveis especiais, o trabalho terminaria facilmente. Como ele armara um palco grande, era provável que surgissem problemas irritantes. Havia uma grande possibilidade de movimentação não apenas da imprensa, mas também da promotoria.
— Acordou?
Ele, que acabara de enviar a mensagem, perguntou com voz carinhosa. Como o ritmo da respiração mudara, ele baixou o olhar e, como esperado, Jung Heeyeon estava esfregando os olhos. Ainda tinha uma expressão sonolenta.
— Sim.
— O que eu faço se você ficar acordando toda hora? Está com fome?
Jung Heeyeon balançou a cabeça negativamente enquanto ainda estava deitado. Diante do cheiro de sol que vinha dos lençóis novos e do toque lento da mão que mexia em seu cabelo, seu corpo, que já estava relaxado, tornou-se subitamente lânguido. Como eles haviam se misturado assim que chegaram em casa, a hora do jantar já passara há muito tempo, mas como sua barriga estivera cheia com o membro do homem, ele não sentia vontade de comer nada.
— Quer um abraço?
O homem, que se virou e subiu totalmente na cama, perguntou. Jung Heeyeon mexeu-se e ergueu o tronco. Então, como se fosse o natural, sentou-se sobre as coxas de Yeon Woobeom e apoiou a cabeça em seu peito largo. De alguma forma, sentia mais sono agora do que quando estava deitado.
— Diretor.
— Sim, Heeyeon.
— O que eram aquelas armas hoje à tarde?
Jung Heeyeon conhecia, em linhas gerais, o conteúdo dos negócios da Jiwoo. Ele não era ingênuo a ponto de não saber que as armas que enchiam o contêiner não eram mercadorias importadas por vias oficiais. Ao afastar a cabeça que estava apoiada para conversar, o homem beijou levemente o canto de seus lábios.
— Vejamos. Uma isca?
— Uma isca?
— Sim.
Entendi. Jung Heeyeon assentiu prontamente. Ele imaginava quem era o alvo da isca, mas não tinha um interesse especial nisso.
— Heeyeon.
— Sim?
— Se eu dissesse que vou matar o Presidente Jung…
Jung Heeyeon encarou o homem que o abraçava com uma expressão não muito diferente da inicial.
— Você me odiaria?
A frase seguinte foi um tanto inesperada. Yeon Woobeom perguntou de forma relaxada, com uma expressão e um tom de voz que qualquer outra pessoa chamaria de hipócritas. Sua mão ameaçadora continuava dando tapinhas nas costas de Jung Heeyeon. Diante da pergunta repentina, as pupilas de cor clara se abriram um pouco mais. Parecia que o sono havia ido embora de seu rosto.
— Hein?
Jung Heeyeon mexeu os dedos enquanto estava no abraço familiar e depois balançou a cabeça lentamente.
— O Presidente é uma pessoa que não tem nada a ver comigo…
A última vez que o vira fora há cinco anos? Até o rosto era vago. Como fizeram o teste de DNA, ele era certamente seu avô biológico, mas ele nunca sentira nenhum tipo de afeto familiar caloroso. Ele era apenas o Presidente. Da mesma forma que Lee Yoootae o chamava de Presidente.
Fora o próprio Presidente Jung quem dissera que, no momento em que se tornasse adulto e fosse vendido para um Alfa, os laços seriam cortados. Jung Heeyeon agora era um adulto e, como tinha o Diretor Yeon, que era um Alfa, ao seu lado, o laço de sangue também terminava ali.
Devido ao longo tempo de abuso sofrido desde a infância, Jung Heeyeon não sentia raiva contra o abusador. Mas também não buscava afeto. Não havia nem afeto nem ódio; ele era, literalmente, apenas um estranho. Portanto, se seu avô biológico morresse, não teria nada a ver com ele.
— O Diretor é a pessoa de quem eu gosto…
Entre as pálpebras entreabertas, viam-se as pupilas do Alfa.
— Tudo o que o senhor fizer está bem.
Diante da curta afirmação, Yeon Woobeom sorriu satisfeito. O sorriso estreito era afiado como a cicatriz acima de sua pálpebra.
* * *
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
A sensação de flutuando na água. O cheiro de ferro enferrujado. Uma jaula cercada por todos os lados.
— O que é isso agora?
Um rosto tão frio quanto o ar do inverno.
— O que eu deveria receber era…
Uma cicatriz acima da pálpebra e,
— Não esse tipo de vira-lata.
Olhos ferozes, como se pudessem devorar alguém.
— …Ah.
E o cheiro salgado do mar.
Esse era um mundo que Jung Heeyeon nunca tinha visto antes.
Nem uma única vez.
—
Abrindo os olhos dentro de um contêiner vazio, Jung Heeyeon segue um homem que nunca conheceu antes sem resistência, simplesmente porque o homem é um alfa dominante.
Enquanto isso, o Diretor Yeon recebe uma ligação do Chefe Nam, que lhe enviou um “presente”, e descobre que o ômega no contêiner é parente do Presidente Jung, uma figura de um passado sombrio.
— Heeyeon.
— … Sim?
— Você tem dezenove anos?
— Sim.
— Então você é um bebê.
— Eu não sou um bebê.
— Bebês geralmente odeiam ser chamados de bebê.
— Não é assim… Quer dizer, eu tenho dezenove…?
Diante dessa resposta sincera, o Diretor Yeon solta uma risada suave.
— Você vai dar trabalho, não vai?
— Vou tentar… não ser um fardo.
— Não se preocupe, Heeyeon.
— ……
— Eu gosto de coisas que exigem muita atenção.
O homem, que trouxe Jung Heeyeon para dentro de sua casa, faz uma sugestão gentil.
— Que tal chamarmos isso de acordo?
— Acordo?
— Porque eu preciso de você.
Nome alternativo: Dog On The Hutch Co Preso Na Gaiola Cachorro Preso Na Gaiola