Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) – Capítulo 07.8 Online


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Capítulo 7.8 O Tempo de Heeyeon

Emergindo da pilha de metal, Yeon Woobeom varreu lentamente os arredores com o olhar. Jung Heeyeon não estava à vista. Ele olhou para um dos líderes de equipe que guardava o contêiner, sinalizando silenciosamente para saber onde ele tinha ido, e o líder de equipe falou.

— O Líder da Equipe 1, Shim Soocheon, disse que eles iam dar um pulinho logo ali.

Logo ali? Yeon Woobeom virou a cabeça na direção que o líder de equipe apontara, avistando um caminhão velho estacionado ao longe. Quase parecia que um som de estouro abafado vinha de algum lugar. Não poderia ter passado mais do que alguns minutos — certamente nada de significativo havia acontecido. Justo quando ele se virou completamente para ir até lá, a voz de Jung Heeyeon o deteve no lugar.

— Diretor.

Ao ver aquele rosto, Yeon Woobeom soltou uma risada baixa.

— O Líder de Equipe Shim comprou para mim.

O olhar de Yeon Woobeom desviou-se uma vez para o saco plástico comprido na mão de Jung Heeyeon, e depois para o lanche segurado em sua mão pálida. Era um biscoito de arroz estourado gigante, maior que o rosto de Jung Heeyeon.

A julgar pelo topo levemente dentado, ele deve ter dado algumas mordidas no lanche no caminho. Aproximando-se, Jung Heeyeon levantou o saco plástico na mão esquerda. Dentro do plástico transparente, camadas de biscoitos de arroz estourados estavam empilhadas.

— Pelo visto, este lanche se chama ppeongtwigi.

Os olhos de Yeon Woobeom permaneceram fixos no biscoito de arroz meio comido na mão direita de Jung Heeyeon. Como para provar que a boca pequena dera mordidas, várias marcas minúsculas de dentes pontilhavam o lanche.

— Tinha essa máquina, e eu assisti também. Eles colocam o arroz dentro, e ele vira isso. É interessante. O ahjussi que estava vendendo disse que se chama ppeongtwigi porque faz um som de “ppeong” toda vez que a máquina funciona.

O ômega, que dera uma mordida no biscoito de arroz tão grande quanto seu rosto, tagarelava com seus lábios fartos movendo-se ocupados. A julgar por quanto tempo ele continuou, a experiência que tivera momentos atrás deve ter deixado uma boa impressão. O olhar preguiçoso de Yeon Woobeom deslocou-se para Shim Soocheon, que estava vagando atrás de Jung Heeyeon, fingindo estar distraído.

Bem ciente de que Yeon Woobeom desprezava comida de rua, Shim Soocheon fingiu ignorância e esgueirou-se em direção aos membros da equipe como se estivesse fugindo.

— Tem um gosto bom?

— Sim. Para falar a verdade, não tem muito sabor, mas ainda assim é bom.

Para Jung Heeyeon, provavelmente era mais insosso do que os lanches que costumava comer.

— Coma bastante, então.

— O senhor gostaria de experimentar um pouco, Diretor?

Ao vê-lo encarar o biscoito de arroz em sua mão, Jung Heeyeon pareceu entender aquilo como interesse. Embora, mesmo sem o mal-entendido, ele provavelmente teria se oferecido para compartilhar de qualquer maneira. Yeon Woobeom o observou amarrotar o saco plástico para abri-lo, então provocou o ômega em um tom lento e prolongado.

— Mas só bebezinhos comem biscoitos de arroz.

— …Bebezinhos?

A mão de Jung Heeyeon, que alcançava um novo pedaço do lanche, congelou. Ouvir “bebezinhos” em vez de apenas “bebê” o fez se perguntar se Yeon Woobeom não estava apenas provocando, mas se realmente falava sério.

— É um biscoito de arroz. O motivo de não ter muito gosto é porque é algo que dão para bebês muito novos.

— Não é bem assim… O Líder de Equipe Shim também comeu um, sabia?

Como se estivesse ouvindo atentamente, no momento em que as palavras deixaram a boca de Jung Heeyeon, Yeon Woobeom pôde sentir Shim Soocheon batendo em retirada para longe. Yeon Woobeom franziu as sobrancelhas sutilmente.

— Heeyeon, você gosta mais do Líder de Equipe Shim do que deste diretor?

— Perdão? Não, eu gosto mais do senhor, Diretor…

— Então por que você deu para o Líder de Equipe Shim primeiro? Você está me deixando triste.

Sentindo que as sobrancelhas exageradamente franzidas transmitiam uma decepção genuína, Jung Heeyeon piscou duas vezes e hesitou antes de falar.

— O Líder de Equipe Shim comprou e estava bem ali, então perguntei a ele primeiro… Mas eu gosto mais do senhor, Diretor. Eu o deixei chateado?

— Sim, você me deixou chateado.

— Ah… Me desculpe.

O que ele deveria fazer agora? Sem saber que Yeon Woobeom estava exagerando de brincadeira, Jung Heeyeon mexeu-se ansiosamente. Parando para pensar, ele provavelmente se sentiria chateado e com ciúmes também se Yeon Woobeom cuidasse de outra pessoa primeiro.

— Quer que eu te dê um beijinho?

Jung Heeyeon perguntou com uma expressão calma. Ele dissera isso porque pensou que um beijinho poderia animar Yeon Woobeom quando ele estivesse se sentindo chateado ou triste. Diante da pergunta repentina, o homem inclinou a cabeça.

— Heeyeon, você quer me dar um beijinho agora?

— Mas eu sempre quero, todas as vezes, sabia?

O rugas afetuosas nos olhos de Yeon Woobeom aguçaram-se em um instante. Ele percebeu que o comentário inocente de Jung Heeyeon havia transferido o controle da situação para a outra pessoa.

Ele tinha certeza de que a compostura e a paciência que sempre mantivera desmoronaram em um flash, independentemente de sua vontade — desencadeadas por algo totalmente trivial, em um momento completamente inesperado.

A mão lânguida do homem teve um sobressalto agudo.

— Hmmm, é mesmo?

— Sim. Seus sentimentos melhoraram?

Aliviado pelo tom prolongado habitual de Yeon Woobeom , Jung Heeyeon sentiu-se um pouco mais à vontade. Parecia que seus sentimentos chateados haviam sido dissipados.

— Eu posso me sentir melhor se você me der um pouco desse lanche.

— Mas o senhor não disse antes que é para bebezinhos?

— Eu estava só brincando. Não tem problema comer o lanche.

Enquanto Jung Heeyeon alcançava o saco plástico para pegar um ppeongtwigi fresco, Yeon Woobeom agarrou gentilmente seu pulso. Os dedos do homem traçaram lentamente os tendões finos de seu pulso, chegando ao centro de sua palma. Jung Heeyeon estremeceu involuntariamente, fazendo com que o lanche branco em sua mão tremesse junto.

— Oh, esse era o que eu estava comendo…

Fixando o olhar no rosto gentil de Jung Heeyeon, Yeon Woobeom deu uma mordida no biscoito de arroz — exatamente onde Jung Heeyeon havia mordiscado o topo. Não houve hesitação enquanto ele mastigava e engolia o lanche levemente umedecido, amolecido pela saliva. O biscoito de arroz branco derreteu no momento em que tocou sua língua.

— Tudo bem, já que é o que o meu bebê estava comendo.

Uma tosse seca de Kim Chulwoo ecoou fracamente vinda de trás, mas Yeon Woobeom ignorou-a completamente.

— Coma o resto você mesmo, Heeyeon.

— Mas eu quero compartilhar… Não tem problema eu compartilhar o resto?

— Você quer compartilhar? Então vamos compartilhar agora, mas não o que você está comendo

Jung Heeyeon assentiu reflexivamente, dando uma mordida no biscoito de arroz em sua mão. Um pequeno novo conjunto de marcas de dentes apareceu sobre o lugar onde o homem acabara de morder. Percebendo isso, as orelhas de Jung Heeyeon ficaram inexplicavelmente vermelhas.

Ele pensou que estaria tudo bem, já que compartilhara outras coisas antes também. Jung Heeyeon mastigou o restante do biscoito de arroz, seus lábios movendo-se suavemente. Ainda faltava qualquer sabor distinto, mas estranhamente, uma doçura tênue permanecia em sua língua.

Em vez de irem direto para Seul, os dois estacionaram perto do mar — puramente por causa de Jung Heeyeon.

— Você quer chegar mais perto e observar o mar?

— Vai ficar tudo bem se eu chegar mais perto?

— Venha aqui.

Quando Yeon Woobeom estendeu a mão, Jung Heeyeon a pegou naturalmente e deu um passo em direção à margem. No momento em que seus pés tocaram a areia, seu corpo oscilou como se estivesse prestes a cair. Como se antecipasse o tropeço, o alfa atrás dele rapidamente segurou sua cintura.

— É estranho de pisar.

— Hmmm, é estranho?

— Sim, mas parece macio.

Embora fosse um dia ensolarado, o vento que soprava do mar era bastante cortante. Seu cabelo castanho claro chicoteava descontroladamente na brisa forte.

— Parece ainda mais bonito de perto.

— Quer chegar ainda mais perto?

— As ondas podem molhar meus sapatos…

— Eu te carrego.

Apesar da oferta terna, Jung Heeyeon balançou a cabeça.

— Eu gosto de olhar apenas daqui também.

Vendo quão genuinamente satisfeito Jung Heeyeon parecia enquanto olhava para o mar vasto, Yeon Woobeom ficou em silêncio.

— …

A luz solar do meio-dia espalhava-se gentilmente sobre todo o corpo de Jung Heeyeon, assim como as ondas cintilantes que dançavam pelo mar. O homem observava calmamente o ômega aninhado em seus braços.

Era uma cena tão radiante que despertava o desejo de devorá-la. No âmago do homem, afinal de contas, residia a ganância.

Quando dirigiram de Busan a Seul e chegaram em casa, o sol já havia se posto. Saindo do carro, Jung Heeyeon exibia uma expressão atordoada, não totalmente acordado. Exatamente como no primeiro dia em que se conheceram, parecia que viagens longas de carro o deixavam com sono.

— Diretor.

— Sim, Heeyeon.

Preocupado que ele pudesse cair para frente, Yeon Woobeom ergueu seu corpo leve com facilidade. Enquanto subiam pelo elevador, nenhum traço de esforço aparecia no rosto do homem.

— O mar era lindo.

— Hmmm, era?

— Sim. O som das ondas também era bom.

Um pequeno sopro de respiração pousou logo em seu ouvido. O corpo em seus braços moveu-se ligeiramente. Pensando que precisaria dar o jantar ao ômega antes de colocá-lo na cama, Yeon Woobeom falou novamente.

— Era mais bonito do que o que você viu da última vez?

— Hmm…

Enquanto o ômega em seus braços ponderava seriamente, o elevador apitou para sinalizar sua chegada, e as portas se abriram.

Yeon Woobeom saiu como de costume. Naquele exato momento, do nada, o homem percebeu algo. Os feromônios ômega que preenchiam a casa haviam se tornado completamente familiares para ele sem que ele sequer percebesse. Era uma sensação totalmente estranha.

— O mar que vi da última vez era mais bonito, eu acho.

— Por quê?

— Talvez porque foi o dia em que te conheci, Diretor. Estava brilhando mesmo sendo noite, e isso o tornava lindo.

Diante da resposta atenciosa e organizada, o homem riu suavemente e deu um passo à frente.

— Se eu o tivesse visto com outra pessoa, não acho que teria sido tão bonito.

— Hmmm, é mesmo?

— Sim. Talvez seja porque o senhor é lindo, Diretor.

Jung Heeyeon, agora totalmente acordado, inclinou-se um pouco para trás e olhou diretamente para Yeon Woobeom enquanto falava. Um sorriso fraco espalhou-se levemente por seu rosto, que de outra forma seria inexpressivo.

— Por que você continua me chamando de lindo?

Yeon Woobeom colocou a mão no teclado numérico e perguntou casualmente, sem muita intenção.

— Aos meus olhos, o senhor é o mais lindo, Diretor.

Com o som da fechadura da porta se destravando, a porta da casa abriu-se.

— Dizem que quando você gosta de alguém, essa pessoa parece a mais linda para você.

— Quando você gosta de alguém, essa pessoa parece a mais linda para você —, Jung Heeyeon sussurrou o que era, essencialmente, uma confissão clichê.

Seus olhos se encontraram. Talvez percebendo tardiamente que suas próprias palavras equivaliam a uma confissão, seu rosto límpido abriu-se em um sorriso ainda mais brilhante do que antes. Era uma expressão rara e radiante.

Naquele mesmo momento, Yeon Woobeom sentiu a restrição autoimposta que mantivera se romper.

A mão do homem alcançou o tornozelo que balançava no ar. Seus dedos, que vinham acariciando lentamente o tornozelo esguio, logo deslizaram para o tendão delicado do calcanhar. Dedos longos moveram-se com uma destreza de serpente, escorregando para dentro do tênis e enterrando-se mais fundo. Seu olhar nunca vacilou do ômega que acabara de murmurar aquelas palavras perigosas.

— …

Jung Heeyeon estremeceu involuntariamente ao toque lento, sua perna tendo um solavanco. Yeon Woobeom ainda era lindo, mas a expressão feroz em seu rosto parecia de alguma forma desconhecida.

Com um baque, o tênis caiu no chão de mármore. Depois de remover o sapato de Jung Heeyeon, o homem chutou seus próprios sapatos sociais e avançou lentamente. Normalmente, ele teria ido para o closet primeiro, mas desta vez, ele seguiu em direção ao quarto.

— Heeyeon, você quer dormir comigo?

Yeon Woobeom perguntou enquanto entravam no quarto.

— Perdão? Mas Diretor, eu dormi com o senhor hoje também?

Jung Heeyeon mexeu nas mãos que estavam envoltas no pescoço do homem. Por algum motivo desconhecido, as pontas de seus dedos ficaram rígidas de tensão.

— Não desse jeito.

Segurando o corpo pequeno sem esforço com um braço, o homem estendeu a outra mão para acariciar a nuca pálida. Dedos longos e ásperos deslizaram para baixo da gola como piche pegajoso.

Yeon Woobeom soltou uma risada baixa e perguntou.

— Você quer fazer sexo com este diretor?

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Cão Preso na Gaiola (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
A sensação de flutuando na água. O cheiro de ferro enferrujado. Uma jaula cercada por todos os lados.
— O que é isso agora?
Um rosto tão frio quanto o ar do inverno.
— O que eu deveria receber era…
Uma cicatriz acima da pálpebra e,
— Não esse tipo de vira-lata.
Olhos ferozes, como se pudessem devorar alguém.
— …Ah.
E o cheiro salgado do mar.
Esse era um mundo que Jung Heeyeon nunca tinha visto antes.
Nem uma única vez.

Abrindo os olhos dentro de um contêiner vazio, Jung Heeyeon segue um homem que nunca conheceu antes sem resistência, simplesmente porque o homem é um alfa dominante.
Enquanto isso, o Diretor Yeon recebe uma ligação do Chefe Nam, que lhe enviou um “presente”, e descobre que o ômega no contêiner é parente do Presidente Jung, uma figura de um passado sombrio.
— Heeyeon.
— … Sim?
— Você tem dezenove anos?
— Sim.
— Então você é um bebê.
— Eu não sou um bebê.
— Bebês geralmente odeiam ser chamados de bebê.
— Não é assim… Quer dizer, eu tenho dezenove…?
Diante dessa resposta sincera, o Diretor Yeon solta uma risada suave.
— Você vai dar trabalho, não vai?
— Vou tentar… não ser um fardo.
— Não se preocupe, Heeyeon.
— ……
— Eu gosto de coisas que exigem muita atenção.
O homem, que trouxe Jung Heeyeon para dentro de sua casa, faz uma sugestão gentil.
— Que tal chamarmos isso de acordo?
— Acordo?
— Porque eu preciso de você.
Nome alternativo: Dog On The Hutch Co Preso Na Gaiola Cachorro Preso Na Gaiola

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