Ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 129 Online


Modo Claro

Capítulo 129

 

“Será porque ele já tinha rido tudo o que queria?”
A tensão que mantinha os ombros de Cassian rígidos dissipou-se por completo, e as forças pareceram abandonar seu corpo. Ao fitar o rosto de Bliss, que continuava a encará-lo com uma feição confusa, Cassian ergueu uma das mãos sem que o sorriso deixasse seus lábios.
— Fico feliz que você esteja a sal…
No meio da frase, ele parou abruptamente.
Por alguma razão oculta, sua voz começou a tremer de forma descontrolada.
E o fenômeno não se limitou às cordas vocais.
A mão que ele havia projetado na direção da bochecha de Bliss também congelou no meio do caminho, oscilando sutilmente no ar.
Ao dar-se conta daquela reação, Cassian ficou completamente atônito.
“Então… eu estive prestes a perder você.”
O pavor diante do que poderia ter acontecido o atingiu com um efeito retardado e avassalador.
Recolhendo o braço trêmulo, ele sepultou o rosto contra a própria palma. Sem saber como administrar a avalanche de emoções negligenciadas que agora transbordava em seu peito, ele permaneceu estático naquela posição por um longo e denso intervalo.
E ele só recuperou a fala após um prolongado e pesado silêncio.
— Realmente… que alívio. Que nada… tenha acontecido a você.
Embora tivesse feito um esforço descomunal para conter a voz e concluir a frase, ele foi totalmente incapaz de camuflar o tremor que a cortava.
Que alívio monumental era aquele.
Poder contemplar aquela fisionomia outra vez.
Escondendo suas feições atrás da palma da mão, ele aspirou o ar profundamente e cravou os dentes contra o lábio inferior, travando uma batalha interna para recuperar a compostura.
Contudo, por mais que se empenhasse, ele não conseguia desacelerar o ritmo de sua respiração, que se tornava cada vez mais sôfrega.
Tampouco era capaz de impedir que as recordações mais sombrias invadissem sua mente sem pedir licença.
A imagem de um Bliss substancialmente mais jovem, debulhado em lágrimas com a face totalmente inchada até perder os sentidos, permanecia tão nítida em sua memória como se tivesse se desenrolado no dia anterior.
E a mera possibilidade de que um cenário semelhante se repetisse o havia deixado genuinamente aterrorizado.
“Tudo isso é consequência de você ter insistido em renegar os seus sentimentos.”
Diante daquela voz interna que tornava a repreendê-lo, Cassian capitulou e aceitou a acusação sem esboçar a menor resistência.
Sim. Se ele tivesse reconhecido e abraçado seus sentimentos muito antes…
— Com licença, Conde?
…então aquele rosto tão adorável jamais teria precisado chorar por negligência dele.
Bliss o chamou com extrema cautela.
Uma pontada de dor surda, um sentimento totalmente inédito até então, começou a se alastrar por um quadrante de seu peito. Agora que finalmente havia validado o que sentia, sua percepção sensorial havia se tornado incomparavelmente mais sensível e aguçada.
Mentalizar que alguém habitualmente tão radiante e resiliente havia saído tão ferido por conta de poucas palavras ríspidas dele — a ponto de passar o dia inteiro imerso em lágrimas e confinado a uma cama — fez com que um misto de culpa lancinante e uma ternura avassaladora brotasse em seu íntimo.
Cassian experimentou um impulso quase incontrolável de enlaçar Bliss em seus braços e cobri-lo de beijos ali mesmo, mas conseguiu conter o ímpeto à duras penas.
Afinal de contas, adotar uma conduta daquelas seria uma completa insanidade nas atuais circunstâncias.
Para forçar o retorno de sua lucidez, em vez de desferir um tapa contra a própria face, ele abriu e cerrou o punho com força por repetidas vezes.
Acima de tudo, existia uma prioridade que demandava sua atenção imediata.
— Ahem. Hum.
Antes de dar início a qualquer confissão, ele pigarreou para estabilizar o tom de voz.
Por onde ele deveria começar?
De qualquer perspectiva, o primeiro passo inevitável consistia em estruturar um pedido formal de desculpas por todos os equívocos e negligências que havia cometido até o presente momento.
— Fico imensamente feliz que você tenha retornado são e salvo… Eu estava profundamente preocupado.
As últimas palavras ganharam o ambiente carregadas de um nítido tom de autodepreciação.
Em seguida, ele fez uma breve pausa.
E, finalmente, reuniu a determinação necessária para abrir o jogo.
— A culpa por tudo isso é inteiramente minha.
“Hein?”
Bliss piscou os olhos, pego totalmente de surpresa. O que aquele homem estava balbuciando do nada?
Como assim a culpa era dele?
Será que aquele desgraçado havia mancomunado com os criados para armar aquela enrascada?
Enquanto a mente do garoto operava em curto-circuito, como se tivesse sido atingida por um objeto contundente, Cassian deu continuidade ao raciocínio.
— Se eu tivesse adotado uma postura clara a seu respeito… desde o primeiríssimo instante, você jamais teria sido submetido a uma situação como esta. Portanto… a responsabilidade é inteiramente minha.
Após ditar as palavras de forma pausada, ele cerrou os lábios novamente. Em seguida, cravando o olhar diretamente nas pupilas de Bliss, Cassian pronunciou cada sílaba com precisão cirúrgica:
— Me perdoe.
“O quê?!”
Enquanto Bliss arregalava ainda mais os olhos diante do espanto, Cassian deu sequência ao seu pedido de desculpas com uma calmaria solene.
— O fato de você ter passado por esse transtorno foi decorrência de uma falha minha. Sinto muito.
“Que bizarro… Por qual razão ele está se desculpando dessa maneira?”
Bliss ativou seus neurônios em velocidade máxima para processar o cenário. Sob sua perspectiva, Cassian não possuía nenhum motivo plausível para se humilhar daquela forma. E ainda por cima ostentando uma fisionomia tão profundamente atormentada.
“Por que cargas d’água ele está me pedindo perdão?”
Bem naquele milésimo de segundo, Cassian verbalizou o complemento:
— Sinto muito por ter continuado a ferir você, Bliss.
…Ah.
Bliss fixou o olhar nas feições de Cassian, esquecendo-se até mesmo de piscar.
Após aquela sequência ininterrupta de retratações, ele havia chegado ao ponto de chamá-lo de Bliss abertamente.
Logo ele, que vinha negando a existência de Bliss com tanta veemência, apelando até para teorias sobre o equilíbrio do universo e coisas do gênero, capitular justamente agora, a esta altura do campeonato?
Qual seria o motivo por trás disso?
O garoto não demandou muito tempo para arquitetar uma resposta. No exato instante em que decodificou o tremor sutil nas pupilas de Cassian — que denunciava uma clara inquietação — e reparou em seu semblante pálido e rígido, a engrenagem fez o clique definitivo em sua mente.
“Entendi tudo. É por causa do meu pai.”
Se Bliss não ostentasse o sobrenome da poderosa linhagem Miller, Cassian jamais se daria ao trabalho de pedir desculpas. Muito pelo contrário; o mais provável seria que ele perdesse a paciência, ordenasse que ele cessasse aquela encenação ridícula e exigisse sua retirada imediata da propriedade.
Contudo, Bliss possuía a salvaguarda de Ashley Miller. Um homem cuja influência estendia-se pelos Estados Unidos e ecoava pelo globo terrestre inteiro. E Cassian, com toda a sua pompa de Conde, claramente não representava uma exceção àquela regra de poder.
“Sendo assim, este homem não está se desculpando comigo; ele está direcionando esse pedido de perdão ao meu pai.”
O Conde devia ter vislumbrado um cenário catastrófico pela frente, já que Bliss havia sido hostilizado pelo corpo de funcionários e trancafiado no santuário sob sua tutela.
Por essa razão, ele agora tentava apaziguar os ânimos de Bliss a qualquer custo.
Afinal, se Ashley Miller recebesse a notícia daquele incidente, as consequências seriam monumentais. Sob essa ótica, qual seria a real intenção por trás daquela encenação melancólica?
“Ele quer me bajular de forma sutil para garantir que eu junte minhas coisas e vá embora por conta própria…”
Por uma fração de segundo, as pupilas de Bliss faiscaram com uma intensidade perigosa.
Ah, mas nem sob tortura eu vou facilitar a vida dele!
— Huuu…
Cassian liberou o ar em um suspiro denso de repente. Diante daquela atmosfera carregada, que sugeria a iminência de uma declaração de proporções monumentais, Bliss tensionou cada músculo de seu corpo. E o homem finalmente abriu os lábios, exibindo a postura de quem havia tomado uma decisão irrevogável.
— Bliss, existe algo que preciso lhe dizer.
“Não! Não ouse dizer nada!”
Naquele exato milésimo de segundo, Bliss projetou a cabeça para a frente de solavanco e disparou:
— Blair.
Aproveitando-se do instante de paralisia que acometeu o Conde, ele apressou-se em consolidar a informação:
— Eu sou o Blair. Bliblair.
Em seguida, para coroar a performance, Bliss abriu um sorriso radiante, fazendo com que a fisionomia de Cassian ganhasse contornos de pura perplexidade.
…O que significava aquilo?
Incapaz de extrair qualquer lógica daquela reação intempestiva de Bliss, o homem limitou-se a piscar os olhos de forma estática. Segundos depois, em um esforço tardio, ele esboçou um sorriso forçado e tentou retomar o fio da meada.
— Bliss, por favor, encerre essa brincadeira. Não há mais a menor necessidade de continuar camuflando a sua identidade…
Contudo, longe de recuar, Bliss rebateu a afirmação com uma convicção ainda mais ferrenha.
— De forma alguma, Conde. Eu sou o Bliblair. O senhor mesmo estipulou isso, não recorda? Afirmou com todas as letras que eu sou um parente distante da Penélope e que atendo por Bliblair, o jovem que veio para aprender os meandros do serviço doméstico.
Cassian limitou-se a encará-lo com uma expressão de total incredulidade.
Que tipo de anomalia estava se desenrolando bem diante de seus olhos?
O que havia de errado com a mente de Bliss?
Em meio àquele turbilhão de questionamentos, restou-lhe apenas uma rota de ação imediata.
Sem desviar os olhos da figura do garoto por um único segundo, ele tateou o interior de suas vestes, pescou o aparelho celular e discou o número da governanta.
— Sim, Conde.
Ao escutar a voz de Penélope do outro lado da linha, ele ditou as coordenadas mantendo o olhar cravado em Bliss.
Sua entonação carregava um leve, porém perceptível, tremor de urgência.
— Penelope, agende uma consulta hospitalar em caráter emergencial imediatamente.
— Perfeitamente, Conde.
— No departamento de psiquiatria.
Como era de se esperar, Bliss não permaneceu dócil e cooperativo após ser escoltado diretamente para a ala médica.
No instante em que tentaram acomodá-lo no interior da câmara de ressonância magnética para realizar uma varredura em seu crânio, o garoto foi tomado por um pavor genuíno e passou a debater-se com violência contra os técnicos.
— Que palhaçada é essa?! Por qual motivo estão tentando me enfiar dentro desse tubo?! Me soltem! Estou mandando me soltarem! Ei!
Após uma operação de guerra para acalmá-lo e garantir a conclusão do procedimento, o calvário esteve longe de atingir o fim. Durante toda a bateria de exames detalhados que se sucederam, ele fez questão de protagonizar um escândalo atrás do outro.
No final das contas, o corpo médico só obteve os relatórios definitivos após despender mais do que o dobro do tempo habitualmente previsto para aquele tipo de protocolo.
Concluídas todas as triagens adicionais, Cassian — que exibia feições de pura exaustão após o longo período de espera — encaminhou-se ao consultório principal para receber o veredito, deixando Bliss sob a vigilância dos guarda-costas enquanto o garoto continuava a bufar de indignação no corredor.
— O senhor está me assegurando que não há absolutamente nenhuma anomalia na estrutura cerebral dele?
Diante do questionamento de Cassian, o especialista — cujo semblante conseguia transparecer um nível de fadiga ainda maior do que o do próprio Conde — assentiu com a cabeça.
— Precisamente. O quadro clínico encontra-se impecável. As funções cognitivas do paciente também operam dentro da mais absoluta normalidade. Não há um único indicador que justifique qualquer tipo de preocupação de sua parte.
— Compreendo… Perfeitamente. Meus agradecimentos.
Após cumprimentar o médico com um aperto de mãos protocolar, Cassian retirou-se do recinto e dirigiu-se ao encontro de Bliss.
Em meio àquela muralha de homens corpulentos trajando ternos pretos, a silhueta de um jovem de tez alva e traços adoráveis destacava-se com facilidade. Ele permanecia sentado com as bochechas infladas ao limite, evidenciando que sua indignação não havia diminuído nem um milímetro.
“Sendo assim… qual seria a explicação para essa conduta?”
Ao captar o eco dos passos que se aproximavam, Bliss girou a cabeça de forma abrupta.
Ele ergueu o olhar e impulsionou o corpo para cima, ficando de pé instantaneamente.
Por alguma razão mística, ele passou a fulminar o Conde com as pupilas, sustentando uma fisionomia carregada de puro ressentimento.
Por uma fração de segundo, Cassian experimentou a nítida sensação de que seu coração havia despencado no estômago, mas camuflou o desconforto e pronunciou as palavras com a maior naturalidade que conseguiu reunir:
— Vamos retornar para o castelo, Bliss. Os especialistas confirmaram que todos os seus indicadores estão perfeitos, portanto…
— Bliblair.
Bliss cortou a fala do homem de forma ríspida e categórica.
Diante da óbvia paralisia de Cassian, o garoto expandiu o tórax e reiterou a informação com ainda mais solenidade:
— Eu sou o Bliblair, Conde.
“Isso é o suficiente para levar qualquer homem são à completa loucura, de verdade.”
Cassian fixou as pupilas na figura de Bliss enquanto engolia a seco a fúria que ameaçava romper sua barreira de autocontrole.
O que diabos se passava na mente daquele pirralho?
O seu impulso primordial era esgoelar-se com ele ali mesmo, mas sua dignidade aristocrática jamais permitiria um espetáculo daquela natureza em um estabelecimento público.
Além disso, e se uma reação intempestiva de sua parte assustasse Bliss a ponto de desencadear algum problema real?
Sim. O fato de Bliss desfrutar de plena saúde era, sob qualquer ponto de vista, a única notícia que realmente importava.
Após pacificar seus pensamentos com aquela constatação, Cassian inspirou o ar profundamente para dissipar a tensão e voltou a encarar o garoto.
Uma vez que a irritação havia se esvaído, restou apenas uma dúvida monumental.
Por qual motivo aquele amendoim insistia em sustentar aquela performance absurda?
— …Por ora, vamos apenas dar o fora daqui.
Foi no exato milésimo de segundo em que Cassian, murmurando com uma tonalidade de voz nitidamente desgastada, girou o corpo para iniciar a retirada.
— Ah!
Ao ensaiar os primeiros passos para acompanhá-lo, Bliss acabou tropeçando nos próprios pés e deixou escapar um clamor audível.
Ele cerrou as pálpebras com força, preparando-se psicologicamente para o impacto iminente de sua face contra o piso de cerâmica, contudo…
— Você está bem?
Ao escutar aquela indagação ecoar bem acima de sua cabeça, Bliss experimentou um sobressalto.
Após um breve instante, ele abriu os olhos com extrema cautela e deparou-se com uma perspectiva bizarra: seu corpo encontrava-se totalmente suspenso no ar.
Foi somente após alguns segundos de processamento que ele compreendeu que Cassian havia evitado sua queda, envolvendo sua linha de cintura com firmeza.
— Você precisa se mover com mais cautela.
A voz que voltou a preencher o espaço não manifestava o menor resquício de irritação.
Muito pelo contrário; sua tonalidade transbordava um nítido alívio.
Bliss ficou completamente desorientado com o contraste, mas os acontecimentos daquele dia pareciam longe de atingir um teto.
— Aaah!
Sem qualquer aviso prévio, Cassian o impulsionou para cima, acomodando-o diretamente em seus braços.
Sobressaltado pela manobra, Bliss soltou um clamor agudo, ao qual Cassian respondeu com total pragmatismo:
— Como a sua coordenação motora parece instável e você corre o risco de cair novamente, esta alternativa apresenta-se mais segura.
— M-Mas… eu tenho plena capacidade de cami…
Bliss tentou estruturar uma objeção em meio à sua perplexidade, mas Cassian ignorou solenemente o protesto e continuou a avançar pelo corredor com passos firmes.
A sensação abrupta de oscilação decorrente do deslocamento assustou o garoto mais uma vez, fazendo com que ele enlaçasse o pescoço de Cassian de forma puramente reflexa.
Foi somente após consolidar o movimento que ele deu-se conta da enrascada em que havia se metido por conta própria.
— M-Me desculpe. Eu… ou melhor…
Ele gaguejou, tomado por uma onda de pânico intelectual, e ensaiou uma manobra para afastar seu corpo o mais rápido possível, mas Cassian, contrariando todas as suas expectativas, intensificou o aperto ao redor de sua silhueta.
— Não há problema algum.
Bliss, que havia terminado completamente colado ao tórax de Cassian sem ter tido a menor intenção de fazê-lo, petrificou instantaneamente. Foi então que o Conde quebrou o silêncio:
— Fui eu quem transportou você desde as dependências do santuário. Sob qual metodologia você supõe que eu executei a tarefa?
“Ele também me carregou desse mesmo jeito daquela vez? A mim? Este homem?!”
Diante daquela revelação totalmente imprevista, Bliss limitou-se a expandir as pupilas ao limite.
A lógica de Cassian era irrefutável.
Que outro método viável existiria para retirá-lo dali nas atuais circunstâncias?
Assim que assimilou a realidade dos fatos, Bliss hesitou por uma fração de segundo antes de girar a cabeça com extrema cautela para sondar o semblante de Cassian.
E quando suas pupilas finalmente se cruzaram no processo, para sua total e absoluta surpresa, as extremidades dos lábios de Cassian curvaram-se em um sorriso perfeitamente nítido e espontâneo.
…Hein?
Bliss já não possuía a menor capacidade cognitiva para processar novos sobressaltos.
Eventos totalmente fora de seu controle estavam se sucedendo em uma velocidade tão frenética que ele começou a experimentar uma leve sensação de vertigem.
Por qual razão…? Por qual motivo aquele homem estava sorrindo? Do nada? Logo ele, que passava vinte e quatro horas por dia manifestando irritação contra a sua existência.
Contudo, ele havia atingido seu limite operacional.
Bliss sentiu como se suas conexões neurais estivessem literalmente soltando fumaça devido à sobrecarga de dados.
Quer saber? Que se dane tudo.
No final das contas, ele capitulou diante do cansaço e cerrou as pálpebras de uma vez.
Se continuasse a quebrar a cabeça tentando decifrar aquela equação, seus pequenos e adoráveis neurônios correriam o risco real de sofrer uma necrose por exaustão.
Ele acomodou os braços ao redor do pescoço de Cassian com mais naturalidade e repousou a cabeça contra o ombro alheio. Por uma fração de segundo, ele teve a nítida impressão de escutar uma risada contida vinda do homem, mas optou por ignorar o fato solenemente.
Muitas variáveis haviam se chocado naquele dia específico.
E ele sentia que seu cérebro já havia trabalhado o equivalente a cinco anos de atividade ininterrupta em uma única jornada.

• Continua…

• Raws, Revisão & Tradução: Othello

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Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.

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