Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 10 Online

↫─Capítulo 10
Demorou bastante para que o rubor das minhas bochechas diminuísse. No entanto, mesmo que ainda sentisse meu rosto queimar, não havia ninguém para ver, então pude continuar com o trabalho que precisava fazer.
Enquanto lavava roupa, encontrei um pote de mingau no armário e dividi igualmente a comida que meu tio havia preparado, ouvi um aviso alto de que a máquina de lavar havia terminado, mas o Hyung continuava dormindo como se tivesse desmaiado.
De vez em quando, eu tentava escutar na direção do quarto do Saheon, mas, mesmo prendendo a respiração, não conseguia ouvir nada. Ele parecia estar tão cansado que nem sequer se mexia ou resmungava.
Bem, depois de um longo voo de cerca de 12 horas e me ajudar na mudança, era óbvio que ele estaria exausto.
Me jogando no sofá desconhecido para mim, senti o silêncio calmo do ambiente. Pressionando os olhos cansados por puro hábito, peguei meu celular assim que a tela começou a piscar de leve.
[Chat em Grupo do Departamento de Literatura Francesa da Universidade Nacional da Coreia]
Aviso de Início do Semestre: 04/03 às 11h. Local: Universidade Hanseong, Cheolmaegwan, 3º andar, sala 305.
※ Comparecimento obrigatório ※ Conta: 110-…
Baixei a barra superior e conferi a data de hoje. Eu já sabia, mas chequei mais uma vez, só por precaução.
De repente, soltei um suspiro. Oficialmente serei estudante universitário depois deste fim de semana, mas como perdi tanto a festa de boas-vindas quanto a orientação para novos alunos, era inevitável que eu ficasse mais preocupado do que animado.
Enquanto meu hyung dormia, eu tive tempo para me acostumar com a casa que ainda parecia estranha. Fechei as cortinas, acendi as luzes para iluminar a casa e aumentei um pouco o aquecimento.
Preparei o arroz para que pudéssemos comer assim que o Saheon acordasse e, enquanto revirava a despensa da cozinha, encontrei um pouco de alga desidratada que estava prestes a vencer; decidi fazer uma sopa de alga. Por sorte, ainda havia um pedacinho de carne bovina no congelador.
Como não sabia há quanto tempo a carne estava guardada ali, fiquei meio preocupado com a validade, mas decidi seguir a filosofia da minha tia de que, se você congelar a comida, a data de validade desaparece.
A carne descongelada foi refogada com óleo de gergelim, depois algas embebidas foram adicionadas e mexidas em fogo médio até que um cheiro saboroso surgir. Depois que a cor das algas mudou, enchi com água, fervi por um tempo e temperei com alho picado e molho de soja, ficou no ponto exato para o meu paladar. Como tanto o Saheon quanto eu tínhamos comido mais a comida da minha tia do que a da minha própria mãe desde crianças, me senti aliviado sabendo que os nossos gostos seriam parecidos.
Enquanto a sopa fervia, aqueci metade do porco refogado que meu tio tinha feito para dividirmos. Olhando para a panela cheia de carne, pareceu que seria o suficiente para encher a mesa.
Depois que terminei de preparar a refeição, olhei ao redor para ver se havia mais alguma coisa para fazer, e quando lembrei que o hyung tinha me pedido para escolher móveis para comprar, abri meu notebook. Depois de procurar uma cama na barra de busca e mudar o filtro para o menor preço, encontrei modelos que eram os mais baratos, mas eu não os considerei exatamente baratos.
Descobrindo os preços de móveis pela primeira vez na vida, arregalei os olhos diante da tela que mostrava valores a partir de, no mínimo, 200.000 won. Com essa quantia, daria para comprar dez frangos fritos. Após um momento de hesitação, decidi manter o plano original, escolhi a cama mais barata e deixei a aba aberta em uma janela.
Assim que terminei a busca pelos móveis, não me veio mais nada à mente. A janta estava pronta, a roupa estava lavada e os móveis estavam escolhidos. Enquanto continuava ali sentado, balançando os pés de bobeira, chequei as horas. Eram 19h30.
Decidi comprar o que precisava quando meu irmão acordasse, mas, olhando para o relógio, comecei a me preocupar que pudesse ser tarde demais para ele levantar e comer.
Calculei há quanto tempo Saheon estava dormindo. Acho que passava um pouco das quatro quando comecei a lavar a roupa. Isso significava que ele tinha dormido apenas três horas, e fiquei dividido se deveria ou não acordá-lo, considerando o quão exausto ele devia estar depois de trabalhar.
A casa estava inundada com o aroma reconfortante do amaciante e do difusor, misturado ao cheiro delicioso da comida. Cheirei algumas vezes e esfreguei suavemente minha barriga já com fome.
Obviamente, meu hyung não tinha dito a que horas queria ser acordado. Notei alguns itens que precisava comprar enquanto preparava a janta, mas nenhum era urgente. No momento em que concluí que seria melhor deixá-lo dormir em paz e acordá-lo só amanhã para irmos ao mercado, comecei a me perguntar se ele teria que trabalhar no dia seguinte.
De repente, me senti preocupado. E se eu deixar a Saheon dormindo como se ele estivesse morto e ele se atrasar no dia seguinte? Mordi o lábio inferior e franzi a testa enquanto me direcionava cautelosamente até o quarto dele.
Segurei a maçaneta e a abaixei devagar, e a porta se abriu sem fazer barulho. O quarto do meu hyung, que ainda não havia sido invadido pelo cheiro de comida, estava cheio do cheiro corporal de Saheon. Depois de inalar avidamente o cheiro dele, me aproximei silenciosamente da cama onde ele estava deitado.
O Hyung estava espalhado na cama, de bruços, dormindo tranquilamente e sem fazer barulho. Se não fosse pelos movimentos lentos de cima pra baixo de vez em quando, eu teria pensado que ele estava desmaiado.
Saheon usava roupas confortáveis para ficar em casa. Embora o uniforme alinhado lhe caísse muito bem, eu achava aquela aparência relaxada em trajes casuais muito mais atraente.
Vendo-o dormir de forma tão serena, pensei que seria melhor deixá-lo continuar descansando. Puxei o cobertor que estava a altura de suas panturrilhas.
— Durma bem.
Sussurrei de um jeito quase inaudível. Mais do que emitir qualquer som, foi apenas um leve mover de lábios. Tentei sair do quarto na ponta dos pés, mas, bem naquele momento, a voz do hyung me deteve.
— …Mungmung.
Aquele resmungo fraco saiu ainda mais grave que o habitual. Ele soltou um gemido baixo e abafado, franziu a testa. Rapidamente, usei minhas costas para bloquear a luz da porta. Saheon que continuava resmungando, perguntou com a voz sonolenta:
— Que horas são?
— São sete e meia. Eu te acordei? Desculpa. Pode voltar a dormir.
— Não, preciso levantar.
Ao dizer isso, meu hyung franziu a testa, e só depois de suspirar algumas vezes ele finalmente se sentou na cama. Senti uma pontinha de culpa por tê-lo despertado e murmurei um pedido de desculpas:
— Desculpa…
— Está tudo bem. Eu tinha que levantar de qualquer jeito.
Ao esfregar as bochechas com a palma da mão, ele pareceu deixar o sono de lado e falou com os olhos bem mais despertos do que antes.
— O cheiro está ótimo.
— Sim, meu tio fez carne de porco refogada para você, e eu só terminei de preparar.
— Parece delicioso.
O Hyung, que tinha respondido com indiferença, arqueou uma das sobrancelhas como se tivesse notado algo estranho. Talvez por ter acabado de acordar, ele parecia estar se esforçando para raciocinar direito e, com uma expressão intrigada, finalmente falou:
— …Você fez tudo sozinho?
— Bem, sim, mas… meu tio deixou tudo pronto, eu só aqueci e terminei de preparar
— Da próxima vez, vamos fazer juntos.
Saheon falou com firmeza. Embora as palavras dos meus pais sobre eu ter que cuidar das tarefas domésticas tenham flutuado na minha mente, apenas assenti concordando por enquanto. O Hyung deve ter ficado satisfeito com minha reação e se levantou com um sorriso preguiçoso.
— Vamos provar o que o nosso Mungmung preparou, então?
Ao se levantar por completo, vi que o Hyung estava vestido dos pés à cabeça. Claro que eu sabia disso, já que o vi enquanto ele estava deitado na cama, mas de alguma forma fiquei um pouco decepcionado por ele não estar mais com aquela aparência de quem acabou de sair do banho.
Enquanto meu olhar descia lentamente do topo até os pés, ele acabou travando na altura da cintura do Saheon. À primeira vista, era de um tamanho assustador que fazia pensar que ele tinha uma ereção, mas as roupas pareciam disfarçar bem.
Meus pensamentos continuaram até que fui para a cozinha servir a comida que tinha preparado antes. Enquanto enchia a tigela com arroz e colocava a sopa em outra, Saheon trouxe porco salteado e acompanhamentos.
Sentei em frente a mesa cheia de comida deliciosa e olhei para Saheon, que estava pegando o celular para tirar uma foto do outro lado.
“Como aquilo podia ficar tão bem escondido a ponto de ele conseguir levar uma vida normal? Do contrário, seria óbvio que o mundo inteiro só ficaria encarando ‘aquela parte’ do Saheon.”
Chegando a essa conclusão incomum, peguei meus hashis assim que o Saheon terminou de tirar a foto. O Hyung, que foi rápido em dar a primeira mordida, arregalou os olhos com os hashis ainda na boca. Embora não tenha sido eu quem de fato cozinhou toda a comida, não pude deixar de sorrir ao vê-lo saborear daquele jeito.
— Está uma delícia. Obrigado pela comida.
— Sim, sim.
Segui os passos do meu irmão e dei uma mordida nos acompanhamentos. As habilidades culinárias do tio também eram muito boas. A refeição continuou em silêncio. O único ruído na cozinha era o som da mastigação, e do meu celular que não parava de piscar. Meu hyung, após esvaziar rapidamente a tigela, disse:
— Acho que chegou mensagem para você.
— Ah, isso? É o chat em grupo da turma. Eu deixei as notificações ligadas caso tivesse algo importante, já que as aulas começam na segunda, mas vou desligar de novo.
Segurei meu celular na mão que não estava segurando os hashis. Uma breve exclamação de “Oh” foi ouvida do outro lado.
— Mungmung, você já é um adulto agora, né?
—Sim. Já faz três meses.
Respondi sem dar muita importância enquanto entrava no chat em grupo e desativava as notificações. No chat, meus colegas de classe, que já tinham ficado próximos, não paravam de conversar.
— Caramba, assim que o semestre começar, você só vai viver bebendo por um bom tempo. Você já experimentou bebida alcoólica?
Saheon me olhou com olhos curiosos, demonstrando interesse no assunto. Eu estava prestes a responder obedientemente que só tinha provado uma vez, mas mudei rapidamente de resposta. Era uma boa oportunidade para enfatizar que agora eu era um adulto.
— Sim, bebi com o meu pai. Eu não fico bêbado de jeito nenhum, e acho que aguento bebidas fortes.
— Sério?
Saheon caiu na risada. A franja do meu hyung, que caía de forma natural até as sobrancelhas, tremia levemente enquanto ele sorria.
— Olhem só para o nosso Mungmung, todo crescido.
Havia um leve riso no tom do meu hyung, mas senti como se estivesse sendo provocado. Ele espetou o tofu cozido que estava servido como acompanhamento e acrescentou com um ar preguiçoso:
— Eu estava me perguntando quando você cresceria…
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar