Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 09 Online

↫─Capítulo 09
A boca de Saheon se abriu levemente. Combinado com sua pele ainda molhada e expressão perdida, ela parecia um modelo de ensaio fotográfico. Como você pode ficar tão bonito assim? Fiquei impressionado mais uma vez.
Mesmo na luz fraca do sol do entardecer, que invadia o quarto com as cortinas abertas, me parecia que o corpo do meu hyung era como uma escultura. Talvez porque ele só virou a cabeça para olhar para trás, suas costas e ombros pareciam se destacar ainda mais.
Aquele corpo robusto se virou completamente para mim. Saheon, que estava contra a luz e a cerca de seis passos de mim, cruzou os braços lentamente.
— Hmm.
O Hyung soltou um som curto e arrastado de reflexão, com uma expressão ligeiramente intrigada. Antes mesmo que eu pudesse entender o motivo, meu coração congelou. Logo o processo de encontrar o motivo começou.
Já vi esse rosto uma vez. A expressão facial que meu Hyung faz quando está pensando em como responder algo. Saheon e eu nos conhecemos há 20 anos, então já vi expressões assim muitas vezes, mas o problema é que a última vez que vi um rosto assim foi quando ele rejeitou minha confissão.
“Eu gosto de você, Hyung”
Mesmo estando dentro de casa, senti como se o vento frio do inverno estivesse acariciando minha pele. Mais precisamente, o vento gelado daquele dia. Esfreguei com cuidado as costas da mão, como se estivesse me apegando àquela memória fria.
Mesmo pressionando forte o suficiente para deixar minha mão pálida, não senti nada. Foi puramente por causa do meu estado mental. Consegui voltar à realidade ao observar o pomo de Adão do Saheon subir e descer. Diferente das lembranças daquele dia frio, a casa de Saheon era aconchegante.
Dessa vez eu não tinha motivo para ficar ansioso, já que só estava perguntando sobre as roupas, mas a reação parecia um reflexo automático daquela lembrança passada. Tentei respirar fundo e devagar, olhando diretamente para o Saheon. Os cantos da boca dele se curvaram em um sorriso divertido enquanto me encarava.
— Ei, Mungmung, presta atenção.
A voz dele era brincalhona, parecendo um instrutor militar, mas carregava aquele carisma firme de quem está acostumado a exercer autoridade. Sem perceber, endireitei minha postura na hora e, logo em seguida, me perguntei o que diabos estava fazendo. Ainda assim, não desfiz a posição e soltei uma reclamação emburrada:
—O quê?
O tom de voz dele era duro, mas meus olhos naturalmente percorreram meu hyung, que usava apenas aquela cueca boxer preta e continuava de braços cruzados. Aquele corpo angular e bem definido deixava claro por que ele ficava tão perfeito de uniforme.
— Senhor Lee Cheongmyeong, poderia me explicar de novo o que acabou de dizer?
A voz de Saheon tinha um tom profissional. Talvez, voando no céu com o título de primeiro oficial, ele desse instruções naquele tom de voz. Aquela voz formal, firme e terminada de maneira polida era desconhecida, mas me causava um arrepio excitante.
— …Eu tenho que fazer isso à mão?
— O quê?
O Hyung que estreitou os olhos, abriu a boca e riu como se fosse absurdo. Um som baixo e agradável de risada fez cócegas nos meus ouvidos. De repente, senti que a minha resposta tinha soado infantil demais em comparação ao jeito que ele falava. Tentei imitar o tom dele, forçando uma voz um pouco mais madura:
— O Hyung acabou de sair do banho, então eu ia pegar as roupas para lavar. É que os meus pais me disseram para ajudar nas tarefas domésticas, então é o que estou fazendo.
As últimas palavras foram na verdade uma cortina dupla ou tripla para esconder minha verdadeira intenção, na verdade eu queria ver o corpo nu do meu irmão mais uma vez.
—Ah, é? Fiquei curioso para saber como você daria conta de lavar com essa coisinha pequena.
O olhar de Saheon passou pelo canto da minha boca e depois desceu lentamente. Cerrei os punhos. Como era mais alto que a média, também tinha mãos e pés grandes.
Aos olhos do meu irmão, não importa o quanto eu envelheça, será que ainda pareço criança? Sentindo-me um pouco ofendido, continuei falando com todas as emoções que vinha reprimindo. A voz, naturalmente, ficou firme.
— Eu sei fazer isso muito bem.
— Ah…
Saheon, que tinha soltado aquele som de admiração só para me provocar, deu uma risada zombeteira. Se estivesse sentado, provavelmente teria apoiado o queixo na mão, olhando para mim com interesse, como era do seu costume.
— É mesmo? E como você vai lavar o meu?
O comportamento travesso habitual do Hyung era encantador, mas seu tom rígido também era atraente. Ele é legal demais. Continuei falando devagar, imaginando que, se existia alguém capaz de me deixar totalmente hipnotizado apenas com a voz, esse alguém só podia ser o Saheon.
— Vou colocar sabão, amaciante… e deixar com um cheiro gostoso. Bater tudo na máquina.
Diferente de Saheon, eu parecia idiota ao falar, mas essa era a única forma de responder. Quando olhei para meu hyung, vi que ele exibia um sorriso de canto.
—Depois vou passar o ferro direitinho, até ficar bem esticado…
Não consegui terminar a frase. Tudo porque o Saheon caiu na gargalhada bem no meio. A imagem dele, vestindo apenas cueca e com uma toalha na cabeça, era algo que eu já tinha visto meu pai ou o Chaehun fazerem, mas o Hyung transformava aquilo em uma cena de cinema.
Eu era o único ali que estava completamente confuso com aquela crise de riso de Saheon, que chegou a curvar a cintura de tanto rir. O Hyung, que já estava rindo alto há um tempo, enxugou as lágrimas dos olhos tentando recuperar o fôlego.
—Nada mal, Lee Cheongmyeong. Você cresceu muito.
Meu irmão sorriu, murmurando algo incompreensível entre as respirações. Era um sorriso amigável que eu conhecia bem. As palavras que se seguiram, no entanto, vieram em um tom de instruções rígidas e secas:
— A máquina de lavar fica na varanda. Deixei o varal de chão lá também. O sabão e o amaciante estão todos do lado, então é só pegar e usar.
Assenti levemente. Meu Hyung esfregou a toalha branca na cabeça com certa força. Fiquei distraído vendo ele secar o cabelo, e quando senti que ia fazer contato visual, rapidamente peguei as roupas da cama.
Calça social, camisa, paletó e gravata. Coloquei as roupas no meu braço esquerdo, uma por uma, checando o estado delas com a ponta dos dedos. Como eu não podia lavar a calça social e o paletó em casa, teria que levá-los à lavanderia, mas eles não pareciam precisar de lavagem. Como já tinha falado aquilo tudo para o Hyung, decidi lavar apenas a camisa e levantei a cabeça.
— Tudo bem se eu não lavar a camisa à mão?
— Pode colocar na máquina. O Hyung prefere mil vezes assim do que à mão.
Com um sorriso brincalhão, Saheon tirou a toalha que estava pressionando contra o cabelo. Concordei de prontidão, assentindo com a cabeça.
Como já havia planejado, quando o Hyung abriu o closet onde tinha guardado o quepe, avistei alguns cabides vazios. Depois de pendurar o paletó e a calça, enrolei a gravata e a coloquei logo abaixo, ficando apenas com a camisa na mão. O Hyung observava minhas ações em silêncio.
— Mungmung.
O Hyung me chamou com a voz preguiçosa. Parando perto da porta após terminar de arrumar tudo, fixei os olhos nele para mostrar que estava ouvindo.
— Essa coisa no ombro… dá para tirar, então remova antes de lavar.
Saheon deu tapinhas em seus próprios ombros largos, me explicando o que fazer. Até um gesto trivial daqueles foi o suficiente para fazer minhas bochechas arderem. Fiquei mexendo na manga da camisa social.
— Entendido.
— Lee Cheongmyeong.
Enquanto desenhava um sorriso de canto nos lábios, Saheon esticou o braço para frente. A toalha branca que ele segurava escorregou de leve e balançou.
Como eu já tinha dito que estava ali para pegar a roupa suja, me aproximei do Hyung num reflexo rápido. Mas ele simplesmente afrouxou os dedos e deixou a toalha cair. Um som abafado ecoou quando o tecido macio tocou o chão.
— Você precisa levar isso aqui também.
Uma voz grave ecoou em meus ouvidos. Fiquei um pouco insatisfeito, me perguntando por que ele tinha que jogar a toalha no chão em vez de apenas entregá-la na minha mão, mas me ajoelhei em silêncio bem na frente do Saheon.
A temperatura corporal emanando do corpo do Hyung era quente. Parecia ainda mais quente porque ele tinha acabado de tomar banho. Inalei lentamente aroma refrescante de sabonete líquido que pairava no ar enquanto recolhia a toalha.
— Tem um cesto de roupa suja no banheiro.
A voz lânguida do Saheon veio de cima. Olhei para cima de sobressalto. Só então percebi o quão perto estávamos, mas tentei disfarçar e encarei o Hyung com a maior naturalidade que consegui. O calor que emanava dele parecia contagioso, aquecendo minhas bochechas.
O Hyung apontou para o banheiro com o queixo. Endireitei os joelhos e me levantei, olhando para seu maxilar reto e afiado.
Como Saheon disse, havia uma cesta no banheiro para colocar as roupas sujas. Coloquei a toalha na cesta, ainda segurando a camisa firme na mão.
Com a camisa social em uma mão e o cesto na outra, lancei um olhar rápido para o Saheon, que continuava me observando, e consegui balbuciar uma despedida simples:
— Boa noite.
— Sim.
O olhar do meu irmão me seguiu até eu sair do quarto. Fechei a porta silenciosamente e respirei um pouco. O ar mais fresco do lado de fora fez o calor nas minhas bochechas parecer ainda mais evidente. Pressionei a ponta dos dedos contra meus olhos cansados.
Mesmo depois de ter saído do quarto do Saheon, a imagem marcante do que eu tinha acabado de ver parecia flutuar diante dos meus olhos. Soltei um gemido sombrio e logo fechei a boca, com medo de que o Hyung pudesse ter escutado.
Graças à luz do entardecer que batia na cueca boxer que eu tinha visto de tão perto, dava para ter uma noção do tamanho. Quanto mais eu pensava nisso, mais exagerado seu tamanho ficava na minha mente.
Balancei a cabeça como se quisesse afastar meus pensamentos e levei a camisa que o hyung usava até o meu nariz. Havia perfume e um leve aroma corporal. Respirei fundo, como se guardasse o cheiro do meu hyung nos pulmões, e escondi meu rosto vermelho na camisa branca.
“O Hyung também é grande ali embaixo. Como se ele tivesse uma ereção…”
Foi incrível. Não surpreendentemente, o Hyung era um homem que tinha absolutamente tudo.
***
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar