Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 127 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 127

— Você está acordado?

— O que é isso…?

— Estamos presos aqui embaixo.

— ……

— Julgando pelo peso, parecemos estar enterrados de forma bem profunda, e o ar está acabando.

Shinu explicou a situação calmamente, como se não tivesse nada a ver com ele.

— ……

Taebaek permaneceu em silêncio por um momento. Shinu presumiu que ele estivesse em pânico ou assustado, então tentou consolá-lo. Mas, de repente, Taebaek puxou Shinu para baixo de si. Conforme Shinu se movia, a terra que os pressionava se deslocou, preenchendo o espaço vazio.

— Não se mexa.

Shinu, sobressaltado, tentou impedir Taebaek, mas Taebaek o ignorou e continuou a se contorcer em cima de Shinu.

— E se eu não me mexer? Ficamos apenas assim?

— Se você se mexer, pode ocorrer um desabamento secundário. Pedras ou algo assim podem escorregar e nos enterrar de vez.

— ……

— Precisamos verificar o quão fundo estamos enterrados antes de fazer qualquer movimento.

Taebaek parou de se mover. Shinu deu um tapinha em seu ombro e depois esticou o braço para o lado. Graças a Taebaek segurando a terra no lugar, Shinu conseguiu mover o braço livremente.

Shinu procurou pelo carrinho que havia empurrado para o lado. Ele sentiu algo duro em meio à terra fria e úmida. Abaixando a mão, encontrou as rodas do carrinho.

Shinu enfiou a mão por baixo do carrinho. Ele sentiu grãos de terra e o chão batido. Quando sua mão tocou o solo frio, um calafrio percorreu seus dedos. As sobrancelhas de Shinu se franziram.

…Havia vento.

Isso significava que havia fluxo de ar, sugerindo que não estavam enterrados de forma muito profunda.

— Taebaek-ah. Acho que podemos nos mover. Vamos empurrar o carrinho para o lado. Ele tem rodas, então pode deslizar.

— Tudo bem.

Shinu e Taebaek colocaram toda a sua força para empurrar o carrinho. No entanto, o carrinho resistiu obstinadamente e não se moveu facilmente. Eles rangeram os dentes e empurraram com mais força.

Enquanto se moviam, a terra continuava deslizando para dentro de suas jaquetas. Seus narizes e bocas ficaram abafados. O ar ficou rarefeito e, apesar de não exercerem muita força, o suor brotou em suas testas. O suor grudava na terra, fazendo-os se sentir ainda mais desconfortáveis.

Shinu soltou uma pequena tosse. Sua garganta estava seca e a respiração tornou-se mais difícil. Taebaek, percebendo isso, pressionou Shinu com os braços, quase como se estivesse fazendo flexões, e então chutou o carrinho com força com os pés.

Com um chute poderoso, o carrinho deslizou para trás. A terra que pesava sobre eles jorrou para o espaço deixado pelo carrinho. Seus corpos subitamente pareceram mais leves.

Taebaek sentou-se rapidamente. A terra que o cobria caiu como uma tempestade. Sua cabeça colidiu com a parede divisória e ele gemeu, esfregando o local. Ele lançou um olhar feio para a parede, mas ela os havia protegido de pedras afiadas, galhos e detritos.

Shinu levantou-se cambaleante também, com Taebaek ajudando-o ao segurar seu cotovelo.

Os dois homens, finalmente livres da terra, respiraram fundo o ar fresco. Seus pulmões, antes comprimidos, encheram-se de ar, clareando suas mentes.

Taebaek sacudiu a terra das roupas de Shinu. Shinu pegou a arma que havia enterrado na terra e vasculhou os arredores.

O outlet estava mais da metade destruído. Paredes estavam desmoronadas e a terra preenchia as lacunas onde o teto havia cedido. Faíscas saltavam de fios elétricos pendentes e um jato de água jorrava de onde antes ficava o banheiro.

Felizmente, parecia que o deslizamento de terra havia parado. A chuva, que antes parecia que destruiria o mundo, finalmente havia cessado. Pode ter parado depois de destruir algo, mas pelo menos parou, e isso era um alívio. A luz azul pálida da aurora vertia pelo teto quebrado.

Shinu verificou o carro estacionado à distância. Estava em grande parte seguro, apenas com a parte traseira parcialmente enterrada na terra. Ele suspirou de alívio.

Shinu limpou a terra de sua arma e encarou fixamente a pequena colina que se formara à sua frente. Sua expressão era incomum, uma mistura de desespero e tristeza, como se aquele outlet pertencesse a ele.

— Hyung, você está bem?

Taebaek passou o braço pelo ombro de Shinu e perguntou. Mas os olhos de Shinu permaneceram fixos na pilha de terra, sem se mover. Taebaek franziu levemente a testa e puxou a cintura de Shinu em sua direção. Só então Shinu olhou para Taebaek, embora seus olhos ainda parecessem vazios.

— Você acha que… a senhora… faleceu?

Shinu perguntou como se falasse consigo mesmo.

— ……

Os lábios de Taebaek se pressionaram em uma linha fina, ao ser lembrado da cruel realidade. Shinu segurou firmemente a manga de Taebaek.

— Eu nunca imaginei que aquela família tomaria uma… uma decisão dessas. Achei que seria uma de duas coisas: ou eles abandonariam o homem, ou o manteriam ao lado deles…

— Hyung.

— Eu não deveria ter falado de forma tão dura. Eu poderia apenas ter dito algo gentil, mesmo que não fosse sincero. Eu poderia ter vigiado e lidado com isso mais tarde, depois que eles se transformassem em um dos “Devoradores”. Por que eu estava com tanta pressa…?

Só porque chegamos até aqui não significa que somos todos fortes. Shinu esfregou o rosto coberto de terra com as mãos. Seu rosto, arranhado pela areia, ficou vermelho em um instante. Taebaek segurou suas mãos e as baixou.

— Mesmo que você tivesse falado com gentileza, o resultado não teria mudado.

— Mas…

— Até a senhora disse que não era nossa culpa.

Apesar das palavras consoladoras de Taebaek, Shinu manteve a cabeça baixa. A chuva havia parado, mas na mente de Shinu, ainda estava caindo. Taebaek soltou um pequeno suspiro. Enquanto se perguntava como confortar Shinu, notou algo se agitando na terra a alguns passos de distância.

Taebaek correu para lá, assumindo que a senhora estava enterrada embaixo.

Assim que alcançou o monte de terra e se abaixou para cavar, uma boca escancarada surgiu do solo.

— Caaaaaah!

Dentes serrilhados, grandes o suficiente para engolir uma bola de basquete, apareceram junto com um fedor de decomposição. Era um Devorador.

Taebaek arquejou e deu um passo atrás. Ele quase perdera os dedos para a mordida da criatura.

O Devorador emergindo da terra tinha apenas um braço e nenhum corpo abaixo do peito. Apesar de avistar Taebaek, ele só conseguia bater as mandíbulas e não podia avançar nele. Naquele momento, Bang! Um tiro ecoou alto. A cabeça do Devorador explodiu como um balão de água.

Chocado, Taebaek virou-se rapidamente. Não foi o tiro repentino que o assustou, mas o som do disparo. Aquele era o rifle de Shinu.

Mas o rifle de Shinu estava equipado com um silenciador. O tiro não deveria ter feito um som tão alto. Por que foi tão ensurdecedor?

Como esperado, Shinu também estava encarando sua arma com surpresa. Fumaça saía da ponta do silenciador. Shinu franziu o cenho profundamente enquanto removia o silenciador. Parecia que a terra o havia entupido, causando o mau funcionamento.

Taebaek, agora igualmente sério, aproximou-se de Shinu. No entanto, o chão sob ele parecia estranhamente mole. Ele presumiu que fosse por causa do solo encharcado pela chuva, mas a sensação era incomum.

Com um olhar de nojo, Taebaek olhou para os próprios pés, apenas para Shinu agarrar seu cotovelo e puxá-lo para trás. Ao mesmo tempo, um Devorador surgiu do local onde Taebaek estivera parado. Coberto de terra preta, assemelhava-se a um fantasma saindo de uma cova.

E não foi só isso. Os Devoradores, despertados pelo som do tiro, começaram a sair do chão por todos os lados. Os da mansão haviam sido varridos para cá pelo deslizamento de terra.

Em pânico, Taebaek correu para os braços de Shinu. Shinu abraçou Taebaek, como um príncipe protegendo uma princesa.

— Você está com medo?

Shinu perguntou com preocupação.

— É claro! Droga, eles estão agindo como zumbis e fazendo coisas de zumbis…

Taebaek resmungou, esfregando a testa no ombro de Shinu. Shinu deu tapinhas em suas costas e vasculhou a área. Os Devorador, agora cientes do barulho, torceram suas cabeças, procurando pela fonte. Os primeiros a sair já estavam roendo os manequins com seus dentes serrilhados.

Os Devoradores não demoraram muito para encontrar Shinu e Taebaek. Inclinando as cabeças para trás o máximo que podiam, eles marcharam pelo chão de terra, correndo em direção aos dois. Ocasionalmente, tropeçavam, ficavam presos na lama ou rolavam pela encosta. Com terra nos olhos, cegando sua visão, os Devoradores apenas cambaleavam desajeitadamente em direção ao som do tiro.

Shinu mirou na testa do que vinha à frente e bang! — a bala enterrou-se em sua cabeça. O Devorador já estava morto há algum tempo, e a umidade acelerara a decomposição, então a bala passou como se cortasse geleia, saindo pela parte de trás do crânio.

De vez em quando, um rolava em direção a Shinu e Taebaek, apenas para ter sua cabeça explodida por Taebaek com sua pistola.

Lidar com os Devoradores não era difícil. O problema era que cada tiro estrondoso atraía mais deles. Tentar matar todos seria tolice. A melhor solução era evitá-los.

Shinu olhou para o carro ao longe. Eles precisavam sair daqui antes que os Devoradores de visão ruim chegassem perto o suficiente para destruí-lo. Ele deu um leve empurrão em Taebaek para frente.

— Vá para o carro.

— Entendido.

— E tente não atirar a menos que seja absolutamente necessário.

Taebaek assentiu e começou a correr primeiro. Quando ele já estava a uns três passos à frente, Shinu disparou contra um Devorador próximo. Os Devoradores de visão precária convulsionaram enquanto se aproximavam. Após mais alguns tiros, Shinu correu atrás de Taebaek.

Chegar ao carro não foi fácil. Montes irregulares de terra e raízes de árvores salientes, escrivaninhas reviradas, cabides caídos, uma geladeira com a porta escancarada, uma cama inclinada, uma mesa rachada, cadeiras presas de cabeça para baixo, molduras de janelas estilhaçadas — cada um servia como obstáculo que bloqueava o caminho.

Tubos afiados e rasgados e objetos parecidos com facas às vezes sobressaíam como espinhos também. Parecia correr por uma trilha de montanha repleta de minas terrestres. E para piorar a situação, os Devorador estavam avançando contra eles. Era um caos.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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