Ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 96 Online

. Capítulo 96
— Que tipo de absurdo você está balbuciando, seu amendoim louco?
— era o que Cassian pretendia dizer, mas antes que pudesse abrir a boca, a capivara disparou a falar primeiro.
— Você se apaixonou por mim à primeira vista, não foi? Seu coração disparou, certo? Foi por isso que xingou e gritou daquele jeito? Estava envergonhado e confuso, não estava? Ainda está emocionado agora? Não consegue nem abrir a boca? Eu já sei de tudo, o Conde Heringer está caidinho por miiim…
Bombardeado por aquela sequência de interrogações, Cassian ficou completamente atordoado. Ele não conseguia formular um pensamento coerente, exceto a ideia fixa de que precisava parar aquela boca que se movia sem cessar.
— Silêncio, fique quieto! Dá para calar a boca agora?
No limite, Cassian saltou da poltrona e tapou a boca de Bliss com uma das mãos. Dentro de sua palma, a capivara se debatia freneticamente e tentava gritar algo, mas estava tudo bem, pois só se ouviam murmúrios abafados. O problema veio a seguir.
“Como agir agora?”
Ele havia agido por impulso ao tapar a boca do outro, mas não poderia ficar assim para sempre. A capivara diante de seus olhos o encarava com fúria, como se fosse mordê-lo no instante em que ele retirasse a mão.
— Shhh, quieto. Olhe aqui.
Cassian ergueu o dedo indicador no ar, como se estivesse adestrando um cão feroz. Ao confirmar que as pupilas de Bliss seguiam o movimento do dedo, ele continuou:
— Acalme-se, bom garoto. Certo, agora vou tirar a minha mão. Então, ouça o que tenho a dizer com calma. Você não pode gritar, nem me morder. Entendido? Se concordar, balance a cabeça. Vamos, balance.
Sob aquela instrução pausada, Bliss, que bufava pelo nariz enquanto o encarava, abaixou e ergueu a cabeça uma vez. Cassian recuou lentamente, ainda sem tirar a mão da boca de Bliss por completo. Os dois se entreolharam em uma tensão explosiva, como se ele estivesse removendo a focinheira de um cão perigoso.
Enquanto o ar permanecia carregado, no instante em que Cassian retirou a mão subitamente:
— Toma essa!
— Nem pense nisso!
*Teck!* Cassian desviou a mão por um fio quando Bliss tentou mordê-lo. Ao ver a expressão frustrada de Bliss por ter falhado no ataque, Cassian soltou uma risadinha e sacudiu a mão levemente no ar.
— Você não tem chance contra mim de qualquer forma, então pare com essas bobagens e sente-se direito. Realmente, você é um caso perdido de imprudência.
Balançando a cabeça com um tom carregado de arrogância, ele sentou-se, cruzou as pernas e respirou fundo. Então, começou a falar com uma seriedade sem precedentes:
— Agora, me escute. O que você disse antes está errado. Vou deixar bem claro: eu não gosto de você.
— “Ee u nãã u góóstu di vucêê.”
Bliss distorceu o rosto de forma cômica e imitou a fala de Cassian. Ao ver sua declaração solene ser ridicularizada por aquele farelo de amendoim, uma veia saltou na têmpora de Cassian, mas ele conteve a emoção com outra respiração profunda. Não seria maduro explodir de raiva reagindo a cada provocação de uma criança. Ele fechou os olhos, contou até dez e continuou:
— Não sei como você chegou a esse equívoco, mas precisamos esclarecer as coisas. Eu não gosto de você, absolutamente. Portanto, pare com essas ilusões.
Em seguida, Cassian curvou o canto da boca em um sorriso frio e desdenhoso.
— Claro que você deve querer acreditar que essas fantasias absurdas são reais, mas precisa encarar a realidade logo. Se não tomar cuidado, pode acabar ficando realmente louco de vez.
“Já deve estar louco”, quando pensou nisso, ouviu um “Humpf!” debochado. Ao encarar o outro com um olhar afiado, Bliss ergueu o queixo e respondeu com determinação:
— Não é ilusão, é a verdade, não é? Não adianta tentar negar e fingir que não é nada disso, porque eu já sei de tudo.
— Rá.
Cassian soltou uma exclamação de puro espanto. O que esse amendoim louco estava dizendo? E o que significava aquele rosto e tom de voz tão cheios de convicção? Ele estava tão perplexo que as palavras mal conseguiam sair.
— Eu não gosto de você, eu juro.
— Você gosta de mim, com certeza.
— Estou dizendo que não, realmente não gosto.
— Gosta, sim! Mentiroso, trapaceiro! Você gosta! Eu sei que gosta!
Bliss começou a gritar enquanto batia os pés no chão. No mesmo instante, uma dor de cabeça terrível atingiu Cassian, fazendo-o cobrir o rosto com as duas mãos. Sua maldita enxaqueca estava de volta.
Pensando bem, ele já estava há mais de três dias sem conseguir dormir. Sem o descanso adequado, alternando entre carros e aviões sucessivamente, seu corpo havia atingido o limite. Seus olhos latejavam e ele sentia náuseas. Ele estava prestes a desmaiar de exaustão, mas a maldita capivara continuava falando sem parar.
“Você gosta de mim, não gosta?”
Maldição. Cassian engoliu um xingamento. “Quem gosta deve ser você, sua capivara maldita. Não sou eu, é você quem gosta de mim. E ainda tem a audácia de me acusar desse jeito absurdo? Esse moleque atrevido…”
— …Ugh.
Um gemido de dor fez seus pensamentos desaparecerem. A enxaqueca, que já era severa, agora parecia querer despedaçar seu crânio. Sua visão ficou turva e sua respiração pesada. Era difícil até pensar com clareza. Em meio àquela dor extrema, Cassian pensou que venderia a alma até para o diabo se isso fizesse o sofrimento parar.
…Espere um pouco.
Uma dúvida conseguiu abrir caminho em sua mente latejante. “Por que eu estava fazendo essa palhaçada toda? Certo, era para persuadir aquele farelo de amendoim.”
Se era assim, não teria sido muito mais fácil vender a alma para o amendoim desde o início?
— O Conde Heringer gosta de mim, gosta de mim. Ele diz que me ama, me ama. É-bé-bé. É-bé-bé. O que eu vou fazer com eleee…
Agora, o amendoim insolente estava até inventando uma música para cantar. Mas nada disso importava. Se pudesse se livrar dessa enxaqueca e dormir profundamente agora mesmo, Cassian beijaria os pés dele de bom grado.
Sim, qualquer coisa.
— Está bem. — Cassian finalmente abriu a boca com uma voz exausta. — Eu gosto de você.
— Eu sabia!
Ao ouvir a confissão súbita, Bliss deu um pulo e soltou um grito de alegria. Antes que ele começasse a cantar outra música absurda, Cassian ergueu o braço e fez um sinal.
— Desculpe por não ter dito antes. Por isso… — Ele continuou entre respirações curtas. — Por isso, venha aqui. Por favor.
“Desculpe”, “Por favor”.
Essas duas palavras soaram mais doces do que qualquer outra coisa no mundo. Bliss, com o rosto instantaneamente iluminado, contornou a mesa com passos leves e foi para o lado de Cassian.
— Hum-hum.
Ele se acomodou no sofá, soltou um pigarro afetado e começou a falar:
— Viu? Teria sido melhor se tivesse admitido desde o começo. Ficou me xingando assim que viu meu rosto, gritando comigo… mas acabou assim de qualquer jeito. Existem duas coisas neste mundo que não se pode esconder: uma é o espirro e a outra é…
Bliss, que falava animadamente, parou de repente. Ele sentiu um peso considerável em seu ombro. Ao interromper a fala e virar a cabeça, viu que Cassian havia apoiado a cabeça ali.
“O quê? Será que ele está chorando?”
Ele se deixou levar pela emoção por um instante, lembrando-se de protagonistas de dramas que choravam no ombro do par romântico, mas logo percebeu algo estranho. Em vez de soluços, o ambiente estava silencioso demais. Ao franzir a testa e apurar os ouvidos, notou um som de respiração profunda e rítmica. Era, sem dúvida, o som de alguém que havia caído no sono.
Hesitante, Bliss ergueu a mão e a balançou freneticamente diante do rosto de Cassian, mas não obteve reação.
“Meu Deus, ele dormiu mesmo!”
A boca de Bliss se abriu em choque. O momento histórico em que Cassian finalmente admitia seus sentimentos, e ele simplesmente apagava? Isso era inacreditável!
— Esse…!
Bliss fez menção de segurar os ombros de Cassian para sacudi-lo. “Acorde agora! Acorde e me peça desculpas! Peça perdão pelas coisas horríveis que disse à minha família! Eu nunca vou te perdoar se não implorar chorando…”
— …era o que ele pretendia fazer.
Mas, ao ver o rosto pálido de Cassian, sem cor alguma, Bliss não conseguiu acordá-lo facilmente. Pensando bem, Cassian estivera acordado o tempo todo. Ele ouvira dizer que o homem sofria de insônia severa; se ele realmente não conseguia dormir, devia ser um sofrimento terrível.
“Talvez ele tenha esse gênio ruim justamente por não dormir…”
“Bliss.”
Ao recordar brevemente de uma memória de infância, Bliss balançou a cabeça freneticamente. — Não, ele sempre foi um canalha. Não posso fraquejar!
Naquele exato momento, a cabeça de Cassian, que estava apoiada em seu ombro, pendeu pesadamente.
— Aaah!
Assustado, Bliss soltou um grito involuntário. No entanto, Cassian continuou mergulhado em um sono profundo, com a cabeça enterrada sobre as pernas do outro, sem acordar.
“Que… que alívio…”
Suspirando internamente, Bliss recuperou os sentidos e começou a dar leves socos na própria cabeça. — Não, não fraqueje! Esse cara é um vilão. Um vilão que precisa ser punido!
— …Mas como eu sou justo e bondoso.
Bliss soltou um pigarro seco e olhou para baixo, observando Cassian. Ver o cenho franzido em agonia e aquele corpo imenso encolhido de qualquer jeito enquanto dormia o fez sentir uma pontada de pena. “Tudo bem, mesmo um vilão precisa dormir.”
— Ei!
Ele chamou o comissário de bordo, reclinou o assento e deitou-se ao lado de Cassian. Cassian só acordou dez longas horas depois, tendo ao lado aquele “farelo de amendoim” que dormia ruidosamente, roncando sem parar.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Deflower Me If You Can (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.