Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 11 Online

↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 11
As pálpebras, que estavam firmemente fechadas, tremeram antes de finalmente se abrirem. Através da visão embaçada, surgiu a imagem de uma praia de areia molhada e as ondas que quebravam suavemente.
Seo Gyu-ha, em um sobressalto de surpresa, sentou-se abruptamente. Choi Seong-yeol, que lia um livro na espreguiçadeira logo ao lado, sentiu o movimento e olhou para ele.
— Acordou?
Seo Gyu-ha passou a palma da mão pelo rosto seco e ergueu a cabeça novamente. Seus olhos captaram o pôr do sol se pondo no horizonte distante e o mar ondulante que abraçava aquela luz. Ele se lembrou de ter saído para tomar um ar e, como o sono veio de mansinho, acabou pegando no sono ali mesmo.
— Que horas são?
— São quase 18h. Eu já estava pensando em acordá-lo logo, mas você despertou antes.
— Dormi demais.
Como havia ido para a praia antes das 15h, significava que tirou uma soneca de nada menos que três horas. Enquanto ajeitava com as pontas dos dedos o cabelo bagunçado pelo vento, ouviu um coreano familiar vindo de não muito longe.
— Barato! Barato! Milho doce de Gangwon-do, um por 2 mil won! 2 dólares! Moça, experimente um~ Só restam cinco!
Como se estivesse enfeitiçado, seu olhar se moveu naquela direção. Viu um homem que, visivelmente um morador local, segurava um milho em cada mão enquanto soltava a voz.
Uma risada curta escapou dele. Já tinha ouvido falar que aquela era uma região frequentada por muitos turistas coreanos, mas ver um local gritando frases como “Milho doce de Gangwon-do” ou “Pulseiras de casal feitas de conchas” com uma pronúncia tão fluente e precisa era algo que o surpreendia toda vez.
Em seguida, Seo Gyu-ha olhou para o lado e perguntou a Choi Seong-yeol:
— Você não vai comprar para mim, né?
— Com certeza não.
Havia um rigor total no gesto de ajustar os óculos no rosto.
Pensando bem, o Secretário Choi era definitivamente um subordinado de sua mãe. Originalmente, ao vir para um lugar assim, deveria estar explorando os mercados noturnos e devorando todo tipo de comida, mas o secretário nem sequer o deixava olhar para as comidas de rua, sabe-se lá o que ele ouviu da mãe de Gyu-ha. O motivo era que seria um grande problema caso ele passasse mal.
Embora fizesse sentido, era uma pena não poder desfrutar plenamente do prazer de comer, que era um dos objetivos da viagem. Mas não dava para despachá-lo agora. Com o passaporte e até o dinheiro de bolso mantidos como reféns, e tendo deixado o celular em casa por preguiça, ele estava inevitavelmente preso à companhia dele.
— Vamos logo comer.
Ter uma personalidade que desiste rápido ajudava nessas horas. Enquanto caminhava tentando ignorar as comidas apetitosas nas barracas, Choi Seong-yeol chamou um táxi pelo celular. O plano era jantar novamente no mesmo restaurante onde bateram cartão nos últimos três dias.
Mesmo à noite, o clima abafado permanecia o mesmo. Após uma refeição farta, os dois caminharam desviando das pessoas que vinham na direção oposta e entraram em uma cafeteria de franquia próxima. Se você comeu, é óbvio que precisa preencher o que restou do estômago com uma sobremesa.
Ao ser chamado, Choi Seong-yeol se levantou e reapareceu segurando a bandeja. Vendo a bebida sendo colocada sobre a mesa, Seo Gyu-ha franziu levemente o cenho e perguntou:
— Você não enjoa de beber só isso?
Choi Seong-yeol pegou seu copo e respondeu sem nem piscar:
— Acho que isso não é algo que o Jovem Mestre, que frequenta o mesmo restaurante toda noite, deveria dizer.
— Eu vim para cá por causa do camarão com creme desde o início. Já o latte de chá verde, você pode beber em qualquer lugar.
Além disso, uma bebida quente nesse calor era algo que ele simplesmente não conseguia entender.
O item que Seo Gyu-ha pediu foi um bingsu de manga. Com a tigela de bingsu e a colher em mãos, ele se afundou na cadeira para um momento relaxante de sobremesa.
Como era de se esperar de um café em um “ponto badalado”, muitas pessoas conversavam enquanto bebiam, e uma música de ritmo animado tocava sem parar na loja. Comendo colherada por colherada, logo o fundo da tigela apareceu. Ao pousar a tigela vazia e observar a vista noturna através da grande vidraça, ouviu uma voz subitamente chamá-lo.
— Você está bem?
Ao desviar o olhar e olhar para frente, Choi Seong-yeol continuou em tom calmo:
— É que você está com a mão na barriga.
— É porque sinto que vou explodir. Comi demais.
Ele apenas massageou a barriga cheia após abaixar discretamente o elástico da calça que o apertava, mas parecia ter causado um mal-entendido desnecessário.
— Se sentir o menor desconforto, por favor, me avise imediatamente.
Em seguida, Choi Seong-yeol pressionou os cantos dos olhos com as pontas dos dedos. Ele parecia bastante cansado enquanto dava batidinhas nos ombros e girava o pescoço de um lado para o outro.
Pensando bem, era compreensível. Ao contrário dele, que estava literalmente apenas comendo e se divertindo, Choi Seong-yeol frequentemente digitava em seu laptop ou falava com alguém ao celular. E, durante todo esse tempo, Gyu-ha nunca o viu dormir mais cedo ou acordar mais tarde que ele.
Esfregando a nuca com a palma da mão, Seo Gyu-ha tomou coragem e abriu a boca.
— Hyung.
— Sim.
— Desculpe. Por ter sido arrastado até aqui por minha causa.
Choi Seong-yeol hesitou diante do pedido de desculpas repentino. Em seguida, respondeu com um sorriso quase imperceptível:
— Que desculpas o quê. Graças a você, tirei férias antecipadas, então para mim é ótimo.
— Sei, deve ser ótimo mesmo.
Uma risada curta escapou dele. Seong-yeol não era uma criança de cinco ou seis anos; não tinha como ser bom estar em outro país limpando a sujeira de um marmanjo.
De repente, surgiu uma curiosidade. Normalmente, era algo que ele nem pensaria, quanto mais verbalizaria, mas devido à situação, uma pergunta lhe veio à mente subitamente.
— Hyung, você não vai se casar?
Mesmo diante da pergunta aleatória, Choi Seong-yeol não se abalou e disse algo que parecia já estar preparado:
— Se aparecer uma pessoa boa, pretendo me casar a qualquer momento.
— É? Segundo o “velho”, tem muitas funcionárias de olho em você.
— Não tanto quanto no Jovem Mestre.
— Não precisa fazer média comigo.
Seo Gyu-ha voltou a olhar pela janela repetidamente. Já tinha dormido bastante à tarde e, como não teria nada para fazer se voltasse para o resort, pretendia passar mais um tempo ali. Pouco depois, logo atrás dele, ouviu-se o som de uma cadeira sendo puxada seguido de vozes em coreano.
— O que você vai beber?
— Um smoothie de morango grande.
Apesar disso, Seo Gyu-ha nem deu importância. Não era apenas na praia; onde quer que fosse, sempre havia coreanos.
Enquanto continuava olhando para fora, uma mulher usando um vestido branco passou bem em frente à loja. Naquele instante, Seo Gyu-ha se sobressaltou sem perceber. O motivo foi ver que a barriga da mulher estava redonda como um balão.
— …….
Naquele momento, ele sentiu a realidade que tentava esquecer se aproximando como uma forma gigantesca. Desviando o rosto como se a evitasse, Seo Gyu-ha murmurou baixo com a expressão sombria:
— …Será que vou conseguir criar bem?
— Perdão?
— Não, antes disso, será que vou conseguir dar à luz normalmente? Ouvi dizer que, se tiver azar, pode-se morrer no parto.
Detectando a ansiedade contida naquelas palavras, Choi Seong-yeol apressou-se em tranquilizá-lo:
— Pelo que pesquisei, os ômegas masculinos geralmente têm partos sem complicações e, além disso, o Jovem Mestre é a própria personificação da saúde, então será ainda mais tranquilo. Ainda falta muito para a data prevista, então fique com o coração em paz.
Ao dizer isso, ele sentiu uma ponta de pena. Em momentos como este, se o alfa, o pai da criança, estivesse ao lado do Jovem Mestre, seria um grande apoio tanto psicológico quanto físico.
Falando agora, Choi Seong-yeol também ficou consideravelmente surpreso quando soube pela primeira vez que o filho mais novo estava grávido. Ômegas masculinos já eram raros, e casos de gravidez eram ainda mais incomuns. Por isso, ao ouvir sobre a viagem da patroa, Choi Seong-yeol se preparou meticulosamente, não apenas reservando acomodações e voos, mas também verificando antecipadamente o sistema de saúde local e números de hospitais gerais.
Enquanto isso, Seo Gyu-ha encarava a mesa com o rosto rígido. A imagem da gestante que acabara de ver não saía de sua cabeça. Embora ainda não fosse perceptível, o estresse já era extremo só de pensar que, em breve, sua barriga cresceria daquele jeito.
— …E se eu ficar aqui até o bebê nascer?
Sabendo que aquilo fora dito por impulso, Choi Seong-yeol, em vez de aumentar o desconforto com uma resposta inútil, mudou de assunto sabiamente:
— Vamos voltando para a acomodação?
Parecia ser o melhor a fazer. Ao se levantar sem hesitação, ouviu uma voz chamando-o por trás.
— Ei, você aí.
Achando naturalmente que estavam chamando outra pessoa, ele continuou caminhando. Então, alguém que surgiu correndo por trás praticamente se atravessou em sua frente.
“O que é isso?”
Suas sobrancelhas se franziram instantaneamente. Diferente dele, a outra pessoa sorria radiante com uma expressão extremamente feliz.
— É você mesmo. Eu estava na dúvida olhando de costas.
Cabelo descolorido de amarelo parecendo pelo de cachorro, óculos de armação preta e uma estatura pequena e compacta. Mesmo olhando para o rosto dele, era alguém de quem não tinha lembrança alguma. Seo Gyu-ha disse rispidamente, sem esconder a irritação:
— Você me confundiu com outra pessoa.
Mas o homem não recuou e sorriu ainda mais.
— Confundir o quê? Eu sou o Jay.
Ele continuou falando em um tom bastante confiante, mas, mesmo olhando de novo, era um desconhecido. “Não é um golpista de novo tipo?” Parecia ser o caso. Ao tentar ignorá-lo e passar, o homem bloqueou seu caminho mais uma vez, tirou os óculos bruscamente e ajeitou a franja.
— Ah, sério, nem assim você me reconhece?
— …Ah.
Só então ele se lembrou de quem era. Seo Gyu-ha, ainda com o cenho franzido, perguntou com desdém:
— Por que você está com essa aparência?
O cara parado à sua frente era aquele “bonitão” em quem ele costumava investir nas boates. Onde teria ido parar aquela aparência que exalava uma sensualidade bizarra? Com aquele cabelo descolorido de amarelo vibrante e vestindo uma camisa havaiana que ninguém usaria nem de graça, era normal não reconhecê-lo.
Como não tinha mais nada a tratar, ele ia passar por ele, mas foi detido novamente por outras palavras.
— Espere um pouco.
— O que foi de novo?
Diferente de Seo Gyu-ha, que exibia uma expressão abertamente irritada, um sorriso peculiar surgiu nos lábios do rapaz.
— Eu fiquei olhando você de costas porque parecia muito alguém que eu conhecia. Mas… ouvi algo que eu nunca imaginei.
— …!
Tum. Por um instante, ele teve a ilusão de que seu coração tinha caído. Choi Seong-yeol, que observava logo ao lado, detectou a atmosfera incomum e interveio rapidamente. No momento em que ele envolveu o ombro de Seo Gyu-ha para se afastarem, os lábios de Jay se moveram mais uma vez.
— Eu tinha certeza de que você era um beta… mas parece que era um ômega. E ainda por cima, grávido.
Ele se perguntou se era aquela a sensação de ter a mente ficando em branco. Ele deveria negar dizendo que aquilo era um absurdo, mas não conseguia nem mover os lábios, como alguém com o circuito da linguagem paralisado.
Quem tomou a frente desta vez também foi Choi Seong-yeol. Ao ver Seo Gyu-ha completamente congelado, ele disse: “Vamos”, apressando o passo. Sem sequer ter consciência de que estava caminhando, Gyu-ha movia os pés como se estivesse sendo arrastado, enquanto ouvia palavras sendo gritadas às suas costas:
— Não se preocupe! Eu sei guardar segredo!
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Sentado na beira da cama, as duas pernas de Seo Gyu-ha tremiam ansiosamente. Ele encarava o padrão do piso do quarto como se fosse um inimigo mortal, antes de acabar enterrando o rosto nas palmas das mãos.
— Vou enlouquecer…
Palavrões fluíam naturalmente de sua boca. O rosto daquele cara da boate, sorrindo cinicamente no café há pouco, não saía de sua cabeça.
Falar sem pensar tinha sido a causa do desastre. De qualquer forma, era outro país; quem poderia imaginar que alguém conhecido estaria sentado na mesa logo atrás no mesmo café, entre tantos lugares possíveis?
Como a culpa era inteiramente sua, não podia culpar mais ninguém. Suspirando repetidamente com um rosto como se o mundo tivesse desabado, Seo Gyu-ha virou a cabeça para olhar para Choi Seong-yeol. O rosto dele, após ouvir os detalhes da história, parecia igualmente sério.
— Será que eu devo ficar enfurnado aqui até o bebê nascer mesmo?
Desta vez, Choi Seong-yeol respondeu em tom sério:
— …Realisticamente, é impossível. Há a questão do visto e, mesmo que fosse possível, haveria limites na comunicação, o que seria bastante desconfortável.
— Ah…
— Tente ficar tranquilo. Ele não sabe nenhuma informação pessoal sua e é só parar de frequentar boates.
Não era um problema tão simples quanto as palavras sugeriam. Era verdade que eles apenas conheciam o rosto um do outro e nada mais, mas o problema era que, entre os clientes com quem aquele cara lidava, havia muitos conhecidos dele.
“Não se preocupe. Não vou espalhar boatos.”
Um riso de escárnio escapou dele. Era o tipo de fofoca perfeito para tagarelar enquanto bebia; sendo ele um acompanhante, duvidava muito que manteria o zíper da boca fechado.
— Não tem algum jeito de dar um jeito nisso agora?
— Não que não tenha, mas… para ser honesto, eu sou contra. Mesmo que os boatos se espalhem, basta negar categoricamente.
— Isso vai colar?
— Com certeza cola. Já que o Jovem Mestre não é afetado por feromônios de alfa ou ômega. De qualquer forma, você não poderá chegar nem perto de uma boate por cerca de um ano e, se alguém mencionar isso no futuro, basta ignorar.
Ele ficou momentaneamente tentado pelas palavras confiantes, mas logo deixou a cabeça cair com o rosto sombrio. Dizem que um cara azarado quebra o nariz mesmo caindo de costas. Ele sentia que estava exatamente nessa situação.
Trrr— Trrr—
O toque do celular quebrou o silêncio. Ao verificar o remetente, o Secretário Choi atendeu imediatamente.
— Sim, patroa.
De relance, o olhar de Seo Gyu-ha se voltou para o lado. Parecia que sua mãe tinha ligado de novo.
— Sim. Ele está bem, sem problemas. Sim. Reservei para voltarmos daqui a três dias.
Com uma ideia repentina, Seo Gyu-ha estendeu a mão para o Secretário Choi.
— Se for a minha mãe, me passa.
Após esperar um momento, o celular lhe foi entregue. Assim que o levou ao ouvido, Seo Gyu-ha foi direto ao ponto.
— Vou ficar mais um mês antes de ir.
— O quê?
— Disse que vou ficar mais um mês. Já que vim até aqui.
Então, como esperado, caiu um raio sobre ele.
— Eu já estou morrendo de preocupação, você está com juízo ou não? Não fale bobagem e volte agora mesmo.
— Preocupação de quê? …Ter um filho não é grande coisa.
— Você vai continuar dizendo coisas apenas para me irritar?
— …….
— De jeito nenhum, fique sabendo disso. E Gyu-ha, você por acaso brigou com o Cha-young?
Não importa o que sua mãe dissesse, Seo Gyu-ha ouvia indiferente, mas instantaneamente franziu o rosto com força.
— Por que o nome desse desgraçado surgiu do nada?
— Ele veio aqui em casa há alguns dias. Disse que discutiu com você, aconteceu alguma coisa?
Se aconteceu? Ao lembrar dele dizendo “Vou tirar” sem mudar a expressão, sentiu a fúria subir novamente. Aquele cachorro. Por causa de quem eu estou passando por isso agora?
— Não sei. Enfim, vou ficar mais um pouco, então fiquem sabendo disso. Vou desligar.
Antes que o bombardeio de sermões começasse, ele desligou. Vendo Seo Gyu-ha desligar o aparelho completamente, o Secretário Choi comentou com uma expressão de surpresa:
— Você vai ficar mais tempo?
— …Sim. Acho que preciso.
Com os pensamentos tardios vindo à tona, suas pernas começaram a tremer novamente.
“Aquele desgraçado foi na minha casa? Por quê?”
Um pensamento de “será?” surgiu, mas ele rapidamente o apagou da mente. Lee Cha-young devia pensar até agora que ele era um beta, então jamais imaginaria que ele estaria carregando o próprio filho. E sua mãe não diria algo assim…
— Merda.
Seo Gyu-ha ligou o celular novamente com pressa. Assim que a tela principal apareceu, ligou para a mãe.
— Ah, Seong-yeol.
— Você não contou para o Lee Cha-young, né?
— Alô?
— Sou eu. Não reconhece nem a voz do filho? Enfim, sobre eu estar grávido, você não contou para o Lee Cha-young, né?
— Não contei. Por que eu diria algo assim do nada?
Só então um suspiro de alívio escapou. Após pressionar os olhos com as pontas dos dedos, Seo Gyu-ha continuou:
— Nunca conte para ele, de jeito nenhum. …Ele é o tipo de desgraçado que vai rir pra caramba e me desprezar se souber que sou um ômega. Vou desligar.
De alguma forma, parecia ter apagado o incêndio urgente, mas ainda restava outro problema. Arrependendo-se repetidamente por ter saído daquela forma do café, Seo Gyu-ha olhou para o Secretário Choi com o rosto rígido.
— Hyung, vou usar seu laptop um pouco.
— Vou desbloqueá-lo para você.
Um momento depois, ao receber o laptop, Seo Gyu-ha começou a mover os dedos rapidamente sobre o teclado. A palavra que ele digitou na barra de busca foi: “Parto no exterior”.
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O homem chinês de aparência afável apertou a mão de cada um dos homens altos que estavam à sua frente.
— “Então, nos vemos na próxima.”
Lee Cha-young retribuiu o aperto de mão com um sorriso amigável. Assim que o homem se retirou, o Presidente Jin, que liderou esta viagem de negócios como responsável geral, virou-se para o lado com uma expressão de alívio.
— Finalmente, agora só falta voltar para casa.
Diante do comentário brincalhão, Lee Cha-young respondeu com um sorriso:
— Graças ao senhor, vi e aprendi muito. Obrigado.
— Não foi nada. Vamos nos deslocar para o aeroporto agora mesmo.
Como alguém que não desperdiçava nem um segundo, o Presidente Jin caminhou imediatamente, seguido por Lee Cha-young e o resto do grupo.
Ao entrarem no sedan preparado, o carro saiu do centro de convenções onde o fórum foi realizado e entrou na avenida principal. Lee Cha-young soltou um suspiro silencioso e pressionou a têmpora com a ponta dos dedos. Ter ficado enfurnado na sala de conferências por várias horas todas as manhãs e noites durante três dias apenas ouvindo as apresentações dos pesquisadores o deixou com uma dor de cabeça latejante.
Isso significava que tinha sido uma viagem difícil? De forma alguma. Falando francamente, mesmo quando era um funcionário comum, ele nunca tinha feito uma viagem de negócios onde fizesse tão pouco e estivesse lá apenas para “fazer número”. Como havia sido avisado, o objetivo não era a viagem em si, mas sim estar presente para se familiarizar com os executivos das empresas parceiras e dos institutos de pesquisa locais.
Enquanto observava a janela em silêncio, o Presidente Jin, sentado ao lado, puxou conversa.
— Estou ansioso para vê-lo em breve na divisão de negócios DS.
Uma vez iniciada a conversa, o assunto continuou fluindo. Embora fosse chamado de conversa, era mais o Presidente Jin lançando um tópico e dando explicações ou opiniões, enquanto Lee Cha-young reagia com breves concordâncias ocasionalmente.
Enquanto isso, o carro que levava os dois avançava firmemente em direção ao destino, entre paradas e partidas. Quando passavam por um grande shopping e entravam em um viaduto, ele sentiu uma vibração no bolso interno do paletó. Lee Cha-young pediu licença por um momento e pegou o celular. Ele pretendia ignorar se fosse um contato sem importância, mas, ao ver o nome na tela, apertou o botão de chamada imediatamente.
— Sim, Secretário-Chefe Jeong.
— As informações que o senhor mencionou anteriormente estão prontas.
Com isso, Lee Cha-young verificou as horas no relógio de pulso. Logo embarcaria no voo para a Coreia, então poderia receber os dados em apenas algumas horas, mas ele estava tão ansioso que não conseguia esperar nem esse tempo.
— Envie por e-mail agora mesmo. Pode destruir o original.
— Entendido, Jovem Mestre.
Ao desligar, Lee Cha-young voltou a olhar pela janela. Em meio ao tempo que parecia interminável, o carro chegou ao aeroporto e, assim que terminou os procedimentos de check-in, ele se dirigiu ao lounge.
Abriu o laptop e ligou-o apressadamente. Ao fazer o login e clicar na caixa de entrada, havia alguns novos e-mails. Lee Cha-young nem olhou para os outros e clicou rapidamente no e-mail enviado pelo Secretário-Chefe Jeong. Abrindo o arquivo anexo, ele começou a ler o conteúdo do relatório em alta velocidade.
O volume não era tão grande quanto imaginava. Seu paradeiro também era muito mais simples do que o esperado. Na maior parte do tempo, ele apenas ia de casa para o café, e as poucas exceções eram idas ocasionais a um hospital geral.
Pelo menos nos registros recentes, notavam-se mudanças. Viu o registro de que ele havia ido para a casa dos pais há cerca de uma semana e, alguns dias depois, encontrou-se com Kim Mo-ran em um hotel. E naquela noite, conforme as palavras da mãe de Seo Gyu-ha quando ele foi à casa dela, a última anotação no relatório dizia que ele havia deixado o país acompanhado pelo Secretário Choi.
— …….
Após ler do início ao fim mais uma vez, Lee Cha-young desviou o olhar da tela do laptop. Por um momento, ele voltou a descer o cursor lentamente enquanto mergulhava em pensamentos. Ainda havia uma dúvida não resolvida.
Ele achou que certamente haveria um registro de encontro com a mulher que dissera estar grávida, mas Kim Mo-ran era a única mulher cujo nome aparecia como alguém com quem ele passou algum tempo. Como as informações que atendiam às suas expectativas eram escassas, ele inevitavelmente começou a pensar demais.
Pelo fato de ele ter mencionado a gravidez do nada e pela atitude de ficar furioso quando ele disse que ele a faria tirar, era óbvio que Seo Gyu-ha tinha se metido em uma encrenca. Mas por que não havia registro de encontro? Eles conversaram apenas por telefone? Ou ele já tinha resolvido a situação?
Ele preferia que fosse isso, mas as suposições que acabara de ter eram apenas seus próprios pensamentos.
Ou então…
“Não pode ser.”
Ele fechou os olhos com força, apagando rapidamente o pensamento de sua mente. Era verdade que Kim Mo-ran era mulher, mas ela era uma alfa. Mesmo que algo tivesse acontecido entre os dois, era absolutamente impossível um alfa engravidar de um beta.
Com o rosto rígido por não conseguir controlar sua expressão, Lee Cha-young afrouxou o nó da gravata que parecia sufocá-lo. Com a mente bagunçada como um novelo de lã emaranhado, o rosto de Kim Mo-ran lhe veio à mente. Em seguida, ele pegou o celular e procurou o número dela.
Embora parecessem querer vencer um ao outro como fogo contra fogo, surpreendentemente os dois tinham um bom relacionamento desde a infância. Como soube que eles se encontraram há poucos dias, talvez ela tivesse em mãos a informação que ele queria saber.
Trrr— Trrr—
O sinal de chamada durou bastante tempo. Toque, toque; o movimento de tamborilar a ponta do dedo indicador na coxa, como um hábito, estava cheio de ansiedade. Ele chegou a afastar o celular para olhar para a tela, quando finalmente ouviu a voz de Kim Mo-ran.
— O que foi.
Apenas por aquela frase, o desagrado era evidente, mas Lee Cha-young não se importou nem um pouco.
— Pode falar um minuto?
— Atendi porque posso. Por que ligou do nada?
— Vamos nos encontrar rapidinho à noite. Tenho algo para dizer.
— Para mim? Eu não tenho nada para ouvir.
— É urgente.
No momento, ele não tinha disposição para levar brincadeiras a sério.
— Não vou tomar muito do seu tempo, apenas decida o lugar.
— …Tenho coisas para resolver até hoje, estou ocupada. Eu te ligo depois.
— Está bem. Não importa se for tarde, me ligue sem falta.
Dada a situação, ele acabou soando suplicante. Ao desligar, Lee Cha-young encostou o corpo no encosto do sofá e segurou a testa latejante. Exalando o ar em silêncio, ele verificou o relógio de pulso mais uma vez.
Um suspiro profundo escapou dele. Era terrível ao ponto do desespero perceber que o tempo podia passar tão devagar.
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↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…