Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 6.8 Online


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ꕥ Capítulo 6 – Obstáculos não foram feitos para serem saltados, mas sim afastados, Parte 08

— Você sabia?

O cardápio do jantar solicitado pelos colegas de Nick era exigente e em grande quantidade, mas simples na seleção. A grande mesa de conferência estava lotada de caixas de pizza, sem deixar frestas. Owen sentiu que estava vendo as maiores variedades de pizza que já encontrara na vida. Enquanto hesitava sobre qual fatia pegar, Nick lhe entregou uma. Justo quando Owen estava prestes a dar a primeira mordida, a informação que chegou aos seus ouvidos foi tão inacreditável que ele perguntou novamente.

— Claro. Quem você acha que é o nosso chefe? Ele é praticamente uma fera. Como ele não notaria quando alguém está tirando fotos tão descaradamente?

— Pare de provocar e coma, Owen.

— …Como?

Apesar da insistência de Nick, Owen apenas segurou a grande fatia de pizza com as duas mãos.

Cooper disse que tirar as fotos era óbvio, mas, de acordo com Spiros, aquelas pessoas eram profissionais. Owen não tinha dados para avaliar a perícia do investigador, mas conhecia bem o estilo de trabalho habitual de Spiros. Se Spiros dizia que eram profissionais, eles eram. Ele até queria um cartão de visitas da empresa de Nick, não queria? Isso significa que há um padrão de profissionalismo.

— Eu te disse, Owen. Consigo sentir quando alguém está me observando.

Owen já ouvira algo assim antes.

— Então por que você não os pegou?

— Honestamente… achei que pudesse ser um de seus parentes. Eles pareciam curiosos sobre mim, então posei bem e deixei que tirassem quantas fotos quisessem. Coma logo.

— Pizza com champanhe? Que luxo absurdo. Obrigado, Presidente Rose.

Nick pegou a taça de champanhe que Cooper ofereceu e a colocou na frente de Owen.

— Você sabe quem eu sou. Honestamente, se o dinheiro pudesse resolver, eu compraria todas as suas memórias do que acabou de acontecer.

Owen reuniu coragem para mencionar sua entrada dramática.

— Por quê? Aconteceu algo? Você viu algo?

Cooper cutucou Simon.

— Nah, eu não vi nada.

Simon respondeu levemente, pegando outra fatia.

— Vou dizer de novo, os bisbilhoteiros é que estão errados. A refeição das crianças também está ótima. Obrigado, Owen. Tudo bem te chamar assim?

— Sim, claro. Mas parece que nem todos bebem?

Encontrar um lugar com estoque suficiente para conseguir uma caixa de Dom Pérignon P2 foi a parte mais difícil, no entanto, parecia que apenas Cooper, Frank e Owen estavam bebendo.

— Só aquele cara bebe. Ele é completamente imune a isso. Não bebemos durante as operações, mas bebemos muito em outras ocasiões.

— Oh…

— Eu o convidarei formalmente para a Mansão Rose quando houver tempo. Temos muitas bebidas boas, então, por favor, apareçam.

— Não fazemos promessas vazias. Você está em apuros agora, Presidente Rose.

Simon, pegando sua terceira fatia, emitiu um aviso baixo.

— Eu falo sério. Por favor, venham.

Então Owen ergueu sua taça de champanhe e deu um grande gole.

Owen deu mais goles no champanhe do que mordidas na pizza. Bebendo constantemente, ele logo terminou uma taça. Nick a encheu silenciosamente. Na quarta taça, Owen parecia relaxar, envolvendo-se em uma conversa leve com a equipe enquanto comia.

Owen era alguém que conseguia se misturar em qualquer ambiente, um traço que Nick notara desde que ele assumira o papel de anfitrião.

Suas bochechas haviam ficado rosadas, sugerindo que ele bebera bastante, mas Nick não tinha intenção de impedi-lo. A equipe concordara em fingir que não ouvira nada, mas se Nick se colocasse no lugar de Owen, ele provavelmente também precisaria da ajuda do álcool. Ainda assim, ver Owen relaxar alegremente o deixava à vontade.

Agora Owen estava respondendo adequadamente aos exageros de Cooper. Tendo terminado de comer, Nick escorregou silenciosamente para o sofá e sentou-se.

— Ele não é elegante?

Hugh, sentado ao seu lado, virou-se para Nick. Nick percebeu pelo canto do olho que Hugh estava debatendo se o comentário fora direcionado a ele ou exigia uma resposta. Nick continuou, despreocupado.

Vestido de preto da cabeça aos pés, Owen parecia um elegante cisne negro hoje. Um cisne negro insanamente sexy.

Era ainda mais evidente enquanto ele se movia habilmente com passos de boxe. Cooper estava tentando ensinar Owen, alegando que lhe mostraria uma coisa ou outra, mas os passos de Owen mostravam que ele não precisava de lições. O palpite de que Owen praticara vários esportes estava correto.

— Ah… recobre os sentidos, chefe.

Enquanto Nick soltava uma série constante de suspiros, Hugh lançou um comentário. Nenhum feromônio estava vazando, mas qualquer homem saberia que tipo de suspiros estavam vindo do alfa sentado ao seu lado, mesmo sem feromônios.

— O trabalho de pés é fundamental, Presidente Rose. O boxe parece um esporte de mãos, mas na verdade é sobre os pés. Você não pode ficar parado. Continue se movendo.

Cooper e Owen estavam lutando abertamente.

— A forma dele já é sólida.

Simon, que limpara a mesa do jantar sozinho, veio sentar-se no sofá. Após observar por um momento, acrescentou sua impressão.

— Esperem. Eu preciso de uma pausa.

Owen, com as bochechas coradas, disse que precisava descansar. Nick chutou rapidamente a perna de Hugh para afastá-lo, abrindo bastante espaço ao seu lado.

Quando Nick estendeu uma garrafa de água fria, Owen veio pegá-la, mas ficou de pé para recuperar o fôlego em vez de se sentar.

— Julgando pela quantidade de champanhe, Cooper bebeu muito mais, mas eu sou o único sem fôlego. Talvez eu precise treinar mais pesado.

— Para começar, não se faz exercícios depois de beber, Owen. E Cooper é imune ao álcool.

— O que isso significa?

— Exatamente o que parece, Presidente Rose. O álcool começa a se decompor enquanto passa por aqui, então, quando chega ao estômago dele, é como se ele tivesse acabado de beber água. Não é apenas uma expressão — ele é literalmente uma baleia de bebida.

Simon apontou para o esôfago enquanto elaborava o comentário de Nick.

— Não pode ser.

Segurando a garrafa de água, Owen olhou de um rosto para o outro, como se verificasse se aquilo era mais uma de suas piadas exageradas.

— Você entenderá quando vir mais. Pagamos um preço para aceitar isso nós mesmos.

Nick puxou o braço de Owen, que não dava sinais de que ia se sentar.

— Um preço?

Owen caiu nos braços de Nick com uma facilidade agradável.

— Fizemos apostas. Sabe, do tipo que se faz quando se está bêbado. Não sabíamos na época que ele não fica bêbado, então naturalmente aceitamos o desafio. Quem perdeu mais?

Enquanto Simon falava, Owen deslizou sutilmente do colo de Nick para se sentar no sofá. Nick, relutante, manteve a mão na cintura de Owen.

— Urso Branco.

Frank respondeu do outro lado.

— Ah, certo, Urso Branco. Não foi quando fomos enviados para a África? Ele tinha aquele bumerangue que ganhou de presente de alguma tribo, apostou e perdeu.

— Não era um bumerangue — era uma faca de madeira, não era?

— Aquela era minha.

Nick corrigiu os fatos.

— Ah, certo. O chefe ganhou aquela. Pensando bem, aquilo foi golpe baixo. Ele não deveria ter apenas vencido — deveria ter nos avisado. O chefe não perdeu nada. Tenha cuidado, Presidente Rose. Nosso chefe não aposta em jogos perdidos.

— Era bonita para uma arma, não era? Disseram que foi tratada de forma especial, do jeito tradicional deles, para não apodrecer facilmente. Se bem preservada, poderia durar centenas de anos. Não disseram que o lugar dela era num museu?

— Está em um lugar mais seguro que um museu.

Owen, sentado ao seu lado, era estimulante demais. Toda vez que uma resposta vinha de algum lugar, ele virava a cabeça em direção ao som. A cada vez, o aroma de seu suor preenchia o nariz de Nick.

— De qualquer forma, estou dizendo que não foi um jogo justo.

— Exatamente. Algumas garrafas de champanhe não encheriam nem o tanque de água dele. É como se o Presidente Rose estivesse correndo com uma penalidade.

— E Owen, seu nível de exercício não é de forma alguma insuficiente.

Nick vê Owen correndo pesado toda manhã, como se tentasse escapar para algum lugar. Não há necessidade de se esforçar mais.

— É, eu percebi logo de cara que ele é alguém que treina. Você não apenas corre, não é?

Simon mostrou interesse na rotina de exercícios de Owen.

— Oh… sim. Aprendi um pouco disso e daquilo desde que era criança. Não sou particularmente bom em nada específico, no entanto.

Os movimentos de Owen não eram os de alguém que apenas se aventurara. Todos na sala, exceto a criança, eram especialistas naquela área. Um único olhar para as movimentações físicas de Owen era o suficiente para saber que ele estava sendo modesto.

— O que você já tentou? Estou curioso.

Cooper aproximou-se e jogou-se em um sofá um pouco afastado.

— Há os esportes que se aprende na escola, é claro. Particularmente, fiz um pouco de Systema e treinei Krav Maga por cerca de cinco anos.

— Autodefesa, hein.

— Sim, exatamente. Você sacou de primeira. Aprendi como autodefesa, mas meus parentes viram de outra forma. Eles acharam que eram artes marciais táticas e ficaram horrorizados — ainda me lembro da cara deles.

O rosto de Owen iluminou-se, encantado por encontrar alguém que entendesse.

— Bem, a mídia moldou as coisas de uma forma que causou esses equívocos.

Os esportes de nomes exóticos que Owen aprendera foram popularizados através de um documentário com o qual o FBI cooperou para fins de relações públicas. Mais tarde, revelou-se que a CIA o adotara como uma arte marcial oficial sob o nome grandioso de sistema de sobrevivência, e ganhou popularidade por um tempo.

— Mas, honestamente, aquele documentário foi um pouco exagerado, não foi?

Hugh olhou cautelosamente para os colegas, buscando concordância. Todos, exceto Nick, assentiram silenciosamente.

— Eu sabia!

Owen fez uma pausa e riu, como se atingido por um pensamento divertido.

— Claro, eu posso estar errado já que sou leigo, mas os movimentos pareciam um pouco… engraçados. Beliscar e levantar? Isso realmente funcionaria na prática, seria eficaz? Acabei rindo durante uma demonstração uma vez e ficou estranho.

O canto da boca de Nick subiu. Ele não precisava ouvir mais para saber do que Owen estava falando.

Durante as operações, há momentos em que você precisa ficar com um cliente por um tempo. Não é uma situação bem-vinda, mas algumas missões tornam isso inevitável. Seria bom se todos apenas cumprissem seus papéis, mas os clientes frequentemente pedem para serem ensinados técnicas de autodefesa para situações de crise, como se fosse um serviço adicional incluído no contrato.

Nick faz ouvidos moucos, mas seus funcionários são mais orientados ao serviço do que ele. Eles ensinam algumas coisas, dizendo que é para o bem-estar mental do cliente.

O que eles ensinam é geralmente coisas desse tipo.

Não é nada descolado ou impressionante. Os chutes que eles demonstram são chamativos e desajeitados. Não são os chutes elegantes e estendidos que se veria nos filmes. Eles se deitam no chão e mostram chutes cômicos, caricatos, como se pertencessem a uma história em quadrinhos.

Claro, existem técnicas letais usadas para combate corpo a corpo. Mas essas são exatamente isso — técnicas. Elas exigem força e velocidade para sustentá-las.

Eles não podem ensinar isso a civis, então a prioridade máxima é dizer para ficarem parados até que a ajuda chegue. Mas se ficar parado parecer mais arriscado, eles ensinam métodos improvisados para usar em um aperto.

Eles dizem para mirar nas partes mais dolorosas e vulneráveis do corpo para fazer o atacante hesitar brevemente. Essa hesitação ganha tempo para escapar ou se esconder. Owen provavelmente aprendeu algo assim. A equipe, entendendo o contexto, soltou pequenas risadas.

— Claro, eu também aprendi algumas chaves de articulação para defesa contra facas, mas apenas o básico. Mas quando eu estava aprendendo isso, não parecia arte marcial de jeito nenhum — parecia dança. Devo ter me movido dessa forma inconscientemente, porque viviam me dizendo para não dançar.

O Systema normalmente envolve permanecer relaxado e então acelerar instantaneamente para golpear. Quando demonstrado lentamente, pode parecer mole e frouxo.

Ao contrário do que se esperaria de alguém no topo dos 0,01%, Owen compartilhou seus fracassos de forma cândida e despretensiosa, e as risadas da equipe aumentaram.

— Eu sei exatamente de quais movimentos você está falando.

Sons intermitentes de diversão mostravam que eles estavam ouvindo com interesse.

— Mas é realmente algo que as forças especiais aprendem?

Depois de rir por um tempo, Owen não resistiu a perguntar novamente. Enquanto todos trocavam olhares, Simon falou.

— Varia de país para país. As técnicas diferem dependendo do propósito. Mas, independentemente de como sejam chamadas, as forças especiais visam completar missões, por isso aprendem técnicas mais agressivas para subjugar os oponentes rapidamente. É natural que seja diferente do que os civis aprendem.

— Existem disciplinas onde os civis podem aprender as mesmas técnicas das forças especiais.

— Tipo o quê?

— Sambo de Combate?

Cooper lançou casualmente.

— Tem “combate” no nome. Nunca ouvi falar… o que é isso?

— Foi adotado pelas forças especiais russas. Pense nisso como um kickboxing, mas com regras menos cavalheirescas.

Simon conteve sua descrição por causa de Owen. O Sambo de Combate, até pouco tempo atrás, permitia inclusive chutes na virilha como golpes válidos em partidas oficiais. Um exemplo extremo de ataque sujo, mas ainda assim.

— Então, todos vocês treinam Sambo de Combate?

— Bem, já experimentamos… aprendemos uma variedade de coisas.

Hugh respondeu vagamente, mas também era a verdade.

Os exercícios básicos que a empresa de Nick incentiva para os funcionários são boxe ou kickboxing e wrestling. Nomes de artes marciais extravagantes não entram na lista. Se perguntarem o porquê, a resposta é: porque nós testamos.

Para um combate corpo a corpo real, as técnicas de boxe são a base. No final das contas, o que importa é o trabalho de pés rápido, o movimento eficiente e a capacidade de desferir socos impactantes quando a oportunidade surge — isto é, se estiver desarmado. Se estiver armado, a proficiência com a arma é a chave. Isso é o mais importante. Movimentos grandes e chamativos são pura fantasia e, com uma base sólida, adicionar algumas técnicas de forças especiais por cima não é difícil.

— Mas não importa o que digam, tudo se resume ao poder de fogo. Quem luta com as mãos vazias hoje em dia?

A equipe de Nick não costuma andar de mãos vazias, mas o combate próximo acontece com frequência. Não há necessidade de Owen saber disso, então o comentário de Cooper foi oportuno. Nick assentiu, satisfeito com a moderação.

— Mas como escolhas de autodefesa, ambas são boas. Você escolheu bem.

— É… elas também me foram recomendadas.

— Como eu disse, lutar é uma questão de poder de fogo. Você deveria ir à nossa sede algum dia. Os campos de treinamento são muito bem equipados. Você provavelmente encontraria todo tipo de equipamento que só viu em documentos, Presidente Rose.

— Mesmo que não seja isso, as instalações esportivas da nossa empresa são todas de primeira linha. Os caras que estão de folga vêm só para usar a academia, então isso diz tudo.

— Seus funcionários vão à empresa nos dias de folga?

— Eles praticamente moram lá. Nosso trabalho exige que mantenhamos nossos corpos em condições máximas. Além disso, é uma profissão surpreendentemente estressante, então o exercício é a melhor maneira de sacudir tudo isso e melhorar o condicionamento.

Cooper falou levemente, como se ir treinar fosse apenas uma maneira casual de aliviar o estresse, mas, nesta indústria, algo tão mundano quanto o exercício pode, às vezes, tornar-se um luxo que apenas aqueles com tempo livre podem pagar.

As pessoas costumam pensar que os funcionários de PMCs ganham muito dinheiro, mas a realidade é mais complicada.

A estrutura de emprego para mercenários geralmente é baseada em contratos por projeto. Além disso, nenhuma seguradora está disposta a cobrir uma profissão de tão alto risco — e mesmo que estivessem, o custo seria inacessível, por isso é praticamente inexistente — tornando equipamentos de proteção caros uma necessidade. A maioria das PMCs fornece apenas o equipamento básico. Qualquer coisa além disso, como equipamentos personalizados caros, é naturalmente responsabilidade do indivíduo. Se você morrer, o contrato é redigido de modo que, em vez do valor acordado, apenas um pagamento ínfimo de condolências vá para sua família.

Como resultado, os mercenários esperam trabalhar duro e se aposentar rapidamente. Para que trabalhadores contratados ganhem o suficiente para se aposentar, eles não têm escolha a não ser aceitar projetos sem parar. Nesse tipo de estilo de vida extenuante, o exercício torna-se semelhante a um item de luxo.

Não há tempo ou energia para exercícios, mas o corpo ainda precisa estar em ótima forma, então muitos acabam recorrendo a esteroides e drogas, arruinando-se por fim.

Nick passou por essa fase de contratado. Ele não tem intenção de mudar a indústria, mas decidiu administrar sua empresa de forma diferente e, até agora, tem tido sucesso.

Cooper parece ansioso para se gabar das instalações da empresa, mas Nick não está entusiasmado com a ideia de Owen saber demais sobre seu trabalho. É verdade que esta indústria está cheia de coisas que preocupariam qualquer um que soubesse sobre elas.

— Owen não precisa usar armas. Claro, se você quiser, eu ficaria feliz em te ensinar.

Nick lançou a Cooper um olhar que significava para parar de falar.

— Obrigado.

Owen sorriu, olhando entre os dois.

— Mas falando em armas, sinto que já vi mais hoje do que em toda a minha vida. Eu não tinha processado direito, mas é um trabalho perigoso, não é?

— Nada perigoso.

— Nick, eu vi algo quando entrei nesta sala mais cedo.

— É apenas equipamento chamativo. Serve para intimidar. Não há muito pessoal de combate.

Dizendo algo contrário à verdade, Nick enviou um olhar aos seus colegas, instando-os a entrar no jogo.

— Sério. Até o Urso Branco está estacionado em uma base na Antártida há anos.

— Urso Branco… isso é um apelido, certo?

— Ah, sim. O nome real dele é Ben, mas ele é um cara grande e pálido que come como um urso se preparando para a hibernação nos 365 dias do ano. Passe um dia com ele e você também o chamará de Urso Branco.

Cooper riu enquanto explicava a origem do apelido.

— O que ele faz na base da Antártida? Oh… se for confidencial, você não precisa me contar.

— O que é isso? Nós apenas omitimos as partes confidenciais e contamos o resto. Certo, chefe?

Como era uma informação inofensiva, Nick assentiu silenciosamente.

— O contrato provavelmente diz algo como “segurança da instalação e suporte para operações de resgate em caso de incidentes”. Na realidade, ele está apenas passando o tempo sem nada para fazer. Se você segue rigorosamente os protocolos de segurança, os acidentes não acontecem, e morar lá, mesmo que por pouco tempo, faz com que todos sigam esses protocolos à risca. Quando perguntei a ele qual foi a coisa mais difícil nos últimos cinco anos, ele disse que foi transportar óleo.

— Óleo?

— Isso dá um trabalho danado.

Simon interveio.

— Eles transportam suprimentos para a estação de pesquisa polar em barcaças. Dependendo da estação, se um navio grande não consegue atracar, eles levam botes de borracha para o mar e transferem as mercadorias manualmente. O problema são os icebergs. Atrasar é perigoso. E quando o tempo piora, o vento aumenta, e com o vento vêm as ondas. Você não pode simplesmente ficar sentado quando está ficando sem diesel, uma necessidade crítica, mas como o transporte de mercadorias não estava no contrato, eles poderiam ficar ociosos? Disseram que levou um dia inteiro com cada par de mãos ajudando.

— Parece exaustivo só de ouvir. Você faz esse tipo de trabalho também?

— De jeito nenhum. É por isso que eles receberam um pagamento extra por isso. Nosso chefe nunca perde uma chance para isso.

Já estava na hora de Nick encerrar as coisas.

— Ben está lutando contra o tédio. Toda vez que nos conectamos para as reuniões semanais via chamada de vídeo, ele reclama de como está entediado. Nosso trabalho parece chamativo porque carregamos armas, mas na verdade lidamos com tarefas chatas com muito mais frequência. Você não precisa se preocupar de jeito nenhum. Afinal, somos profissionais experientes.

— Se eu acreditasse em tudo isso pelo valor nominal, estaria admitindo que sou um tolo, mas vou acreditar em você porque aprecio o esforço.

Owen riu, e a equipe riu também.

— Mas é verdade que somos profissionais experientes. Você pode acreditar nisso. Mais importante, nosso chefe é seletivo com os trabalhos. Ele não aceita os realmente perigosos. Se ele não sai em missão, nós também não saímos. Isso é realmente raro nesta indústria.

Simon, sempre do lado mais sério, acrescentou fervorosamente em meio às brincadeiras.

— Raro nem define — nossa empresa é praticamente a única… oh, espere, tem uma outra.

— Indonésia?

Frank, que acabara de colocar a criança na cama e fechar a porta para se juntar à conversa, interveio sabendo do que se tratava. Cooper assentiu imediatamente.

— Oh, aquele cara? Mas o caso dele não é meio especial? Não deveríamos falar sobre ele separadamente?

— Nada de falar sobre coisas que só nós sabemos.

Nick interrompeu, parando o vaivém enquanto observava a cabeça de Owen girar acompanhando a conversa.

— Oh, desculpe. Há algumas pessoas em nossa indústria que são chamadas de lendas.

Hugh disse “algumas”, mas levantou apenas uma mão.

— E o Cooper afirma que conheceu uma delas pessoalmente.

— Cara de sorte.

— Encontrar aquele cara em campo é o oposto de sorte.

A voz baixa de Nick cortou a conversa animada.

— Você também o conheceu?

Owen virou-se para Nick.

— Apenas de longe.

Nick respondeu brevemente.

— Eu também só o vi de longe… escute, Presidente, é uma história realmente sinistra.

Cooper inclinou-se para frente, preparando o clima como se estivesse prestes a lançar um conto antigo.

— Ele é chamado de o Homem da Lenda.

— Mais para a Fera. Pelos boatos, ele não parece humano.

Simon interveio.

— Hum. Bem, sim. Dizem que ele era um agente do governo enviado para suprimir rebeldes africanos, mas enlouqueceu após ser injetado com drogas. Ou que ele é quem despedaçou as facções dos cartéis sul-americanos. Alguns até dizem que ele é um alienígena que desvia de metralhadoras.

— Não fale de alienígenas. No momento em que essa palavra surge, a credibilidade e a tensão caem.

Frank interrompeu.

— Tudo bem. De qualquer forma, a parte mais louca é que uma pessoa supostamente está por trás de todas essas histórias insanas.

— Ouvi dizer que não era uma pessoa, mas uma equipe. Uma equipe chamada Lobo Solitário.

— Mais para Monstro Solitário.

A palavra “monstro” era um termo proibido para Nick. Ele observou a reação de Owen, pronto para virar a mesa se necessário. Até agora, Owen parecia estar ouvindo apenas como uma história de guerra exagerada.

— O ponto é que essa figura lendária realmente existe. Na Indonésia, ainda existem tribos primitivas que esfolam as pessoas vivas, certo? Eu tinha acabado de terminar um trabalho e estava recuperando o sono em um hotel dentro da área protegida.

— Você apaga quando dorme depois de um trabalho, totalmente relaxado, só para você saber.

— Exatamente. Foi assim que aconteceu. Mas acordei com um anúncio. Mesmo meio dormindo, eu percebia que estava um caos lá fora. Escutei mais e descobri que uma guerra tribal havia estourado dentro da área protegida onde ficava o hotel. Eles já estavam perto do hotel.

Nick já ouvira essa história várias vezes e a achava maçante. Ele se recostou, encarando a nuca de Owen.

— Não dá para argumentar com aquelas pessoas. Não me refiro a uma barreira linguística. Coisas como “somos estrangeiros, não estamos envolvidos, sigam as leis internacionais ou suas próprias leis” — nada disso funciona. A parte mais louca é que, em pleno século vinte e um, eles atiram dardos venenosos. Um dos nossos funcionários deu um único passo para fora do portão principal do hotel e desabou, atingido por um dardo. Seja qual for o veneno que usaram, ele estava morto antes que pudéssemos fazer qualquer coisa.

— Provavelmente uma mistura de venenos.

Simon acrescentou sua opinião.

— Provavelmente. Então eles arrastaram os funcionários do hotel.

— Então ele não estava morto?

Owen parecia completamente absorto na história.

— Não, ele foi confirmado morto. Eles o mandaram de volta logo depois. …Eu te disse, eles são uma tribo de esfoladores.

Owen cobriu a boca com as duas mãos. Nick queria dizer que já era o suficiente, mas Owen estava tão focado que ele debateu se deixava continuar ou interrompia.

— Apagamos as luzes, baixamos as cortinas e ficamos longe das janelas.

— Um helicóptero não poderia resgatar vocês?

— Não havia onde um helicóptero pousar. Trancamos as portas do hotel e passamos… três dias, talvez? Bebendo a bebida do bar. Então aparece um cara arrastando alguém pelos cabelos em direção ao portão principal do hotel. A princípio, pensei que fosse a tribo novamente. Mirei pelo visor, pronto para atirar se cruzassem o portão. Mas então notei que ele estava usando nossas roupas. Não roupas ocidentais, mas nosso traje de combate. É tudo muito parecido. E quando olhei mais de perto, rá!

Cooper deu um grande gole de água, fosse porque sua garganta estava seca ou porque a lembrança o atingiu.

— Não era uma pessoa que ele estava arrastando pelos cabelos — era pele humana. Com o couro cabeludo perfeitamente intacto. Não sei como ele fez isso, mas foi esfolado de forma tão impecável que você poderia vestir. Ele a arrastou até o portão do hotel e a pendurou em destaque.

— …Por quê?

— Eu não sabia na época, mas soube mais tarde que a pele pertencia ao chefe da tribo que começou a guerra. De acordo com as regras deles, quem esfola o líder inimigo vence.

— Mas você disse que ele estava usando traje de combate? Então não foi uma guerra tribal?

— Não, foi. Mas como não terminava, o governo contratou mercenários. O contrato era entrar, parar a guerra e mandar as tribos de volta para suas respectivas áreas protegidas. Ouvi dizer que outra empresa tinha sido enviada antes dele e falhou. E por falhar, quero dizer…

Cooper fez um movimento de corte na testa, provavelmente imitando a esfolação.

— E aquele cara foi enviado depois.

— Ugh, ainda me dá calafrios. Com tantas armas por aí, por que terminar assim?

Hugh passou os dedos pelo cabelo, coçando vigorosamente.

— Exatamente. Acho que nossos olhares se cruzaram brevemente pela janela naquela época. Cara… calafrios, calafrios, calafrios.

Cooper esfregou os braços enquanto falava.

— De qualquer forma, o ponto é que nosso chefe não aceita trabalhos assim. Esta indústria nasceu dos males do capitalismo — é um lugar onde pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro se reúnem.

— …Mas ele conseguiu desviar dos dardos venenosos.

Owen, que estivera ouvindo em silêncio, notou notavelmente um detalhe fundamental que outros deixaram passar. Todos os olhos se voltaram para ele.

— Certo? Fico feliz que você tenha notado, Presidente. Quando ouvi essa história, essa parte também me chamou a atenção.

Frank estendeu a mão e Owen a apertou reflexivamente.

— Conte-nos, Cooper. Essa história é apenas um conto da carochinha, certo? Dardos venenosos hoje em dia?

— É, e os outros membros da equipe disseram que nem sequer o viram. É isso que não faz sentido. Mesmo para uma equipe pequena, somos o tamanho mínimo. Você não vai com menos do que isso por causa do equipamento básico que precisa carregar.

Hugh acrescentou mais explicações.

— Por isso o chamam de lenda.

Cooper descartou as partes inexplicáveis com a palavra “lenda”.

— Lenda ou mentira, quem se importa? Como o chefe disse, você tem sorte se não encontrar alguém assim em campo.

A conversa zumbiu de um lado para o outro. Owen não se juntou desta vez e recostou-se ligeiramente. Ele se virou para olhar para Nick.

— Ele é o outro que você mencionou, não é?

Owen sussurrou, mal alto o suficiente para Nick ouvir, referindo-se a quando Nick dissera que havia outros como eles. Nick assentiu uma vez.

A história de Cooper era verdadeira. Por isso Nick estava tenso. Ele temia que isso pudesse levar à conclusão de que eram mutantes ou monstros, mas Owen, por algum motivo, parecia encantado, apesar do conto sinistro.

Satisfeito, Owen voltou-se para o grupo. Sua atenção mudou para lá, mas seu corpo pressionou-se mais contra Nick. Nick sentiu o peso agradável de Owen se inclinando e deixou suas pálpebras caírem, sem se importar com o leve falatório de sua equipe começando a fofocar sobre ele bem na sua frente.

— Mas como você faz um trabalho perigoso, não posso deixar de me preocupar. Você deve se machucar muito durante as operações, certo?

O doce Owen expressou doces preocupações. Antes que Nick pudesse dizer que não havia necessidade de se preocupar, sua equipe interveio.

— Nossa equipe sofre ferimentos leves, mas os graves são raros. Olhe, todos os nossos membros estão intactos, certo? Os olhos funcionam bem, as articulações dos dedos se movem bem. Isso é realmente raro nesta indústria.

Cooper abriu a mão no ar, exibindo como cada articulação se movia.

Cooper pretendia tranquilizar, mas os olhos de Owen se arregalaram ainda mais.

— Esta indústria é como pegar as piores partes das forças armadas e do capitalismo e misturá-las. O trabalho em si é difícil, mas o sentimento de pertencimento não é tão forte quanto nas forças armadas e não há o senso de servir ao bem público, obviamente.

— A maioria das pessoas entra pelo dinheiro.

— Ouvi dizer que o pagamento é bom.

— É, bem, para pessoas experientes, o salário não é ruim. Se você não tirar folgas e não desperdiçar dinheiro, pode economizar o suficiente para se aposentar em alguns anos.

— Uau.

Um suspiro genuíno de admiração escapou dos lábios de Owen.

— Mas o número de pessoas que conseguem isso… talvez dez por cento?

— Eu diria ninguém.

Hugh rebateu.

— Por que isso?

— Bem… para começar, trabalhos que pagam bem são de alto risco porque são difíceis. Lógica capitalista simples: alto risco, alto retorno. Ou mais simples, é mais provável que você morra antes do pagamento ser compensado. Mas, novamente, nosso chefe é seletivo com os trabalhos, então entenda isso como uma conversa geral sobre a indústria.

Owen assentiu para mostrar que entendia.

— Tudo bem… mas estou curioso desde cedo — por que todos vocês o chamam de “chefe”?

— Oh… na empresa, mais pessoas o chamam de “chefe”. O pessoal aqui costuma trabalhar com ele em campo, então o antigo título daquela época simplesmente pegou.

— Oh…

— Naquela época, as operações eram maiores, os contratos eram mais longos e você tinha várias equipes contratadas como a nossa misturadas. O verdadeiro patrão contratava todas essas equipes, e nós éramos apenas o líder e os membros de uma equipe. Nós o chamamos assim há tanto tempo que pegou, e ele fica amuado se o chamarmos de “chefe”.

O ponto de Cooper pareceu ressoar, já que Nick permaneceu em silêncio.

— Nós ficaríamos amuados também.

— …Estou com inveja. Vocês todos parecem ótimos juntos. Devem ter feito alguns trabalhos incrivelmente difíceis.

— Bem… isso são tudo histórias antigas. Hoje em dia, trabalhamos confortavelmente, ficando em hotéis como este.

Era apenas uma pequena fração da verdade, mas a equipe captou os sinais de Nick sem falhar. Eles demonstraram o trabalho em equipe forjado através de anos de camaradagem.

— Exatamente. E nos preparamos minuciosamente antes das operações e, acima de tudo, temos o chefe.

— O Nick é habilidoso em campo?

Owen fez uma pergunta óbvia, seu rosto já sorrindo em antecipação à resposta óbvia.

— Ele é praticamente uma fera.

Esses… idiotas. Meçam as palavras.

— O que quero dizer é que usamos câmeras.

Sentindo o olhar afiado de Nick, Cooper tentou se recuperar rapidamente. Ele abriu sua bolsa de equipamentos e montou rapidamente a parte frontal de um fuzil.

— Tipo isso.

Owen levantou-se para ver mais de perto.

— Cuidado.

O aviso era para Cooper, mas Owen entrelaçou as mãos nas costas, gesticulando que não tocaria em nada.

— Quando estamos em campo, é isso que usamos com mais frequência. Trocamos diferentes câmeras dependendo do ambiente e da situação.

— Vocês as prendem aqui, certo? Eu vi em vídeos.

— Exatamente. As principais são câmeras de infravermelho, térmicas e de visão noturna. Esta é uma câmera térmica. Essencial para detectar inimigos escondidos atrás de coberturas.

Cooper explicou, segurando cada uma delas.

— Mas embora essas tecnologias sejam úteis e necessárias, elas também são um fardo. O maior problema é que cada vez que você anexa uma nova câmera, o peso muda, então sua precisão cai até você se acostumar. Mas nosso chefe está livre de tudo isso. Ele se move perfeitamente bem à noite sem uma câmera de infravermelho.

— Apenas ter uma boa visão noturna, claro. Mas como você explica ele localizar alguém escondido em uma casa com mais precisão do que uma câmera térmica e atirar neles?

A equipe, ansiosa para intervir, acrescentou um comentário cada.

— Ele tem olhos na nuca ou algo assim — ele até percebe inimigos se aproximando por trás. Foi uma emboscada que não poderíamos ter detectado, mas ele desviou. É como se ele estivesse jogando com um hack de mapa em um jogo.

— Quando perguntamos como ele soube, ele apenas diz que somos lentos. Hmph. Tanto faz. Contanto que fiquemos perto do chefe, não morreremos nem nos machucaremos de alguma forma ridícula.

Cooper fez um som engraçado enquanto soltava a câmera e a guardava.

Owen ainda parecia encantado.

— Já que estou de pé, vou indo agora. Intrometi-me tão de repente e fiquei tempo demais.

— São apenas nove horas. Você não incomodou em nada, então não se preocupe.

Todos se levantaram na despedida de Owen. Nick levantou-se do sofá também.

— Gostei muito da conversa de hoje. Obrigado a todos.

Após várias rodadas de insistência para que Owen os convidasse para a Mansão Rose e eles concordarem em ir, Nick acompanhou sua equipe de volta para dentro e fechou a porta.

— Importa-se se eu perguntar o que te deixou tão feliz?

Nick apertou o botão do elevador e questionou sua curiosidade.

— Porque estou feliz.

Owen respondeu brilhantemente, entrando no elevador primeiro.

— Então, qual parte especificamente?

— A possibilidade de eu não ser o maior monstro da Terra, e…

— Ah.

Foi uma conclusão inesperada, mas boa, então Nick decidiu não insistir mais.

— A alegria de saber que você é considerado um empresário e colega muito bom.

— …

Eles chegaram ao saguão e ambos saíram do elevador.

Era uma interpretação um pouco questionável, mas Nick decidiu não discutir com essa avaliação também. Sentindo-se um pouco atordoado, ele trocou um olhar com Jimmy, que havia saído do banco do motorista. Confirmando que Jimmy não precisava vir abrir a porta do carro, Jimmy voltou para o banco do motorista.

Talvez por causa do champanhe, os lábios de Owen estavam em um tom mais vívido do que o habitual. Se Nick soubesse que desejaria tanto um beijo, havia aquele corredor vazio mais cedo. Não precisava olhar em volta — esta era uma rua movimentada. Alguns transeuntes já haviam reconhecido Owen e diminuído o passo. Engolindo o arrependimento, Nick abriu a porta traseira e esperou Owen entrar.

— Fique tranquilo por alguns dias. Eu ligarei assim que o trabalho terminar.

Bastava um passo, mas Owen hesitou, segurando a porta do carro. Seus lábios corados pareceram se aproximar e então colidiram.

— …!

Assustado, Nick enrijeceu brevemente enquanto Owen estendia a mão, agarrava seu pescoço e o puxava para baixo. Sentindo o leve puxão para baixo, Nick finalmente puxou a cintura de Owen em sua direção.

— É ele.

— Ele é um gato.

— Aquele é mesmo o Owen Rose? Uau, que beleza!

As vozes dos transeuntes chegaram até eles, mas não importava mais.

Eles ficaram ali, na beira da rua, se beijando.

— …Eu queria te pedir para entrar no carro, mas não acho que seria capaz de te deixar ir se você entrasse.

Depois de se afastar relutantemente, Owen explicou por que fizera uma pausa antes de entrar.

— É sério. Eu volto logo.

Se era um voto para si mesmo ou uma promessa para Owen, Nick não tinha certeza. Com aquela despedida ambígua, ele fechou a porta do carro. Inclinando-se, ele trocou um último olhar com Owen e então acenou para Jimmy seguir viagem.

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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

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